ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 16-18 – PARTE IV

Alimento diário - Comendo a Bíblia

A Inscrição sobre a Cruz. A Crucificação

 

IV – O cumprimento das Escrituras, quando lhe deram vinagre para beber; vv. 28,29. Observe:

1. O respeito que Cristo mostrou pelas Escrituras (v. 28): “Sabendo Jesus que já todas as coisas”, até aqui, “estavam terminadas, para que a Escritura”, que falava dele bebendo, em seus sofrimentos, “se cumprisse, disse: Tenho sede”, isto é, Ele pediu algo para beber:

(1) Não era estranho, de maneira nenhuma, que Ele tivesse sede. Nós o encontramos com sede em uma viagem (cap. 4.6,7), e agora, com sede, quando estava já no final da sua jornada. Certamente: Ele tinha sede, depois de todo o sofrimento que tinha passado, e muito mais agora estando em meio às agonias da morte, pronto a expirar: A perda de sangue e a dor extrema também contribuíam para que estivesse sedento. Os tormentos do inferno são representados por uma sede violenta na queixa do homem rico que implorou por uma gota de água, para refrescar sua língua (Lucas 16.24). A esta sede eterna, nós teríamos sido condenados, se Cristo não tivesse sofrido por nós.

(2) Mas a razão da sua queixa é, de certa forma, surpreendente. Estas são as únicas palavras que Ele proferiu, e pareciam uma queixa que se devia aos seus sofrimentos externos. Quando eles o açoitaram, e o coroaram com espinhos, Ele não clamou: Oh! Minha cabeça! Ou: Oh! Minhas costas! Mas disse: “Tenho sede”. Pois:

[1] Desta maneira, Ele expressava o trabalho da sua alma, Isaías 53.11. Ele teve sede depois da glorificação de Deus, e do cumprimento da obra da nossa redenção, e do feliz resultado do seu empreendimento.

[2] Desta maneira, Ele tomou cuidado para ver cumpridas as Escrituras. Até aqui, tudo tinha sido cumprido, e Ele sabia disto, pois era o que Ele tinha cuidadosamente observado todo o tempo. E agora Ele cuidava de uma última coisa, que era a ocasião adequada para o cumprimento. Com isto, fica evidente que Ele era o Messias, não somente porque as Escrituras se cumpriam nele com exatidão, mas porque elas eram rigidamente observadas por Ele. Com isto, fica evidente que Deus estava com Ele verdadeiramente – que, em tudo o que Ele fez, Ele cumpriu exatamente a Palavra de Deus, tomando cuidado para não destruir, mas para cumprir a lei e os profetas. Agora, em primeiro lugar, as Escrituras tinham predito sua sede, e por isto Ele mesmo a relata, porque ela não poderia ter sido conhecida de outra maneira, dizendo: “Tenho sede”. Estava predito que sua língua se pegaria ao seu paladar, Salmos 22.15. Sansão, um eminente tipo de Cristo, quando estava amontoando os filisteus, teve grande sede (Juízes 15.18). Também Cristo, quando estava sobre a cruz, “despojando os principados e potestades”. Em segundo lugar, as Escrituras tinham predito que, na sua sede, lhe dariam vinagre para beber Salmos 69.21. Eles lhe tinham dado vinagre para beber, antes de crucificá-lo (Mateus 27.34), mas a profecia não tinha se cumprido exatamente, porque não foi na sua sede. Por isto, agora Ele dizia: “Tenho sede”, e pediu algo para beber outra vez. Antes, Ele não quis beber, mas agora Ele o bebeu. Cristo preferia receber uma afronta a ver qualquer profecia não ser cumprida. Isto deveria nos satisfazer em todas as nossas provações, que a vontade de Deus seja feita, e a palavra de Deus, realizada.

2. Veja o pouco respeito que seus perseguidores mostraram ter por Ele (v. 29): “Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre”, provavelmente de acordo com o costume, em todas as execuções desta natureza. Ou, segundo a opinião de outros, agora estava aí, propositalmente, para uma ofensa a Cristo, em lugar do cálice com vinho que eles costumavam oferecer àqueles que estavam prestes a perecer. Com este vinagre, eles encheram uma esponja, pois não lhe ofereceram um cálice, e a puseram em um hissopo, uma haste de hissopo, e assim levaram o vinagre à sua boca, eles a colocaram ao redor de um hissopo, assim pode ser interpretado. Ou, segundo outros, eles misturaram o vinagre com seiva de hissopo, e lhe deram para beber quando teve sede. Uma gota de água teria refrescado sua língua melhor do que um gole de vinagre. Mas, a isto, Ele se submeteu por nós. Nós comemos uvas verdes, e seus dentes se embotaram. Nós perdemos o direito a todos os consolos e refrigérios, e, portanto, eles foram negados a Ele. Quando o céu lhe negou um raio de luz, a terra lhe negou uma gota de água, e em seu lugar lhe ofereceu vinagre.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.