PSICOLOGIA ANALÍTICA

PRECONCEITOS E EVIDENCIAS

Como eles se combinam na tomada de decisão.

Preconceitos e evidências

Um estudo publicado recentemente no periódico Neuron, por pesquisadores da Universidade de Columbia, EUA, sugere que nosso cérebro dá bastante peso a um raciocínio matemático na tomada de decisões, mas não sem consultar a ampla gama de conceitos e experiências acumulados ao longo do tempo em nossas vidas. Mais ainda: além de nossas escolhas (até as percebidas como irracionais) serem fruto de um processo que ocorre sob a lógica de nosso conhecimento prévio, isso acontece ao mesmo tempo em que o cérebro é capaz de avaliar novas informações que chegam e rever antigas ideias sobre o tema em questão.

Para chegar a essa conclusão, a equipe de cientistas pediu a voluntários que observassem um grupo de pontos enquanto estes se moviam pela tela do computador. Os participantes da pesquisa deveriam avaliar a tendência de movimento de cada novo grupo de pontos – para a esquerda ou para a direita – enquanto estes eram desviados para uma percepção ambígua. Uma segunda tarefa também lhes foi solicitada: julgar se o programa de computador que gerava os pontos parecia ter mesmo um viés subjacente (o que, de fato, havia sido estipulado pelos pesquisadores, que não distribuíram os movimentos de maneira uniforme na tela). O intuito foi entender como aquelas pessoas gradualmente aprenderiam ou não a direção do viés, incorporando esse conhecimento à percepção individual que tiveram dos movimentos, para depois responder a respeito do tema. O que desbancaria ou não o que se acreditava acontecer até então: decisões ocorreriam baseadas em preconceitos e experiências pregressas, mesmo diante de situações de ambiguidade.

O resultado, na opinião dos estudiosos, foi “estatisticamente surpreendente” dada a capacidade do cérebro humano demonstrada na atualização de conceitos previamente formulados.

AINDA DECISÔES

Vale lembrar uma pesquisa apresentada em 2015 à Divisão de Psicologia Ocupacional da Sociedade Britânica de Psicologia, em Glasgow, que mostra trabalhadores com burnout tendendo a ser mais espontâneos ou irracionais em suas decisões, muitas vezes evitando-as.

Para que os cientistas chegassem a essa conclusão, um total de 262 profissionais (119 homens, 143 mulheres) completou questionários on-line sobre seus estilos de decisão e taxas de burnout. Quase metade dos funcionários trabalhava em média 40 horas por semana e eles vinham de uma ampla gama de ocupações, incluindo negócios e finanças, educação, serviços sociais e saúde.

Um outro teste definiu diferentes cenários de trabalho em que os participantes foram convidados a se imaginar em situações e escolher em uma escala quais das duas ações seriam tomadas; uma opção envolvia mais risco e outro menos risco.

Os participantes também foram solicitados a avaliar a probabilidade, bem como a gravidade das consequências do pior cenário.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.