ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 16-18 – PARTE V

Alimento diário - Comendo a Bíblia

A Inscrição sobre a Cruz. A Crucificação

 

V – A palavra final com que Ele entregou seu espírito (v. 30): “Quando Jesus tomou o vinagre”, o tanto que Ele julgou adequado, “disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”. Observe:

1. O que Ele disse, e podemos supor que Ele o disse com triunfo e exultação: Tetelestai Está consumado, uma palavra abrangente e consoladora.

(1) “Está consumado”, isto é, a maldade e a inimizade dos seus perseguidores agora tinham feito o pior. Quando recebeu esta última indignidade no vinagre que lhe ofereceram, Ele disse: “Esta é a última. Agora eu saio do seu alcance, e vou para onde os “os maus cessam de perturbar”.

(2) “Está consumado”, isto é, o conselho e o mandamento do seu Pai, a respeito dos seus sofrimentos, agora estavam cumpridos. Foi um conselho determinado, e Ele tomou cuidado para que cada jota e til dele se cumprissem com exatidão, Atos 2.23. Ele tinha dito, quando iniciou seus sofrimentos: “Pai… faça-se a tua vontade”. E agora Ele dizia, com prazer: “Está consumado”. Sua comida e bebida eram concluir seu trabalho (cap. 4.34), e esta comida e bebida é que o mantiveram quando lhe deram fel e vinagre.

(3) “Está consumado”, isto é, todos os tipos e todas as profecias do Antigo Testamento, que apontavam para os sofrimentos do Messias, estavam cumpridos e respondidos. Ele fala como se, agora que lhe tinham dado o vinagre, Ele não pudesse se lembrar de nenhuma palavra no Antigo Testamento que devesse ser cumprida, entre Ele e sua morte, que não tivesse sido cumprida. Tais como o fato de que Ele foi vendido por trinta moedas de prata, suas mãos e seus pés foram perfurados, suas roupas, repartidas etc., e agora isto está completo. “Está consumado”.

(4) “Está consumado”, isto é, a lei cerimonial está abolida, e um ponto final foi colocado às suas obrigações. A essência agora é chegada, e todas as sombras se foram. Justamente agora, o véu se rasga, a parede de separação é derrubada, até mesmo a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças, Efésios 2.14,15. A lei mosaica se dissolveu, para abrir caminho para “uma melhor esperança”.

(5) “Está consumado”, isto é, o pecado está terminado, e a transgressão chegou ao fim, trazendo a justiça eterna. Isto parece ser uma referência a Daniel 9.24. O Cordeiro de Deus foi sacrificado para tirar o pecado do mundo, e isto foi feito, Hebreus 9.26.

(6) “Está consumado”, isto é, seus sofrimentos agora estavam terminados, tanto os da sua alma quanto os do seu corpo. A tempestade já passou, o pior já passou. Todas as suas dores e agonias estão no fim, e Ele está indo para o paraíso, entrando na glória que se apresenta diante de si. Que todos os que sofrem por Cristo, e com Cristo, se consolem com o fato de que em pouco tempo também poderão dizer: “Está consumado”.

(7) “Está consumado”, isto é, sua vida estava terminada, Ele estava pronto para dar seu último suspiro, e agora não mais está neste mundo, cap. 17.11. Foi como a frase do bendito apóstolo Paulo (2 Timóteo 4.7): ”Acabei a carreira”, isto é, minha corrida terminou, esgotou-se meu tempo, contado e concluído. A isto, todos nós chegaremos em pouco tempo.

(8) “Está consumado”, isto é, a obra da redenção e salvação do homem agora está concluída, pelo menos a parte mais difícil do empreendimento. Uma satisfação plena é feita à justiça de Deus, um golpe fatal desferido contra o poder de Satanás, uma fonte de graça aberta que jorrará para sempre, uma fundação de paz e felicidade que nunca falhará. Agora Cristo tinha passado por todo o seu sofrimento, e o tinha consumado, cap. 17.4. Pois, no que se refere a Deus, sua obra é perfeita. “Quando Eu começo uma obra”, diz Ele, “também a concluo”. E, no que se refere ao resgate, como na aplicação da redenção, aquele que começou a boa obra, há de completá-la. O mistério de Deus será consumado.

2. O que Ele fez: “Inclinando a cabeça, entregou o espírito”. Ele foi voluntário na morte, pois Ele não somente era o sacrifício, mas o sacerdote e o ofertante, e o espírito do ofertante estava completamente no sacrifício. Cristo mostrou sua vontade através dos seus sofrimentos, pelos quais todos nós somos santificados.

(1) Ele “entregou o espírito”. Sua vida não foi extraída dele à força, mas Ele a entregou livremente. Ele tinha dito: “Pai, nas tuas mãos entre­ go o meu espírito”, expressando, desta maneira, a intenção deste ato. “Eu me entrego em resgate de muitos”, e, da mesma maneira, Ele entregou seu espírito, pagou o preço do perdão, e entregou a vida nas mãos do seu Pai. “Pai, glorifica o teu nome”.

(2) Ele inclinou a cabeça. As pessoas crucificadas, ao morrer, erguiam a cabeça, procurando respirar, e não inclinavam a cabeça, até ter deixado de respirar. Mas Cristo, para mostrar-se ativo na morte, inclinou sua cabeça, aparentando estar, de certa maneira, adormecido. Deus tinha colocado sobre Ele a iniquidade de todos nós, colocando-a sobre a cabeça deste grande sacrifício. E alguns pensam que, ao inclinar a cabeça, Ele deseja mostrar o sentimento deste peso sobre si. Veja Salmos 38.4; 40.12. O inclinar da sua cabeça mostra sua submissão à vontade do seu Pai, e sua obediência à morte. Ele se submeteu à sua obra na morte, como Jacó, que “encolheu os seus pés na cama, e expirou”.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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