ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 18: 13-27 – PARTE II

Alimento diário - Comendo a Bíblia

Cristo diante de Anás e Caifás.

 

II – Anás não os deteve por muito tempo, estando desejoso, como qualquer um deles, de incitar o processo, e por isto o enviou, amarrado, a Caifás, para sua casa, que foi designada para a reunião do Sinédrio nesta ocasião, ou para o local usual, no Templo, onde o sumo sacerdote tinha seu tribunal. Isto é mencionado no versículo 24. Mas nossos tradutores (versão inglesa KJV) sugerem, em notas de margem, que isto deveria ser incluído aqui, e, em conformidade, lemos ali: ”Anás mandou-o”. Observe aqui:

1. A indicação do poder de Caifás (v. 13). “Caifás… era o sumo sacerdote daquele ano”. A comissão do sumo sacerdote era vitalícia, mas havia agora mudanças tão frequentes, pelos artifícios simoníacos de homens que desejavam o governo, que ele tinha se tornado quase um cargo anual, um presságio da aproximação do seu período final, enquanto eles procuravam se prejudicar uns aos outros. Deus estava derrubando a todos eles, para que pudesse vir aquele a quem isto pertencia, de direito. Caifás era sumo sacerdote no mesmo ano em quem o Messias deveria ser m01to, o que sugere:

(1) Que, quando algo de ruim devia ser feito por um sumo sacerdote, em conformidade com o conhecimento prévio de Deus, a Providência ordenava que um homem mau estivesse ocupando este lugar, para fazê-lo.

(2) Que, quando Deus desejava exibir a corrupção que havia no coração de um homem mau, Ele o colocava em uma posição de poder, onde tivesse a tentação e a oportunidade para exercê-la. O fato de que Caifás fosse o sumo sacerdote naquele ano, e, deste modo, tenha se tornado o chefe do grupo que levou Cristo à morte, foi sua destruição. O progresso de muitos homens os levou a perder sua reputação, e eles não seriam desonrados se não tivessem sido honrados.

2. A maldade de Caifás, que é sugerida (v.14) pela repetição daquilo que ele tinha dito algum tempo antes, que, certo ou errado, culpado ou inocente, “convinha que um homem morresse pelo povo”, o que lembra a história de João 11.50. Isto é mencionado aqui para mostrar:

(1) O homem mau que ele era. Este era aquele Caifás que governava, a si mesmo e à igreja, com regras políticas, a despeito das regras de justiça.

(2) O mau tratamento que Cristo iria provavelmente encontrar no tribunal de Caifás, quando seu caso foi julgado antes que fosse ouvido, e eles já tinham resolvido o que fazer com Ele. Ele deve morrer. Assim, o julgamento de Jesus não foi um julgamento sério. Desta forma, os inimigos do Evangelho de Cristo estão decididos, seja ele verdadeiro ou falso, a destruí-lo.

(3) Um testemunho da inocência do nosso Senhor Jesus, da boca de um dos seus piores inimigos, que reconheceu que Ele seria um sacrifício ao bem comum, e que não era justo que Ele morresse, mas somente conveniente.

3. A cooperação de Anás na acusação de Cristo. Ele se fez participante na culpa:

(1) Com o capitão e os oficiais, que, sem lei nem misericórdia, o tinham amarrado, pois ele deu sua aprovação a isto, deixando-o amarra do, quando devia tê-lo soltado, não tendo Ele sido condenado de nenhum crime, nem tendo tentado escapar. Se não fizermos o que pudermos para desfazer o mal que outros fizeram, nós somos cúmplices depois do fato. Era mais justificável que os soldados rudes o amarrassem do que Anás, que deveria ser mais instruído; este o deixaria amarrado.

(2) Com o principal sacerdote e o conselho que o condenou, e o levou à morte. Anás não esteve presente com eles, mas, deste modo, lhes desejou boa sorte, e tornou-se um participante das suas más obras.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.