PSICOLOGIA ANALÍTICA

DESCONFIANÇA PODE CUSTAR CARO

Suspeitar demais das intenções alheias prejudica a chance de ganhar dinheiro.

Desconfiança pode custar caro

A maior parte da população mundial vive hoje em cidades e, na prática, significa, entre outras coisas, que menos pessoas conhecem seus vizinhos. Em algum momento parece inevitável nos perguntarmos se devemos nos aproximar de outras pessoas ou levantar a guarda e nos fecharmos para fugir de eventuais perigos. Alguns pesquisadores acreditam que a falta de confiança pode não apenas prejudicar o convívio social (e nos privar de benefícios que isso traz para a saúde mental), mas também custar dinheiro.

Um número cada vez maior de estudos revela um dado intrigante: pessoas que confiam pouco em seus colegas ganham menos em transações financeiras. Participantes de um estudo de 2009, realizado em laboratório, que se tornou famoso e foi várias vezes replicado, os voluntários subestimaram o número de parceiros que dariam retorno a seu dinheiro em um jogo que seguia princípios da economia, investiram menos e acabaram com receita menor do que poderiam ter conseguido. Agora, um artigo publicado em maio no journal of Personality and Social Psychology estabelece algumas relações curiosas entre o mundo real do prejuízo financeiro e a descrença.

O cientista Daniel Ehlebracht, pesquisador da Universidade de Colônia, na Alemanha, constatou que as pessoas que reconheceram ter visões cínicas da natureza humana tiveram renda menor (em milhares de dólares, após dois e nove anos), em comparação aos seus colegas mais otimistas. Os pesquisadores excluíram várias explicações sugeridas para a ligação entre desconfiança e renda, incluindo personalidade, saúde, educação, idade, gênero e situação de emprego.

Ehlebracht sugere que o cinismo aumenta o sentimento de suspeita, o que dificulta e às vezes impede a cooperação. Se isso é verdade, essa característica não deve ser prejudicial em lugares em que um alto grau de suspeita é justificado. Examinando a situação em 41 países europeus, os pesquisadores constataram que em nações com os índices de criminalidade mais elevados e menos cooperação, o cinismo não se correlacionava com menor renda. Então, conceder aos outros o benefício da dúvida pode não significar dar a chance de ser enganado. Em vez disso, parece compensar, literalmente inclusive.

Desconfiança pode custar caro.2

QUANDO O CÉREBRO VAI ÀS COMPRAS.

Nossas compras costumam ser mais marcadas pela emoção do que pela racionalidade. Duvida? Pense no que desperta em você a visão de um produto (um sapato, um aparelho eletrônico ou até um carro, talvez) que chama sua atenção numa vitrine ou na tela do computador. Diante da visão do objeto desejado, é possível que seu coração acelere e seu cérebro comece imediatamente a buscar uma estratégia para conseguir obter aquilo que quer. Ou, quem sabe, mecanismos de repressão do desejo entrem em cena e você se convença de que é melhor esquecer essa ideia e, assim, evitar fazer dívidas. Para tentar entender como nossa mente funciona quando se trata de lidar com dinheiro, economistas criaram um modelo fictício, denominado Homo economicus, para descrever um administrador eficiente, que não se deixa dominar pelos sentimentos. Psicólogos garantem, porém, que essa proposta pautada pelo objetivo de fazer boas escolhas, sem levar em conta nossa história de vida, o valor simbólico dos bens materiais e as representações psíquicas ligadas a eles, está fadada ao fracasso.

Os cientistas Michael Deppe, da Universidade de Münster, e Peter Kenning, da Universidade de Zeppelin, ambas na Alemanha, fizeram um experimento interessante. Enquanto 22 voluntários eram submetidos a uma tomografia, os pesquisadores apresentavam diferença. A tarefa dos participantes era escolher um dos artigos. As mulheres precisavam decidir entre 15 tipos de café e os homens, optar entre 20 cervejas. De forma aleatória, a marca preferida dos voluntários sempre voltava a compor as duplas, o que facilitava a escolha.

Durante as decisões simples, a tomografia mostrou que a região do córtex pré-frontal dorsolateral (CPFDL) se reduzia e, em compensação, a do córtex pré-frontal ventromedial se mostrava mais intensa. Na prática, o resultado indica que o centro do controle racional do CPFDL é exigido quando o ato de escolher não provoca grandes emoções. Mas, se avistamos aquilo que mais nos agrada, as regiões cerebrais de controle cognitivo são desativadas e aliviadas – e aí, as emoções falam mais alto.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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