ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 20: 11-18 – PARTE III

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A Ressurreição

III – A aparição de Cristo a Maria, enquanto ela falava com os anjos e lhes contava sua situação. Antes que eles lhe deem qualquer resposta, o próprio Cristo se apresenta, para satisfazer sua busca, pois agora Deus nos fala por meio do seu Filho. Ninguém, exceto Ele mesmo, pode nos levar a si mesmo. Maria deseja ansiosamente saber onde estava seu Senhor, e eis que Ele está à sua direita. Observe:

1. Aqueles que não se satisfarão com nada menos do que uma visão de Cristo, não receberão nada menos. Ele nunca disse à alma que o procurava: Procura em vão. “É Cristo que você deseja ter? Cristo você terá”.

2. Ao manifestar-se àqueles que o procuram, Cristo frequentemente supera suas expectativas. Maria espera ver o corpo de Cristo, e é sua perda que ela reclama, e eis que ela o vê, vivo. Desta maneira, Ele faz, pelo seu povo que ora, mais do que eles são capazes de pedir ou pensar. Nesta aparição de Cristo a Maria, observe:

(1) Como, a princípio, Ele se ocultou dela.

[1] Ele apareceu como uma pessoa comum, e ela o viu desta maneira, v. 14. Ela estava esperando uma resposta dos anjos às suas queixas, e ao ver a sombra, ou ao ouvir os passos, de alguém atrás de si, ela “voltou-se para trás”, deixando de falar com os anjos, e viu Jesus em pessoa, em pé, a mesma pessoa que ela estava procurando, e apesar disso, ela “não sabia que era Jesus”. Observe que, em primeiro lugar, “perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado” (Salmos 34.18), mais perto do que eles se dão conta. Aqueles que procuram a Cristo, embora não o vejam, podem ter certeza de que Ele não está longe deles. Em segundo lugar, aqueles que procuram o Senhor diligentemente se virarão para todos os lados, na sua busca. Maria virou-se para trás, esperando descobrir alguma coisa. Diversos dos antigos sugerem que Maria foi orientada a olhar para trás porque os anjos se levantaram, e fizeram reverência ao Senhor Jesus, a quem viram antes que Maria o visse, e que ela olhou para trás para ver a quem eles prestavam tão profunda reverência. Mas, se isto fosse verdade, não é provável que ela o confundisse com o hortelão. Portanto, foi seu profundo desejo de procurá-lo que a fez voltar-se em todas as direções. Em terceiro lugar, Cristo frequentemente está perto do seu povo, e eles não percebem sua presença. Ela “não sabia que era Jesus”. Não que Ele tivesse aparecido com outra aparência, mas talvez ela tivesse lhe dirigido um olhar rápido e desatento, e, com os olhos tão cheios de preocupação, ela não pôde distinguir bem, ou talvez seus olhos estivessem como que fecha­ dos, de modo que não o reconheceu. O mesmo aconteceu com os olhos daqueles dois discípulos, Lucas 24.16.

[2] Ele lhe fez uma pergunta comum, e ela lhe respondeu, em conformidade com ela, v. 15.

Em primeiro lugar, a pergunta que Ele lhe fez foi suficientemente natural, e que qualquer pessoa lhe poderia ter feito: “Mulher, por que choras? Quem buscas?” O que tu vieste fazer aqui no jardim, tão cedo? E por que tanto ruído e confusão?” Talvez isto tivesse sido dito com alguma rudeza, como José falou com seus irmãos quando mostrou-se estranho para com eles, antes de se dar a conhecer a eles. Aparentemente, estas eram as primeiras palavras que Cristo falava, depois da sua ressurreição: “‘Por que choras?’ Eu ressuscitei”. A ressurreição de Cristo tem em si o suficiente para enlaçar todas as nossas tristezas, para estancar todas as correntes, e secar as fontes, das nossas lágrimas. Observe aqui que Cristo conhece:

1. As tristezas do seu povo, e pergunta: “Por que choras?” Ele armazena suas lágrimas, e as registra no seu livro.

2. As preocupações e as buscas do seu povo: Quem buscas, e o que desejas ter? Mesmo quando sabe que estão procurando por Ele, ainda assim Ele de­ seja ser informado disto por eles. Eles devem dizer-lhe a quem estão buscando.

Em segundo lugar, a resposta que ela lhe deu é suficientemente natural. Ela não lhe dá uma resposta direta, mas, como se dissesse: “Por que você me censura, e me repreende pelas minhas lágrimas? Você sabe por que choro, e a quem busco”. E, portanto, supondo que Ele fosse o jardineiro, a pessoa empregada por José de Arimatéia para embelezar e conservar seu jardim, que, pensou ela, tinha vindo cedo ao seu trabalho, ela disse: “Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei”. Veja aqui:

1. O engano da sua percepção. Ela supôs que nosso Senhor Jesus fosse o jardineiro, talvez por entender que Ele estivesse perguntando que autoridade ela tinha para estar ali. Observe que os espíritos perturbados, em um dia nublado e escuro, são capazes de apresentar Cristo de forma deturpada a si mesmos, e de interpretar erroneamente os métodos da sua providência e graça.

2. A veracidade do seu afeto. Veja como o coração de Maria Madalena estava concentrado em encontrar a Cristo. Ela faz a pergunta a todos que encontra, como a esposa preocupada: “Vistes aquele a quem ama a minha alma?” Ela fala respeitosamente com um jardineiro, e o chama de Senhor, esperando obter dele algum esclarecimento a respeito daquele a quem sua alma ama. Quando ela fala de Cristo, não menciona seu nome, mas diz: “Se tu o levaste”, assumindo que este jardineiro estava tão preocupado com Jesus quanto ela estava, e, portanto, não poderia deixar de saber a quem ela se referia. Outra evidência da força do seu afeto era que, onde quer que Ele estivesse, ela se encarregaria de buscá-lo. Um corpo como este, envolto com tal peso de especiarias, seria muito mais do que ela poderia pretender carregar, mas o verdadeiro amor pensa que pode fazer mais do que realmente pode, e menospreza as dificuldades. Ela supôs que este jardineiro tivesse se incomodado com o fato de que o corpo de alguém que tinha sido crucificado de maneira ignominiosa tivesse a honra de ser depositado no sepulcro novo do seu mestre, e por isto o tivesse removido para algum lugar miserável, que ele julgava mais adequado. Contudo, Maria não ameaça contar isto ao senhor do jardineiro, fazendo-o perder seu trabalho por isto, mas procura descobrir outro sepulcro, ao qual Ele pudesse ser bem-vindo. Cristo não deve ficar onde é considerado um estorvo.

(2) Como Cristo, por fim, se fez conhecer a ela e, com uma agradável surpresa, deu-lhe garantias infalíveis da sua ressurreição. José, por fim, disse aos seus irmãos: Eu sou José. E o mesmo faz Cristo aqui, a Maria Madalena, agora que Ele entrou no seu estado exaltado. Observe:

[1] Como Cristo se revelou a esta boa mulher que o procurava chorando (v. 16): “Disse-lhe Jesus: Maria!” Isto foi dito com ênfase, e com o ar de bondade e liberdade com que Ele estava acostumado a falar com ela. Agora Ele mudou sua voz, e falou como Ele mesmo, e não como um jardineiro. A maneira de Cristo se fazer conhecer ao seu povo é por meio da sua palavra, sua palavra aplicada às suas almas, falando a eles, em particular. Quando aqueles a quem Deus conhece pelo nome, nos conselhos do seu amor (Êxodo 33.12), são chamados pelo nome, na eficácia da sua graça, então Ele revela seu Filho neles, como em Paulo (Gálatas 1.16), quando Cristo o chamou pelo nome: “Saulo, Saulo”. E as ovelhas de Cristo conhecem sua voz, cap. 10.4. Esta única palavra, “Maria”, foi como aquela dita aos discípulos no meio da tempestade, “sou Eu”. Assim, a Palavra de Cristo nos faz bem quando colocamos nossos nomes nos preceitos e nas premissas. “Nisto, Cristo me chama, e fala comigo”.

[2] Com que rapidez ela recebeu esta revelação. Quando Cristo disse: “Maria, você não me conhece? Você e eu nos tornamos estranhos?”, ela imediatamente percebeu quem era, como a esposa (Cantares 2.8): “Esta é a voz do meu amado”. Ela caiu em si e respondeu: “Raboni”, meu Mestre. Isto pode ser interpretado com uma interrogação: “Raboni? E meu Mestre? É realmente Ele?” Observe, em primeiro lugar, o título de respeito que ela lhe confere: meu Mestre, um mestre que ensina. Os judeus chamavam seus doutores de Rabis, grandes homens. Seus críticos nos dizem que Rabon era, para eles, um título de maior honra que Rabi, e por isto Maria escolhe este título, e acrescenta uma nota de apropriação: meu grande Mestre. Observe que apesar da liberdade de comunhão consigo mesmo que Cristo se alegra em nos conceder, nós devemos nos lembrar de que Ele é nosso Mestre, e nos dirigirmos a Ele com um temor piedoso. Em segundo lugar, com que vivacidade de afeto ela atribui este título a Cristo. Ela voltou-se dos anjos, a quem estava olhando, para olhar para Jesus. Nós devemos abandonar toda a nossa consideração por todas as criaturas, até mesmo as mais esplêndidas e as melhores, e fixá-la em Cristo, de quem nada deve nos desviar, e com quem nada deve interferir. Quando pensava que era o jardineiro, ela olhava para outro lado enquanto falava com ele. Mas agora que tinha conhecido a voz de Cristo, voltou-se. A alma que conhece a voz de Cristo, e que se volta para Ele, o chama, com alegria e triunfo: Meu Mestre. Veja com que prazer aqueles que amam a Cristo falam da sua autoridade sobre si. Meu Mestre, meu grande Mestre.

[3] As instruções adicionais que Cristo deu a ela (v. 17): ‘”Não me detenhas’, mas vai e leva as novidades aos discípulos”.

Em primeiro lugar, Ele a desvia da expectativa de associação e convivência familiar com Ele, nesta ocasião: “Não me detenhas, porque ainda não subi”. Maria estava tão tomada pela visão do seu amado Mestre, que se esqueceu de si mesma, e do estado de glória em que Ele agora entrava, e estava prestes a expressar sua alegria abraçando-o afetuosamente, o que Cristo aqui proíbe, nesta ocasião.

1. “Não me detenhas” deste modo, sob qualquer condição, pois Eu subo para o céu. Ele pediu que os discípulos o tocassem, para a confirmação da sua fé. Ele permitiu que as mulheres abraçassem seus pés, e o adorassem (Mateus 28.9). Mas Maria, supondo que Ele havia ressuscitado, como Lázaro, para viver entre eles constantemente, e conviver com eles tão livremente como tinha convivido antes, estava com esta presunção, prestes a tomar sua mão, com a costumeira liberdade. Cristo retificou este engano. Ela devia crer nele, e adorá-lo, como exaltado, mas não devia esperar ter a mesma familiaridade com Ele, como antes. Veja 2 Coríntios 5.16. Ele a proíbe de amar sua presença física, de incitar seu coração com isto, ou de esperar aquela continuidade, e a conduz à convivência e comunhão espiritual que deveria ter com Ele, depois que Ele tivesse subido para seu Pai, pois a maior alegria da sua ressurreição era o fato de que era um passo em direção à sua ascensão. Maria pensou, agora que seu Mestre tinha ressuscitado, que Ele imediatamente estabeleceria um reino temporal, como eles tinham esperado durante tanto tempo. “Não”, diz Cristo, “não me detenhas, com qualquer pensamento deste tipo. Não penses em me deter aqui. Pois, embora Eu ainda não tenha subido, “vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo”. Assim como antes da sua morte, também agora, depois da sua ressurreição, o Senhor repete o mesmo ensino, que Ele ia partir, não mais estaria neste mundo, e, portanto, eles devem olhar além da sua presença física, e olhar além do presente estado de coisas.

2. “Não me detenhas, não me toques, não fiques aqui para fazer mais perguntas, nem para demonstrar mais expressões de alegria, pois Eu ainda não subi, Eu não partirei imediatamente, esta demonstração de amor e carinho poderá ser feita em outra ocasião. O melhor que podes fazer agora é levar as boas novas aos discípulos. Não percas tempo, portanto, vai o mais rápido que puderes”. Observe que o serviço público deve ter preferência à satisfação privada. “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”. Jacó deve deixar o anjo partir, quando o dia amanhecer, e é hora de cuidar da sua família. Maria não deve ficar para conversar com seu Mestre, mas deve levar sua mensagem, pois é um dia de boas novas, cujo consolo ela não deve absorver, mas transmitir a outros. Veja esta história, 2 Reis 7.9.

Em segundo lugar, Ele diz a ela qual é a mensagem que deve levar aos discípulos: “Vai para meus irmãos e dize-lhes”, não somente que Eu ressuscitei (ela lhes poderia dizer isto de si mesma, pois ela o tinha visto), mas que “eu subo”. Observe:

1. A quem esta mensagem é enviada: “Vai para meus irmãos”, pois Ele não se envergonha de chamá-los assim.

(A) Agora Ele entrava na sua glória, e era declarado como sendo o Filho de Deus com mais poder do que nunca, mas Ele ainda considera seus discípulos como seus irmãos, e se expressa com um afeto mais terno por eles do que antes. Ele os tinha chamado de amigos, mas nunca de irmãos, até agora. Embora Cristo seja elevado, Ele não é arrogante. Apesar da sua elevação, Ele não se recusa a reconhecer o relacionamento que tem com as pessoas mais simples.

(B) Seus discípulos tinham, ultimamente, se comportado de maneira pouco sincera em relação a Ele. Ele nunca os tinha visto juntos, desde que todos o tinham abandonado e fugido, quando Ele foi preso. Com razão, Ele poderia ter-lhes enviado agora uma mensagem zangada: “Vá àqueles desertores traiçoeiros, e diga-lhes que Eu nunca mais confiarei neles, nem terei qualquer coisa a ver com eles”. Mas não. Ele perdoa, Ele esquece, e Ele não lança fora.

B. Por quem é enviada: por “Maria Madalena, da qual [Jesus] tinha expulsado sete demônios”. Porém, esta era agora uma mulher favorecida pela bênção de Deus. Esta era sua recompensa pela sua constância na união a Cristo, e na sua busca por Ele. Esta era também uma tácita repreensão aos apóstolos, que não tinham estado tão próximos quanto ela, ao acompanhar a Jesus à morte, nem tinham sido tão pioneiros quanto ela, ao encontrar o Jesus ressuscitado. Ela se torna um apóstolo aos apóstolos.

C. Qual é a mensagem propriamente dita: “Eu subo para meu Pai”. Há duas grandes consolações nestas palavras:

(A) Nossa relação conjunta com Deus, resultante da nossa união com Cristo, é um consolo indescritível. Falando desta fonte inesgotável de luz, vida e bênção, Ele diz: Ele é o “meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Isto é muito expressivo da relação íntima que existe entre Cristo e os crentes: “O que santifica como os que são santificados, são todos de um”, pois eles concordam num, Hebreus 2.11. Aqui temos um avanço dos cristãos, e uma condescendência de Cristo para aproximá-los. O planejamento dos eventos e situações para que a união seja favorecida é admirável.

[A] A grande dignidade dos crentes é que o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é, em Cristo, seu Pai. Realmente, existe uma vasta diferença entre as respectivas fundações desta relação. Ele é o Pai de Cristo, por geração eterna, e nosso, por uma graciosa adoção. E até mesmo isto nos autoriza a chamá-lo, como fazia Cristo, “Aba, Pai”. Uma das razões pela qual Cristo os chamou de irmãos consistia no fato de que seu Pai era o Pai deles. Cristo agora estava subindo para comparecer como advogado junto ao Pai. Na presença de seu Pai, e por isto podemos esperar que Ele interceda em todos os assuntos. Na presença de nosso Pai, e por isto podemos esperar que Ele interceda por nós.

[B] O fato de que Jesus se alegra em reconhecer o Deus do crente como seu Deus é uma grande condescendência de Cristo: “Meu Deus e vosso Deus”. Meu, para que possa ser seu. O Deus do Redentor, para sustentá-lo (Salmos 89.26), para que Ele possa ser o Deus dos redimidos, para salvá-los. O resumo do novo concerto é que Deus será, para nós, o único Deus. Cristo é a garantia e o cabeça do concerto. É com Ele que se deve tratar primeiro. É somente por meio dele que os crentes, como sua semente espiritual, estão ligados a esta relação de concerto. Primeiro, Deus é o Deus do Senhor Jesus, e depois o nosso. Ao participarmos da natureza divina, o Pai de Cristo se torna nosso Pai. E, como Ele participa da natureza humana, nosso Deus é seu Deus.

(C) A ascensão de Cristo ao céu, na continuação da sua missão por nós, é, da mesma maneira, um consolo indescritível: “Dize-lhes que Eu devo subir em breve. Es­ te é o próximo passo que Eu vou dar”. Isto pretendia ser:

[A] Uma palavra de advertência aos discípulos, para que não esperassem a continuidade da presença física de Jesus aqui na terra, nem o estabelecimento do seu reino temporal entre os homens, com que eles sonhavam. “Não, diga a eles que Eu ressuscitei, não para ficar com eles, mas para prosseguir na missão por eles, ao céu”. Assim, aqueles que são ressuscitados a uma vida espiritual, em conformidade com a ressurreição de Cristo, devem admitir que ressuscitam para subir. Eles são vivificados juntamente com Cristo para que possam assentar-se com Ele nos lugares celestiais, Efésios 2.5,6. Não pensem que esta terra será sua casa e seu descanso. Não, sendo nascidos no céu, eles devem ir para o céu. Seus olhos e seu objetivo devem estar no outro mundo, e isto deve estar sempre nos seus corações: “Eu subo”, portanto devo procurar as “coisas que são de cima”.

[B] Uma palavra de consolo a eles, e a todos os que crerão nele, por meio da palavra deles. Ele então subia, Ele agora subia ao seu Pai, e ao nosso Pai. Isto foi sua promoção. Ele subia para receber estas honras e poderes que seriam a recompensa pela sua humilhação. Ele diz isto com triunfo, para que todos os que o amam possam se alegrar. Isto é nosso benefício, pois Ele subiu como um vencedor, levando cativo o cativeiro, por nós (Salmos 68.18). Ele subiu como nosso precursor, para preparar um lugar para nós e para estar pronto para nos receber. Esta mensagem é parecida com aquela que os irmãos de José levaram a Jacó a respeito dele (Genesis 45.26): ”José ainda vive”, e não somente isto, ele vive, e vem para o senado também. “Ele é governador sobre toda a terra do Egito”. Todo o poder é dele.

Alguns entendem que nestas palavras: “Eu subo para… meu Deus e vosso Deus”, está incluída a promessa da nossa ressurreição, em virtude da ressurreição de Cristo. Pois Cristo tinha provado a ressurreição dos mortos com as palavras: “Eu sou o Deus de Abraão”, Mateus 22.32. Assim, Cristo aqui está dizendo: “Como Ele é meu Deus, e me ressuscitou, também é vosso Deus, e irá, portanto, ressuscitar-vos, e será vosso Deus”, Apocalipse 21.3. “Porque eu vivo, e vós vivereis”. ”Agora Eu subo, para honrar ao meu Deus, e vós subireis a Ele, como vosso Deus”.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.