ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 18: 13-27 – PARTE I

Alimento diário - Comendo a Bíblia

Cristo diante de Anás e Caifás.

I – Depois de prendê-lo, eles “conduziram-no primeira­ mente a Anás”, antes de levá-lo ao tribunal que estava reunido, à sua espera, na casa de Caifás, v. 13.

1. Eles o conduziram em triunfo, como um troféu da sua vitória. Levaram-no “como um cordeiro … ao matadouro”, e o levaram passando pela Porta do Gado, mencionada em Neemias 3.1. Passando por ela, eles foram do monte das Oliveiras a Jerusalém. Eles o levaram com pressa e violência, como se Ele tivesse sido o pior e mais vil dos malfeitores. Nós tínhamos sido levados pelos nossos desejos impetuosos, e feitos cativos por Satanás, segundo sua vontade, e, para que pudéssemos ser resgatados, Cristo foi levado, preso por agentes e instrumentos de Satanás.

2. Eles o levaram aos seus senhores, que os tinham enviado. Era agora aproximadamente meia-noite, e poderíamos pensar que eles o tivessem colocado em custódia (Levíticos 24.12), o tivessem levado a alguma prisão, até que fosse a ocasião adequada para convocar um tribunal. Mas Ele é levado imediatamente, não aos juízes de paz, para ser preso, mas aos juízes, para ser condenado. Tal foi a extrema violência do processo, em parte porque eles temiam um movimento de resgate, ao qual eles não somente não desejavam dar tempo, mas do qual tinham pavor, em parte porque eles tinham uma sede extrema do sangue de Cristo, como “a águia que se lança sobre a presa”.

3. Eles o conduziram primeiramente a Anás. Provavelmente, sua casa ficava no caminho, e era conveniente que eles parassem ali para descansar e, como pensam alguns, para receber o pagamento pelos seus serviços. Eu suponho que Anás estava velho e doente, e não poderia estar presente no conselho com os demais, àquela hora da noite, mas ainda assim desejava ardentemente ver a presa. Para contentá-lo, portanto, com a certeza do seu sucesso, para que o velho pudesse dormir melhor, e para receber sua bênção pelo seu serviço, eles apresentaram o prisioneiro diante dele. Ê triste ver aqueles que são velhos e enfermos, quando não podem cometer pecados como antes, contentando-se com aqueles que podem. Anás não estava presente, porque teria que comparecer cedo na manhã seguinte ao Templo, para examinar os sacrifícios que deviam ser oferecidos naquele dia, se eram sem imperfeições. Se for assim, havia um significado no fato de que Cristo, o grande sacrifício, lhe foi apresentado, e enviado amarrado, como aprovado e pronto para o altar.

4. Este Anás era o sogro de Caifás, o sumo sacerdote. Este parentesco entre eles, pelo casamento, é apresentado como uma razão por que Caifás ordenou que este respeito fosse prestado a Anás, para favorecê-lo com a primeira visão do prisioneiro, ou por que Anás estava desejoso de satisfazer a Caifás em um assunto no qual seu coração tanto se concentrava. Observe que o conhecimento e as alianças com pessoas más são uma grande confirmação de muitos nos seus métodos maus.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.