PSICOLOGIA ANALÍTICA

E AQUELA CANÇÃO NÃO SAI DA CABEÇA…

Mascar chiclete ou se distrair pode livrá-lo da canção presa em sua mente; o fenômeno é considerado uma espécie benigna de “ruminação”, um sintoma de ansiedade e depressão.

e aquela canção não sai da cabeça...

Se você está entre os 92% da população que experimentam a dificuldade de esquecer trechos de músicas que surgem sem convite e “grudam” na em nossa cabeça-talvez queira saber como dissipá-los. No livro Alucinações musicais, Relatos sobre a música e o cérebro (Companhia das Letras), o neurologista americano Oliver Sacks, apresentou várias situações clínicas em que pacientes se queixavam de uma espécie de perseguição pela música. O fenômeno – que recebeu o curioso nome de earworms (vermes de ouvido) – é considerado uma forma benigna de ruminação: pensamentos repetitivos e intrusivos associados com ansiedade e depressão. Um fato que chama a atenção é que, em geral, a música que se repete em nossa mente nem é nossa preferida.

De fato, há muito tempo psicólogos procuram maneiras de eliminar esse incômodo. Agora, um estudo da Universidade de Reading, na Inglaterra, aponta uma estratégia simples e eficiente: mascar chiclete. O psicólogo Philip Beaman e seus colegas descobriram que quando universitários eram expostos a um trecho de uma canção cativante, e em seguida mastigavam algo, relataram sentir menos earworms em relação aos colegas que não exercitavam as mandíbulas ou se distraíam de alguma forma. O ato de mascar chiclete, ler em silêncio, falar ou cantar sozinho envolve os chamados articuladores sub- vocais: a língua, os dentes e outras partes anatômicas usadas para produzir a fala. A descoberta surpreendente é que as sub- vocalizações diminuem a capacidade do cérebro de formar memórias verbais ou musicais.

Para algumas pessoas, mastigar algo pode ser o suficiente para tirar da cabeça as repetições contínuas. No entanto, a técnica provavelmente não vai ajudar muito a eliminar melodias profundamente arraigadas. Especialistas dizem que casos tão persistentes são raros, mas não inéditos – e nessa situação chicletes realmente não ajudam.

Outras estratégias incluem o que a psicóloga britânica especializada em musicoterapia Victoria Williamson, pesquisadora da Universidade de Sheffield, descreve como “distrair-se e envolver-se”.  Segundo ela, as táticas mais eficazes para esquecer a melodia intrusiva são verbais ou musicais: vale entoar um mantra, recitar um poema, ouvir uma música diferente ou até mesmo tocar um instrumento. Essas ações ativam o componente da memória de trabalho envolvido nesse tipo de pensamento obsessivo, um ciclo de armazenamento e repetição chamado alça fonológica. “Se você a preencher com outras coisas que ocupam o mesmo circuito, não vai sobrar muito espaço para ideias intrusivas”, diz a especialista.

Concentrar-se em uma tarefa mental específica – por exemplo, pensar sobre a programação da semana – também pode ajudar a dissipar uma canção insistente. No entanto, se for algo muito fácil ou difícil demais, a mente tende a se entregar aos earworms. É preciso controlar de maneira adequada a carga cognitiva – o que o professor de psicologia Ira Hyman, da Universidade Western Washington, chama de efeito goldfocks (algo como fechamentos de ouro). Pesquisadores da Universidade de Cambridge criaram o que acreditavam ser o exercício perfeito: mentalizar números aleatórios, aproximadamente um por segundo, sem repetir nenhum.

Outra abordagem comum é envolver-se com os pensamentos intrusivos – e isso serve também para ideias persistentes e repetitivas. No caso específico da música, em vez de tentar não pensar a respeito, a pessoa pode deliberadamente ouvi-la inteira, do começo ao fim, várias vezes seguidas.  Os earworms costumam ser fragmentos, o que muito provavelmente contribui com a sua persistência; memórias vagas duram mais tempo do que as completas, um fenômeno conhecido como efeito Zeigarnik.  Segundo Victoria Williamson, completar todas as partes pode ajudar a tirar a música da memória consciente. Há casos raros, porém, em que nem a distração nem o envolvimento funcionaram. Segundo alguns especialistas, a longo prazo, uma boa estratégia pode ser simplesmente aprender a desfrutar dos concertos na própria cabeça.

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OUTROS OLHARES

CINCO FATOS SOBRE A VIDA SEXUAL DOS MILENIALS*

cinco fatos sobre a vida sexual dos milenials

1 – FAZEM SEXO COM MENOS FREQUÊNCIA

Os millennials têm cerca de 1,5 relação sexual por semana, ou 78,5 ao ano, segundo pesquisa da Universidade Estadual de San Diego. Isso é 90% menos do que a média de relações dos jovens na década de 90. Pesa na diferença o fato de os millennials ficarem solteiros por mais tempo.

2 – CASAM-SE MAIS TARDE

Na década de 70, 40% das pessoas já estavam casadas aos 30 anos, segundo uma pesquisa da Gallup. Em 2016, isso ocorria com apenas 20% dos jovens americanos nessa idade.

 3 – PERDEM MAIS TARDE A VIRGINDADE

Pesquisa da University College of London que acompanhou 16.000 jovens desde os 14 anos revelou que, aos 26, um em cada oito millennials ainda era virgem. Nas gerações anteriores, apenas uma em cada vinte pessoas nessa idade não tinha iniciado a vida sexual.

4 – TÊM MENOS PARCEIROS

Na faixa entre 18 e 29 anos, os millennials têm menos parceiros sexuais que seus pais quando tinham a mesma idade, segundo a pesquisa da Universidade Estadual de San Diego. As razões são o medo da aids e a menor independência financeira (muitos voltam a morar com os pais depois da faculdade).

5 – SÃO ADEPTOS DO “SEXTING”

Segundo a Skyn, marca de preservativos, 48% dos millennials enviam mensagens com conteúdo erótico pelo menos uma vez por semana e 30% afirmam ter compartilhado imagens íntimas de parceiros sem consentimento.

 

*Os millennials são os nascidos entre o início da década de 80 e o fim da década de 90.

 

GESTÃO E CARREIRA

QUATRO PONTOS FUNDAMENTAIS PARA RETER E MOTIVAR TALENTOS ATUALMENTE

A evolução das gerações aumentam o desafio da área de Recursos Humanos de reter e motivar talentos.

quatro pontos fundamentais para reter e motivar talentos atualmente

Um cenário de mudanças que a tecnologia traz para ambientes de trabalho e para várias profissões, mudanças culturais e econômicas, e a evolução das gerações aumenta o desafio da área de Recursos Humanos de reter e motivar talentos.

Embora seja uma questão presente nas organizações há anos, elas ainda lutam para motivar os colaboradores ou até ignoram práticas que poderiam contribuir para sua retenção. Segundo um estudo da O.C. Tanner, 79% das pessoas que pedem demissão citam a falta de apreciação como a razão para saírem. Outras estatísticas mostram que, enquanto 89% dos empregadores acham que os funcionários deixarão a empresa para buscar mais dinheiro, apenas 12% realmente saem por esse motivo.

Assim, a importância de criar um ambiente de trabalho propício e ter um plano de ações para motivar o funcionário permanece forte. Abaixo estão quatro pontos que não devem ser esquecidos pelas empresas ao enfrentar este desafio.

CRIE UM AMBIENTE AGRADÁVEL
A cultura da empresa é o ponto de início para criar um ambiente agradável, estabelecendo não só as regras que devem ser cumpridas, mas os direitos e liberdades. Independente do nível hierárquico, os funcionários passam a maior parte dos dias no trabalho, portanto é preciso criar um equilíbrio entre os momentos de foco nas tarefas e os momentos de descontração com os colegas. Um ambiente agradável e equilibrado torna o trabalho mais prazeroso e resulta em mais qualidade de vida. Entre as atividades que podem ser feitas para incentivar esse clima estão eventos culturais, almoços e cafés temáticos e diferenciados, e ambientes propícios para pausas, interação ou mesmo jogos.

INVISTA NO DESENVOLVIMENTO DE CARREIRAS
As novas gerações de força de trabalho não olham apenas para o salário em um emprego, mas querem fazer parte de um propósito maior e evoluir em suas carreiras. Portanto, invista no desenvolvimento dos funcionários com treinamentos, cursos, workshops e incentive a troca de experiências entre colaboradores de diferentes áreas, níveis hierárquicos, sedes e até países. Isso só traz ganhos para a empresa, uma vez que o colaborador se sentirá valorizado, terá novos desafios, poderá assumir outras responsabilidades em um novo cargo, e trazer mais produtividade e inovação.

VALORIZE E ENVOLVA AS PESSOAS
De nada adianta salários e benefícios se o funcionário não se sentir valorizado e ouvido dentro da empresa. Envolver as pessoas significa manter uma comunicação aberta e incentivá-las a dar opiniões tanto em projetos de negócios como em ações para melhorar o ambiente da organização. Oferecer feedbacks continua a ser primordial para manter o fluxo da comunicação, parabenizar as pessoas e incentivá-las a melhorar. Além disso, customizar ações de RH é outra ótima forma de prestar mais atenção aos perfis das pessoas, valorizá-las e fazer com que elas pertençam à organização.

AGRADEÇA E PREMIE OS COLABORADORES
Finalmente, um dos pontos essenciais, mas muitas vezes subestimado, é agradecer o colaborador e premiá-lo por metas alcançadas e ocasiões especiais. Um recurso prático, que se adapta a diversos orçamentos e agrada a todos os funcionários é o vale presente. Esses cartões podem ser personalizados como prêmio para uma meta alcançada, como presente para datas como dia das mães, pais, Natal ou mesmo para datas específicas como tempo de casa e aniversário. Essa é uma ação que vai além do valor oferecido, mas cria um sentimento de satisfação e carinho entre o funcionário e a empresa.

 

RAFAEL LEAL – é Diretor de Recursos Humanos da Hub Fintech, empresa líder em tecnologia e soluções de negócios em meios de pagamento no Brasil.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 31-37 – PARTE IV

Alimento diário - Comendo a Bíblia

A Crucificação

 

IV – A confirmação da verdade deste fato, por uma testemunha ocular, (v. 35), o próprio evangelista. Observe:

1. Que testemunha competente dos fatos ele foi.

(1) Aquilo de que deu testemunho, ele viu. Ele não sabia disto por ouvir rumores, nem por sua própria conjetura, mas porque tinha sido testemunha ocular deste acontecimento. “O que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado” (1 João 1.1; 2 Pedro 1.16), e “já informado minuciosamente de tudo”, Lucas 1.3.

(2) O que ele viu, ele registrou fielmente. Como uma testemunha fiel, ele não somente escreveu a verdade, mas toda a verdade, e não somente a confirmou oralmente, mas a deixou registrada por escrito, in perpetuam rei memoriam como um memorial perpétuo.

(3) Seu registro é indubitavelmente verdadeiro, pois ele escreveu não somente a partir do seu conhecimento e da sua observação pessoal, mas dos ditados do Espírito da verdade, que conduz a toda a verdade.

(4) Ele mesmo tinha uma certeza completa sobre o que escrevia, e não persuadia outros a crerem naquilo em que ele mesmo não cria: “Sabe que é verdade o que diz”.

(5) Portanto, ele testemunhou estas coisas, para que também possamos crer nelas. Ele não as registrou meramente para sua própria satisfação, nem para o uso particular dos seus amigos, mas as publicou para o mundo; não para agradar aos curiosos, nem para distrair os astutos, mas para atrair os homens a crer no Evangelho, para que tenham o bem-estar eterno.

2. Que preocupação ele mostrou neste exemplo particular. Para que pudéssemos ter certeza da verdade da morte de Cristo, ele viu sair o sangue do seu coração, o sangue da sua vida, e para que pudéssemos ter certeza dos benefícios que fluem para nós de sua morte, representados pela água e pelo sangue que fluíram do seu lado. Que isto silencie os temores dos cristãos fracos, e incentive suas esperanças, a iniquidade não lhes servirá de tropeço, pois saíram sangue e água do lado perfurado de Cristo, para justificá-los e santificá-los. E se você perguntar: Como posso ter certeza disto? Você pode ter certeza, porque “aquele que o viu testificou”.