PSICOLOGIA ANALÍTICA

URSINHO DE PELÚCIA DESPERTA A ÉTICA EM ADULTOS

Proximidade com brinquedos e outros objetos associados a crianças pode ativar sentimentos de empatia e desejo, ainda que inconscientemente, de ser honesto.

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A ideia parece estranha, mas duas pesquisadoras garantem: adultos trapaceiam menos e apresentam comportamentos mais altruístas e voltados ao bem-estar comum quando estão diante de objetos diretamente associados a crianças, como bichinhos de pelúcia e giz de cera. O mecanismo que move o despertar do “bom comportamento” está embasado na constatação já feita de que homens e mulheres tendem a liberar oxitocina quando estão perto de crianças e essa substância está ligada a condutas que podem favorecer a socialização, a empatia e, consequentemente, a preocupação com o bem-estar do outro.

“ícones que remetem à infância podem ativar inconscientemente a noção de bondade, como se quiséssemos preservar algo de puro em nós, como a honestidade, honra e integridade”, afirma a psicóloga Sreedhari Desai, integrante do grupo de pesquisa Edmond J. Safra, no Centro de Ética da Universidade Harvard, e professora da Universidade do Norte da Califórnia, em Chapei Hill. Ela e a também psicóloga Francesca Gino, professora da Faculdade de Negócios da Universidade Harvard, submeteram voluntários a experimentos clássicos da psicologia. Num deles, uma pessoa controlava quanto dinheiro os outros ganhavam e podia ser beneficiada caso optasse por mentir. Metade dos participantes foi colocada numa sala com brinquedos e tomou parte em atividades próprias de crianças antes da atividade. Resultado? Esses voluntários trapacearam menos e foram mais generosos do que seus colegas que não tiveram contato com aqueles objetos nem brincaram antes do teste.

Em estudos feitos em laboratório, quando havia brinquedos por perto ou os voluntários assistiam a um desenho animado, o total de “trapaceiros” caía quase 20%. Várias vezes foi utilizado um jogo em que a pessoa tinha de completar as letras que faltavam para formar uma palavra. “Quem havia sido submetido antes a ‘coisas de criança’ era muito mais inclinado a formar palavras ligadas a virtudes e pureza; além do mais, se portava melhor perto de ícones do universo infantil, ainda que enfrentasse algum desafio ou não estivesse particularmente satisfeito”, diz a professora.

Ela conta que para saber como esse mecanismo funcionava na vida real, e não apenas dentro do laboratório, as pesquisadoras acessaram uma enorme quantidade de informações sobre empresas, levando em conta se os profissionais das instituições contribuíam com regularidade para instituições sociais, e as cruzaram com dados geográficos. Descobriram então um dado curioso: se houvesse cinco ou mais creches ou pré-escolas num raio de três quilômetros da sede da empresa, as doações feitas para causas filantrópicas aumentavam consideravelmente. Mas como estabelecer essa relação entre generosidade e proximidade com crianças? “Fizemos uma análise para controlar inúmeras variáveis e também a densidade demográfica, porque vários estudos já mostraram que as pessoas tendem a se portar de modo menos empático em lugares muito populosos”, explica Desai. Mesmo considerando todos esses fatores, quanto mais creches e escolas para pequenos houvesse por perto, mais as empresas se envolviam em atividades filantrópicas e projetos que beneficiassem a comunidade.

Embora para muita gente pareça improvável que a mera presença de um brinquedo ou uma caixa de giz de cera seja capaz de alterar o comportamento de uma pessoa, as pesquisadoras encontram apoio para sua tese em outras espécies. Os macacos de gibraltar machos, por exemplo, carregam os filhotes entre os integrantes do grupo, como forma de estimular a cooperação entre os membros e pacificar situações de conflito. Assim como os humanos, seus cérebros liberam oxitocina quando es­ tão perto de filhotes.

O estudo traz indicações de aplicações práticas com base nas conclusões: as autoras sugerem a instalação de creches próximas ao local de trabalho dos pais, argumentando que isso poderia levar a um clima de mais transparência e retidão moral nas instituições. E em tempos de crise ética tão exacerbada no Brasil, fica a dúvida: será que espalhar ursinhos de pelúcia traria mais honestidade a governantes e empresários? “Talvez, mas ainda precisamos pesquisar mais”, diz Sreedhari Desai.

OLHOS GRANDES CONTRA O PRECONCEITO

Numa nova etapa da pesquisa, a proposta das cientistas Sreedhari Desai e Francesca Gino é pesquisar outras áreas e situações em que associações mentais em relação à presença dos pequenos surtem efeito sobre adultos. A proximidade com crianças de variadas etnias colocaria estereótipos em xeque e, consequentemente, ajudaria a combater preconceitos? Outro rumo possível seria investigar se os traços físicos infantis despertam reações específicas. “Tendo em vista que crianças têm características em comum (como olhos grandes, testa ampla, queixo pequeno e corpo rechonchudo), me questiono se inconscientemente a maioria das pessoas teria a impressão de que empresas chefiadas por adultos com ‘cara de bebê’ seriam menos propensas a despejar produtos tóxicos em rios ou cometer crueldades contra animais”, cogita Desai.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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