PSICOLOGIA ANALÍTICA

ADORÁVEIS ESTRANHOS?

Estudos sugerem que estranhos são menos generosos.

Adoráveis estranhos

Em nossas interações anônimas, tendemos a ignorar um comportamento (ao que tudo indica) evolutivo – aquele que nos leva a ser generosos e cooperativos. Ao menos é o que aponta um estudo recém-divulgado de psicólogos da Universidade de Miami (EUA).

Pode-se citar o exemplo de uma garçonete desconhecida, para a qual se pode dar gorjetas, mesmo que nunca mais voltemos ao estabelecimento onde ela trabalha. O ponto a ser discutido em nossa generosidade com as gorjetas não seria o nosso comportamento diante do fato de nunca mais voltarmos ao local, mas, sim, como agiríamos se a garçonete não tivesse como saber quem lhe deu o dinheiro. Nessa última situação, a pesquisa revelou que seria como se, por um instante, desligássemos nosso cooperativismo. A doação seria suspensa se notássemos que não haveria o reconhecimento ou aprovação da garçonete.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores colocaram 200 voluntários em um ambiente social desprovido de qualquer incentivo ou punição pela maneira como trataram os outros e acompanhando como o comportamento deles mudou com o tempo. Em pequenos grupos e com um intervalo de pelo menos um mês, os participantes da pesquisa foram convidados a jogar três jogos que exigiam que eles dividissem seus ganhos com outros na sala e, eventualmente, com uma instituição de caridade. Mas, sentados em consoles com fones de ouvido, os participantes não interagiram entre si. Eles tomaram todas as decisões e coletaram todos os seus ganhos de forma anônima e privada.

Durante o primeiro turno, o estudo mostrou que os participantes se comportaram de maneira previsível: agindo de acordo com os hábitos moldados por suas experiências cotidianas, eles dividiram seus ganhos com os estranhos e cerca de metade de seus ganhos com caridade. Mas em sua visita de retorno, cerca de um mês depois, eles não foram tão generosos, compartilhando, em média, cerca de 20% menos, sabendo que o anonimato não lhes traria retorno algum.

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OUTROS OLHARES

O IRMÃO SALVA-VIDAS

Gabriel, o homem- aranha da foto, espera a chegada do novo irmão para se curar de anemia falciforme, doença que provoca crises de dor. O bebê doará as células que o livrarão do sofrimento.

Irmão salva-vidas

Há três meses a dona de casa Ana Oliveira, 33 anos, de São Paulo, leva no útero a esperança de uma vida melhor para o filho Gabriel, 6 anos. O menino tem anemia falciforme, doença hereditária cuja única possibilidade de cura é a realização de um transplante de medula doada por alguém que seja 100% compatível com o receptor. A chance de dar certo exige que o doador, além da compatibilidade, não seja portador da enfermidade. Encontrar uma pessoa assim é dificílimo. O jeito é fazer o que Ana e seu marido, Luciano, 34 anos, conseguiram: submeter-se à fertilização in vitro (óvulo e espermatozoide unidos em laboratório), selecionar o embrião ideal, implantá-lo no útero da mãe e esperar que o bebê nasça saudável, amado e com a missão de doar células da própria medula para salvar o irmão mais velho.

A anemia falciforme é marcada pela mudança no formato das hemácias, as células do sangue que transportam o oxigênio e fabricadas pela medula. Elas adquirem um formato de foice e se agrupam, atrapalhando o fornecimento de oxigênio aos tecidos. Além de repercussões como necrose, o acúmulo das células nos vasos sanguíneos provoca dores intensas. Uma das crises de Biel, como Gabriel é chamado, durou 36 horas. Só a morfina alivia. A cura é possível com o transplante. No procedimento, a medula do paciente é destruída por quimioterápicos e refeita a partir das células-tronco doadas (extraídas do cordão umbilical ou da medula). A nova fábrica passa a produzir as hemácias na forma certa.

DISPONÍVEL NO SUS

O Brasil tem 50 mil portadores desse mal, mas poucos sabem do procedimento. “E muitos médicos não o conhecem”, diz Luciano. Ele mesmo não sabia, até que há dois anos viu uma reportagem na televisão e leu sobre o tratamento. A matéria conta como o procedimento foi aplicado no caso das irmãs Maria Vitória e Maria Clara. A segunda nasceu para doar suas células à mais velha, portadora de talassemia, causada por uma deformidade na hemoglobina, proteína encontrada dentro das hemácias.

É importante saber que a opção existe e está disponível no SUS. “Os resultados para anemia falciforme são excelentes”, afirma o hematologista Vanderson Rocha, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. “E quanto antes o procedimento for feito, melhor”, completa o médico geneticista Ciro Martinhago, diretor da Chromosome Medicina Genômica, responsável pela realização, há dois anos, do primeiro transplante de medula para anemia falciforme da América Latina. Feito, como no caso de Biel e de Maria Vitória, graças a um irmão salva-vidas. “Mas eles não chegam só para curar. Meu novo filho será muito amado”, afirma Luciano.

Irmão salva-vidas.2

GESTÃO E CARREIRA

SINAIS DE INFELICIDADE NO TRABALHO

Procrastinação nas entregas pode ser uma das razões da infelicidade no trabalho

Sinais de infelicidade no trabalho

Encontrar o “emprego dos sonhos” é uma realidade cada vez mais distante para milhões de brasileiros. Em tempos de crise econômica, muitos se contentam com funções que não os satisfazem, por temerem fazer parte da enorme parcela de profissionais em busca de recolocação. De acordo com pesquisa realizada em 2017 pela Gallup, 72% dos profissionais não gostam do próprio trabalho e, 18% desses insatisfeitos estariam dispostos a prejudicar a empresa em que trabalham.

“É um cenário que infelizmente ainda afeta boa parcela da população. Nesses casos, tentar mudar de área pode ser uma saída antes de se desligar do cargo. Em contrapartida, saber a hora de sair ou entender que a demissão pode ser a melhor opção é essencial para o crescimento profissional”, explica Susanne Andrade, especialista em desenvolvimento humano e autora do best-seller “O Segredo do Sucesso é Ser Humano” e também de “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”. Segundo Susanne, os principais indícios de insatisfação com o trabalho são:

“FOBIA” DOS DOMINGOS
Você é daqueles que, logo no início do domingo tem um sentimento ruim em relação à segunda-feira? Geralmente pessoas que não estão felizes com o trabalho desenvolvem ansiedade e, no final de semana, sentem a pressão que sofrem em todos os outros dias da semana.

“Sentir preguiça aos domingos pode ser comum, o problema está quando a pessoa passa o dia todo desanimada pelo fato de ter que ir trabalhar no dia seguinte. Isso pode ser um sinal de que algo não vai bem na vida profissional”, comenta Susanne.

RELAÇÃO RUIM COM COLEGA DE TRABALHO
Pode parecer que não, mas é preciso ter ao menos um amigo no ambiente de trabalho. Ter uma relação de amizade com alguém proporciona momentos de descontração durante o expediente, para um café, ou até no horário de almoço.

“Muitas vezes a pessoa trabalha em uma empresa e se sente sozinha, o que afeta diretamente o seu desempenho e a sua vontade de ir trabalhar”, avalia.

PROCRASTINAÇÃO NAS ENTREGAS
Postergar tarefas é a principal atitude de quem não está satisfeito com o que faz, e pode trazer grandes prejuízos para a empresa. Colaboradores insatisfeitos contribuem para a piora dos resultados da organização. “Por outro lado, o elevado esforço para poucos resultados geram ansiedade e falta de energia que só potencializam a infelicidade do colaborador. Trabalhar deve ser prazeroso”.

ANSIEDADE E OUTROS SINTOMAS FÍSICOS
Quem nunca saiu do escritório com a sensação de que ficou devendo alguma atividade? Ou fez uma lista na agenda de tarefas que devem ser realizadas no dia a dia? A ansiedade se tornou a doença do século e pode se manifestar por meio de dor de estômago, dor de cabeça, insônia. “Precisamos ter cuidado para não desenvolver a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), como se a nossa mente fosse uma maratonista que corre sem saber onde quer chegar. O pensamento pode viajar por diversos lugares ao mesmo tempo”, pondera.

TRABALHO NO “PILOTO AUTOMÁTICO”
A pessoa acorda, se arruma, vai para o trabalho, e tudo passa a ser feito de modo mecânico, sem questionar processos nem mesmo o por quê aquilo está sendo executado. “É preciso refletir quais são os fatores que tiram o entusiasmo dos profissionais, e procurar um significado maior para o trabalho e para a vida. Só assim é possível ser feliz no trabalho”, finaliza a especialista.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 1-15 – PARTE II

Alimento diário - Comendo a Bíblia

Cristo é acusado diante de Pilatos

 

II – Tendo maltratado o prisioneiro, Pilatos o apresenta diante dos acusadores, esperando que agora estivessem satisfeitos, e desistissem do processo, vv. 4,5. Aqui ele propõe duas coisas para a consideração deles:

1. Ele não tinha encontrado nada em Jesus que o fizesse odioso ao governo romano (v. 4): “Nenhum crime acho nele”, – eu não acho nele a menor culpa, ou causa para acusação. Depois de um interrogatório adicional, ele repete a declaração que tinha feito, cap. 18.38. Com isto, ele se condena. Se não encontrava culpa nele, por que o açoitou, por que permitiu que Ele fosse maltratado? Ninguém deve receber o mal, exceto aqueles que fazem o mal. Mas muitos provocam e ofendem o Evangelho, pessoas que, se fossem sérias, não poderiam deixar de reconhecer que não encontram culpa nele. Se ele não encontrava crime em Cristo, por que o entregou aos seus acusadores, e não o libertou imediatamente, como deveria ter feito? Se Pilatos tivesse apenas consultado sua própria consciência, nunca teria açoitado, nem crucificado, a Cristo. Mas, pensando melhorar a questão, tentando agradar ao povo açoitando a Cristo, e salvar sua própria consciência não crucificando-o, ele faz ambas as coisas. Ao passo que, se tivesse decidido, no início, crucificá-lo, não teria tido necessidade de açoitá-lo. É comum que aqueles que pensam estar se protegendo de maiores pecados, cometendo pecados menores, cometam os dois.

2. Ele tinha feito a Cristo o que o tornaria menos perigoso a eles e ao seu governo, v. 5. Ele o levou para fora, usando a coroa de espinhos, com sua cabeça e rosto totalmente ensanguentados, e disse: “Eis o homem de quem vocês sentem tanta inveja”, sugerindo que, embora o fato de que Ele tivesse sido tão popular pudesse ter-lhes dado algum motivo para temer que o interesse que Ele despertava na nação diminuiria o interesse que eles despertavam, ainda assim ele tinha tomado uma medida efetiva para evitar isto, tratando-o como um escravo, e expondo-o ao desprezo. Depois disto, ele supunha que as pessoas não o considerariam com nenhum respeito, nem Ele conseguiria recuperar sua reputação. Mal podia Pilatos imaginar a veneração com que até mesmo estes sofrimentos de Cristo, depois de vários séculos, seriam recordados, pelos melhores e maiores homens, que se gloriariam naquela cruz e naqueles açoites, os quais ele pensava que teriam sido, para Ele e para seus seguidores, uma desonra perpétua e indelével.

(1) Observe aqui como nosso Senhor Jesus aparece vestido com todas as marcas da ignomínia. Ele saiu disposto a ser um espetáculo, e disposto a receber vaias, como sem dúvida Ele estava quando saiu vestido desta maneira, sabendo que Ele devia ser um “sinal que é contraditado”, Lucas 2.34. Ele saiu desta maneira, suportando nossa desonra? “Saiamos, pois, a ele… levando o seu vitupério”, Hebreus 13.13.

(2) Como Pilatos o apresenta: “E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem”. O texto original não traz o nome de Pilatos, mencionando apenas: “E disse-lhes”. Mas, sendo Jesus o antecedente imediato, eu não vejo inconveniente em supor que estas fossem as palavras do próprio Cristo. Ele disse: “Eis aqui o homem por cuja causa vocês estão tão exasperados”. Mas algumas das cópias em grego, e a maioria dos tradutores, apresentam o texto da mesma maneira que nós: “Disse-lhes Pilatos”, com um desejo de agradá-los, “Eis aqui o homem”. Não tanto para despertar a piedade deles: Eis aqui um homem merecedor da sua compaixão, como para silenciar a inveja deles: Eis aqui um homem que não merece suas suspeitas, um homem por parte do qual vocês, daqui por diante, não precisam temer nenhum perigo. Sua coroa é profanada e lançada ao chão, e agora toda a humanidade zombará dele. As palavras, no entanto, são muito comoventes: “Eis aqui o homem”. É bom que cada um de nós, em benefício da fé, contemple o homem Jesus Cristo, nos seus sofrimentos. Eis aqui este rei, “com a coroa com que o coroou sua mãe”, a coroa de espinhos, Cantares 3.11. “Contemplem-no, e sejam apropriadamente afetados pela visão. Contemplem-no, e lamentem por sua causa. Contemplem-no, e amem-no. Permaneçam contemplando a Jesus”.