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 A MENINA PASTORA

Com cantos religiosos, pregação incansável e profunda devoção, Vitória de Deus, de 10 anos, conquista o público das mídias sociais e das ruas de São Paulo.

A menina pastora

A pequena Vitória Santos de Deus, de 10 anos, é um talento precoce. Sua pureza infantil comove e sua voz em formação se destaca pela potência. Demonstrando profunda fé em Deus e devoção religiosa, ela controla seus gestos com total consciência e tem uma fala cheia de dramaticidade. É uma criança realmente cativante e poderosa. Vitória ganhou fama nos últimos três meses cantando gospel e pregando a palavra do Senhor em vários locais de São Paulo, especialmente no bairro do Brás e na avenida Paulista, onde se apresenta aos domingos, nas proximidades do Masp. Ela tem angariado uma multidão de seguidores no Instagram e no YouTube com sua exortação religiosa, graciosidade e também pela interação com astros e estrelas, como Anitta, com quem fez uma transmissão ao vivo, e Nego do Borel, para quem orou. Sua conta no Instagram foi de zero a 318 mil seguidores de maio para cá e seu canal no YouTube alcançou 26,5 mil seguidores no mesmo período. “Desde pequena eu tenho esse dom. Eu tinha três anos e já comecei a cantar”, lembra Vitória. “No começo meu pai não queria me levar para as ruas, mas eu nasci para pregar a palavra de Deus”.

Vitória nasceu em Petrolina, Pernambuco, e tem viajado pelo Brasil desde um ano de idade na companhia do pai, o funileiro Cícero Graciliano de Deus, de 51 anos, que também é cantor de gospel e seu grande incentivador. Assim que nasceu, a menina teve graves problemas respiratórios, mas conseguiu sobreviver.

Ia se chamar Ester, mas uma missionária da sua cidade natal sugeriu o nome de Vitória e disse que a menina tinha um dom divino. Aos cinco anos, começou a exibir seus dotes artísticos e seu ardor religioso em apresentações nas ruas. Antes de chegar a São Paulo, no começo do ano, morou nas cidades de Formosa e Campos Belos, em Goiás, e em Brasília, onde gravou seu primeiro CD, então com oito anos. Diz, porém, que em São Paulo encontrou o que buscava. “Aqui é o meu lugar, eu vim para cá pregar a palavra de Deus porque aqui há um grande fluxo de pessoas e muitos moradores de rua”, afirma. “Eu tenho um sonho de pregar para as multidões e também de montar um centro de recuperação para as pessoas desamparadas”.

FELICIDADE

Separado da mãe, que vive em Petrolina, Cícero cuida, em suas andanças pelo país, de Vitória e de outros quatro filhos pequenos, a maior de 13 e o menor de quatro anos. Todos dividem um quarto numa quitinete na periferia da cidade de Suzano, na Grande São Paulo. O pai diz que os cantos e orações da filha estão reservados para os fins de semana, quando a menina tem folgas na escola. Vitória cursa a quinta série no colégio Jacques Yves Cousteau, em Suzano. Ela gosta de estudar e no futuro quer ser pastora e juíza. “Para ser pastora tem que estudar bastante e ler sempre a Bíblia”, diz. “E quero ser juíza para poder julgar o certo e o errado”. Cícero trabalha consertando panelas e fogões, mas tem poucos clientes em São Paulo. É a pregação de Vitória que garante hoje o sustento da família e permitiu que Cícero comprasse um carro velho, um Renault Scenic 2004, que quebra toda hora, mas tem garantido o transporte da garota. Numa pregação de três horas na Paulista, Vitória consegue cerca de 150 reais. “Nós não viemos para cá por causa do dinheiro, a gente vem por causa da palavra. Se fosse por dinheiro eu estava ganhando meus 200, 300 reais todo dia em Brasília”, diz Cícero. “A minha casa é muito feliz, nós não temos quase nada dentro de casa, mas todas as crianças têm aquele jeito gostoso de ser, todas louvam a Deus e todas oram. Nós não temos dinheiro, mas a gente tem felicidade.”

Vitória é frequentadora da igreja pentecostal O Brasil para Cristo e prega tanto nas ruas quanto em vários templos da cidade, a convite dos pastores. Seu público é amplo e, recentemente, ela caiu nas graças dos chamados pocs, gíria para designar os gays efeminados de periferia. Depois de se enfrentar com o público LGBT por causa de alguns comentários considerados homofóbicos no ano passado – disse por exemplo que “a gente é filho de Adão e Eva, não de Adão e Ivo” -, Vitória conseguiu reverter a má impressão. Posteriormente ela gravou um vídeo – clipe com a cantora trans Laddy Chokey e declarou que amava os pocs e todas as pessoas LGBT.

“Minha mensagem para elas é uma só: Jesus Cristo ama cada uma delas e morreu na cruz para salvar as nossas vidas”, diz a menina pastora.

A menina pastora.2

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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