PSICOLOGIA ANALÍTICA

BREVES OBSTÁCULOS DA RESILIÊNCIA

Resiliência e superação não precisam ser registradas em grandes eventos. Elas são necessárias parai o enfrentamento dos pequenos desafios que podem fazer parte de nosso cotidiano.

breves obstáculos da resiliência

O mundo moderno pede cada vez mais a habilidade de ser resiliente frente a diversas situações. O significado de resiliência (do latim, resiliens) é a capacidade de voltar ao estado normal após um atrito, porém a resiliência pode ser definida de diferentes formas e ângulos, dependendo da área (física, ecologia, administração ou psicologia). De uma forma geral, pode-se definir resiliência como a capacidade do indivíduo em lidar com situações de estresse, traumas, algo que foge do controle. Superação, por sua vez; pode ser considerada uma ação de superar, de ultrapassar uma situação desagradável, perigosa, é uma vitória que o indivíduo consegue depois de enfrentar uma doença ou trauma ou situação desafiante e superar de forma satisfatória.

Numa junção de definições, pode-se resumir resiliência como a capacidade de enfrentar uma situação caótica e a superação como uma consequência vitoriosa da resiliência. Ou seja, é preciso ser resiliente para enfrentar uma situação caótica, mas, além de resiliente, é preciso ser corajoso, astuto e até mesmo ambicioso para vencer esta situação e seguir a vida normalmente. Tanto a área ambiental/ecológica quanto a física consideram a resiliência como uma capacidade de restauração, enquanto as áreas de psicologia e de administração consideram a resiliência como a capacidade de enfrentamento de problemas e situações caóticas, sem, no entanto, especificar se este enfrentamento é ou foi bem-sucedido. Nestas áreas, a ênfase é mais no enfrentamento do     que no resultado final. Neste caso, penso que a superação possa ser uma consequência da resiliência.

PEQUENOS DESAFIOS

Resiliência e superação não precisam ser registradas em grandes enfrentamentos. A resiliência pode estar no cotidiano, quando o indivíduo demonstrar capacidade de lidar com problemas no trânsito, por exemplo, ao levar uma “fechada” ou ter que frear de repente para não atropelar alguém. Nestes momentos, saber manter o equilíbrio e agir com tranquilidade podem significar a diferença entre causar um acidente ou apenas ter um “susto” passageiro. A capacidade de adaptar-se a mudanças numa situação que exige por exemplo, mudar para um apartamento bem menor ou um bairro mais distante para “conter despesas”. Nestes casos, aceitar a mudança com bom humor e buscar melhorar a situação financeira para, num outro momento voltar ao padrão de vida anterior podem ser uma maneira de exercer resiliência e superação. Da mesma forma, aceitar uma mudança de estado civil num divórcio, por exemplo, ou qualquer mudança que seja imposta ao indivíduo pode ser uma oportunidade de saber lidar, de forma resiliente com a situação.

Superar obstáculos pode ser uma situação de disputa no trabalho ou alguma forma de competição entre vizinhos ou amigos, saber superar a pontinha de inveja do amigo que ganhou um aumento de salário, do colega que conquistou uma promoção ou da amiga que conseguiu comprar um novo carro ou qualquer situação em que o indivíduo se sinta diminuído diante de outra pessoa. Saber superar isso pode significar saber lidar melhor com as diferenças e até com as injustiças, por que não?

Afinal, para quem assiste ao sucesso do outro não deixa de ser um exercício de superação, se conscientizar de que não é ele que está no auge. Sabendo lidar com isso, pode até ser um impulso para também conseguir conquistar um aumento ou uma promoção ou o carro dos sonhos. Da mesma forma, resistir à pressão de situações adversas, seja uma situação de estresse ou algum obstáculo, seja um trauma ou algo mais sério, sem entrar em pânico, sabendo equilibrar o lado psicológico, emocional e físico, assim encontrando soluções estratégicas que o levarão a enfrentar e superar as adversidades. São muitas as situações do cotidiano que nos impulsionam a tomar atitudes e vencer os obstáculos. Só precisamos estar atentos e condicionando nossa mente a tolerar os pensamentos limitantes, sabendo lidar com os fatores externos que, por vezes, nos confundem e até assustam.  E, assim, conseguiremos enfrentar a dor, os obstáculos, o que vier, de forma corajosa e dinâmica. E sempre equilibrados para encontrarmos sempre as melhores soluções para cada desafio que surgir.

AS DIVERSAS ÁREAS DA RESILIÊNCIA

RESILIÊNCIA NA PSICOLOGIA: A Psicologia considera a resiliência como uma capacidade do indivíduo em lidar com seus próprios problemas, enfrentar desafios, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação. É o saber lidar com a situação estando sob pressão.

RESILIÊNCIA NA FÍSICA: A física tem uma definição um pouco diferente da psicologia. A Física considera a resiliência como uma resistência de materiais (que acumulam energia) expostos a um choque ou pressão que lhes cause algum dano e analisa se eles são ou não capazes de voltar ao estado normal. Este fenômeno pode ser medido em testes que utilizam o pêndulo Charpy.

RESILIÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO: Na área administrativa, a resiliência consiste em saber lidar com mudanças. Os envolvidos devem ter muito equilíbrio emocional parca lidar com os problemas ocorridos no ambiente de trabalho. Quando as situações fogem ao controle e, na sequência, sanar ou amenizar os problemas ocorridos.

RESLIÊNCIA AMBIENTAL OU ECOLÓGICA: Neste segmento, resiliência é a capacidade de um determinado sistema de se recuperar em equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação. É considerado como uma capacidade de restauração de um sistema.

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OUTROS OLHARES

O FASCÍNIO DA SEGUNDA PELE

A forma como nos vestimos desvela movimentos íntimos e desejos muitas vezes desconhecidos, fazendo com que a roupa ocupe lugar de interface entre a pessoa e o mundo; para as mulheres, historicamente esse fenômeno parece ser ainda mais forte.

o fascínio da segunda pele

As roupas estão em toda parte: multiplicam-se em nossos armários, estão nas lojas, são exibi­ das como objetos de desejo nas revistas, criam códigos sociais, são dadas de presente, trocadas e nos deixam loucos nos dias de liquidação… Sua onipresença, sustentada por um interesse geral crescente, pode, porém, surpreender e nos levar a questionamentos. Afinal, por que elas ocupam tanto espaço em nossa vida? O que será que nos prometem em suas dobras silenciosas? O que buscamos compensar ou exibir aos olhos dos outros? Qual o uso que fazemos delas, às vezes até sem perceber? Em comportamentos como colocar sempre o mesmo vestido, usar apenas preto, ser fanático por shoppings, guardar cuidadosamente peças de vestuário daqueles que morreram prevalecem aspectos de nossa história pessoal. Por trás de uma aparente futilidade desvelam-se movimentos íntimos e, muitas vezes, desejos desconhecidos. A roupa, essa segunda pele, pertence ao mesmo tempo ao dentro e ao fora, tanto protege a intimidade quanto abre para o espaço social e relacional, ocupa uma posição fronteiriça, de interface entre o eu e o mundo, podendo mascarar o sujeito ou, ao contrário, revelá-lo.

A maneira de se vestir insere-se numa história, indica a margem de liberdade do indivíduo diante da família, de seus pares e nas interações sociais. A roupa acompanha a trama da construção de si e expressa a relação com sua imagem, expondo as marcas de fracassos ou sucessos na edificação do narcisismo. Por meio dela, descobrimos vestígios de identificações e memórias. Porém, esse trabalho de decifração de vínculos por meio das roupas só é possível dentro de um contexto determinado e para um sujeito considerado em uma história na qual se insere.

 DE LUTO E DE FESTA

Não se trata aqui de propor “diga-me como te vestes e te direi quem és”, mas sem dúvida é possível, com base nos exemplos da vida cotidiana, seguir algumas pistas de reflexão sobre um elemento que carrega a má fama de futilidade. As histórias ligadas à infância ilustram alguns elementos em jogo quando os pais escolhem as roupas dos filhos. Os tecidos absorvem em suas fibras a memória dos primeiros cuidados maternos. A criança é vestida pela mãe e, assim, inserida em uma tradição familiar. Por meio da roupa os pais imprimem sua marca no corpo do filho, modelando-o inconscientemente segundo seu desejo. Farão dele um bebê? Um adulto em miniatura? Seu super-herói num uniforme cintilante?

Nos primeiros meses de vida, a roupinha da criança é, em geral, uma preocupação exclusiva da mãe. Ela ocupa-se do filho, lava-o e veste-o – e há um investimento emocional nesses gestos. Os cuidados maternos criam um mundo sensorial rico em sensações táteis e olfativas. As roupas carregam o aroma da mãe e testemunham essa relação no corpo da criança, criando assim uma continuidade e afirmando laços afetivos. Mãe e criança formam, então, um par isolado do resto do mundo.

Ao longo do desenvolvimento infantil, as roupas continuam carregando os estigmas dessa troca subjetiva, cuja significação a criança descobrirá no olhar dos outros quando deixar o ambiente familiar para entrar na escola. Nas primeiras experiências de socialização, suas roupas não devem de forma alguma distingui-la das outras crianças – e sim fundi-la ao grupo.

TECIDO DE DESEJOS

O vestuário desempenha outro papel importante: pode revelar tramas inconscientes. Torna-as palpáveis, passíveis de apreensão; à sua maneira, diz à criança sobre os sonhos de seus pais em relação a ela. E ainda favorece questionamentos infantis sobre a identidade sexual. Em certa medida, também oferece aos pais a ilusão do filho ideal que têm em mente. Em geral, o adulto consegue estabelecer uma distância entre a satisfação de seu desejo e a realidade – mas e quanto à criança? Ela é, desde o início da vida, joguete de uma encruzilhada de desejos e projeções identificatórias de seus pais.

Assim, a suntuosidade de um traje exprime o orgulho dos pais, um ideal de êxito, como se a criança devesse dar conta de promessas que eles próprios talvez não tenham sido capazes de cumprir.

Por meio da roupa, diversas informações são trocadas inconscientemente, mas pouco a pouco vão constituindo em torno da criança um tecido de desejos parentais, de modelos nos quais ela terá de se apoiar para construir suas próprias referências. Pois, apesar da energia das forças que a pressionam, a criança geralmente preserva a liberdade de suas escolhas e identificações. Porém, em certos casos patológicos, quando sua autoconfiança é muito frágil, ou a pressão do desejo exterior, muito forte e pouco diversificada, o leque de possibilidades se reduz, o que pode acarretar graves distúrbios de identidade.

Na adolescência, a roupa acompanha as provações da puberdade, permitindo ao sujeito mascarar ou revelar sua sexualidade. O jovem se vê às voltas com a questão da autonomia em relação aos pais. A roupa torna-se, então, o carro-chefe dessa apropriação de si, multiplicando códigos e referências.

As relações amo rosas, mesmo na vida adulta, introduzem complicações e embaralham o jogo: a roupa seduz ou esconde, desvelando fantasias do casal. Lutos e perdas, assim como conquistas e rituais (formaturas, casamentos, batizados) também são marcados pelas roupas que usamos em cada ocasião, como telas nas quais dia após dia se inscrevem nossos sofrimentos e alegrias.

o fascínio da segunda pele.2

O MUNDO TRATA MELHOR QUEM SE VESTE BEM

Nos primórdios da humanidade, os seres humanos recorriam à pele dos animais abatidos para se proteger do frio. Ao longo do tempo, essa proteção foi se tornando cada vez mais sofisticada: surgiram os adereços, e as roupas passaram a ser uma importante forma de comunicação. Como ocorre nos dias atuais – tanto em povos indígenas como nas populações urbanas, nos mais diferentes meios-, a maneira como uma pessoa se vestia pode indicar sua procedência, o clã ao qual pertencia e até seu status no grupo. Diferentes trajes sinalizavam até mesmo eventos como preparação para a guerra ou cerimônias religiosas. Em algumas culturas antigas eram valorizadas cores específicas. Em Constantinopla, capital do Império Bizantino, fundada em 667 a.C. pelos gregos, por exemplo, as peças tingidas com matizes de roxo eram as mais valorizadas, pois para obter essa tonalidade eram utilizados pigmentos raros, que só os nobres podiam comprar. Mas não é preciso ir muito longe para obter exemplos de que as roupas transmitem informações: nas décadas de 60 e 70, por exemplo, os trajes dos hippies remetiam à ideia de conforto, simplicidade e certa ingenuidade; as flores e os símbolos da contracultura eram constantes. O importante era propagar uma mensagem. Nada muito diferente do que acontece também hoje: não é novidade que determinadas etiquetas tornam as peças extremamente valorizadas e revelam o poder de quem as usa. Afinal, quem discorda que “o mundo trata melhor quem se veste bem”? Mas o que é se vestir bem? Usar peças confortáveis, de qualidade e, principalmente adequadas a cada ocasião? Talvez. Mas esses critérios certamente dependem mais da cultura de cada grupo que de preferências individuais.

GESTÃO E CARREIRA

GESTOR DE COWORKING É PROFISSÃO DO FUTURO

Segundo o Censo Coworking Brasil, 2017 registrou um crescimento de 114% nos usuários de coworkings em relação ao ano anterior.

gestor de coworking é profissão do futuro

É cada vez mais comum encontrar quem opte por compartilhar serviços, meios de transporte, e espaços de trabalho. Seja pela praticidade ou pela essência do colaborativismo, os coworkings ganham adeptos a cada ano. Segundo o Censo Coworking Brasil, 2017 registrou um crescimento de 114% nos usuários de coworkings em relação ao ano anterior.

Com o avanço da tecnologia, cresce o interesse das pessoas por praticidade e qualidade de vida e, com isso, novas ocupações surgem a todo o momento. O compartilhamento de serviços é tendência no mundo todo, e profissões ligadas a esse modelo de negócio continuarão em alta nos próximos anos.

Uma dessas funções é a do gestor de coworking, responsável pela administração e pelo relacionamento com os clientes do espaço. “Um bom gestor de coworking é aquele profissional que entende da parte administrativa mas também gosta de se comunicar, atuando como gestor administrativo e ao mesmo tempo como “community manager”, comenta Bruna Lofego, especialista em coworking e CEO da rede de coworkings CWK, que conta com unidades em Minas Gerais e São Paulo.

Para ela, a profissão é uma boa aposta no mercado, pois o segmento de escritórios compartilhados cresce a cada dia. “Quem se qualificar e se posicionar no mercado nessa nova função estará largando na frente. Por isso, é uma excelente alternativa para jovens que buscam se qualificar e driblar o desemprego”, avalia ela.

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MERCADO EM ALTA
O segmento de espaços de trabalho compartilhados é tendência no Brasil e no mundo. O estado do Rio de Janeiro, por exemplo, está em segundo lugar em número de coworkings no Brasil, atrás apenas de São Paulo. São mais de 800 mil empresas de diversas áreas de atuação, somente na capital carioca, contra apenas 71 coworkings. “Muitos novos espaços serão abertos nos próximos meses e anos, e precisarão de profissionais preparados para gerir esses coworkings e atender às demandas dos clientes. Com isso, haverá um grande número de oportunidades para gestores”, explica Bruna.

BAIXA COMPETITIVIDADE
Por ser uma profissão nova, ainda não há muitos profissionais voltados para essa área, o que significa menos concorrência. “Com isso, quem se qualificar e ganhar experiência administrando coworkings agora estará largando na frente de muitos concorrentes. Daqui a alguns anos, esse mercado estará muito mais disputado. Por isso, quem tem afinidade com o setor deve apostar nele agora”.

CRIATIVIDADE PARA SE DESTACAR NA CRISE
Com a economia brasileira – e, consequentemente, a carioca- ainda em fase de recuperação da recessão, o mercado de trabalho está desacelerado e as boas vagas minguaram. “Nessas horas, é preciso se reinventar, e apostar em uma carreira inovadora pode fazer a diferença. Nas épocas de revés econômico, conseguem se manter e se destacar no mercado os profissionais que usam a criatividade para buscar outras ocupações, sem medo de ousar”, avalia Bruna.

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
O coworking é um ambiente altamente propício para o networking. Além dos clientes se comunicarem entre si em busca de parcerias ou troca de experiências, é na figura do gestor que terão o apoio necessário para isso. “O gestor de coworking é a pessoa que estará em contato o tempo todo com os clientes, mantendo uma conexão para ser capaz de auxiliá-los com soluções para as quais às vezes eles nem sabem que precisam”, comenta Bruna.

Com isso, para os profissionais que são comunicativos e gostam de estar sempre em contato com os mais diversos tipos de pessoas, a função é um “prato cheio”. “É um engano achar que o gestor de coworking irá lidar apenas com questões administrativas e burocráticas. O bom administrador do espaço de trabalho compartilhado deve mesclar habilidades de gestão com de “community manager”, sendo a principal interface com os frequentadores”, diz.

gestor de coworking é profissão do futuro.2

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 16-18 – PARTE IV

Alimento diário - Comendo a Bíblia

A Inscrição sobre a Cruz. A Crucificação

 

IV – O cumprimento das Escrituras, quando lhe deram vinagre para beber; vv. 28,29. Observe:

1. O respeito que Cristo mostrou pelas Escrituras (v. 28): “Sabendo Jesus que já todas as coisas”, até aqui, “estavam terminadas, para que a Escritura”, que falava dele bebendo, em seus sofrimentos, “se cumprisse, disse: Tenho sede”, isto é, Ele pediu algo para beber:

(1) Não era estranho, de maneira nenhuma, que Ele tivesse sede. Nós o encontramos com sede em uma viagem (cap. 4.6,7), e agora, com sede, quando estava já no final da sua jornada. Certamente: Ele tinha sede, depois de todo o sofrimento que tinha passado, e muito mais agora estando em meio às agonias da morte, pronto a expirar: A perda de sangue e a dor extrema também contribuíam para que estivesse sedento. Os tormentos do inferno são representados por uma sede violenta na queixa do homem rico que implorou por uma gota de água, para refrescar sua língua (Lucas 16.24). A esta sede eterna, nós teríamos sido condenados, se Cristo não tivesse sofrido por nós.

(2) Mas a razão da sua queixa é, de certa forma, surpreendente. Estas são as únicas palavras que Ele proferiu, e pareciam uma queixa que se devia aos seus sofrimentos externos. Quando eles o açoitaram, e o coroaram com espinhos, Ele não clamou: Oh! Minha cabeça! Ou: Oh! Minhas costas! Mas disse: “Tenho sede”. Pois:

[1] Desta maneira, Ele expressava o trabalho da sua alma, Isaías 53.11. Ele teve sede depois da glorificação de Deus, e do cumprimento da obra da nossa redenção, e do feliz resultado do seu empreendimento.

[2] Desta maneira, Ele tomou cuidado para ver cumpridas as Escrituras. Até aqui, tudo tinha sido cumprido, e Ele sabia disto, pois era o que Ele tinha cuidadosamente observado todo o tempo. E agora Ele cuidava de uma última coisa, que era a ocasião adequada para o cumprimento. Com isto, fica evidente que Ele era o Messias, não somente porque as Escrituras se cumpriam nele com exatidão, mas porque elas eram rigidamente observadas por Ele. Com isto, fica evidente que Deus estava com Ele verdadeiramente – que, em tudo o que Ele fez, Ele cumpriu exatamente a Palavra de Deus, tomando cuidado para não destruir, mas para cumprir a lei e os profetas. Agora, em primeiro lugar, as Escrituras tinham predito sua sede, e por isto Ele mesmo a relata, porque ela não poderia ter sido conhecida de outra maneira, dizendo: “Tenho sede”. Estava predito que sua língua se pegaria ao seu paladar, Salmos 22.15. Sansão, um eminente tipo de Cristo, quando estava amontoando os filisteus, teve grande sede (Juízes 15.18). Também Cristo, quando estava sobre a cruz, “despojando os principados e potestades”. Em segundo lugar, as Escrituras tinham predito que, na sua sede, lhe dariam vinagre para beber Salmos 69.21. Eles lhe tinham dado vinagre para beber, antes de crucificá-lo (Mateus 27.34), mas a profecia não tinha se cumprido exatamente, porque não foi na sua sede. Por isto, agora Ele dizia: “Tenho sede”, e pediu algo para beber outra vez. Antes, Ele não quis beber, mas agora Ele o bebeu. Cristo preferia receber uma afronta a ver qualquer profecia não ser cumprida. Isto deveria nos satisfazer em todas as nossas provações, que a vontade de Deus seja feita, e a palavra de Deus, realizada.

2. Veja o pouco respeito que seus perseguidores mostraram ter por Ele (v. 29): “Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre”, provavelmente de acordo com o costume, em todas as execuções desta natureza. Ou, segundo a opinião de outros, agora estava aí, propositalmente, para uma ofensa a Cristo, em lugar do cálice com vinho que eles costumavam oferecer àqueles que estavam prestes a perecer. Com este vinagre, eles encheram uma esponja, pois não lhe ofereceram um cálice, e a puseram em um hissopo, uma haste de hissopo, e assim levaram o vinagre à sua boca, eles a colocaram ao redor de um hissopo, assim pode ser interpretado. Ou, segundo outros, eles misturaram o vinagre com seiva de hissopo, e lhe deram para beber quando teve sede. Uma gota de água teria refrescado sua língua melhor do que um gole de vinagre. Mas, a isto, Ele se submeteu por nós. Nós comemos uvas verdes, e seus dentes se embotaram. Nós perdemos o direito a todos os consolos e refrigérios, e, portanto, eles foram negados a Ele. Quando o céu lhe negou um raio de luz, a terra lhe negou uma gota de água, e em seu lugar lhe ofereceu vinagre.