PSICOLOGIA ANALÍTICA

6 SÍNDROMES QUE PODEM SER AMENIZADAS PELA PSICOTERAPIA

Doenças que a maioria dos médicos costuma compreender apenas a partir do corpo podem ser tratadas de forma muito eficiente pela psicologia.

6 síndromes que podem ser amenizadas com a psicoterapia

Há cada vez menos dúvidas entre profissionais da saúde (e mesmo leigos) de que a mente e o corpo estão intimamente ligados e que, em algum nível, o adoecimento físico afeta o psiquismo – e este, por sua vez, influi na saúde do organismo. Porém, quando abordamos esse tema há o risco    de tentar estabelecer uma correspondência simplista e deixar-se levar pela ideia de que existem causas e resultados diretos. Uma consequência desse equívoco é a culpabilização do paciente por seu adoecimento. O fato é que problemas no corpo ou mente frequentemente estão inter-relacionados. No entanto, alguns incômodos parecem ter uma base tão física que – apesar dos bons resultados alcançados nos consultórios de psicologia e psicanálise – ainda é difícil para algumas pessoas imaginar que tratamentos fundamentados na “conversa” poderiam fazer alguma diferença. A verdade, porém, é que a psicoterapia não se resume, nem de longe, a simples   conversas. Os tratamentos de orientação psicanalítica, por exemplo, não têm como meta a mera erradicação do sintoma: a proposta é dar sentido a ele, contextualizando-o na história e no momento de vida da pessoa, o que favorece a elaboração psíquica. E esse processo muitas vezes leva mesmo ao desaparecimento das manifestações físicas. Outro recurso terapêutico, cada vez mais usado com bons resultados (ou indicado) por profissionais da área da saúde, incluindo psicólogos, é a meditação.

Os seis exemplos a seguir representam bem os efeitos terapêuticos da psicoterapia sobre a saúde geral dos pacientes. Os resultados positivos, no entanto, não se restringem aos problemas destacados: estudos recentes indicam que todos podem ser beneficiados com psicoterapia. E, não raro, essa abordagem (às vezes sozinha, outras vezes combinada com medicamentos) tem maior índice de bons resultados.

DOR DE CABEÇA

Quando temos esse tipo de desconforto, muitas vezes recorremos a analgésicos, mesmo sem receita médica (e, em casos graves, com prescrição). No entanto, pesquisas recentes sugerem que psicoterapia pode ajudar evitar que esse incômodo apareça. Estudos anteriores já haviam demonstrado que o tratamento com base na meditação mindfulness (atenção plena, baseada na atenção na própria respiração, com ancoragem no momento presente) colabora no alívio da dor crônica. Por isso, pesquisadores da Universidade de Canberra, na Austrália, investigaram se uma breve versão dessa abordagem poderia beneficiar quem sofre com o tipo comum de dor de cabeça, a cefaleia tensional crônica. Em um estudo piloto, publicado há alguns meses na Behavioural and Cognitive Psychotherapy, cientista dividiram voluntários em dois grupos e apenas os integrantes de um dele participaram de seis sessões de terapia com base na mindfulness, por pouco mais de três semanas. Resultado: todos tiveram significativamente menos dor de cabeça. Os integrantes do grupo de controle que não tiveram acesso à intervenção mantiveram frequência de queixa de cefaleias. Outro estudo, dessa vez com crianças publicado no ltalian Journal of Pediatrics, aponta que um breve tratamento de psicoterapia psicodinâmica, no qual o paciente percebe os acontecimentos que antecederam a crise e as emoções associadas, pode ser mais eficaz do que a abordagem medicamentosa contra enxaquecas e dores de cabeça tensionais.

FIBROMIALGIA

Incômodo intenso nas articulações e nos músculos, fadiga e depressão caracterizam a síndrome, comumente tratada com antidepressivos e medicamentos para a dor. As drogas populares Lyrica, Savella e Cymbalta são aprovadas para tratar fibromialgia e depressão, mas a efetividade delas varia de um paciente para outro. Além disso, a medicação pode provocar efeitos colaterais significativos. Um número crescente de pesquisas sugere que a psicologia também pode ajudar nesse caso. Um ensaio clínico randomizado aponta que a abordagem clínica ajudou a reduzir o incômodo de pacientes com a síndrome de maneira tão efetiva quanto o tratamento padrão com drogas, além de favorecer a qualidade de vida e amenizar a percepção de dor. Em muitos casos, a redução do incômodo em pacientes com fibromialgia é semelhante ao observado na terapia medicamentosa.

SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL (SII)

Trata-se de um quadro gastrointestinal crônico, que pode incluir dor abdominal, inchaço, diarreia e prisão de ventre. Os medicamentos costumam ajudar no alívio dos sintomas, em especial dos dois últimos, mas a dieta e as mudanças no estilo de vida são parte essencial do tratamento. Felizmente, cada vez mais especialistas reconhecem a importância de abordar as causas psicológicas do quadro. Entre as pessoas que enfrentam o problema, aproximadamente 90% também apresentam alguma questão emocional ou psíquica relacionada, como ansiedade, depressão ou fobia social. Uma meta-análise publicada online no Journal of Psychosomatic Research, analisou dados de 48 estudos randomizados controlados que investigavam a efetividade de intervenções psicológicas para a SII. Os pesquisadores observaram que os sintomas melhoravam à medida que a angústia diminuía. Antes de aprofundar o questionamento sobre os sentidos psicológicos do sintoma, a proposta mais eficiente se mostrou ser o fortalecimento emocional do paciente. Para isso, os psicólogos ajudavam a pessoa a estabelecer relações entre o que sentia e suas crenças sobre si mesmo e os outros, a perceber suas emoções, o que as deflagrava e a dar nome a elas. A proposta era que atitude empática e sem julgamentos por parte do profissional oferecesse o suporte egóico necessário para que o paciente pudesse se haver com suas próprias dificuldades. Mais fortalecida, a pessoa podia ir além do sintoma físico e compreender as ramificações da angústia.

INSÔNIA

Pessoas com dificuldade de dormir ou de permanecer tempo suficiente nesse estado para se sentir descansadas costumam receber tratamento com sedativos. Os mais populares são os benzodiazepínicos, como Valium e Xanax, ou drogas Z, como Lunesta e Ambien. Evidências recentes sugerem, porém, que a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode funcionar tão bem, se não melhor, do que esses medicamentos para amenizar a insônia, principalmente em longo prazo. Um ensaio clínico randomizado mostra que insones que participavam da psicoterapia dormiam mais rápida e profundamente do que aqueles que tomavam sedativos. Os que passaram por ambas as intervenções não demonstraram melhora superior à de voluntários que foram submetidos exclusivamente à psicoterapia. Em uma revisão de cinco ensaios clínicos randomizados, pesquisadores observaram que os insones submetidos ao tratamento psicoterápico se mostravam mais satisfeitos ao acordar e dormiam melhor do que aqueles que costumavam ingerir medicamentos na hora de se deitar.

DISFUNÇÃO SEXUAL FEMININA (DSF)

O termo amplo inclui questões relativas à excitação, ao desejo, ao orgasmo e à dor associada ao sexo. Em geral, o baixo desejo sexual é a queixa mais comum dessas mulheres, já que costuma afetar a qualidade de vida e comprometer relacionamentos. As empresas farmacêuticas tentam, com pouco sucesso, encontrar um “viagra feminino”, mas atualmente, na prática, existem apenas alguns compostos em estágios iniciais de testes clínicos. Enquanto isso, pesquisadores apontam uma abordagem psicológica promissora. No ano passado, foi publicado na Behaviour Research and Therapy um artigo sobre estudo realizado com 117 mulheres. Desse total, 68 participaram de quatro sessões de 90 minutos de terapia de grupo e sessões de mindfulness, ao final de cada encontro. As outras 49 receberam placebo. Os resultados mostram que o primeiro grupo apresentou melhora significativa em relação ao desejo sexual, à excitação, à lubrificação e à satisfação, além de demonstrar menos sintomas de depressão, que também se relacionam com qualidade na vida sexual.

 INFERTILIDADE

Drogas específicas são, em geral, as primeiras opções para ajudar a engravidar. Aproximadamente metade das mulheres concebe depois de tomar medicamentos. No caso das pacientes para quem o remédio não faz efeito, os médicos geralmente fazem outras recomendações, como hormônios injetáveis ou fertilização in vitro. No entanto, considerando o estresse que pode envolver as tentativas de engravidar, faz sentido pensar que tratamentos psicológicos também podem ser uma forma eficaz de ajudar a aumentar a fertilidade. Uma revisão mostra que 45% das participantes submetidas à psicoterapia engravidaram, em comparação com apenas 14% das voluntárias do grupo de controle que não receberam intervenção. O estudo também aponta taxas de concepção idênticas entre as mulheres que fizeram psicoterapia em conjunto com a fertilização in vitro, em comparação às que foram tratadas somente com psicoterapia. Diversas pesquisas recentes demonstram resultados semelhantes, mas infelizmente a ideia de lançar mão desse recurso para combater a infertilidade ainda causa estranhamento em muitos médicos.

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OUTROS OLHARES

VIOLÊNCIA EM NOME DE DEUS

Ataques contra religiosos crescem em proporção jamais vista no Brasil. Praticantes de cultos afro são os maiores alvos de evangélicos, mas há registros de agressões também a judeus e muçulmanos.

violência em nome de deus

A perseguição religiosa é uma das faces sombrias do Brasil atual. Ela se manifesta diariamente contra praticantes do candomblé e outros credos de matriz africana. Na terça-feira 2, a professora do ensino médio Odara Dêlé Almeida e Oliveira se deparou com uma suástica pichada no portão da Escola Estadual Conselheiro Rui Barbosa, em São Paulo. Os termos mais leves a qualificavam de “preta” e “galinha”. No dia anterior, ela havia sido hostilizada por um aluno. O motivo: as roupas brancas que trajava. Adepta do candomblé, Odara tentou abrir um boletim de ocorrência, sem sucesso. Dois dias antes. Arlindinho Cruz, filho do sambista Arlindo Cruz, ex­ Fundo de Quintal, sofreu ataques ao postar uma foto no Instagram ao lado de uma imagem de Iemanjá. Um intolerante escreveu:”(…) por isso que teu pai está nesse estado rapaz (…)” numa referência aos problemas de saúde que o sambista enfrenta. Arlindinho acionará a Justiça. Na noite de 26 de setembro, na cidade mineira de Iturama, a PM interrompeu uma cerimônia e aprendeu os atabaques. O babalorixá Diego d Logun Edé foi fichado por perturbação do sossego. Na segunda 2, o caso foi arquivado e os instrumentos, devolvidos. Os defensores de Diego de Logun comprovaram que a lei do silêncio não havia sido violada e que a PM agiu ilegalmente a interromper um culto em andamento e confiscar itens litúrgicos. Os policiais devem ser denunciados à corregedoria, afirmou o advogado Hédio Silva Jr.

O registro de casos de intolerância e ódio religioso aumenta sem parar desde 2011, quando a Secretaria de Direitos Humanos, hoje ministério, começou a compilar dados. De 15 casos naquele ano, houve um salto para 759 registros em 2016 – os resultados de 2017 ainda não estão fechados. São Paulo e Rio de Janeiro acumulam 105 e 79 ocorrências, respectivamente. Das denúncias identificadas, 63% das vítimas são do candomblé, umbanda e credos de matriz africana. Os evangélicos aparecem em apenas 4%. “Aqui, a intolerância religiosa está fortemente relacionada com raça”, diz a pesquisadora Magali Cunha. Para ela, como o cristianismo veio como elemento civilizatório europeu, as crenças de indígenas e escravos acabaram desqualificadas por serem tidas como inferiores. Tanto que os terreiros foram proibidos até os anos 1950, mesmo em uma república dita laica desde 1890.

O que surpreende com alívio é que não há assassinatos. Mas no Rio faltou pouco. Depois que seu terreiro em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, foi atacado por traficantes de orientação evangélica, em 13 de setembro do ano passado, a mãe de santo Carmen Flores, a Mãe Carmem de Oxum, fugiu para a Suíça. Para não morrer, ela teve que destruir ícones de seu santuário. Os traficantes divulgaram até vídeo. “O capeta-chefe tá aqui. Taca fogo em tudo, quebra tudo, o sangue de Jesus tem poder”, diziam. Em Seropédica, o carro de um sacerdote afro foi alvejado 22 vezes. A investigação segue sob sigilo, mas as suspeitas são de ódio religioso. Ocorrida em junho de 2015, a agressão à menina Kaylane repercutiu. Então com 11 anos, ela saía de um culto com a avó, na Vila da Penha, quando foi atingida na cabeça por uma pedra lançada por evangélicos. Hoje com 15 anos, Kaylane ainda se revolta: “Não quero que me tolerem. Quero que me respeitem”.

Interpretações fundamentalistas do Velho Testamento por pastores neopentecostais só fazem piorar as coisas. Em 2011, o deputado federal (PSC-SP, hoje no PODE) e pastor Marco Feliciano postou no Twitter uma série de comentários atacando negros e as culturas africanas: “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”. Depois, disse que foi vítima de linchamento.

“O Brasil vive o mito da tolerância”, diz Márcio de Jagun, presidente do Conselho de Defesa da Promoção da Liberdade Religiosa do Rio. Ele lembra que o protagonismo da perseguição foi no passado da igreja católica, estando hoje com os evangélicos. “Eles fazem proselitismo negativo, desqualificando o povo negro”, diz Jagun. “Toda a religiosidade que enfatiza o combate a um inimigo espiritual gera extremismo e violência. Não à toa a Bancada da Bíblia anda junto com a Bancada da Bala no Congresso”, diz Magali Cunha.

O desrespeito também atinge muçulmanos, que somam pelo menos 800 mil fieis no País. Para Ali Zogbi, da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), nos países cristãos há dificuldade para entender as complexidades do Oriente Médio. “Mulheres em trajes típicos são chamadas de terroristas em ônibus e mercados”, diz. Todavia, Zogbi admite que há poucas denúncias.

FALTA JUSTIÇA

Em São Paulo, a Justiça teve que ser acionada para deter a irracionalidade. Há três semanas, a página no Facebook “Judeus Unidos Contra Bolsonaro” foi atacada com mensagens antissemitas. Para o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib) Fernando Lottenberg, a rede social criou espaço para esse tipo de covardia. “Começa conosco[judeus], mas depois sempre se espalha contra outros grupos”, alerta.

Um problema recorrente para quem procura a Justiça é a falta de capacidade das autoridades em reconhecer um crime de intolerância religiosa quando estão diante dele. Há lei, mas falta jurisprudência, já que nenhum recurso do tipo foi julgado pelo STJ ou STF, o que toma difícil a aplicação de penas para esse crime, que é inafiançável e não prescreve.

Felizmente, um sinal de que a luta civilizatória não está perdida veio de Porto Alegre. Após 13 anos, a Justiça condenou um trio de neonazistas a 13 anos de prisão. Na madrugada de 8 de maio de 2005, aniversário do final da Segunda Guerra, Laureano Toscano, Tiago da Silva e Fabio Storm espancaram e esfaquearam três jovens que usavam quipás, símbolos da fé judaica. No julgamento, encerrado em 19 de setembro, foi reiterado o racismo e o preconceito. Intolerantes não podem ser admitidos em uma democracia.

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GESTÃO E CARREIRA

POR QUE EMPATIA É TÃO IMPORTANTE PARA A VIDA PROFISSIONAL?

É muito comum pensar que no ambiente profissional é mais importante ser racional e lógico, evitando assim mostrar as emoções. Porém, hoje vim falar sobre a empatia, uma habilidade que necessita deixar as emoções aparecerem para se conectar às outras pessoas, e como isso pode ser positivo para a sua equipe, para o cliente, o ambiente de trabalho e para você mesmo.

por que empatia é tão importante para a vida profissional

De acordo com o dicionário Michaelis, empatia é:

Habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa;
Compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem;
Qualquer ato de envolvimento emocional em relação a uma pessoa, a um grupo e a uma cultura;
Capacidade de interpretar padrões não verbais de comunicação;
Sentimento que objetos externos provocam em uma pessoa.
Segundo a neurociência, dentro do cérebro humano existem os neurônios espelhos. Esses neurônios espelham movimentos e emoções, é a parte do seu cérebro que fica mais ativa quando você está observando alguém fazendo qualquer coisa.

Para você entender melhor como isso funciona, vou citar um caso real. Na década de 1980, a norte americana Patrícia Moore revolucionou o design dos eletrodomésticos depois de viver a rotina de uma senhora octogenária. Durante 3 anos (1979 a 1982), Patrícia se vestiu como uma senhora de 85 anos. A personagem usava bandagens enroladas para mantê-la encurvada, talas nos braços e nas pernas para dificultar a flexibilidade, e calçados desiguais que a obrigada andar de maneira trôpega. Mas por que ela fez isso? A motivação de Patrícia era entender o mundo pela visão de pessoas idosas, para saber quais eram os obstáculos reais da vida delas. A partir dessa experiência, ela desenhou eletrodomésticos mais acessíveis e desenvolveu uma série de produtos que beneficiaram todos os públicos, incluindo, é claro, senhoras de 80 anos.

O exemplo de Patrícia Moore nos dias de hoje é um tanto quanto radical, pensando nos recursos que temos em mãos e toda a tecnologia existente. Mas a essência do experimento, o objetivo de “viver na pele” de outra pessoa, se não é passando pela mesma experiência, é por meio da empatia.

Em 2015, foi criado o Museu da Empatia (Empathy Museum) em Londres. Esse museu conta com 2 instalações: “A Mile in My Shoes” e “Human Library”. Com um formato de caixa de sapato, o “A Mile in My Shoes”, traz a proposta de te fazer sentir a experiência de como é viver, por alguns minutos, a vida de outra pessoa de uma forma inusitada: calçando os sapatos dela. Enquanto o “Human Library”, é uma biblioteca com todos os livros encapados de branco, cuja proposta é que você escolha um daqueles livros sem julgar pela capa, mas por meio de uma anotação sobre ele, onde o doador conta porque aquele livro é especial.

Vale lembrar que você não precisa ir até Londres para experienciar a empatia. Pequenas ações no cotidiano podem ajudar a se tornar alguém mais empático, tanto nas relações pessoais quanto nas profissionais, como veremos adiante nesse artigo.

APLICANDO A EMPATIA NO DIA A DIA

Partindo desses dois exemplos, temos uma visão macro sobre como a empatia não é nenhuma novidade, e que existe espaço para ela no mundo. Mas pensando em trazer também esse assunto num contexto diário, fui conversar com 3 profissionais que são empáticos no cotidiano, e tratam isso com naturalidade.

O primeiro foi o Analista de UX da DB1 IT Services, Carlos Capel. Durante a nossa conversa, Carlos me explicou como acredita na necessidade da empatia dentro do trabalho de um profissional de UX, bem como de toda a equipe que desenvolve um novo software. Da importância que existe ao criar um sistema pensando na trajetória do usuário, ter empatia com o público-alvo de uma plataforma, por exemplo, é garantir que o software vai alcançar a satisfação de quem está usando, e provavelmente isso influenciará na percepção do cliente também.

Também bati um papo com a Lídia Garcia de Campos, Analista de Marketing Digital da DB1 Global Software. Com cerca de 7 anos de experiência na área comercial, Lídia trouxe para a nossa conversa sua forma de acreditar que empatia ajuda a melhorar o relacionamento com o cliente. A empatia fez com que ela entendesse melhor os clientes, cultivando uma relação de acolhimento, confiança e ajuda. Ter empatia com o cliente é entender as dores dele e suprir as dúvidas. Mesmo que ele não esteja no momento de fechar um negócio, ao desligar o telefone esse contato estará satisfeito com o atendimento a ponto de um dia voltar ou até mesmo indicar a solução para um amigo.

Por fim, conversei com o Gerente de Projetos da DB1 IT Services, Victor Cobo. Victor é um líder responsável por uma equipe com cerca de 15 pessoas, e falamos sobre como a empatia ajuda no processo de gestão da equipe. Dentre as diversas formas de aplicar a empatia dentro da equipe, um dos pontos principais levantados pelo gestor foi na resolução de conflitos.

É muito comum existir momentos de tensão dentro de algum projeto, e nessas horas é normal alguém perder a paciência, ou acabar falando mais do que deveria. Em momentos assim, é importante não assumir um lado da briga. A dica de Victor é: fazer uma análise da situação com um olhar neutro, como alguém de fora, e com empatia, a fim de entender o ocorrido. O segundo passo é trazer a empatia para a situação, fazendo que as pessoas envolvidas naquela discussão possam compreender a visão do colega de trabalho, para que exista uma melhor reflexão e compreensão do ocorrido.

COMO PRATICAR A EMPATIA?

De acordo com a pesquisa da Neurocientistas, a empatia é influenciada em parte pela genética, mesmo assim ela pode ser aprendida e treinada. É possível desenvolver a empatia por meio de alguns estímulos, como:

LER LIVROS DE FICÇÃO, pois fazem com que você tenha que entender os personagens e os conflitos da história;
DANÇAR EM DUPLA, pois trabalha a comunicação não verbal;
OBSERVAR AS PESSOAS. Pode parecer bobeira, mas observar outras pessoas é uma forma de exercitar a empatia, pois os neurônios espelhos se mantem ativos e geram empatia pelos outros;
Quer saber mais sobre a ciência por trás da empatia? O canal LifeHacker publicou um vídeo que traz uma explicação simples sobre como a neurociência entende o funcionamento da empatia de forma fisiológica;

NÃO CONFUNDA EMPATIA COM SIMPATIA

Para finalizar, gostaria de destacar que empatia e simpatia não são a mesma coisa. O francês Gérard Jorland, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas Sociais em Paris, explica que empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, a fim de entender os sentimentos, mesmo que não seja possível vivenciar as mesmas emoções. Enquanto a simpatia é vivenciar as emoções do outro sem se colocar no lugar dele. Existe um vídeo da The RSA (Royal Society for the Encouragement of Arts, Manufactures and Commerce) que explica sobre essa diferença.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 31-37 – PARTE III

Alimento diário - Comendo a Bíblia

A Crucificação

 

III – A prova feita para ver se Cristo estava vivo ou não, e a eliminação da dúvida.

1. Eles viram que Ele já estava morto, e por isto não quebraram suas pernas, v. 33. Observe aqui:

(1) Que Jesus morreu em menos tempo do que as pessoas crucificadas normalmente levavam para morrer. A estrutura do seu corpo foi rompida pela dor em menos tempo, provavelmente devido a uma condição debilitada, de muita fraqueza. Ou, mais exatamente, isto devia mostrar que Ele entregou voluntariamente sua vida, e pôde morrer quando desejou fazê-lo, embora suas mãos estivessem pregadas. Embora tenha se rendido à morte, Ele não foi derrotado.

 (2) Que seus inimigos ficaram satisfeitos porque Ele estava realmente morto. Os judeus, que ainda estavam por ali, para ver a execução concluída, não teriam omitido esta crueldade, se não tivessem certeza de que Ele estava fora do alcance dela.

(3) Independentemente dos propósitos que há no coração do homem, o conselho do Senhor permanecerá. O desejo era de quebrar suas pernas, mas, como o conselho de Deus era outro, isto foi evitado.

2. Por desejarem ter certeza de que Ele estava morto, eles fizeram esta prova, para tirar todas as dúvidas. “Um dos soldados lhe furou o lado com uma lança”, certamente desejando atingir seu coração, “e logo saiu sangue e água”, v. 34.

(1) O soldado aqui resolveu decidir a questão, quanto a se Ele estava morto ou não, com este honroso ferimento no seu lado, para substituir o método terrível de abreviamento da morte que eles tinham adotado com os outros dois. Diz a tradição que o nome deste soldado era Longino, e que, tendo um problema nos olhos, ele foi imediatamente curado por algumas gotas de sangue que, saindo do lado de Cristo, caíram nos seus olhos. Isto seria suficientemente significativo, se tivéssemos alguma boa fonte autorizada desta história.

(2) Mas Deus tinha outro desígnio aqui, que era:

[1] Dar uma evidência da verdade da morte de Cristo, como prova da sua ressurreição. Se Ele estivesse somente em transe, ou desmaiado, sua ressurreição seria um fingimento. Mas, com esta prova, Ele estava certamente morto, pois esta lança rompeu a verdadeira fonte da vida, e, de acordo com toda a lei e todo o curso da natureza, era impossível que um corpo humano sobrevivesse a um ferimento como este, nos órgãos vitais, e a esta perda dos fluidos.

[2] Dar uma explicação dos desígnios da morte de Cristo. Havia muito mistério na morte do Senhor, e o fato de que ela fosse comprovada solenemente (v. 35) sugere que havia algo de milagroso nela. Outro ponto admirável e interessante é o fato de o sangue e a água saírem distintos e separados da mesma ferida. Ele era, no mínimo, muito significativo. Este mesmo apóstolo se refere a isto como algo digno de muita consideração, 1 João 5.6,8.

Em primeiro lugar, a perfuração do seu lado era significativa. Quando desejamos declarar nossa sinceridade, desejamos que existisse uma janela nos nossos corações, para que seus pensamentos e intenções pudessem ser visíveis a todos. Por esta janela, aberta no lado de Cristo, você pode olhar dentro do seu coração, e ver ali amor flamejante, amor tão forte quanto a morte. É possível ver nossos nomes escritos ali. Alguns entendem que isto é uma alusão à abertura do lado de Adão, na fase da inocência. Quando Cristo, o segundo Adão, caiu em um sono profundo sobre a cruz, então seu lado foi aberto, e dele foi tirada sua igreja, que Ele desposou. Veja Efésios 5.30,32. Nosso devoto poeta, George Herbert, no seu poema intitulado The Bag (A Bolsa), de maneira muito piedosa, apresenta nosso Salvador, quando teve seu lado perfurado, falando desta maneira aos seus discípulos:

Se vocês tiverem alguma coisa para enviar, ou escrever

(Eu não tenho bolsa, mas há lugar aqui),

Isto chegará em segurança às mãos do meu Pai, e diante dos seus olhos

(Creiam em mim).

Eu me importarei com o que vocês enviarem,

Vejam, coloquem o que desejarem enviar muito perto do meu coração.

Ou, se depois algum dos meus amigos

Desejar me usar desta maneira, a porta

Ainda estará aberta. O que ele enviar,

Eu irei apresentar, junto com alguma coisa mais,

Não para que seja ainda mais ferido. Os suspiros

terão um significado para mim.

Ouça, Desespero, vá embora.

Em segundo lugar, o sangue e a água que saíram do ferimento eram significativos.

3. Eles significavam os dois grandes benefícios de que todos os crentes participam, por meio da justificação e santificação de Cristo. O sangue, para a remissão, a água, para a regeneração. O sangue, para a expiação, a água, para a purificação. O sangue e a água eram muito usados sob a lei. A culpa contraída devia ser expiada pelo sangue. As manchas contraídas deviam ser eliminadas pela água da purificação. Estes dois elementos sempre de­ vem andar juntos. “Haveis sido lavados… haveis sido santificados”, 1 Coríntios 6.11. Cristo os uniu, e nós não devemos pensar em separá-los. Ambos fluíram do lado perfurado do nosso Redentor. Ao Cristo crucificado, nós devemos tanto o mérito pela nossa justificação como o Espírito e a graça pela nossa santificação, e nós temos tanta necessidade destes últimos quanto do primeiro, 1 Coríntios 1.30.

4. Eles significavam as duas grandes ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor, pelos quais estes benefícios são representados, selados e aplicados aos crentes. Nós devemos sua instituição e sua eficácia a Cristo. Não é a água na fonte que será, para nós, a “lavagem da regeneração”, mas a água do lado de Cristo. Não é o sangue da uva que irá tranquilizar a consciência e revigorar a alma, mas o sangue do lado de Cristo. Agora a pedra estava ferida (1 Coríntios 10.4), agora a fonte estava aberta (Zacarias 13.1), agora estavam escavadas as fontes da salvação, Isaías 12.3. Aqui estava o “rio cujas correntes alegram a cidade de Deus”.