PSICOLOGIA ANALÍTICA

FABRIQUE SEU PRÓPRIO DEJÁ-VU

Pesquisador criou técnica para que voluntários tivessem a impressão de já ter ouvido determinada palavra, quando na verdade apenas haviam feito uma associação com outras de sentido próximo.

Fabrique seu próprio dejá-vu

O estudo metodológico sobre a sensação de ter vivido algo que não foi experienciando de fato não é simples, já que o fenômeno não se anuncia, algumas pessoas nunca o têm e outras raramente o experimentam. Por causa disso, cientistas quase sempre têm de confiar na memória dos voluntários quando eles relatam o fenômeno – o que nem sempre garante informações precisas.

Para driblar essas dificuldades, o psicólogo e neurocientista Akira O’Connor, pesquisador da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, desenvolveu técnicas para estimular voluntários que participavam de seus experimentos a viver experiências de déjà-vu. Para induzir os participantes a essa sensação, O’Connor e sua equipe liam para eles uma lista de palavras relacionadas, como cama, travesseiro, noite, sono. No entanto, não pronunciavam o vocábulo que uniria todas elas: nesse caso, ”dormir”. Se nessas circunstâncias alguém perguntasse aos participantes se acreditavam tê-la ouvido, muitos teriam a falsa lembrança de que sim. Mas o que O`Connor fazia na verdade era indagar aos voluntários se tinham ouvido alguma palavra que começava pela letra d, ao que eles respondiam que não. E depois lhes perguntava se tinham ouvido o vocábulo “dormir”. Os participantes estavam conscientes de que não podiam tê-la escutado (pois começa por d).

Simultaneamente, porém, a ideia lhes parecia muito familiar. Segundo reconhece o próprio psicólogo, um problema desse tipo de método é que os participantes frequentemente dizem aos pesquisadores o que acreditam que querem ouvir. “Com boa intenção, alguns tentam nos convencer de que realmente tiveram um déjà-vu, embora saibamos que não é um fenômeno real, e sim um análogo experimental, apenas similar”, diz O’Connor.

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PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA.

A expressão déjà-vu – em francês, “já visto antes” – foi utilizada pela primeira vez em 1876 por Émile Boirac (1851-1917). Provavelmente, foi inspirada pelo poema Kaléidoscope, do francês Paul Verlaine (1844 1896); o autor, no entanto, utilizou outra expressão, déjà vécu, que tem significado aproximado, quer dizer já vivido antes.

Em 1896, o médico F. L. Arnaud adotou a expressão e passou a usá-la no campo científico. Dados sobre quantas pessoas têm déjà-vus variam de estudo a estudo.

A maioria das pessoas adultas já teve pelo menos uma experiência desse tipo em sua vida e, em geral, relata que, apesar da familiaridade com o acontecimento, lhe falta a lembrança concreta. O fenômeno está entre as mais frequentes formas de paramnésia, entre as quais se incluem distúrbios de memória como lembranças adulteradas, ilusões e alucinações.

Com o aumento da idade, os déjà-vus costumam ser cada vez menos relatados. Talvez o fenômeno realmente não ocorra mais com tanta frequência nas fases mais tardias da vida. Mas também é possível que idosos prestem menos atenção a eles ou os esquecem mais facilmente.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.