PSICOLOGIA ANALÍTICA

ESTRESSE CRÔNICO

Distúrbio afeta metabolismo da glicose.

Estresse crônico

O cérebro requer uma grande quantidade de glicose para seu funcionamento, e o estresse, sobretudo quando crônico, pode alterar o metabolismo desse poderoso combustível cerebral. Isso além de ser um fator de risco bem conhecido para o desenvolvimento de doenças psiquiátricas, como transtornos de ansiedade e depressão. O achado está ligado ao trabalho de pesquisadores do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Centro Médico da Universidade de Mainz e do Cetro Alemão de Resiliência – DRZ (Alemanha). No entanto, ainda não se sabe se os problemas psiquiátricos ligados ao estresse estão associados ao metabolismo da glicose afetado.

Em camundongos a relação glicose anormal x estresse alto foi claramente identificada. Ao mesmo tempo em que normalização das alterações induzidas pelo estresse nos níveis de glicose, utilizando a empagliflozina antidiabética, foi capaz de restaurar a memória espacial e o metabolismo da glicose em longo prazo nos animais. Os resultados foram publicados recentemente na revista científica Proceedings da National Academy of Sciences (PNAS).

Anúncios

OUTROS OLHARES

RESPIRANDO POR APARELHOS

Respirando por aparelhos

A saúde pública está em frangalhos. Problemas de infraestrutura, condições precárias de higiene e a falta de equipamentos básicos, como desfibriladores, em setores de urgência são a tônica em boa parte dos 4.664 postos de saúde fiscalizados pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) entre janeiro de 2014 e dezembro de 2017. Num estudo divulgado em agosto, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), nota-se ainda a falta de itens como termômetros em 10% dos estabelecimentos, estetoscópios (17%), toalhas de papel (23%) e até pias (9%). Do total de unidades visitadas, 24% apresentaram mais de 50 itens que não atendem o estabelecido pelas normas sanitárias. Nem o atendimento de emergência escapa. Dos quase 5 mil postos visitados, 1.160 não possuem máscara laríngea, 1.092 não têm desfibrilador com monitor, 1.004 não possuem oxímetro e 884 não possuem sondas para aspiração. Os resultados explicam a complexa crise do setor, que agoniza com a falta de investimento e não atende os pacientes de forma digna.

Respirando por aparelhos.2

GESTÃO E CARREIRA

BUSCANDO SENTIDO

Felicidade no trabalho: é preciso desenvolver campanhas para que os colaboradores consigam encontrar um sentido também para seus trabalhos.

Buscando um sentido

Felicidade é, muitas vezes, indescritível para muitos de nós. Como uma névoa, você pode vê-la de longe, densa e cheia de forma. Mas, suas partículas podem soltar e, de repente, torna-se fora de alcance, mesmo que elas estejam ao seu redor.

Nós colocamos tanta ênfase na busca da felicidade, mas se você parar para pensar, é como perseguir algo sem uma garantia de que realmente irá capturá-la. Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus, pois a sociedade quer definir o que é certo. Exemplo disso é a máxima repetida inúmeras vezes que todos devem ter sucesso, como se ele não tivesse significados diferentes para cada indivíduo. Sem falar em tantos outros “mantras” ditos por aí, como: “você tem que estar feliz todos os dias!”; “tem que comprar tudo o que puder” e “precisa fazer as coisas do jeito certo!”.

Falamos tanto em termos metas a cada ano que se inicia, mas as metas em nossas vidas muitas vezes podem ser interessantes para o que achamos que seja sucesso, mas não para a nossa felicidade. A felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Logo, é preciso entender que a felicidade não é o lugar aonde se chega, mas a forma como se caminha na direção do propósito de vida. Afinal, cada um tem uma razão de estar neste mundo e, cumprir este propósito, passa a ser, então, a razão de acordarmos todos os dias pela manhã.

Agora, será que este conceito se aplica ao ambiente de trabalho? Ele é visto como forma de melhorar a rentabilidade dos negócios e vem sendo muito discutido ao longo dos últimos anos. De acordo com pesquisa da London School of Economic e da Universidade de Sussex, realizada em 2015, as pessoas se sentem mais infelizes quando se encontram no trabalho, sendo o momento mais triste dos seus dias.

Diante disso é possível perceber que entre felicidade e lucro, ela deve vir sempre em primeiro lugar. E algumas empresas já entenderam que essa combinação traz equilíbrio para uma pessoa estar bem com quem ela é e com o que faz. Dessa forma, ela terá uma tranquilidade maior para conquistar resultados melhores – seja no negócio ou na vida pessoal.

Mas, esse movimento não deve ficar restrito apenas às grandes organizações. Ele deve ser prioridade também nas micros, pequenas e médias, uma vez que elas respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado, algo em torno de 16,1 milhões de pessoas. Logo, é preciso desenvolver campanhas para que os colaboradores consigam encontrar um sentido também para seus trabalhos. O objetivo é gerar lucro, mas desde que seja sustentável. Afinal, não se pode criar um sistema intermitente, que funciona um dia e no outro não.

A opção de ser feliz não é da empresa. É de cada indivíduo. Mas, o objetivo é que as pessoas estejam inseridas em uma plataforma coerente, que ofereça chances reais para os que se esforçam de fato. Sabemos que, por meio dessa prosperidade, a empresa, independente do seu porte, também prospera, já que acontece o alinhamento do propósito da organização com o do indivíduo. Segundo pesquisas, quando a companhia muda a gestão com o foco na felicidade, ela passa para mais de 90% de satisfação onde antes beirava os 60%.

Normalmente, a missão, a visão e os valores da empresa estão escritos na parede e a empresa diz: “cumpra”. Nesse caso, não há, em geral, intenção de convergir com os objetivos pessoais de cada um. Agora, quando se tem a unidade entre o propósito, a missão, a visão e os valores de cada profissional e os da empresa, as pessoas trabalham de forma mais sólida em direção ao que sonham e se dedicam com mais profundidade. E a organização por sua vez se beneficia, é claro, porque o profissional não estará ali só de “corpo presente”.

Agora você deve estar se perguntando: como colocar, então, em práticas essas mudanças? Comece com o básico: dê tempo para as pessoas terem vida fora da organização. Mas, lembre-se que felicidade não é ser permissivo. Não é oferecer presentinhos, dinheiro fácil, ser legal, mas sim justo. As pessoas têm uma predileção natural por justiça. Quando você trata alguém com transparência e verdade, a resposta é compromisso.

Já para as empresas que ainda não acordaram para esse modus operandi, a perda é grande, pois as pessoas precisam ser proativas para ajudar a melhorar os processos da organização e não somente para criar lucro. Tudo isso, nos mostra que estimular as pessoas a voltarem a acreditar nelas mesmas vale a pena. É quase que um resgate de valores que adoraríamos ver de forma maciça se solidificar na sociedade. É um círculo virtuoso. Talvez para ter mais lucro, só precisemos ser um pouquinho mais satisfeitos e felizes.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 18: 28-40 – PARTE III

Alimento diário - Comendo a Bíblia

Cristo na audiência. Cristo é acusado diante de Pilatos

 

III – O resultado das duas conversas, com os acusa­ dores e com o prisioneiro (vv. 38-40), em dois aspectos:

1. O juiz pareceu ser seu amigo, e favorável a Ele, pois:

(1) Declarou publicamente que Ele era inocente, v. 38. “Não acho nele crime algum”. Ele supõe que exista alguma controvérsia sobre a religião, entre Jesus e seus acusadores, em que Ele provavelmente estaria tão certo quanto eles, mas nada criminoso se apresentava contra Ele. Esta solene declaração da inocência de Cristo foi:

[1] Para a justificação e a honra do Senhor Jesus. Com isto, parece que, embora Ele fosse tratado como o pior dos malfeitores, Ele nunca mereceu tal tratamento.

[2] Para explicar o desígnio e a intenção da sua morte, para que Ele não morresse por nenhum pecado seu, nem mesmo durante o julgamento do próprio juiz, e, portanto, morresse como um sacrifício pelos nossos pecados, e para que, conforme o julgamento dos próprios acusadores, um homem morresse pelo povo, cap. 11.50. Este é aquele que “nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca” (Isaias 53.9), que deveria ser tirado, mas não por si mesmo, Daniel 9.26.

[3] Para agravar o pecado dos judeus, que o acusavam com tanta violência. Se um prisioneiro tivesse um julgamento justo, e fosse absolvido por aqueles que eram os juízes adequados do crime, especialmente se não houvesse causa para suspeitar que eles fossem parciais a seu favor, ele devia ser considerado inocente, e seus acusadores, forçados a concordar. Mas nosso Senhor Jesus, embora considerado inocente, ainda é perseguido como um malfeitor, e ainda há sede do seu sangue.

(2) Propôs uma solução para sua libertação (v. 39): “Vós tendes por costume que eu vos solte alguém por ocasião da Páscoa. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?” Ele propôs isto, não aos principais dos sacerdotes (ele sabia que eles nunca iriam concordar com isto), mas à multidão. Aparentemente, foi um apelo ao povo, Mateus 27.15. Provavelmente, ele tinha ouvido como este Jesus tinha sido recebido no outro dia, com as hosanas das pessoas comuns. Portanto, ele julgou que Ele fosse estimado pela multidão, e invejado somente pelos governantes, e por isto não teve dúvidas de que eles exigiriam a libertação de Jesus, e isto calaria a boca dos acusadores, e tudo estaria bem.

[1] Ele permite este costume dos judeus, o qual, talvez, eles tivessem tido em vigor durante muito tempo, em honra à Páscoa, que era uma recordação da sua libertação. Mas isto significava acrescentar às palavras de Deus, como se Ele não tivesse feito instituições suficientes para a devida comemoração daquela libertação, e, embora fosse um ato de misericórdia, podia ser injusto para o público, Provérbios 17.5.

[2] Ele se oferece para libertar-lhes Jesus, de acordo com este costume. Se Pilatos tivesse tido a honestidade e a coragem que convinham a um juiz, ele não teria designado uma pessoa inocente para competir com um notório criminoso por este favor. Se ele não encontrava nenhuma falta no Senhor Jesus, ele era obrigado, pela sua consciência, a libertá-lo. Mas ele desejava enfeitar a questão, e agradar a todos os lados, sendo governado mais pela sabedoria mundana do que pelas regras da equidade.

2. O povo pareceu ser seu inimigo, e implacável contra Ele (v. 40): “Todos voltaram a gritar, dizendo: Este não”, não queremos que este seja libertado, “mas Barrabás!” Observe:

(1) Como eles eram cruéis e furiosos. Pilatos lhes fez uma proposta calmamente, como merecedora da sua consideração madura, mas eles a decidiram acaloradamente, e deram sua decisão com clamor e ruído, em meio à maior confusão. Observe que os inimigos da santa religião de Cristo a desprezam, e esperam destruí-la. Testemunhe o clamor em Éfeso, Atos 19.34. Mas aqueles que pensam o pior das coisas ou pessoas, meramente porque eles recebem este clamor contrário, têm uma parcela muito pequena de constância e consideração. Na verdade, há razões para suspeitar de uma deficiência de razão e justiça no lado que pede a ajuda do tumulto popular.

(2) Como eles eram tolos e absurdos, como está evidenciado na curta descrição aqui dada do outro candidato: “Barrabás era um salteador”, e, portanto:

[1] Um infrator da lei de Deus. E ainda assim ele será poupado, em lugar daquele que reprovava o orgulho, a avareza e a tirania dos sacerdotes e anciãos. Embora Barrabás fosse um salteador, ele não lhes deseja tirar a cadeira de Moisés, nem suas tradições. Então, não havia nenhum problema com ele.

[2] Ele era um inimigo da segurança pública e da propriedade privada. O clamor da cidade costumeiramente é contra os ladrões (Jó 30.5: “Gritava -se contra eles como contra um ladrão”), mas aqui é favorável a um ladrão. Assim agem aqueles que preferem seus pecados a Cristo. O pecado é um salteador, todo desejo vil é um salteador, e ainda assim eles são tolamente escolhidos em lugar de Cristo, que verdadeiramente nos enriquece.