ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 20: 1-10 – PARTE II

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A Ressurreição

 

II – Encontrando a pedra tirada, ela corre de volta até Pedro e João, que provavelmente estavam hospedados juntos naquela parte da cidade, não muito distantes, e os coloca a par do acontecido: “Levaram o Senhor do sepulcro”, invejosos da sua honra de ter um sepulcro tão decente, ‘e não sabemos onde o puseram’, nem onde podemos encontrá-lo, para podermos prestar-lhe nossos últimos respeitos”. Observe aqui:

1. Que Maria teve uma noção do que tinha acontecido. Ela encontrou a pedra tirada, olhou dentro do sepulcro e viu que estava vazio. Seria de se esperar que o primeiro pensamento que lhe viesse à mente fosse: Certamente o Senhor ressuscitou, pois sempre que lhes dizia que seria crucificado, o que ela tinha visto acontecer, Ele ainda acrescentava, imediatamente, que ressuscitaria ao terceiro dia. Ela tinha podido sentir o grande terremoto que aconteceu quando se dirigia ao sepulcro, ou se preparava para ir até lá, e agora via o sepulcro vazio, e ainda assim a ideia da ressurreição não entrava na sua mente? Nenhuma conjetura, nenhuma suspeita disto? É o que parece, pela estranha interpretação que ela dá à remoção da pedra, que foi muito ilógica. Observe que, quando refletimos sobre nossa própria conduta em um dia nublado e escuro, ficamos assombrados com nossa estupidez e falta de atenção, a ponto de não ter tais pensamentos que posteriormente parecem óbvios, e como eles podiam estar tão fora de alcance quando precisamos deles. Ela sugeriu: “Levaram o Senhor”. Ou os principais dos sacerdotes o levaram, para colocá-lo em um lugar pior, ou José de Arimatéia e Nicodemos o levaram, depois de pensar melhor, para evitar a má vontade dos judeus. Qualquer que fosse sua suspeita, parece que o fato de o corpo ter desaparecido tinha trazido uma grande irritação a ela, ao passo que, se ela tivesse interpretado corretamente, nada poderia ser mais feliz. Observe que os crentes fracos frequentemente fazem objeto de suas queixas aquilo que, na verdade, é razão para esperança, e motivo de alegria. Nós nos queixamos de que este ou aquele consolo são retirados, e não sabemos como recuperá-los, quando, na verdade, a retirada dos consolos temporais que nós lamentamos se destina à ressurreição dos nossos consolos espirituais, nos quais devemos nos alegrar.

2. Que ela fez um relato a Pedro e a João. Ela não ficou se lamentando, mas colocou seus amigos a par da situação. Observe que a comunicação das nossas tristezas é uma parte importante da comunhão dos santos. Observe que Pedro, embora tivesse negado ao seu Mestre, não tinha abandonado os amigos do seu Mestre, e a sinceridade do seu arrependimento fica evidente no fato de que ele estava associado ao discípulo a quem Jesus amava. E o fato de que os discípulos mantinham sua intimidade com ele, como anteriormente, apesar da sua queda, nos ensina a restaurar aqueles que falharam, com um espírito de mansidão. Se Deus os recebeu, depois do seu arrependimento, por que não o faremos nós?

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.