PSICOLOGIA ANALÍTICA

DROGAS E QI

Pesquisas indicam que existe uma associação positiva entre o Quociente de Inteligência e a chance de usar drogas ilegais, tabaco e álcool.

Drogas e QI

Embora seja o contrário daquilo que normalmente se esperaria, as pesquisas têm apontado uma estranha relação positiva entre consumo de substâncias que alteram a mente e uma das medidas mais comuns de capacidade cognitiva, os testes de QI (abreviatura para Quociente de Inteligência). Certamente, o teste de QI não é perfeito nem abrange todas as sutilezas da inteligência humana, no entanto mais de um século de pesquisa mostra que é uma medida válida para avaliar alguns aspectos importantes da cognição. De forma algo surpreendente, o uso do tabaco, de álcool ou de drogas psicoativas está estatisticamente associada ao aumento de Ql. Não somente no uso atual dessas substâncias, mas também existe maior probabilidade de realização de experiências com drogas ou álcool na adolescência para os indivíduos inteligentes. Uma série de estudos realizados em todo o mundo leva a esse resultado, em especial pesquisas no Reino Unido e nos EUA. Nessas pesquisas, os sujeitos foram rastreados da infância à vida adulta em relação ao consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, bem como seu nível geral de inteligência. Um dos estudos foi realizado com mais de 12 mil pessoas nos EUA que foram acompanhadas até os dias atuais, sendo que começaram a ser entrevistadas pela primeira vez em 1979. Os resultados apontaram que existe uma clara relação positiva entre a probabilidade de ter experimentado álcool, maconha, cocaína e várias outras drogas recreativas e níveis elevados de inteligência. Crianças mais inteligentes, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, têm mais chances de consumir mais álcool na medida em que crescem. Nos Estados Unidos, as crianças americanas mais inteligentes tendem a consumir mais tabaco, enquanto as crianças britânicas mais inteligentes têm maior probabilidade de consumir mais drogas ilegais. A busca de uma explicação razoável desse padrão é alvo de debate científico e pode gerar controvérsias. Entre as hipóteses levantadas pelos pesquisadores está a noção de que pessoas inteligentes são atraídas e valorizam mais a novidade, ou não têm tanto medo de se tornarem dependentes por terem um auto­controle maior.

A busca de novidades pode ser um dos fatores que impulsionam o maior uso de drogas, uma vez que pesquisas anteriores já documentaram a tendência de pessoas mais inteligentes em ficar entediadas com facilidade. A chamada hipótese Savana-QI, que é refutada por alguns e defendida por outros, afirma que pessoas inteligentes estão mais propensas a experimentar estímulos novos em termos de evolução, por serem mais adaptáveis às novas circunstâncias ambientais. Nessa interpretação, como as substâncias que alteram a mente são mais recentes no contexto da evolução humana, seriam justamente as pessoas mais inteligentes e flexíveis que fariam experiências com a novidade.

A hipótese do maior autocontrole em pessoas inteligentes é uma das mais citadas pelos pesquisadores, uma vez que pessoas mais inteligentes podem estar menos preocupadas com a possibilidade de se tornarem dependentes ou abusar das drogas. Sujeitos mais inteligentes tendem a ter mais autocontrole e podem, portanto, ser melhores em restringir o consumo de substâncias que causam dependência. Em especial, sujeitos mais inteligentes podem prever que serão capazes de conseguir regular seu consumo de drogas sem desenvolver dependência ou abuso. Nesse sentido, a autoconfiança na sua capacidade de controle pode levar à maior tendência de fazer experiências com drogas recreativas.

Estudo recente mostrou um padrão que confirma essa hipótese. O estudo examinou o consumo de álcool e foi identificado que os sujeitos com maior Quociente de Inteligência (ou QI) ingerem mais álcool, mas têm menos dependência e abuso, ou seja, embora tenham atração pela bebida alcoólica, possuem também autocontrole para não abusar do consumo, o u se tornar alcoólatra. Essa investigação também apontou que na medida em que aumenta o QI, a relação vai se diluindo para a faixa superior de QI, o que pode indicar que as relações não são tão simples e pode haver um efeito protetor da inteligência elevada. Mais estudos serão necessários para se entender melhor essa curiosa relação.

 

MARCO CALLEGARO – é psicólogo, mestre em Neurociências e Comportamento, diretor do Instituto Catarinense de Terapia Cognitiva (ICTC) e do Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva (IPTC). Autor do livro premiado O Novo Inconsciente: Como a Terapia Cognitiva e as Neurociências Revolucionaram o Modelo do Processamento Mental (Artmed 2011).

OUTROS OLHARES

AS ESCRAVAS SEXUAIS DA NXIVM

Escândalo envolvendo a herdeira do império de bebidas Seagram e uma atriz de Hollywood revela os sórdidos rituais em que mulheres eram abusadas e marcadas a ferro como gado – com as iniciais do líder Keith Raniere. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

As escravas sexuais da nxivm

Bem-vindo à nexium. Ou melhor, Nxivm, a macabra academia de auto ajuda fundada em 1998 em Colonie, Estados Unidos, pelo ex-progarmador de computadores e supostamente génio precoce Keith Raniere, hoje com 57 anos. Depois de desenvolver um método que prometia revelar os segredos do triunfo pessoal e trazer sucesso e prosperidade, Raniere caiu nas graças de ricas e famosas, ascendendo ao status de guru. Por meio de ciclos de palestras e treinamentos que combinavam doses de filosofia, alguma religiosidade e programação neurolinguística, a organização prosperou atraindo jovens inseguras em busca de auto – afirmação. Por trás das falsas promessas, porém, havia uma armadilha para aliciar mulheres e submetê-las a uma sórdida rotina de trabalhos forçados e escravidão sexual. Como se fossem gado, as vítimas eram marcadas a ferro com as iniciais do líder em rituais frequentados por socialites. Na terça-feira 24, o FBI efetuou uma série de prisões – e acrescentou nomes antes insuspeitos ao núcleo central da Nxivm. Entre as detidas está a herdeira da destilaria Seagram, Clare Bronfman, de 39 anos. A atriz de Hollywood Allison Mack, famosa pelo seriado “Smallville”, fora detida em abril, acusada de ser uma das integrantes do que se mostrou ser uma seita de horrores. Raniere, que havia se refugiado no México, também está preso e irá a julgamento em 10 de outubro.

Junto com a bilionária Clare Bronfman foram detidas três mulheres, entre elas Nancy Salzman, de 64 anos, cofundadora da Nxivm. Pesam contra elas acusações de extorsão, roubo de documentos de identidade e participação em um esquema de entrada ilegal de estrangeiras que se tornariam vítimas do círculo interno da empresa, onde funcionava a seita sexual The Vow (O Voro) ou DOS, acrônimo em latim para Dominus Obsequious Sororium”, algo como “Mestre de Mulheres Submissas”. Próxima de Raniere, Clare é suspeita de arrecadar cerca de USS 100 milhões para a seita. Parte desse dinheiro seria de sua própria herança. Edgar Bronfman, ex-acionista maioritário da Seagram, morreu em 2013. Dez anos antes, ele Já havia denunciado a existência do culto à revista “Forbes”. Ele acreditava que as técnicas da Nxivm o distanciaram de suas filhas Clare e Sara. A advogada de Clare, Susan Necheles, alega que ela é vítima de abuso de poder por parte das autoridades: “Apenas porque o governo discorda de algumas crenças da Nxivm”. No dia das prisões, o diretor-assistente do FBI em Nova York William Sweeney afirmou que os “detalhes desses supostos crimes se tornam cada vez mais sombrios”.

CHANTAGEM

Detida e liberada após pagar uma fiança de US$5 milhões, a atriz Allison Mack entrou para a Nxivm em 2017 pelas mãos da colega Kristin Kreuk, também integrante do elenco de “Smallville”. Enquanto Kristin deixou o culto sem maiores queixas, Allison mergulhou no esquema, ajudando a atrair mulheres para Raniere. Seu julgamento está marcado para 7 de janeiro de 2019. Diante de uma pena que pode ir de 15 anos à prisão perpétua, ela poderia até negociar um acordo judicial, porém preferiu se declarar inocente. Nas redes sociais é possível assistir a alguns de seus vídeos, nos quais fala ao mundo sobre felicidade e autorrealização.

A realidade era bem outra para as vítimas. As que escaparam sequer conseguiam convencer as autoridades de que havia um esquema que as escravizava sexualmente. As denúncias não iam adiante, pois Raniere afirmava que as “tatuagens” com suas iniciais eram consensuais. No ano passado, cinco mulheres apresentaram as mesmas queixas, com marcas em suas virilhas e quadris, o que alertou a promotoria federal de Justiça. As marcas seriam feitas sem anestésicos em cerimônias organizadas na cidade de Albany, no estado de Nova York. Mack participaria como mestra, segundo contou uma das vítimas, Sarah Edmondson, ao “The New York Times”. Sarah relatou ter passado por treinamentos “motivacionais” para superar “fraquezas”. Ela foi obrigada a jurar obediência total ao líder, fez confissões íntimas e até entregou fotos suas sem roupas – que seriam usadas como instrumento de chantagem. Só depois passou pelo ritual de tatuagem. Deitada nua em uma maca e com os olhos vendados, ela teve braços e pernas seguros por outras mulheres. Entre os crimes, Raniere também obrigava as vítimas a seguir dietas de fome para se adequarem aos seus ideais de beleza feminina. Todas tinham a obrigação de saciar o desejo sexual do guru quando melhor lhe conviesse, sem a mínima opção de dizer não.

No esquema da pirâmide, cada mestre deveria arranjar seis escravas, e essas, mais seis cada uma, a fim de subir na hierarquia. Não se sabe o número de mulheres que caíram na armadilha. Em 2016, por mensagem no Twiter, Allison Mack tentou atrair a estrela Emma Watson, da série “Harry Potter”. Não houve qualquer indício de sucesso. Segundo as investigações, como Mack exercia o papel de recrutadora, seus depoimentos serão fundamentais para desvendar outros crimes. Agora as autoridades querem detalhes de como toda essa operação era financiada, já que o estilo de vida de Raniere não era barato. Em seu site, a Nxivm informa que suspendeu suas atividades diante de “eventos extraordinários”.

As escravas sexuais da nxivm.2

GESTÃO E CARREIRA

A HUMANIDADE POR TRÁS DOS DADOS

Entenda o Big Data e por que sua empresa precisa implementá-lo hoje mesmo.

A humanidade por trás dos dados

Uma campanha de marketing político pautada em interesses e comportamentos humanos. A Cambridge Analítica ficou conhecida em todo o mundo por analisar dados sobre a população norte-americana que auxiliaram a vitória de Donald Trump. O problema é que a empresa foi acusada de utilizar ilegalmente informações de cerca de 50 milhões de cidadãos disponibilizadas no Facebook. O antiexemplo, no entanto, abre as portas para o entendimento de como fazer esse trabalho de compreensão do seu consumidor de maneira ética e legal.

Quando as reações emocionais dos indivíduos passam a poder ser interpretadas por meio de tráfegos gerados voluntariamente, fica mais fácil entender exatamente como atingir um público, desenvolver um produto e criar um planejamento de marca. E não é apenas nas urnas que o Big Data transforma- se em aliado. Aplicativos de namoro, por exemplo, podem cruzar dados de seus inscritos para encontrar o par perfeito, enquanto informações sobre o que as pessoas mais gostam de ler no seu site ajudam a desenvolver assuntos focados no interesse do leitor, entre outros milhares de possibilidades.

Existe um conceito sobre os 5V do Big Data: volume/ velocidade/ variedade/ veracidade/ valor.  Dados são gerados a todo momento sobre todas as coisas, em grande volume e de forma muito rápida. A escala de dados de um e-commerce, por exemplo, é monumental. o Big Data olha para um grande volume de dados que falam sobre muitas coisas – com ele, consigo saber sobre o estoque da minha loja, produto a produto, dia a dia, loja a loja. Isso gera muitos bytes de informação cotidianamente. “Por isso, o primeiro ponto é volume”, explica o responsável pela área de inovação e consultoria de análise de dados da Ekantika, Cesar Calvini Alminana.

Ele conta ainda que o segundo ponto, a velocidade, refere-se ao tempo para analisar os dados no momento correto, enquanto a variedade de informação faz com que o conceito deixe de ser uma tabela e passe a proporcionar uma gama de material para observação. “Para isso, tenho imagens, áudio, textos – formas variadas de analisar essas informações. É preciso ainda que assegure veracidade, porque isso também ajuda na tomada de decisão e define que caminho a empresa deve seguir. Por fim, é preciso extrair valor no momento certo e só assim será possível agregar ao negócio. Um erro muito comum é encarar o Big Data como uma grande tabela, quando é preciso encará-lo como urna filosofia que tem poder para auxiliar a política e a gestão de dados da empresa, completa Alminana.

A principal diferença entre big small data é justamente que um oferece uma quantidade de informações, enquanto o outro prefere organiza-las de modo a oferecer maior qualidade de dados. Mas a peça-chave desse fluxo de matéria prima é uma só: você. “O pensamento que distingue pequenos negócios de grandes negócios está balizado pelo critério: Faturamento bruto. Hoje. em todo o mundo, startups “roubam” postos de grandes negócios graças à agilidade e à capacidade de transformação. Independentemente de seu faturamento. Essa régua é um limitador conceitual. Na prática, empresas menores são mais velozes, podem se adaptar mais rápido e o risco de agir e errar é menor, afinal o tempo de recuperação é muito mais acelerado, ressalta o cientista-chefe na Cappra Data Science, Ricardo Cappra.

TORTURE OS DADOS

Colher e analisar dados do público tornou -se essencial para oferecer experiências assertivas em relação a seu produto ou serviço. O primeiro passo para iniciar esse processo é entender a realidade e o momento em que sua empresa está inserida. O contexto influencia a análise e é preciso que a pessoa que vai interpretar essa informação tenha total consciência de questões pessoais que possam influenciar erroneamente o resultado, o chamado viés inconsciente. De maneira simplificada, se sua Fanpage mostra que a maioria do público é formada por mulheres de 25 a 40 anos e você, particularmente, possui uma visão de que toda mulher dessa idade está em busca de casamento, pode realizar uma análise equivocada. Neste momento, liberte-se de suas convicções pessoais e leia outros gráficos que mostrem o comportamento real dessas mulheres, só assim vai entender com clareza o que seu público busca e como se comunicar com ele.

O segundo passo é olhar para a infra­estrutura que se tem dentro da empresa: para onde está indo e aonde quer chegar, como é feito o armazenamento de dados e que informações existem nesse banco? Pensar em tecnologia é fundamental, mas também é preciso estruturar como as áreas poderão utiliza as análises. “A TI tem um papel essencial, que vai além do suporte e da extração de dados pontuais: é uma TI inovadora que trabalha com pessoas que estão sempre pensando no próximo de acordo com o que os dados mostram”, explica César Alminana.

O especialista lembra que todos esses assuntos precisam ser democratizados já que o pequeno empreendedor pode e deve habitar o admirável mundo novo. “O pequeno empreendedor não precisa saber de tudo ao mesmo tempo, nem ter uma grande equipe multidisciplinar. Uma pequena equipe com conhecimento pode entregar pequenas caminhos que agreguem valor”, conta.

Quando você entende o potencial que tem nas mãos, consegue gerar oportunidades de monetização. Para ter uma ideia, um estudo feito no ano passado pela Frost & Sullivan mostrou que o Brasil é líder na América Latina no uso do Big Data, somando 45,8% do mercado e principalmente no segmento de varejo. Redes de supermercado, por exemplo, desenvolveram programas de fidelidade com base nas informações, o que auxilia a personalizar as ofertas para os clientes, gerando maior conversão de compra. “Uma grande parte do esforço técnico é realizada diretamente em nuvem, sem a necessidade de ter uma infraestrutura própria para utilizar essas tecnologias. Isso permite que empresas de pequeno porte sejam competitivas”, ressalta Cappra.

MAS QUE FERRAMENTAS EU USO?

Você pode começar da maneira mais simples: existindo nas redes sociais. Quando você gera conteúdo em ambientes como Facebook, Instagram, Twitter ou YouTube, tem acesso a um analytics gratuito que mostra o público e seus comportamentos – desde o básico até gostos pessoais que interferem na compra final. Além disso, o open source (código aberto) é o grande aliado de pequenas empresas que, com linguagens de programação simples e acessíveis, conseguem acessar ferramentas interligadas para resolver problemas complexos a um baixo custo. Portanto, investir em pessoas capacitadas de TI pode ser a grande chave de mudança do seu negócio.

Ricardo Cappra lembra que é preciso, contudo, organizar uma estratégia para uso de dados, identificando oportunidades analíticas e modelos de decisão. A partir daí, é hora de começar a construir essas ferramentas, com auxílio de uma simples planilha de Excel, por exemplo. O modelo de decisão construído (baseado em matemática e estatística) é o mais importante. “Depois, é necessário testar esses protótipos nas áreas de negócio – usar como um Produto Mínimo Viável (MVP) mesmo, entender o que funciona e o que é desnecessário no processo decisório. Depois disso tudo é hora de falar em tecnologia, pensar em banco de dados, ferramentas avançadas de análise e visualização da informação. O melhor uso de Big Data não tem relação com tecnologia, e sim com o que você vai fazer com aqueles dados, destaca.

A estrutura organizacional deve entender que é para todas as áreas: financeiro, TI, RH, enfim, todas conectadas a fim de tomar decisões que contribuam com o futuro do negócio. A empresa está preparada para se reciclar de forma rápida, dependendo dos dados que o Big Data oferece? “É preciso pensar em cada impacto que o uso de dados pode causar dentro das empresas e todos devem estar preparados para isso”, ressalta o responsável da Ekantika. O desafio é justamente entender a humanidade dos dados e, por isso, observar em volta é essencial.

 E O SMALL DATA?

Big Data é basicamente o que o Excel não resolve sozinho, um volume alto de informações, números e dados que chegam aos montes e sem uma estrutura estabelecida para depois ser distribuído em ferramentas de análise.

Small Data é quando você consegue enxugar essa nuvem de observações para algo mais palpável e com os dados que, de fato, merecem atenção para focar em suas análises.

GLOSSÁRIO

  • IoT (Internet das Coisas): uma extensão da Internet para objetos que podem entrar na conexão, como veículos ou prédios.
  • Algoritmo: fórmula matemática que executa determinada tarefa – um dos mais usados é aquele que cruza informações sobre o comportamento do usuário e entrega conteúdo de maneira personalizada.
  • I (Business Inteligence): conjunto de ferramentas que colabora com a análise de dados colhidos pelo Big Data para tomadas finais de decisão.
  • Cientista de dados: a profissão do futuro, na qual a pessoa analisa os dados armazenados.
  • Dados estruturados: informações que chegam de maneira organizada e possuem claros padrões.
  • Dados não estruturados: um pouco mais subjetivos, incluem imagens, áudios e vídeos, por exemplo, que devem ser observados com profundidade para uma melhor conclusão.
  • IA (Inteligência Artificial): sistemas como o robô Watson, da IBM, foram projetados não apenas para responder a questões como um computador comum. Mais do que isso, eles conseguem interpretar e fornecer respostas a questões subjetivas.
  • Dashboard: painéis para apresentação das informações e dados de maneira estruturada.

FERRAMENTAS QUE FAZEM A DIFERENÇA

PRIMEIRA FASE – O NEGÓCIO: Frameworks, dicas baseadas em Design Thinking e ferramentas que ajudem a estruturar Mapas de tomada de decisão (Mind Map).

SEGUNDA FASE – A CIÊNCIA: Modelos MatemÁtICOS – como Excel

TERCEIRA FASE – TECNOLOGIA: é hora de estruturar um banco de dados MySQL, Mongo DB, Hadoop, aplicar regras, modelagens e automações complexas através de R e Python, além da visualização da informação com as diversas bibliotecas que essas mesmas ferramentas carregam e estão disponíveis na Internet

A humanidade por trás dos dados.2 

BOA IDEIA!

Startup Minha Visita: a empresa gaúcha criou um software de gestão de equipes externas para aumentar a produtividade de vendedores. Com quase 20 mil usuários, o vendedor pode registrar em tempo real sua visita, fornecendo dados personalizados sobre o cliente.

Valuenet Incentive Solutions: desenvolve projetos personalizados para cada negócio a partir de    um mapeamento de contextos culturais e motivacionais. Esses dados podem influenciar comportamentos incentivados e monitorados.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 11: 33-44 – PARTE III

Alimento diário

 Cristo na sepultura de Lázaro. A Ressurreição de Lázaro

 

III – A realização do milagre propriamente dito. Os espectadores, estimulados pelo rolar da pedra, reuniram se ao redor do sepulcro, não para entregar o pó de volta ao pó, e aquilo que fora formado da terra de volta à terra, mas para receber de novo do pó aquilo que era pó, e da terra aquilo que fora formado da terra. E sendo despertadas suas expectativas, nosso Senhor Jesus inicia seu trabalho.

1. Ele se dirige ao seu Pai que vive no céu, pois assim Ele o tinha chamado (cap. 6.27,37), e assim o olha aqui.

(1) O gesto que Ele fez foi muito significativo: Ele levantou os olhos para o céu, uma expressão exterior da elevação da sua mente, para mostrar aos espectadores de onde Ele obtinha seu poder, e também para nos dar um exemplo. Este sinal exterior é, portanto, recomendado nas nossas práticas. Veja cap. 17.1. Veja como irão reagir aqueles que, de forma profana, o ridicularizam. Mas o que nos é especificamente recomendado é que devemos nossos corações a Deus nas alturas. O que é a oração, senão a ascensão da alma a Deus, e a orientação dos seus afetos e impulsos para o céu? Ele levantou seus olhos, como quem olha para o alto, olhando além da sepultura onde estava Lázaro, e ignorando todas as dificuldades que surgiam dali, para que pudesse ter seus olhos fixos na onipotência divina, para nos ensinar a fazer como Abraão, que não “atentou para o seu próprio corpo já amortecido… nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara”, nunca ocupou seus pensamentos com isto, e assim conseguiu um nível de fé a ponto de não vacilar quanto à promessa, Romanos 4.20.

(2) Sua maneira de dirigir-se a Deus demonstrava uma grande certeza, e uma confiança que era adequada a Ele: “Pai, graças te dou, por me haveres ouvido”.

[1] Aqui Ele nos ensina, com seu próprio exemplo, em primeiro lugar, a chamar Deus de Pai, na oração, e a nos aproximarmos dele como os filhos se aproximam do pai, com uma reverência humilde, e, apesar disto, uma ousadia santa. Em segundo lugar, a louvá-lo nas nossas orações, e, quando viermos para implorar por mais misericórdia, com gratidão reconheceremos as bênçãos anteriores. Os agradecimentos, que evidenciam a glória de Deus (não a nossa, como os fariseus evidenciavam quando agradeciam a Deus), são formas adequadas através das quais devemos apresentar nossas súplicas.

[2] O agradecimento do nosso Salvador aqui pretendia expressar a inabalável certeza que Ele tinha da realização deste milagre, que Ele tinha poder para realizar, juntamente com seu Pai: “Pai, Eu te agradeço porque minha vontade e a tua são, neste caso, como sempre são, iguais”. Elias e Eliseu ressuscitavam os mortos como servos, por súplicas, mas Cristo, sendo Filho, por autoridade, tendo a vida em si mesmo, e poder para despertar quem Ele desejasse. E Ele fala sobre isto como sendo seu próprio ato (v. 11): “Vou despertá-lo”, mas também fala disto como aquilo que tinha obtido por oração, por­ que seu Pai o tinha ouvido. Provavelmente, Ele tenha orado quando se moveu em espírito duas vezes (vv. 33,38), em uma oração mental, com gemidos que não poderiam ser exprimidos.

Em primeiro lugar, Cristo fala deste milagre como sendo uma resposta à oração:

1. Porque assim Ele desejava se humilhar. Embora Ele fosse o Filho de Deus, ainda assim tinha aprendido a obedecer, na atitude de pedir e receber. Sua coroa de Mediador lhe era concedida por solicitação, embora lhe pertencesse por direito, Salmos 2.8; cap. 17.5. Ele ora pela glória que tinha antes que o mundo existisse, embora, nunca tendo perdido o direito a ela, podia tê-la exigido.

2. Porque Ele se alegrava, as­ sim, em honrar a oração, tornando-a a chave com a qual Ele liberava os tesouros do poder e da graça divinos. Desta maneira, Ele nos ensinaria, em oração, pelo exercício vivo da fé, a entrar no santuário.

Em segundo lugar, Cristo, tendo certeza de que sua oração seria atendida, professa:

1. Sua agradecida aceitação desta resposta: “Graças te dou, por me haveres ouvido”. Embora o milagre ainda não tivesse se realizado, ainda assim a oração foi atendida, e Ele triunfa antes da vitória. Ninguém pode pretender ter uma certeza como a que Cristo tinha, mas nós podemos, pela fé, ter uma perspectiva da graça antes que ela seja completamente concedida, e podemos nos alegrar com esta perspectiva, e dar graças a Deus por ela. Nas devoções de Davi, o mesmo salmo que começa com uma oração pedindo uma graça, é concluído dando graças por ela. Observe:

(a) As misericórdias em resposta à oração devem ser, de uma maneira especial, reconhecidas com gratidão. Além da concessão da graça propriamente dita, nós devemos considerar como um grande favor o fato de termos nossas pobres almas observadas.

(b) Devemos receber a primeira manifestação da res­ posta à oração dando graças prematuramente. Como Deus nos atende com misericórdia, mesmo antes de lhe pedirmos algo, e nos ouve quando ainda estamos falando, assim nós devemos responder a Ele com louvor antes que Ele conceda, e dar-lhe graças enquanto Ele ainda está proferindo palavras boas e consoladoras.

2. Sua certeza jovial de uma resposta pronta a qualquer momento (v. 42): “Eu bem sei que sempre me ouves”. Que ninguém pense que isto foi algum favor incomum concedido a Ele agora, um favor como Ele nunca tinha tido antes, nem jamais voltaria a ter. Não, Ele tinha o mesmo poder divino acompanhando-o por toda a sua missão, e não realizou nada, exceto o que Ele sabia que estaria de acordo com o conselho da vontade de Deus. “Graças te dou”, diz Ele, “por ser ouvido neste caso, porque tenho certeza de que sou ouvido em todas as coisas”. Veja aqui:

(a) O interesse que nosso Senhor Jesus recebia do céu. O Pai sempre o ouvia, Ele tinha acesso ao Pai em todas as ocasiões, e sucesso com Ele em todas as tarefas. E podemos ter certeza de que seu interesse não será menor pela sua ida ao céu, o que pode nos encorajar a confiar na sua intercessão, e a colocar todas as nossas solicitações nas suas mãos, pois temos a certeza de que a Ele o Pai sempre ouve.

(b) A confiança que Ele tinha de tal interesse: “Eu bem sei”. Ele não tinha tido a menor hesitação ou dúvida a este respeito, mas tinha na sua própria mente uma satisfação completa da complacência do Pai, e da sua cooperação em tudo. Nós não somos capazes de ter uma certeza tão particular como a que Ele tinha, mas sabemos que qualquer coisa que pedirmos, segundo sua vontade, Ele nos ouve, 1 João 5.14,15.

Em terceiro lugar, por que Cristo daria esta indicação pública de ter obtido este milagre através da oração?

Ele acrescenta: “Por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que tu me enviaste”, pois a resposta à oração pode trazer uma mensagem ao coração do povo, como se fosse uma pregação.

1. Isto pretendia eliminar as objeções dos seus inimigos, e suas reflexões. Os fariseus e suas crias tinham sugerido, de maneira blasfema, que Ele realizava seus milagres através de algum tipo de pacto com o Diabo. Agora, para evidenciar o contrário, Ele se dirige abertamente a Deus, usando orações, e não encantos, não olhando furtivamente e murmurando, como faziam aqueles que usavam espíritos familiares (Isaias 8.19), mas com os olhos elevados e uma voz que professava sua comunicação com o Céu, e sua confiança no Céu.

2. Isto pretendia corroborar a fé daqueles que se influenciavam por Ele: “Para que creiam que tu me enviaste”, não para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las. Moisés, para mostrar que Deus o tinha enviado, fez a terra se abrir e engolir homens (Números 16.31). Elias, para mostrar que Deus o tinha enviado, fez descer fogo do céu e devorar homens, pois a lei era uma dispensação de terror e morte. Mas Cristo prova qual é sua missão, ressuscitando alguém que estava morto. Alguns preferem esta interpretação: se Cristo tivesse declarado que o faria livremente, pelo seu próprio poder, alguns dos seus fracos discípulos, que ainda não tinham compreendido sua natureza divina, poderiam ter pensado que Ele se encarregava de coisas em excesso, e poderiam ter se atrapalha­ do com esta ideia. Estes “bebês” não podiam suportar este alimento tão forte, por isto Ele decide falar do seu poder como algo recebido e obtido, Ele fala renunciando a si mesmo, para que pudesse falar mais claramente a nós.

3. Agora Ele se dirige ao seu amigo morto na terra. Ele “clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora”.

(1) Ele poderia ter ressuscitado Lázaro por uma aplicação silenciosa do seu poder e da sua vontade, e pelas operações imperceptíveis do Espírito da vida. Mas Ele o fez com um clamor, um clamor com grande voz:

[1] Para indicar o poder que foi utilizado na ressurreição de Lázaro, a maneira que Ele criou para fazer esta obra nova e maravilhosa. Ele falou, e o milagre aconteceu. Ele clamou, para evidenciar a grandiosidade da obra, e do poder empregado nela, e para estimular-se, como se com isto atacasse os portões da morte, como os soldados se põem em ação com um grito. Falando com Lázaro, era adequado clamar com grande voz, pois, em primeiro lugar, a alma de Lázaro, que devia ser chamada de volta, estava longe, não estava pairando sobre o sepulcro, como imaginavam os judeus, mas tinha sido removida para o Hades, o mundo dos espíritos. É natural que falemos alto quando chamamos quem está à distância. Em segundo lugar, o corpo de Lázaro, que devia ser chamado, estava adormecido, e é usual que falemos alto quando de­ sejamos despertar alguém. Porém, mais do que todos estes argumentos, o Senhor Jesus clamou com grande voz para que se cumprissem as Escrituras (Isaias 45.19): “Não falei em segredo, nem em lugar algum escuro da terra”.

[2] Para se tornar uma característica de outros prodígios, e, particularmente, de outras ressurreições, que o poder de Cristo viria a realizar. Este clamor com grande voz era um modelo, em primeiro lugar, do chamado do Evangelho, pelo qual as almas mortas deveriam ser trazidas do sepulcro do pecado, de cuja ressurreição Cristo já tinha falado anteriormente (cap. 5.25), e da sua palavra como o meio para que isto se cumprisse (cap. 6.63), e agora Ele apresenta uma amostra. Com sua palavra, o Senhor disse às almas: “Vive; sim… vive”, Ezequiel 16.6. “Levanta-te dentre os mortos”, Efésios 5.14. O espírito de vida de Deus entrou naqueles que tinham sido ossos secos e mortos, quando Ezequiel profetizou a eles, Ezequiel 37.10. Aqueles que inferem, a partir dos mandamentos da palavra de retornar e viver, que o homem tem um poder próprio para converter e regenerar a si mesmo, podem, igualmente, inferir deste chamado a Lázaro que ele tinha o poder de ressuscitar a si mesmo. Em segundo lugar, do som da trombeta do arcanjo no último dia, com o qual aqueles que dormem no pó serão despertados e convocados diante do grande tribunal, quando Cristo descerá com um clamor, um chamado, ou um comando, como este: “Vem para fora”, Salmos 50.4. Ele chamará dos céus suas almas, e da terra, seus corpos, para que possa julgar seu povo.

(2) Este clamor em grande voz foi curto, porém poderoso, por meio de Deus, para demolir as fortalezas do sepulcro.

[1] Ele o chama pelo nome, Lázaro, assim como nós chamamos pelos seus nomes àqueles a quem desejamos despertar de um sono profundo. Deus disse a Moisés, como sinal do seu favor: “Conheço-te por teu nome”. O fato de que o chame pelo nome indica que o mesmo indivíduo que morreu ressuscitará novamente no último dia. Aquele que chama as estrelas pelos seus nomes pode distinguir, pelo nome, suas estrelas que es­ tão no pó da terra, e não perderá uma sequer.

[2] Ele o chama para que saia da sepultura, falando com ele como se já estivesse vivo, e não tivesse nada para fazer, exceto sair da sepultura. Ele não diz a Lázaro: Vive, pois Ele mesmo deve dar a vida, mas Ele lhe diz: Vem, pois quando, pela graça de Cr isto, nós vivemos espiritualmente, devemos nos mover. O sepulcro do pecado e deste mundo não é lugar para aqueles a quem Cristo despertou, e por isto eles devem vir para fora.

[3] O evento se realizou de acordo com a intenção: aquele que estava morto saiu para fora, v. 44. O poder acompanhou a palavra de Cristo, para reunir a alma e o corpo de Lázaro, e então ele saiu. O milagre é descrito, não pelas suas correntes invisíveis, para satisfazer nossa curiosidade, mas pelos seus resultados visíveis, para adequar nossa fé. Alguém pergunta onde estava a alma de Lázaro durante os quatro dias de separação do corpo? Não nos é dito, mas temos motivos para pensar que estava no paraíso, em alegria e felicidade. Mas você dirá: “Não terá sido, na verdade, uma crueldade fazê-la retornar à prisão no corpo?” Sendo assim, para a honra de Cristo e para servir aos interesses do seu reino, esta não foi uma ofensa a Lázaro, assim como não foi uma ofensa ao apóstolo Paulo continuar na carne, mesmo sabendo que partir para junto de Cristo era muito melhor. Se alguém perguntar se Lázaro, depois de ser ressuscitado, poderia dar uma explicação ou descrição da remoção da sua alma do corpo, ou do seu retorno até ele, ou sobre o que ele tinha visto no outro mundo, eu suponho que estas mudanças foram tão indescritíveis para ele, que ele diria, como Paulo: “Se no corpo, se fora do corpo, não sei”, e quanto ao que ele viu e ouviu, que não seria lícito nem possível falar sobre estas coisas. No mundo dos sentidos, em que vivemos, não podemos construir para nós, e muito menos transmitir a outros, quaisquer ideias adequadas sobre o mundo dos espíritos, e sobre as questões daquele mundo. Não devemos cobiçar ter uma sabedoria superior àquilo que está escrito, e tudo o que está escrito a respeito da ressurreição de Lázaro é que “o defunto saiu”. Alguns observaram que, embora possamos ler sobre muitos que foram ressuscitados, que, sem dúvida, conversavam familiarmente com os homens depois disto, as Escrituras não registraram se­ quer uma palavra proferida por qualquer um deles, exceto pelo nosso Senhor Jesus.

(3) Este milagre se realizou:

[1] Rapidamente. Nada se interpõe entre o comando, “vem para fora”, e o resultado, ele “saiu”, fez-se tão rapidamente quanto foi dito. Haja vida, e houve vida. Assim, a transformação na ressurreição ocorrerá “num momento, num abrir e fechar de olhos”, 1 Coríntios 15.52. O poder onipotente, que pode fazer tudo, pode fazer tudo em um instante: “Ele me invocará, e eu lhe responderei”. Atenderei ao chamado, como no caso de Lázaro: Aqui estou.

[2] Perfeitamente. Ele voltou completamente à vida, e saiu do sepulcro tão forte como sempre se levantou da sua cama. Lázaro retornou, não somente para a vida, mas para uma vida saudável. Ele não ressuscitou apenas por alguns momentos, mas para viver como os outros homens.

[3] Com um milagre adicional, como alguns consideram o fato de ele ter saído do sepulcro, embora estivesse vestido com suas faixas do túmulo, com as quais lhe foram atadas as mãos e os pés, e tendo seu rosto envolto por um lenço (pois esta era a maneira de sepultar dos judeus). E ele saiu com as mesmas vestes com as quais tinha sido sepultado, para que pudesse parecer que era ele mesmo, e não outro, e que ele não apenas estava vivo, mas forte, e capaz de caminhar, mesmo com as faixas. O fato de o seu rosto estar envolto por um lenço provava que ele tinha estado realmente morto, pois, se não fosse assim, em um período de tempo menor do que os quatro dias, o lenço o teria asfixiado. E os espectadores, ao desatá-lo, o toca­ riam, o veriam, observariam que era ele mesmo e, desta maneira, seriam testemunhas deste milagre. Veja aqui, em primeiro lugar, como nós levamos pouco conosco quando deixamos este mundo – somente um lençol que nos envolve, e um caixão. Não há troca de roupas no sepulcro, nada, exceto um único conjunto de faixas. Em segundo lugar, em que condições estaremos no sepulcro. Que sabedoria ou astúcia pode haver onde os olhos estão vendados, ou que trabalho pode haver onde as mãos e os pés estão atados? E assim será no sepulcro, para onde iremos. Tendo Lázaro saído, atrapalhado e embaraçado com suas faixas, podemos muito bem imaginar que aqueles ao redor do sepulcro estariam tremendamente surpresos e assustados com isto. Nós também estaríamos, se víssemos um morto ressuscitar. Mas Cristo, para tornar a situação mais familiar, lhes diz que trabalhem: “Desligai-o”, afrouxai suas faixas, para que possam servir como roupas até que ele chegue à sua casa. E ele irá sozinho, vestido assim, sem ninguém para guiá-lo ou sustentá-lo, até à sua própria casa”. Como, no Antigo Testamento, os trasladas de Enoque e Elias foram demonstrações perceptíveis de um estado invisível e superior (um deles, na metade da era patriarcal, o outro, na legislação mosaica), assim a ressurreição de Lázaro, no Novo Testamento, teve a finalidade de confirmar a doutrina da ressurreição.