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UMA MAÇÃ CARA

Apple lança iPhone que ultrapassa a barreira de US$ 1 mil. Mas os consumidores não parecem preocupados com isso.

Uma maçã cara

Nos últimos anos, a Apple parece ter se destacado mais pelo preço cobrado em seus produtos do que pelas inovações tecnológicas que eles apresentam. Mais um exemplo disso foi dado na quarta-feira 12, com o lançamento dos celulares iPhone XS, XR e XS Max (pronuncia-se “iPhone dez”). Enquanto os dois primeiros modelos custam US$ 999 e US$ 749, respectivamente, o XS Max, uma versão jumbo do iPhone, chega às lojas dos EUA a partir de US$ 1.099. É a primeira vez que um smartphone de uma grande fabricante terá seu preço inicial formado por quatro dígitos. “A Apple quebra as regras no que se refere a preços”, afirmou Geoff Blaber, analista da empresa de pesquisa e análise CCS Insight, ao jornal inglês Financial Times.

O aumento de preços do iPhone acontece em um momento em que a Apple está vendendo menos aparelhos. No último trimestre de 2017, foram 77,3 milhões de smartphones, quase 1 milhão a menos do que no mesmo período de 2016. Pior: os consumidores estão levando mais tempo para trocar os seus celulares. Nos últimos três anos, o tempo médio para comprar um novo iPhone era de 2,4 anos. Agora, está em 3,5 anos. Nada disso, no entanto, abalou a Apple, que chegou a ultrapassar a barreira de US$ 1 trilhão em valor de mercado no começo de agosto deste ano. Mesmo vendendo menos, o faturamento com a venda dos aparelhos chegou a US$ 61,5 bilhões no período, alta de 13%. Isso ajudou a empresa a registrar lucro recorde de US$ 20 bilhões no último trimestre do ano passado, alta de 12%. “Entendemos que existe uma ampla gama de preços que as pessoas vão pagar”, disse Tim Cook, CEO da Apple, em entrevista ao jornal japonês Nikkei.

Por ter um público fiel, a Apple parece que não perdeu o apoio de seus clientes. “Lá fora, o consumidor está comprando produtos cada vez melhores e mais caros. Isso aumenta o faturamento dessas companhias”, diz Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da consultoria IT Data. A tendência de preços altos para os smartphones não se restringe a Apple. O mais recente aparelho da rival Samsung, o Galaxy Note 9, chegou às lojas por US$ 999. Para os brasileiros, a situação é mais desanimadora. “O iPhone XS Max vai custar mais de US$ 8 mil por aqui”, diz Rodrigues. Faz sentido. No ano passado, o iPhone X chegou ao País custando R$ 6.999. Na conversão da época para o dólar, o valor girava em torno de US$ 1.926 – quase o dobro do ofertado nos EUA. Maçã barata, só na feira.

Uma maçã cara.2

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GESTÃO E CARREIRA

ACREDITAR NO PODER DAS PESSOAS

Esse é um dos papéis que todo líder tem que exercer

Acreditar no poder das pessoas

Ser líder significa mandar em todo mundo e não fazer nenhum trabalho. Calma! Isso não condiz com a realidade ou com qualquer traço de verdade. Trata-se, de fato, de um dos mitos mais comuns ligados à liderança, de acordo com Vince Molinaro, diretor global de soluções de liderança da consultoria Lee Hecht Harrison (LHH) e autor de Liderança é um contrato – as cláusulas essenciais para ser um líder legítimo (Primavera Editorial).

No livro, Molinaro mostra que os riscos da liderança sempre foram grandes, mas estão ficando cada vez maiores. Hoje, cabe aos líderes não apenas a estratégia, mas ainda impulsionar a inovação e desenvolver talentos para o futuro.

E para aqueles que desejam ser líderes no futuro, Molinaro revela cinco comportamentos-chave, que devem estar no radar desses profissionais. Um deles refere-se a saber olhar para o mundo ao seu redor para, assim, se antecipar às mudanças e entender e aproveitar as oportunidades que surgirem. E mais do que isso, um recado mais do que especial: “Um líder deve, fundamentalmente, acreditar no poder das pessoas”, diz ele.

POR QUE É TÃO DIFÍCIL SER UM LÍDER?

Existem várias razões. A primeira é que o mundo tornou-se mais complexo e incerto. Outra diz respeito ao ritmo da mudança, que é cada vez mais rápido. A ruptura está em toda parte. Há também questões que se referem à presença de muitas gerações no mesmo ambiente de trabalho… Tudo isso contribui para um papel desafiador.

O QUE DEFINE LIDERANÇA HOJE E QUAIS SÃO AS PERSPECTIVAS PARA AQUELES QUE QUEREM SER LÍDERES NO FUTURO?

Existem muitas listas de atributos longos do que precisamos de nossos líderes, mas o que é mais crítico, hoje e amanhã, é a responsabilidade. Minha pesquisa global revelou cinco comportamentos-chave de líderes verdadeiramente responsáveis:

> Eles dão suporte aos outros para altos padrões de desempenho;
> Eles têm a coragem de resolver questões difíceis e tomar decisões difíceis;
> Eles são muito bons em comunicar a estratégia aos funcionários;
> Eles estão animados com o futuro e com a empresa;
> Eles levam tempo para olhar o mundo ao seu redor para antecipar mudanças, aproveitar as tendências e evitar riscos.

QUE IMAGEM UM LÍDER DEVE TER HOJE PERANTE SEUS LIDERADOS?

Um líder deve, fundamentalmente, acreditar no poder das pessoas. Deve saber que o sucesso de uma empresa sempre se reduz a seus funcionários. Isso significa que um líder desenvolverá funcionários, criará um ótimo ambiente de trabalho e oferecerá oportunidades de trabalho significativo.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS COMPETÊNCIAS E O QUE FAZ DE UMA PESSOA UM LÍDER SOCIAL, FAMILIAR PROFISSIONAL OU PESSOAL?

Isso aponta para o fato de que a liderança é pessoal. Os melhores líderes são transparentes – o que você vê é o que recebe. Eles não são pessoas diferentes no trabalho ou em casa – eles são a mesma pessoa. Ou seja, eles têm esse senso de integridade pessoal.

QUAIS SÃO OS MITOS SOBRE LIDERANÇA?
Existem muitos mitos e aqui estão alguns:

> O primeiro é que ser líder significa mandar em todo mundo e não fazer nenhum trabalho;
> O segundo é que, uma vez que você recebe esse “título”, isso automaticamente faz de você um líder e que as pessoas o seguirão;
> O terceiro é que o papel de líder é fácil de ser exercido.

NA SUA OPINIÃO, LIDERANÇA É UM CONTRATO: O QUE ESTÁ ENVOLVIDO NESSE ENTENDIMENTO E QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CLÁUSULAS DE UM CONTRATO DE LIDERANÇA?

Existem quatro termos para o contrato de liderança. Vamos a eles:

> Liderança é uma decisão que significa que você deve deliberar e decidir ser um líder; e deve ter a coragem de dizer “não” a um papel de liderança, caso você não estiver apaixonado ou empolgado com essa tarefa;

> Liderança é uma obrigação. Você deve ter clareza sobre qual é o propósito de sua função, qual é o impacto duradouro que você pretende ter sobre seus funcionários, clientes e empresa;

> Liderança é um trabalho árduo e você precisa estar preparado para lidar com isso. Muitos líderes evitam o trabalho árduo como dar feedback sincero ou administrar um desempenho ruim – toda vez que evitamos esse tipo de trabalho duro, nos enfraquecemos;

> A liderança é uma comunidade e você precisa se conectar – a liderança é distribuída nas organizações hoje, não é simplesmente de cima para baixo. Então, você precisa ser bom em trabalhar em toda a organização e em construir uma forte cultura de liderança.

COMO ESTABELECER UM CONTRATO DE LIDERANÇA EFICAZ EM UM CENÁRIO GLOBAL EM MUDANÇA?

Em um nível pessoal, primeiro você precisa entender que existe um contrato de liderança. Então, você deve perceber que você não apenas assinou uma vez, mas várias vezes em sua carreira. Em um nível organizacional, você deve estabelecer expectativas claras de liderança para seus líderes – isso representa a base do contrato de liderança de sua empresa.

QUE ATITUDES PODEM SER ADOTADAS POR UMA PESSOA AGORA E QUE, NO FUTURO, PODEM REFLETIR SOBRE UMA CARREIRA DE SUCESSO NO MUNDO CORPORATIVO? 

Cito algumas:

> É preciso liderar com responsabilidade;
> É preciso ter o desejo de ser o melhor líder possível;
> É preciso estar aberto ao feedback e estar disposto a mudar em nível pessoal;
> É preciso estar inquieto e nunca se sentir confortável em seu papel de liderança;

COMO CONCILIAR O PONTO DE VISTA DAS NOVAS GERAÇÕES COM ESSE CONTRATO DE LIDERANÇA?

A partir do trabalho com meus clientes, creio que as pessoas da Geração Y estão muito abertas à ideia do contato de liderança. Elas querem trabalhar para grandes líderes e, se não os encontrarem, deixam suas organizações. Assim, o contrato de liderança ajuda os líderes a serem melhores, o que por sua vez atrai a Geração Y. Já o pessoal da Geração Z é diferente porque já teve expectativas de liderança desde quando era jovem: foram convidados para serem líderes na escola, por exemplo. Esta será uma geração que teve o maior desenvolvimento de liderança do que qualquer outra geração anterior – será interessante ver o impacto que eles terão nas organizações.

QUAL É O PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DE UMA CULTURA DE LIDERANÇA?

A organização deve prestar atenção à cultura de liderança – definir o que eles precisam, avaliar, criar e evoluir. Se não fizer isso, ela terá uma cultura de liderança por acidente e isso não é bom. Acredito que as empresas com as culturas de liderança mais fortes vencerão no futuro.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 18: 1-12 – PARTE IV

Alimento diário - Comendo a Bíblia

Cristo no jardim. A traição de Judas. A orelha de Malco é cortada. Cristo se entrega como prisioneiro

 

IV – Tendo repelido seus inimigos, Ele dá uma proteção aos seus amigos, e o faz também por meio da sua palavra, vv. 7-9, onde podemos observar:

1. Como Ele continuou a se expor à fúria deles, v. 7. Eles não permaneceram caídos, mas, por permissão divina, levantaram-se novamente. Somente no outro mundo o juízo de Deus é eterno. Quando eles caíram, poderíamos pensar que Cristo teria escapado. Quando se levantaram outra vez, poderíamos pensar que teriam desistido do seu intento. Mas ainda vemos:

(1) Eles estavam tão ávidos, como sempre, por prendê-lo. É com alguma confusão e desordem que eles se recuperam. Eles não conseguem imaginar o que os afligiu, a ponto de não poderem ficar em pé, mas atribuem o fato a qualquer coisa, exceto ao poder de Deus. Observe que existem corações tão endurecidos no pecado, que nada conseguirá amolecê-los e recuperá-los.

(2) Ele está tão disposto, como sempre, a ser preso. Quando eles caíram diante dele, Jesus não os insultou, mas, vendo-os confusos, fez-lhes a mesma pergunta: ”A quem buscais?” E eles lhe deram a mesma resposta: ”A Jesus, o Nazareno”. Na sua repetição da pergunta, Ele parece aproximar-se mais da consciência deles: “Vocês não conhecem a pessoa que estão procurando? Vocês não percebem que estão errados, e desejam se meter com seu rival? Vocês não tiveram o suficiente, e ainda querem tentar outra batalha? Alguma vez, alguém endureceu seu coração contra Deus e prosperou?” Ao repetir a mesma resposta, eles demonstravam uma obstinação no seu comportamento iníquo. Eles ainda o chamam de “Jesus, o Nazareno”, com tanto desdém quanto antes, e Judas está tão inflexível quanto qualquer outro. Devemos temer que, com alguns poucos passos ousados, a princípio, em um caminho pecaminoso, nossos corações venham a se endurecer.

2. Como Ele planejou proteger seus discípulos da fúria dos seus inimigos. Ele aproveitou esta vantagem sobre eles, para a proteção dos seus seguidores. Quando Ele mostra sua coragem, em referência a si mesmo: “Já vos disse que sou eu”, Ele mostra sua preocupação com seus discípulos: “Deixai ir estes”. Ele diz isto como uma ordem a eles, e não como um acordo com eles, pois eles estão à sua mercê, e não Ele, à mercê deles. Ele lhes ordena, portanto, corno alguém que tem autoridade: “Deixem que estes sigam seu caminho. Vocês estarão se arriscando, caso se metam com eles”. O pecado dos discípulos, quando abandonaram Jesus, e particularmente o de Pedro, quando o negou, agravou-se ainda mais pelo fato de que Cristo lhes tinha dado esta autorização, ou garantia de proteção, e ainda assim eles não tiveram fé e coragem suficientes para confiar nisto, mas se entregaram a tais movimentos vis e lamentáveis para sua segurança. Quando Cristo disse: “Deixai ir estes”, Ele pretendia:

(1) Manifestar sua afetuosa preocupação pelos seus discípulos. Quando se revelou, Ele os isentou, porque eles ainda não estavam preparados para sofrer. A fé que possuíam era fraca, e o espírito deles não estava pronto. Não seria possível permitir que sofressem neste momento. O vinho novo não deve ser colocado em odres velhos. Além disto, eles tinham outro trabalho a realizar. Eles deviam seguir seu caminho, pois deviam ir a todo o mundo, para pregar o Evangelho. “Não os destruam, pois há bênção neles”. Com isto:

[1] Cristo nos dá um grande incentivo para segui-lo, pois, embora Ele nos tenha designado sofrimentos, ainda assim Ele considera nossa estrutura, irá sabiamente determinar a ocasião da cruz, e proporcioná-la à nossa força, e libertará os devotos na tentação, seja dela, seja por meio dela.

[2] Ele nos dá um bom exemplo de amor pelos nossos irmãos, e de preocupação pelo seu bem-estar. Não devemos levar em conta somente nossa tranquilidade e segurança, mas a de outros, tanto quanto a nossa, e, em alguns casos, até mesmo mais do que a nossa. Existe um amor generoso e heroico, que irá nos capacitar a dar nossa vida pelos irmãos, 1 João 3.16.

(2) Ele pretendia dar uma amostra da sua missão como Mediador. Quando se ofereceu para sofrer e morrer, foi para que pudéssemos escapar. Ele foi alguém que sofreu no nosso lugar. Quando Ele disse: “Eis que venho”, Ele também disse: “Deixai ir estes”, como o cordeiro oferecido no lugar de Isaque.

3. Aqui Ele confirmava as palavras que tinha dito pouco tempo antes (cap. 17.12): “Aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu”. Ao cumprir estas palavras neste particular, Cristo deu uma garantia de que isto seria completamente cumprido, não somente para aqueles que estavam agora com Ele, mas para todos aqueles que cressem nele, por meio da palavra dos discípulos. Embora o fato de que Cristo os guardasse significava especialmente a preservação das suas almas contra o pecado e a apostasia, aqui é aplicado à preservação das suas vidas naturais, e de modo muito adequado, pois até mesmo o corpo fazia parte da missão e do cuidado de Cristo. Ele deverá ressuscitá-lo no último dia, e por isto deverá preservá-lo, tanto quanto ao espírito e à alma, 1 Tessalonicenses 5.23; 2 Timóteo 4.17,18. Cristo irá preservar a vida natural para o serviço ao qual ela está designada. Ela é dada a Ele, para ser usada por Ele, e Ele não perderá seu ser viço, mas será enaltecido com ele, seja pela vida ou pela morte. O corpo será mantido com vida, enquanto algum uso for feito dele. As testemunhas de Cristo não morrerão até que tenham apresentado suas evidências. Mas isto não é tudo. Esta preservação dos discípulos foi, na sua essência, uma preservação espiritual. Agora eles eram tão fracos na fé e na determinação, que, com toda probabilidade, se tivessem sido chamados para sofrer nesta ocasião, eles teriam se envergonhado, e ao seu Mestre, e alguns deles, pelo menos os mais fracos, teriam se perdido. E por isto, para que Ele pudesse não perder nenhum, Ele não desejava expô-los. A segurança e a preservação dos santos se devem, não somente à graça divina, ao proporcionar a resistência à tentação, mas também à providência divina, ao tornar a tentação proporcional à resistência.