PSICOLOGIA ANALÍTICA

PRESENTES PARA O CÉREBRO

É tempo de trocar lembranças, um gesto com implicações físicas e mentais. Ações como desembrulhar pacotes destinados a você, fazer caridade e até mesmo escolher o mimo mais adequado para cada amigo ou pessoa da família são pautadas por uma sofisticada rede de estruturas em seu cérebro.

Presentes para o cérebro

Que atire o primeiro laço de fita quem nunca ansiou pela alegria de desembrulhar um pacote envolto em papel colorido com seu nome escrito nele. Por mais que um singelo “Não precisava” escape de seus lábios, não há como negar: ganhar presente é bom. Ao ganharmos algo que corresponde às nossas expectativas, sentimos uma onda de bem-estar. Essa sensação é resultado da ação de um conjunto de neurônios especializados na percepção do prazer. Surgi- dos ao longo da evolução, eles cumprem uma função crucial: a manutenção da vida. Os sistemas cerebrais que mais influenciam o comportamento são os que nos levam a satisfazer as necessidades vitais (comer, beber, reproduzir-se e proteger-se). O prazer é o meio empregado pela evolução para que essas funções sejam asseguradas. Para favorecê-las foi desenvolvido o sistema neuronal da recompensa.

Ao longo dos séculos, o cérebro humano diferenciou-se do de outros mamíferos principalmente pelo desenvolvimento do córtex, o que propiciou um aumento na complexidade das conexões neurais. As estruturas mais antigas, onde estão as células do sistema de recompensa no animal, permaneceram inseridas no cérebro ancestral, chamado de reptiliano.

Na década de 50, os fisiologistas ingleses James Olds e Peter Milner fizeram uma experiência sobre o circuito da recompensa: eles implantaram, no núcleo accumbens do cérebro de ratos, eletrodos ligados a uma alavanca que o roedor podia acionar. Observaram que o animal se apoiava sem cessar sobre o dispositivo, estimulando essa região de seu cérebro, esquecendo-se até mesmo de comer e beber. Essas experiências foram feitas também em seres humanos que passavam por operações cirúrgicas.

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EU QUERIA TANTO…

No sistema hedônico, principalmente na área tegmental ventral e no núcleo accumbens o principal mensageiro químico endógeno é a dopamina. É esta a substância liberada no cérebro dos ratos estimulados por um eletrodo. A maioria das drogas reforça a ação da dopamina. Constatou-se, por exemplo, que os ratos se auto administram drogas na área tegmental ventral ou no núcleo accumbens quando um dispositivo lhes permite. Todas as drogas lícitas (álcool, tabaco) ou ilícitas (heroína, maconha, cocaína) causam um acréscimo na concentração de dopamina no núcleo accumbens, embora não diretamente proporcional à sensação de prazer. As substâncias psicoativas consumidas parecem ter uma propriedade comparável à dos sinais naturais de recompensa: elas aumentam a concentração de dopamina. Há, contudo, uma diferença notável: a modificação da atividade das células nervosas do circuito, sob a ação de recompensas naturais, dura apenas um ou dois segundos, enquanto as drogas exercem uma ação de várias dezenas de minutos. Isso foi demonstrado no animal e no homem, graças ao imageamento por ressonância magnética e à tomografia por emissão de pósitrons.

Uma injeção de morfina provoca no rato uma liberação de dopamina que dura apenas alguns segundos e, no ser humano, o mesmo efeito pode ser causado com a visualização de uma imagem agradável (doces ou cenas eróticas). A oferta de dopamina no núcleo accumbens produz o efeito hedônico. Além disso, após aprender, um animal pode se auto administrar dopamina de maneira repetitiva. Da mesma forma, parece que o prazer de receber um presente corresponde a uma disponibilidade de dopamina no núcleo accumbens.

Diante dessas descobertas da ciência, seria possível falar em uma neurobiologia do prazer em relação aos presentes? Sem dúvida. As modulações bioquímicas observadas durante certas situações, por exemplo, no período de festas que anuncia a chegada de presentes e outras alegrias, certamente influenciam nossa predisposição neurológica para determinados estados emocionais. É importante considerar também que a sensação de bem-estar experimentada quando ganhamos um presente está ligada a uma ativação do sistema hedônico proporcionado por nossos neuromediadores de prazer (dopamina e encefalinas).

Se, por infelicidade, o presente não chega, é possível que a atividade hedônica do circuito diminua, ocasionando uma baixa momentânea de encefalinas. Essa reação desencadeia uma sensação de frustração. A realidade, entretanto, não é assim tão simples, e o prazer costuma estar mesclado à sensação de alegria, que não pode ser reduzida aos movimentos neuroquímicos (embora seja fortemente influenciada por eles). Esse estado complexo necessita da “injeção de prazer” para se exprimir, mas também de sua representação, ou seja, depende da noção adquirida, após diversas experiências, do que seja um presente apropriado.

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OUTROS OLHARES

LEGIÃO SEDENTÁRIA

Legião sedentária

 Mais de 1,4 bilhão de pessoas no mundo não praticam atividades físicas regularmente. É o que revela um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em dados coletados entre 2001 e 2016, divulgado na revista britânica The Lancet Global Health. Na América Latina e Caribe, o índice de pessoas que não praticam atividades físicas avançou de 33% para 39% no período. No Brasil, esse problema alcança 47% da população – o País deu um salto de 15 pontos percentuais nesse intervalo. Em contraponto, os países do leste e do sudeste da Ásia, onde fica a China, apresentaram redução no sedentarismo de 26% em 2001, para 17% em 2016.

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GESTÃO E CARREIRA

NETLIVING NA VIDA E NA CARREIRA

Netliving é a prática de conviver em grupos, ao construir relações e contatos.

Netliving na vida e na carreira

É comum nas pequenas e médias empresas haver uma separação por departamento, e assim não há um relacionamento profundo entre as pessoas dentro das corporações, tanto que elas se referem umas às outras como “A Renata do RH, o Paulo do jurídico, a Sueli do Financeiro e o Ricardo do Marketing”. O netliving, prática de conviver em grupos, ao construir relações e contatos, pode ser a diferença que faltava no networking de vida e carreira, visando ampliar a interação social e o convívio entre os colaboradores de uma companhia, indo além do ambiente profissional.

Com as festas se aproximando, aproveitar as confraternizações da empresa para expandir o relacionamento com aqueles funcionários que você não tem muito contato é um bom início para aumentar seu ciclo de amigos. Assim, você entende as aptidões, troca experiências, compartilha projetos e constrói uma relação sólida com os novos colegas de trabalho.

Para o CEO da Lens & Minarelli, empresa especializada em Outplacement, José Augusto Minarelli, o netliving não é ‘puxa-saquismo’, é um contato de genuíno interesse e que pode e deve ser mantido ao longo da trajetória profissional. “Muito mais que uma estratégia para ampliar oportunidades de carreira e de negócios, o netliving é uma questão de postura diante da vida. Como seres sociais, buscamos grupos afins”, explica.

O contato com profissionais da mesma empresa pode garantir, futuramente, oportunidades de trabalho com novos grupos e aptidões que podem favorecer e melhorar não só o desempenho dentro da organização, como o de seu colega, afinal, netliving é uma troca cotidiana e constante. A relação pode ajudar a encurtar caminhos, favorecer demandas e conhecer oportunidades de crescimento dentro e fora da companhia atual. O executivo reitera, entretanto, a importância de cultivar relações. “A complexidade do mundo atual impõe a expansão dos horizontes para além das relações mais obvias e naturais, demandando um esforço extra. Já não basta abrir portas. É preciso mantê-las acessíveis”, finaliza Minarelli.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 1-15 – PARTE IV

Alimento diário - Comendo a Bíblia

Cristo é acusado diante de Pilatos

 

IV – O juiz traz novamente o prisioneiro ao seu julgamento, depois desta nova sugestão. Observe:

1. A preocupação que dominou Pilatos, quando ouviu o que alegavam (v.8): “E Pilatos, quando ouviu essa palavra”, que este prisioneiro não somente reivindicava a realeza, mas a divindade, “mais atemorizado ficou”. Isto o embaraçou mais do que nunca, e tornou o caso mais difícil para ambos, pois:

(1) Havia maior perigo de ofender as pessoas, se o absolvesse, pois ele sabia o quão zeloso este povo era pela unidade da Divindade, e conhecia a aversão que eles tinham a outros deuses. Portanto, embora pudesse ter a esperança de pacificar sua fúria contra um falso rei, ele nunca poderia reconciliá-los com um falso Deus. “Se isto for a base do tumulto”, pensa Pilatos, “isto não se extinguirá com alguma atitude jocosa”.

(2) Havia maior perigo de ofender sua própria consciência, se ele o condenasse. “Este é aquele”, pensa Pilatos, “que diz ser o Filho de Deus? E se Ele provar que realmente o é? O que irá acontecer comigo?” Até mesmo a consciência natural faz os homens temerem ser descobertos lutando contra Deus. Os pagãos tinham algumas lendas fabulosas de divindades encarnadas, que apareciam, às vezes, em circunstâncias inferiores, e eram maltratadas por alguns, que pagavam caro por agir desta maneira. Pilatos temia que pudesse ser acusado de traição.

2. Seu novo interrogatório do nosso Senhor Jesus, por causa disto, v. 9. Para que pudesse dar aos acusadores toda a justiça que eles pudessem desejai; ele encerrou a discussão: “Entrou outra vez na audiência e disse a Jesus: De onde és tu?” Observe:

(1) O lugar que ele escolheu para fazer esta pergunta: ele “entrou na audiência”, desejando privacidade, para que pudesse escapar dos ruídos e clamores da multidão, e pudesse examinar mais atentamente a questão. Aqueles que desejam descobrir a verdade, tal como ela é em Jesus, devem se afastar dos ruídos e do preconceito, e se afastar, como se entrassem na audiência, para conversar a sós com Cristo.

(2) A pergunta que ele faz a Cristo: “De onde és tu?” Tu vens dos homens ou dos céus? De baixo ou de cima? Antes, ele tinha perguntado diretamente: “Tu és rei?” Mas aqui ele não pergunta diretamente: Tu és o Filho de Deus? Para que não parecesse estar se intrometendo com excessiva ousadia nas coisas divinas. Mas, de maneira geral: “‘De onde és tu?’ Onde estavas, e em que mundo tinhas uma existência, antes da tua vinda a este mundo?”

(3) O silêncio do nosso Senhor Jesus, quando foi questionado sobre este assunto: “Mas Jesus não lhe deu resposta”. Não foi um silêncio sombrio, menosprezando a corte, nem foi porque Ele não soubesse o que dizer, mas:

[1] Foi um silêncio paciente, para que se cumprissem as Escrituras: “Como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca”, Isaías 53.7. Este silêncio evidenciava claramente sua submissão à vontade do seu Pai, nos seus atuais sofrimentos, aos quais Ele se acomodava, disposto a suportá-los. Ele ficou silencioso, porque não desejava dizer nada que atrapalhasse seus sofrimentos. Se Cristo tivesse se declarado um Deus, tão claramente como se declarava um rei, é provável que Pilatos não o tivesse condenado (pois ele se amedrontou com a mera menção disto, pelos acusadores), e os romanos, embora triunfassem sobre os reis das nações que conquistavam, ainda tinham um temor respeitoso pelos seus deuses. Veja 1 Coríntios 2.8. Se eles tivessem sabido que Ele era o Senhor da glória, não o teriam crucificado. E como, então, poderíamos nós ter sido salvos?

[2] Foi um silêncio prudente. Quando os principais dos sacerdotes lhe perguntaram: “És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?”, Ele respondeu: “Eu o sou”, pois Ele sabia que eles se baseavam nas Escrituras do Antigo Testamento que falavam do Messias. Mas quando Pilatos lhe fez a pergunta, Ele sabia que Pilatos não compreendia sua própria pergunta, não tendo noção do Messias, e do fato de que Ele era o Filho de Deus, e, portanto, que propósito teria responder a alguém cujo coração estava tomado pela teologia pagã, à qual ele teria voltado sua resposta?

(4) A arrogante repreensão que Pilatos lhe deu pelo seu silêncio (v. 10): ‘”Não me falas a mim?’ Ousas me desafiar, permanecendo em silêncio? ‘Não sabes tu’ que, como governador da província, ‘tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?”‘ Observe aqui:

[1] Como Pilatos se enaltecia, e se orgulhava da sua própria autoridade, como se não fosse inferior à de Nabucodonosor, de quem está escrito que “a quem queria matava e a quem queria dava a vida”, Daniel 5.19. Os homens no poder são capazes de se orgulhar do seu poder, e quanto mais absoluto e arbitrário ele for, mais gratificará e contentará seu orgulho. Mas ele enaltece seu poder a um nível exorbitante, quando se vangloria de que tem poder de crucificar a alguém a quem tinha declarado inocente, uma vez que nenhum principado ou potestade tem autoridade para fazer o mal.

[2] Como ele subjuga nosso bendito Salvador: “Não me falas a mim?” Ele fala de Cristo, em primeiro lugar, como se Ele fosse desrespeitoso com as autoridades, não falando com elas quando lhe dirigiam a palavra. Em segundo lugar, como se Ele fosse ingrato com alguém que tinha tido algum tipo de bondade por Ele: “Não me falas a mim, que me empenhei para garantir tua libertação?” Em terceiro lugar, como se Ele fosse imprudente: “Você não vai falar a seu próprio favor, como alguém que deseja se justificar?” Se Cristo realmente estivesse procurando salvar sua vida, este seria o momento de ter dito alguma coisa, mas o que Ele tinha que fazer era entregar sua vida.

(5) A resposta pertinente de Cristo a esta repreensão, v. 11, onde:

[1] Ele censura corajosamente a arrogância de Pilatos, e corrige seu engano: “Por mais alto que tu fales, ‘nenhum poder terias contra mim’, nenhum poder para me açoitar, nenhum poder para me crucificar, “se de cima te não fosse dado”. Embora Cristo não julgasse adequa­ do responder a Pilatos quando ele foi impertinente (neste caso, “não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele”), julgou adequado responder a ele quando foi imperativo. Neste caso, “responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos”, Provérbios 26.4,5. Quando Pilatos usou sua autoridade, Cristo silenciosamente se submeteu a ela. Mas, quando ele se orgulhou disto, Ele fez com que ele conhecesse a si mesmo: “Todo o poder que você tem lhe é dado de cima”, o que pode ser interpretado de duas maneiras.

Em primeiro lugar, como lembrando-o de que sua autoridade em geral, como magistrado, era um poder limitado, e ele não podia fazer mais do que Deus permitiria que fizesse. Deus é a fonte de todo poder, e os poderes que existem, como são ordenados por Ele, e derivados dele, são sujeitos a Ele. Eles não podem ir além do que sua lei lhes indica. Eles não podem ir além do que sua providência lhes permite. Eles são a mão de Deus, e sua espada, Salmos 17.13,14. Embora o machado possa gloriar-se contra o que corta com ele, ainda não passa de uma ferramenta, Isaías 10.5,15. Que os opressores orgulhosos saibam que existe alguém mais alto que eles, a quem deverão prestar contas, Eclesiastes 5.8. E que isto silencie os murmúrios dos oprimidos: “É do Senhor”. Deus tinha permitido que Simei amaldiçoasse a Davi. E que os console o fato de que seus perseguidores não podem fazer nada além do que Deus lhes permite fazer. Veja Isaías 51.12,13.

Em segundo lugar, como informando-o de que seu poder contra Ele, em particular, e todos os esforços de tal poder, eram pelo determinado conselho e presciência de Deus, Atos 2.23. Pilatos nunca imaginou parecer tão grande como agora, quando se sentava para julgar um prisioneiro como este, que era considerado, por muitos, como o Filho de Deus e rei de Israel, e tinha o destino de um homem tão importante nas suas mãos. Mas Cristo o faz saber que ele aqui era somente um instrumento na mão de Deus, e não podia nada contra Ele, exceto pela determinação do Céu, Atos 4.27,28.

[2] Ele escusa e atenua docemente o pecado de Pilatos, em comparação com o pecado dos líderes do complô: “Mas aquele que me entregou a ti” encontra-se sob maior culpa, pois tu, como magistrado, tens poder do alto, e estás no teu lugar, teu pecado é menor do que o daqueles que, por inveja e maldade, insistem em que abuses do teu poder”.

Em primeiro lugar, aqui se declara, claramente, que o que Pilatos fez era pecado, um grande pecado, e que a imposição dos judeus sobre ele, e sua própria imposição sobre si mesmo, não o justificavam. Com isto, Cristo pretendia fazer uma insinuação, para despertar a consciência de Pilatos, e aumentar o temor em que ele se encontrava agora. A culpa de outros não irá nos absolver, nem adiantará, no grande dia, dizer que outros foram piores do que nós, pois nós não seremos julgados por comparação, mas deveremos suportar nossa própria carga.

Em segundo lugar, contudo, era maior o pecado daqueles que o tinham entregado a Pilatos. Com isto, fica claro que todos os pecados não são iguais, mas alguns são mais odiosos que outros. Alguns se comparam a mosquitos, outros, a camelos; alguns, a argueiros nos olhos, outros, a traves; alguns, a centavos, outros, a muitos dólares. Aquele que entregou Cristo a Pilatos era, ou:

1. O povo dos judeus, que gritava: “Crucifica-o, crucifica-o”. Eles tinham visto os milagres de Cristo, e Pilatos não os tinha visto. A eles, o Messias foi enviado primeiro. Eles eram os seus, e a eles, que agora estavam escravizados, um Redentor deveria ter sido muito bem-vindo, e por isto era muito pior que eles se manifestassem contra Ele do que Pilatos.

2. Ou, mais exatamente, Ele se referiu a Caifás, em particular, pois ele estava chefiando a conspiração contra Cristo, e foi quem primeiro tramou sua morte, cap. 11.49,50. O pecado de Caifás foi abundantemente maior do que o pecado de Pilatos. Caifás perseguiu a Cristo por pura inimizade a Ele e à sua doutrina, deliberadamente e com maldade premeditada. Pilatos o condenou puramente por temor ao povo, e foi uma resolução apressada, na qual ele não teve tempo de refletir.

3. Alguns pensam que Cristo se referiu a Judas, pois, embora ele não o tivesse entregado diretamente nas mãos de Pilatos, ele o traiu e entregou àqueles que o entregaram a Pilatos. O pecado de Judas foi, sob muitos aspectos, maior que o pecado de Pilatos. Pilatos era um estranho para Cristo. Judas era seu amigo e seguidor. Pilatos não encontrou crime nele, mas Judas conhecia muita coisa boa sobre Cristo. Pilatos, embora influenciado, não foi subornado, mas Judas “recebeu subornos contra o inocente”. O pecado de Judas foi um pecado principal, que deu ocasião a todos os pecados que se seguiram. Ele “foi o guia daqueles que prenderam a Jesus”. Tão grande foi o pecado de Judas, que a vingança não lhe permitiu viver. Mas, quando Cristo diz isto, ou pouco depois, alguns entendem que Judas já tinha ido ao seu devido lugar.