ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 16-18 – PARTE II

Alimento diário - Comendo a Bíblia

A Inscrição sobre a Cruz. A Crucificação

 

II – A divisão das suas vestes entre os executores, vv. 23,24. Na execução, trabalharam quatro soldados, que, depois de tê-lo crucificado, pregando-o na cruz, e de terem levantado a cruz com o Senhor pendurado nela, nada mais havendo a fazer, senão esperar que Ele expirasse devido às dores extremas, como, conosco, quando o prisioneiro é condenado à pena capital, passaram a dividir suas roupas, cada qual reclamando uma parte igual. Desta maneira, fizeram uma divisão em quatro partes, com aproximadamente o mesmo valor, conforme puderam, para cada soldado uma parte. Mas sua túnica, ou manto superior, fosse um manto ou uma túnica, como era uma peça bonita e curiosa, tecida toda de alto a baixo, e não tinha costura, eles concordaram em disputá-la lançando sortes. Observe aqui:

1. A vergonha a que submeteram nosso Senhor Jesus, despindo-o das suas roupas antes de crucificá-lo. A vergonha da nudez surgiu com o pecado. Portanto, aquele que se fez pecado por nós suportou esta vergonha, para remover nossa desonra. Ele foi despido, para que nós pudéssemos ser vestidos com vestes brancas (Apocalipse 3.18), e para que, estando vestidos, não sejamos achados nus.

2. Como estes soldados se recompensaram por terem crucificado a Cristo. Eles estavam dispostos a crucificá-lo para terem as roupas que o Senhor usava. Nada deve ser feito com tanta maldade, mas é possível encontrar homens suficientemente maus para fazê-lo por uma bagatela. Provavelmente, eles esperavam conseguir algo além do benefício comum das suas roupas, tendo ouvido falar de curas realizadas pelo toque da orla das suas vestes, ou esperando que seus admiradores pagassem algum dinheiro para obtê-las.

3. O jogo que fizeram com sua túnica sem costura. Nós não lemos que Ele tivesse tido nada valioso ou notável, exceto esta túnica, e esta, não pela riqueza, mas somente pela sua variedade, pois era tecida toda de alto a baixo. Não havia curiosidade, portanto, na forma, mas uma simplicidade proposital. Diz a tradição, que sua mãe a tinha tecido para Ele, e ainda acrescenta que ela tinha sido feita para Ele quando era criança e, como as roupas dos israelitas no deserto, não envelheceu. Mas esta é uma fantasia infundada. Os soldados julgaram que seria uma pena rasgá-la, pois então ela se desfiaria, e um pedaço dela não serviria para nada. Por isso, eles decidiram lançar sortes por ela. Enquanto Cristo estava agonizando, eles estavam alegremente dividindo seu espólio. A preservação da túnica sem costura de Cristo é considerada como mostrando o cuidado que todos os cristãos devem ter para não rasgar a igreja de Cristo com disputas e divisões. Mas alguns observaram que a razão pela qual os soldados não desejaram rasgar sua túnica não se deveu a nenhum respeito por Cristo, mas porque cada um deles desejava tê-la toda para si. E assim, muitos clamam contra as divisões somente para poderem acumular todo o poder e a riqueza para si mesmos. Aqueles que se opuseram à separação de Lutero da igreja de Roma insistiam muito na túnica sem costura, e alguns deles colocavam tanta ênfase nisto, que eram chamados de Os sem costura.

4. O cumprimento das Escrituras neste fato. Davi, em espírito, previu esta mesma circunstância dos sofrimentos de Cristo, em Salmos 22.18. O evento, respondendo de maneira tão exata à predição, prova:

(1) Que as Escrituras são a Palavra de Deus, que prediz eventos contingentes a respeito de Cristo, tanto tempo antes, e que vieram a acontecer de acordo com a predição.

(2) Que Jesus é o verdadeiro Messias, pois nele todas as profecias do Antigo Testamento a respeito do Messias foram, e são perfeitamente cumpridas. “Os soldados, pois, fizeram essas coisas”.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.