PSICOLOGIA ANALÍTICA

BAGUNÇA CRIATIVA TRAZ INOVAÇÃO PARA OS NEGÓCIOS

Pesquisas comprovam que a bagunça criativa – não a sujeira – traz inovação para os negócios; especialista em carreira lista 4 dicas sobre o assunto.

Bagunça criativa traz inovação para os negócios.

Já ouviu a frase “É no caos que encontramos a ordem”, de Alpheu Mattos? O autor tem razão nesse pensamento. Essa “ordem” está ligada à criatividade. Segundo um estudo divulgado na Science Daily, canal de ciência mundialmente conhecido, para aguçar a criatividade das pessoas é necessário um ambiente um pouco caótico e que faça com que esse indivíduo saia da sua zona de conforto.

A pesquisa foi desenvolvida pela Doutora Kathleen D. Vohs da Universidade de Minnesota, Estados Unidos, e consistiu no recrutamento de 48 participantes. Algumas dessas pessoas foram colocadas para trabalharem em ambientes bagunçados e outras em locais organizados. Ao final, os grupos precisavam propor soluções para a seguinte questão: Uma empresa de bolas de ping-pong necessita pensar em novos usos para o objeto. Proponha quantas ideias vocês tiverem para isso. O resultado foi surpreendente, pois ambas turmas apresentaram a mesma quantidade de soluções, porém, o grupo que exerceu a atividade no ambiente caótico foi mais criativo nas soluções em 28%. Essa porcentagem foi comprovada por pesquisadores da Universidade de Northwestern.

É importante ressaltar que Kathleen Vohs comprovou que os efeitos da ordem visual existe para quem precisa ser criativo/inovador, porém, nada tem a ver com sujeira. Sujeira é diferente de bagunça.

bagunça criativa estimula a tomada de decisão mais arriscada, ou seja pode ser ideal para um brainstorm e/ou desenvolvimento de novos produtos, entretanto para as atividades que precisam de foco e produtividade, a organização é primordial.

“Um ambiente organizado é importante para pôr em prática a inovação que veio do caos. Ou seja, do ambiente desordenado. E isso não tem a ver com o nicho que a empresa atua. Na era tecnológica que vivemos precisamos do processo criativo em todas as áreas”, explica Fabiano Castro, especialista em carreiras e diretor da Minds que colocou na rede de idiomas os dois tipos de perfis.

Na rede de idiomas Minds English School há esse tipo de gestão direcionada. As escolas têm os seus espaços destinados a troca de experiência e para proporem ideias. E também tem os ambientes para preparar as aulas, se concentrar e cuidar da parte administrativa. Demorou cerca de um ano para pôr em prática nas 70 escolas da rede. Já que a rede trabalha no sistema de franchising e unificar o que dar certo é uma prioridade.

Para ajudar você a pensar fora da caixa, o especialista em carreiras e diretor da Minds Idiomas, lista 4 ações simples para ser um bagunceiro(a) consciente e ter mais criatividade no dia a dia:

MUDE OS OBJETOS DE LUGAR DA SUA MESA DE TRABALHO

Algo simples e eficiente. Para o cérebro exercer novas conexões neurais é preciso ter estímulos visuais diferentes. Por isso, mudar os itens da mesa que trabalha já faz diferença e ajudará você a pensar diferente.

EXERÇA, SE POSSÍVEL, O SEU TRABALHO EM UM AMBIENTE DIFERENTE DO USUAL

Não são todas as empresas que permitem, mas muitas estão aos poucos liberando o home office uma vez por semana. Seja nesse dia que a empresa liberar ou se você tiver uma flexibilidade maior busque locais diferentes para trabalhar. Ideias, troca de experiência com outras pessoas, e até o trajeto novo para ir ao local escolhido podem fazer a diferença na hora de ter uma grande ideia.

SENTE AO LADO DE UM COLEGA DE TRABALHO E CONCEDA 1 HORA DO SEU TEMPO (SEMANALMENTE).

A ideia aqui é você sentar e observar um colega de preferência de outra área enquanto ele trabalha. Faça isso após o expediente. Absorver outras informações e até o método de trabalho do outro pode lhe ajudar nas suas tarefas do dia a dia. E a melhorar processos como um todo da empresa. Quantas pessoas você já viu fazendo isso? A ideia pode parecer bagunçada e é justamente por isso que ele dá certo.

ALTERE A ORDEM DAS ATIVIDADES DO SEU DIA

É normal em qualquer função criarmos uma rotina das tarefas que temos para entregar no dia e semanalmente. Claro que temos as que são prioridades, mas nas demais tente trocar a ordem que as executa. É como aprender um idioma, o seu cérebro é “forçado” a pensar de uma outra forma. Isso gerará novos fluxos e processos no seu dia a dia.

“Pensar fora da caixa pode ser sinônimo de mudar as coisas do escritório de lugar. Ambiente como o Google e diversas startups já entenderam isso, e muitas adotaram o modelo horizontal em que há troca entre todos os setores. Aprendemos com o caos do outro e com o nosso próprio caos. Essa é a essência da psicologia da bagunça e talvez uma solução para o que as empresas tanto almejam: colaboradores unidos e únicos”, finaliza Fabiano Castro, diretor Nacional da Minds

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OUTROS OLHARES

A ESCOLHA DA ESCOLA

Essa é uma das maiores preocupações das famílias, por constituir um fator decisivo de preparação das crianças para as suas futuras oportunidades profissionais e sociais.

A escolha da escola

Uma boa formação pedagógica de base é indispensável para iniciar e fundamentar todo o importante e longo percurso da aprendizagem, formal, do infantil ao final do ensino médio e até depois desse. A atenção à criança na creche, no berçário, na pré-escola se fortaleceu nas últimas décadas devido comprovação científica de que é nessa idade que o cérebro mais aprende e se desenvolve, e ainda que nesse início, se bem cuidado, predispõe a melhores condições posteriores de aquisição de conhecimentos.

Infelizmente e diferentemente de outrora, o ensino público não é mais um modelo e, portanto, quando podem financiar escolas particulares, a maioria do pais preferem apostar nesse tipo de opção, em que as propostas são muitas vezes difíceis de serem compreendidas por leigos, e a  escolha se reveste de múltiplos fatores e dúvidas.

Por esse motivo, hoje, mais do que nunca, vemos os pais tão preocupados com a seleção da escola de seus filhos. Inegavelmente há um custo enorme – e que não é apenas financeiro – envolvendo    essa questão: pesam as aspirações paternas, a pressão social, a responsabilidade na formação dos     filhos, que influenciam na hora de tomar uma decisão de tal porte. Uma escolha como essa exige reflexão dos pais, pois certamente terá sérios reflexos no futuro da criança e na dinâmica familiar.

A seleção em geral se inicia pelas indicações de parentes, de outros pais e de amigos que já passaram por essa fase com seus próprios filhos. Consultas aos profissionais especializados tornaram-se também uma opção cada vez mais utilizada, já que eles possuem melhores condições de avaliar o perfil de cada criança, suas potencialidades, suas necessidades, assim como da família, e como são conhecedores das diferentes metodologias pedagógicas, minimizam os riscos de equívocos na escolha da melhor escola.

Ao buscar informações nas instituições, muitas vezes com visitas presenciais a elas, é importante saber a formação exigida dos profissionais, como professores, orientadores etc., e também que tipo de apoio e incentivo a escola oferece para incrementar a atualização do corpo docente e dos demais funcionários. Hoje existem vários cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização voltados para esses profissionais.

Perguntar sobre as normas disciplinares e o tipo de avaliação que será usado ao longo do ano letivo pode evitar grandes e desagradáveis surpresas aos familiares. Inclusive pode haver sérias dissonâncias entre a educação dada em casa e as normas disciplinares da escola, que evidentemente podem atrapalhar o desenvolvimento do percurso acadêmico e gerar problemas comportamentais.

Uma escola situada em um local iluminado, arejado, arborizado e silencioso oferece aspectos muito favoráveis na hora da seleção, mas não o mais importante, pois, com o passar dos anos essas características, muitas vezes se modificam e ainda têm influência relativa no aproveitamento pedagógico.

Essas visitas à nova escola devem preferencialmente ser feita em horários diferentes para permitir  observar os alunos na entrada e na saída: essa é uma forma de saber como se sentem naquele ambiente.

Conversar com outros. pais, com alguns funcionários, e procurar conhecer pessoalmente os professores tranquilizam a maioria dos pais ansiosos pois nesse contato poderão estabelecer um vínculo com os adultos que olharão pelas crianças enquanto tiverem longe deles.

Uma vez feita a primeira seleção, é importante que as crianças visitem asa escolas, não para decidirem onde vão estudar,  pois essa é uma responsabilidade que está longe de ser delas, mas sim, para que seus pais observem como se sentem no novo ambiente e trocarem ideias com os filhos sobre o assunto, o que  também é um aprendizado de escuta, observação e vínculo desses pais.

Outros aspectos de ordem prática devem ser levados em conta: o valor das mensalidades e a distância de casa.  Pode parecer pouco relevante para quem nunca manteve um filho na escola, mais o custo mensal total ultrapassa o da mensalidade e vai desde uniforme, livros, transporte, lanche às despesas com passeio, entre outras coisas.

O consenso dos pais na escolha traz uma postura de segurança e firmeza, que fará com que a criança se sinta muito mais confiante e se adapte melhor à vida acadêmica.

Cuidado especial deve ser reservado à crianças pequenas: elas precisam de maiores explicações e estímulos para acompanharem com  tranquilidade essa mudança em sua vida, para se sentirem   emocionalmente seguras de sua capacidade de lidar com o novo, e autoconfiança nesse momento em que passam da guarda integral dos pais para um mundo repleto de crianças e adultos  desconhecidos.

Crianças inseguras do afeto que seus familiares têm por elas, apresentam maior dificuldade de adaptação pois se percebem mais frágeis e incapazes de lidar com novas situações pessoais e sociais.

Selecionar a pré-escola ou assumir necessidade de mudar o filho de escola ao longo do percurso são responsabilidades que cabem aos pais, até porque serão eles que arcarão com as consequências de uma escolha pouco adequada. Crianças e adolescentes não devem estar à frente dessa opção, embora possam em um outro momento quando já houver duas ou três opções definidas por seus pais, fazer uma seleção final e enfrentar o desafio com a responsabilidade que esse ato impôs.

GESTÃO E CARREIRA

DO CASULO À BORBOLETA: 

A ERA DIGITAL E A EMPREGABILIDADE DOS NOVOS TEMPOS.

A empregabilidade vira um diferencial tema relevante quando se trata das tendências do trabalho e seu relacionamento com as organizações empresariais

Do casulo à borboleta - a era digital e a empregabilidade dos novos tempos

A quarta revolução industrial gera um efeito determinante sobre o ânimo das empresas em relação à área de RH. A grande mudança contempla a necessidade de que o departamento de Recursos Humanos assuma um papel cada vez mais estratégico nas organizações.

A constatação é do levantamento que fizemos (estudo exclusivo da DOM Strategy Partners), realizado com 594 vice-presidentes e líderes de RH de grandes companhias instaladas no Brasil. A mesma pesquisa aponta que para 78% dos entrevistados a questão humana-profissional nas empresas deverá receber menos investimentos do que o necessário. O foco será em recursos, principalmente os tecnológicos.

Com isso, a empregabilidade vira um diferencial tema relevante quando se trata das tendências do trabalho e seu relacionamento com as organizações empresariais. O próprio termo, por si só, muda o enfoque convencional do emprego e também em como o RH deve se preparar para captar e potencializar o novo colaborador, fruto da era digital.

Empregabilidade relaciona-se à capacidade de um indivíduo manter-se empregável ao longo do tempo, mesmo que potencialmente, e não de estar empregado, ou de simplesmente conseguir um emprego.

Isso requer, dentre outros, atualização contínua, curiosidade focada, abertura ao novo, disciplina, autonomia, diferenciação real percebida em alguma habilidade ou conhecimento e boa dose de empreendedorismo.

Para se ter uma correta ambientação, faz-se necessária uma extrapolação do conceito de empregabilidade no sentido de relacioná-lo também à atividade empresarial que, a cada vez mais, deve se caracterizar como a alternativa mais consistente para muitos dos profissionais de alto nível.

Os efeitos da transformação digital, intimamente ligados à globalização, e internetização e do consequente acirramento da competitividade, geraram e, continuarão gerando, mudanças significativas nas estruturas organizacionais das grandes corporações, que terão consequências importantes de qualificação associada à redução dos quadros de funcionários. Em linhas gerais, menos gente, melhor, fazendo mais coisa que mais gente pior, fazendo menos coisa.

A opção por tentar se empregar em uma corporação parece restrita até porque este efeito de redução qualitativa deverá ser generalizado.

Sendo assim, o termo empregabilidade, no atual contexto, refere-se a manter-se trabalhando e ser remunerado compativelmente por isto. Ou seja, garantir valor pessoal que seja reconhecido e relevado como base de sustentação para a troca financeira representada pela remuneração/compensação.

Este conceito de valor já sugere uma das características importantes da empregabilidade. Se uma empresa deve vender valor e, se todas as pessoas ligadas à mesma devem desempenhar atividades que o incrementem, então empregável será o profissional de iniciativa que conseguir entender o negócio da companhia como um todo e focalizar seu trabalho justamente nas atividades de valor reconhecido.

Um dos aspectos mais discutidos acerca da empregabilidade é a abrangência do conhecimento do profissional. Trata-se da disputa entre a visão generalista e a técnica. O que se percebe, hoje, é que todas as empresas vão precisar de generalistas e técnicos em seus quadros.

O ponto crítico da questão é que não adianta ser um generalista arbitrário e, nem tampouco, um técnico com visão curta.

Em outra análise, é possível se traçar um padrão em que a chave para o sucesso profissional não é o grau de especialização, mas, sim, o grau de adaptabilidade. O que as empresas e o mercado procuram são pessoas que tenham uma alta capacidade de se adaptar, de absorver conhecimentos e incorporar habilidades rapidamente, de modo a se adequar às mudanças, atualmente tão repentinas.

Adicione-se a isto à necessidade de aprendizagem e “desaprendizagem” contínuas e, por que não dizer, instantâneas.

Como característica adicional básica da empregabilidade a ser discutida encontra-se a postura individual, a famosa atitude do profissional em relação ao trabalho. Esta postura é um complemento profissional marcante ao conhecimento e às habilidades.

A base para um processo de delegação de autonomia sem necessidade de muito controle e do estabelecimento consistente de boa liderança é trabalhar com pessoas que façam com que as coisas aconteçam por suas próprias mãos.

No final do dia, somando tudo o que foi dito anteriormente, empregáveis são aquelas pessoas que não precisam esperar uma ordem de alguém, que está esperando a decisão de um superior que, ao que parece, está incomunicável numa viagem de discussões estratégicas nas águas do Caribe

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 18: 28-40 – PARTE I

Alimento diário - Comendo a Bíblia

Cristo na Audiência. Cristo é acusado diante de Pilatos

 

I – A conversa de Pilatos com os acusadores. Eles foram chamados primeiro, e declararam o que tinham a dizer contra o prisioneiro, da maneira adequada, vv. 29-32.

1. O juiz chama para a acusação. Por não desejarem entrar na audiência, ele saiu para falar com eles no pátio diante da casa. Considerando Pilatos como um magistrado, para que possamos dar a cada um o que lhe é devido, aqui estão três coisas elogiáveis a seu respeito:

(1) Sua dedicação diligente e atenta ao trabalho. Se isto tivesse acontecido em uma boa ocasião, estaria muito bem, pois ele estava disposto a ser chamado cedo para o tribunal. Os homens que ocupam cargos públicos não de­ vem amar a comodidade.

(2) Sua condescendência com o estado de espírito das pessoas, abrindo mão da honra da sua posição para satisfazer seus escrúpulos. Ele poderia ter dito: “Se eles são tão detalhistas, a ponto de não entrar comigo, que vão para casa, da mesma maneira como vieram”. Pela mesma regra que nós poderíamos dizer: “Se o queixoso tiver escrúpulos em descobrir a cabeça diante do magistrado, que não seja ouvida sua queixa”. Mas Pilatos não insiste nisto, ele os tolera, e sai ao encontro deles, pois, quando é para o bem, nós devemos nos fazer “tudo para todos”.

(3) Sua obediência aos preceitos da justiça, pedindo a acusação, suspeitando que o processo fosse mal-intencionado: “Que acusação trazei s contra este homem?” Qual é o crime de que Ele é acusado, e que provas há disto?” Esta era uma lei da natureza, antes que Valério Publícola a transformasse em lei romana – Nenhum homem deve ser condenado sem ser ouvido. Veja Atos 25.16,17. É irracional prender um homem sem alegar algum motivo no mandato, e muito mais é prender um homem quando não há uma acusação formal contra ele.

2. Os acusadores exigem que Ele seja julgado sob a conjetura geral de que Ele fosse um criminoso, sem alegar, e muito menos provar, qualquer coisa em particular merecedora de morte ou de prisão (v. 30): “Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos”. Isto indica que eles foram:

(1) Muito rudes e grosseiros com Pilatos, um grupo de homens de má índole, que fingiam desprezar dominação. Quando Pilatos era tão complacente com eles, a ponto de sair para lidar com eles, eles estavam no pior estado de espírito em relação a ele. Ele lhes fez a pergunta mais razoável possível, mas, por mais absurda que fosse a pergunta, eles não poderiam tê-la respondido com mais desdém.

(2) Muito malévolos e maldosos com relação ao nosso Senhor Jesus: certos ou errados, eles o consideravam um malfeitor, e o tratavam como tal. Nós devemos supor que um homem seja inocente, até que seja provado culpado, mas eles supunham que era culpado aquele que podia provar que era inocente. Eles não podem dizer: “Ele é um traidor, um assassino, um criminoso, uma pessoa que perturba a paz”, mas dizem: “Ele é um malfeitor”. Um malfeitor, Ele, que só se dedicava a fazer o bem! Que sejam chamados aqueles a quem Ele tinha curado, e alimentado, e ensinado, a quem Ele tinha libertado de demônios, e ressuscitado dos mortos, e que respondam se Ele é um malfeitor ou não. Observe que não é novidade que o melhor dos benfeitores seja considerado e perseguido como o pior dos malfeitores.

(2) Muito orgulhosos e convencidos de si mesmos, e do seu próprio julgamento e da sua própria justiça, como se entregar um homem com a descrição geral de ser um malfeitor fosse suficiente para que um magistrado civil pudesse basear uma sentença judicial. Poderia isto ser mais presunçoso?

3. O juiz o devolve ao tribunal deles (v. 31): “‘Levai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei’, e não me perturbeis a respeito dele”. Agora:

(1) Alguns opinam que Pilatos aqui os elogiou, reconhecendo os remanescentes da sua autoridade, permitindo que eles a exercessem. Eles podiam infligir a punição corporal, como o açoitamento, nas suas sinagogas. Se era para crimes capitais ou não, não se sabe. “Mas”, diz Pilatos, “vão até onde sua lei lhes permitir, e, se forem mais além, isto lhes será tolerado”. Isto, ele disse, desejando agradar aos judeus, mas sem disposição de fazer-lhes o serviço que eles lhe pediam.

(2) Outros julgam que ele os desafiou, e os reprovou pela sua atual condição de fraqueza e submissão. Eles desejavam ser os únicos juízes da culpa. “Ora”, diz Pilatos, “se vocês desejam isso, prossigam como começaram. Vocês o consideraram culpado pela sua própria lei, então condenem-no, se ousarem fazê-lo, pela sua própria lei, prosseguindo em sua disposição”. Nada é mais absurdo, nem merece mais ser exposto, do que o fato de que aqueles que pretendem mandar, e se orgulham da sua sabedoria, sejam fracos e estejam em posições subordinadas, e cujo destino é receber ordens. Alguns pensam que Pilatos aqui reflete sobre a lei de Moisés, como se ela lhes permitisse o que a lei romana, de nenhuma maneira, lhes permitiria – o julgamento de um homem sem ouvi-lo. “Pode ser que sua lei permita uma coisa como esta, mas a nossa não”. Assim, por meio das suas corrupções, a lei de Deus sofreu blasfêmia, e também seu Evangelho.

4. Eles não possuem nenhuma autoridade como juízes, e (como deve ser) se satisfazem em ser acusadores. Agora eles ficam menos insolentes e mais submissos, e admitem: “A nós não nos é lícito matar pessoa alguma”, independentemente de qualquer castigo menor que possamos infligir, e este é um malfeitor cujo sangue nós desejamos”.

(1) Alguns pensam que eles tinham perdido sua autoridade de julgar as questões de vida e morte somente pelo seu próprio descuido, e covardemente se renderam às iniquidades da época – Não temos a autoridade de condenar ninguém à morte. Se o fizermos, teremos a revolta da multidão imediatamente.

(2) Outros supõem que sua autoridade lhes foi tirada pelos romanos, porque não a usavam bem, ou porque era uma responsabilidade grande demais para estar nas mãos de um povo conquistado, e ainda assim indomado. O fato de que reconhecessem isto pretendia ser um cumprimento a Pilatos, compensando sua rudeza (v. 30), mas acaba sendo uma evidência completa de que o cetro tinha se arredado de Judá, e por isto agora tinha vindo o Messias, Gênesis 49.10. Se os judeus não têm autoridade de condenar ninguém à morte, onde está o cetro? Mas eles não perguntam: Onde está Siló?

(3) No entanto, havia uma providência divina nisto, para que eles não tivessem a autoridade de levar nenhum homem à morte, ou para que não recusassem o exercício desta autoridade nesta ocasião, “para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer”, v. 32. Observe:

[1] Em geral, que isto ocorria para que até mesmo aqueles que desejavam a derrota das palavras de Cristo fossem, além da sua intenção, empregados para o cumprimento delas, pela mão dominadora de Deus. Nem uma só palavra de Cristo caiu por terra. Ele não pode enganar nem ser enganado. Mesmo os principais dos sacerdotes, embora o tivessem perseguido como um enganador, tencionavam, no seu espírito, ajudar a provar que Ele era ver­ dadeiro, quando nós pensaríamos que, tomando outras medidas, eles poderiam ter contrariado suas predições. ”Ainda que ele não cuide assim”, Isaías 10.7.

[2] Em particular, estas palavras de Cristo se cumpriram quando Ele falou da sua própria morte. Duas coisas que Cristo disse a respeito da sua morte se cumpriram, quando os judeus se recusaram a julgá-lo de acordo com sua lei:

Em primeiro lugar, Ele tinha dito que seria entregue aos gentios, e que eles o condenariam à morte (Mateus 20.19; Marcos 10.33; Lucas 18.32,33), e com isto estas palavras se cumpriram.

Em segundo lugar, Ele tinha dito que seria crucificado (Mateus 20.19; 26.2), e levantado, cap. 3.14; 12.32. Se eles o tivessem julgado pela sua lei, Ele teria sido apedrejado. As mortes pelo fogo, pela asfixia e pela decapitação eram, em alguns casos, usadas entre os judeus, mas nunca a crucificação. Por isto, era necessário que Cristo fosse condenado à morte pelos romanos, para que, estando pendurado em um madeiro, pudesse fazer-se maldição por nós (Gálatas 3.13), e suas mãos e seus pés pudessem ser perfurados. Assim como o poder romano o tinha trazido para nascer em Belém, também agora o levava para morrer sobre uma cruz, e nos dois casos, segundo as Escrituras. Da mesma maneira, está determinado a nosso respeito, embora não nos seja revelado, que morte teremos, e isto deve nos libertar de todas as inquietantes preocupações sobre este assunto. “Senhor, o que, e quando, e como tiveres determinado”.