PSICOLOGIA ANALÍTICA

ADORÁVEIS ESTRANHOS?

Estudos sugerem que estranhos são menos generosos.

Adoráveis estranhos

Em nossas interações anônimas, tendemos a ignorar um comportamento (ao que tudo indica) evolutivo – aquele que nos leva a ser generosos e cooperativos. Ao menos é o que aponta um estudo recém-divulgado de psicólogos da Universidade de Miami (EUA).

Pode-se citar o exemplo de uma garçonete desconhecida, para a qual se pode dar gorjetas, mesmo que nunca mais voltemos ao estabelecimento onde ela trabalha. O ponto a ser discutido em nossa generosidade com as gorjetas não seria o nosso comportamento diante do fato de nunca mais voltarmos ao local, mas, sim, como agiríamos se a garçonete não tivesse como saber quem lhe deu o dinheiro. Nessa última situação, a pesquisa revelou que seria como se, por um instante, desligássemos nosso cooperativismo. A doação seria suspensa se notássemos que não haveria o reconhecimento ou aprovação da garçonete.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores colocaram 200 voluntários em um ambiente social desprovido de qualquer incentivo ou punição pela maneira como trataram os outros e acompanhando como o comportamento deles mudou com o tempo. Em pequenos grupos e com um intervalo de pelo menos um mês, os participantes da pesquisa foram convidados a jogar três jogos que exigiam que eles dividissem seus ganhos com outros na sala e, eventualmente, com uma instituição de caridade. Mas, sentados em consoles com fones de ouvido, os participantes não interagiram entre si. Eles tomaram todas as decisões e coletaram todos os seus ganhos de forma anônima e privada.

Durante o primeiro turno, o estudo mostrou que os participantes se comportaram de maneira previsível: agindo de acordo com os hábitos moldados por suas experiências cotidianas, eles dividiram seus ganhos com os estranhos e cerca de metade de seus ganhos com caridade. Mas em sua visita de retorno, cerca de um mês depois, eles não foram tão generosos, compartilhando, em média, cerca de 20% menos, sabendo que o anonimato não lhes traria retorno algum.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

3 comentários em “PSICOLOGIA ANALÍTICA”

    1. Eis aí uma pergunta interessante…
      Quando deixamos nossa consciência falar mais alto, somos colaborativos…quando agimos de forma impensada, a natureza carnal, principal herdeira do homem que vive segundo seus próprios padrões ( pecado natural), certamente somos egoístas ao extremo!

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