ALIMENTO DIÁRIO

***DE UM VENTRE EMPRESTADO A UMA TUMBA EMPRESTADA

De um ventre emprestado a uma tumba emprestada

Você já viajou para um destino distante e acabou descobrindo que se esqueceu de fazer a reserva de hotel? Todo viajante experiente sabe o que é chegar em um lugar e descobrir que o hotel errou na sua reserva antecipada, deixando-o sem acomodações para a noite.

O primeiro encontro de Jesus como ser humano na terra começou com uma placa de “Sem Vagas” em Belém, marcando o início da Sua busca frustrada por um colchão de boas-vindas na terra. A verdade é que Ele foi de um ventre emprestado para uma tumba emprestada, na busca de um lugar para repousar a Sua cabeça. O paradoxo ultrajante desta descrição é o fato de que esse era o Proprietário Incógnito, o Criador Divino, que estava implorando para conseguir hospitalidade suficiente a fim de nascer na dimensão inferior dos seres criados.

O gerente do Hotel Belém não sabia a quem ele havia recusado hospedagem, quando se negou a dar um quarto para José, Maria e o santo bebê. Talvez ele estivesse seguindo os procedimentos pré-estabelecidos ou tivesse pouca paciência para as quebras do protocolo normal. Será possível que ele acreditou que nenhuma reserva antecipada tivesse sido registrada? Não adiantou os profetas clamarem a mensagem: “O Messias está vindo” e, especificamente, dizerem que Ele chegaria em Belém, a cidade de Davi, a “casa do pão”). De qualquer forma, nós sabemos que ele disse ao casal que esperava o filho com o burrinho: “Sigam em frente!”.

Não é esquisito que Jesus ainda esteja encontrando placas de “Sem Vagas” em tantas “casas do pão” (igrejas) que levam hoje o Seu nome? Podem estar cheias de pessoas, mas estão vazias de Deus. Estão repletas de procedimentos estabelecidos para os seus cultos religiosos, de agen­das de reuniões e de protocolos de adoração pré-aprovados.

Estas casas de adoração de prestígio exibem orgulhosamente seus controles cautelosos sobre quem elas consideram ser adoradores extravagantes, com extremismo religioso e os perigos da paixão desenfreada. Quando algo ou alguém aparece na porta dando sinais de aparente gravidez espiritual, eles se recusam a fazer com que o homem dê lugar para Deus. (Não existe nada melhor que a exibição da paixão para fazer com que a complacência se sinta ameaçada e fora de lugar). Eles colocam prontamente suas placas de “Sem Vagas” e continuam com a igreja como normalmente, enquanto a visitação “se move” em busca de outro lugar de habitação. Um estábulo espiritual é preferível à falsa superlotação de um hotel humano.

A peregrinação da Divindade na terra é dolorosamente comum nas Escrituras. Cedo no Seu ministério, Jesus advertiu um futuro discípulo: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. Fico triste em dizer que esta passagem ainda define o principal obstáculo que bloqueia a visitação divina.

 

A DIVINDADE INVADIU A HUMANIDADE A PARTIR DE UMA MANJEDOURA HUMILDE

Sem saber, o administrador da modesta manjedoura hospedou a Divindade naquela noite no seu pequeno hotel para animais da aldeia. O resto é “História” — uma história transformada quando a Divindade invadiu a humanidade a partir de uma manjedoura humilde de Belém.

Você nunca sabe quem ou o que você está acomodando quando hospeda homens — podem ser anjos que o pegam sem saber. A Divindade pode aparecer quando menos você espera. Sempre dá resultado praticar a hospitalidade santa. Eu creio que os relatos do evangelho sobre a chegada de Jesus em Belém seriam diferentes hoje se o gerente de Belém soubesse a quem ele estava rejeitando. Eu fico imaginando quão frequentemente a nossa história seria mudada se soubéssemos a quem nós rejeitamos.

Parece bastante óbvio que o erro humano em deixar de hospedar Jesus como bebê reaparece como uma relutância em mostrar a hospitalidade para com a maturidade do Messias. A Bíblia relata, e as práticas passadas e presentes na Igreja confirmam esta observação. Nós nos recusamos a acreditar na Sua concepção, nós O ignoramos no nascimento e O crucificamos na maturidade. Assim é a história do avivamento.

 

***Extraído do Livro “Caçando Deus, Servindo aos Homens”, de Tommy Tenney

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.