ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 11:17-32 – PARTE II

Alimento diário

Cristo em Betânia

II – O que aconteceu entre Jesus e as amigas sobreviventes neste encontro. Quando Cristo adia suas visitas por algum tempo, elas são, consequentemente, mais aceitáveis, e ainda mais bem-vindas. E este foi o caso aqui. As partidas de Jesus fazem bem-vindos seus regressos, e sua ausência nos ensina a valorizar sua presença. Aqui temos:

1. A conversa entre Cristo e Marta.

(1) Nós lemos que ela “saiu-lhe ao encontro”, v. 20.

[1] Aparentemente, Marta estava esperando ansiosamente a chegada de Cristo, e procurando saber dela. Talvez ela tivesse enviado mensageiros que lhe trouxessem notícias de quando Ele se aproximasse, ou talvez ela perguntasse frequentemente: “Vistes aquele a quem ama a minha alma?” De modo que a primeira pessoa que o visse corresse para ela com as boas notícias. Seja como for, ela soube da sua vinda antes que Ele chegasse. Ela tinha esperado por muito tempo, e perguntado frequentemente: Ele já veio? E não tinha notícias dele. Mas aquele que tinha sido tão esperado chegou, por fim. ”A visão… até ao fim falará, e não mentirá”.

[2] Quando chegaram até Marta as boas novas de que Jesus estava chegando, ela deixou tudo de lado e saiu-lhe ao encontro, como sinal de uma acolhida muito afetuosa. Ela deixou de lado toda a cerimônia e corte sia para com os judeus que tinham vindo visitá-la, e apressou-se a ir encontrar Jesus. Observe que quando Deus, pela sua graça ou providência, vem a nós em misericórdia e consolo, devemos sair, com fé, esperança e oração, para encontrá-lo. Alguns sugerem que Marta saiu da aldeia para encontrar Jesus, para avisá-lo de que havia diversos judeus na casa, que não eram seus amigos, para que, se desejasse, Ele pudesse evitar encontrá-los.

[3] Quando Marta saiu ao encontro de Jesus, Maria ficou assentada em casa. Alguns pensam que ela não teria ouvido as notícias, estando na sala, recebendo visitas de condolências, ao passo que Marta, que estava ocupada com as tarefas da casa, tinha sido avisada logo. Talvez Marta não desejasse dizer à sua irmã que Cristo estava chegando, ambicionando a honra de recebê-lo antes dela. A santa prudência nos conduz a Cristo, enquanto os irmãos e pais não sabem o que nós estamos fazendo. Outros pensam que ela soube que Cristo estava chegando, mas estava tão dominada pela tristeza, que não se preocupou em animar-se, preferindo satisfazer sua tristeza e ficar sentada em aflição, dizendo: Eu faço bem em chorar. Comparando esta história com a de Lucas 10.38ss., podemos observar os diferentes temperamentos destas duas irmãs, bem como as limitações e qualidades de cada uma delas. O temperamento natural de Marta era ativo e agitado. Ela amava estar aqui e ali, e fazendo coisas. E isto tinha sido uma cilada para ela, quando, por este motivo, ela estava não apenas preocupada e sobrecarregada com muitas coisas, mas impedida dos exercícios de devoção. Mas agora, em um dia de aflição, este temperamento ativo foi bom para ela, afastou a tristeza do seu coração e a fez sair ao encontro de Cristo, e assim ela recebeu seu consolo mais prontamente. Por outro lado, o temperamento natural de Maria era contemplativo e reservado. Anteriormente, isto tinha sido benéfico para ela, quando a colocou aos pés de Cristo, para ouvir sua palavra, e permitiu que ela o ouvisse sem aquelas distrações que sobrecarregavam a Marta. Mas agora, em um dia de aflição, este mesmo temperamento provou ser uma cilada para ela, fazendo-a menos capaz de combater sua tristeza e predispondo-a à melancolia: “Maria, porém, ficou assentada em casa”. Veja aqui como é prudente e sábio vigiarmos contra as tentações e aproveitarmos as vantagens do nosso temperamento natural.

(2) Aqui está integralmente narrada a conversa entre Cristo e Marta.

[1] As palavras de Marta a Cristo, vv. 21,22.

Em primeiro lugar, ela reclama da longa ausência de Cristo e da sua demora. Ela disse isto, não somente com tristeza pela morte de seu irmão, mas com algum ressentimento pela aparente falta de amabilidade do Mestre: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”. Aqui temos:

1. Alguma evidência de fé. Ela tinha fé no poder de Cristo, de que, embora a enfermidade do seu irmão fosse muito grave, ainda assim Ele poderia tê-la curado, evitando assim sua morte. Ela tinha fé na sua piedade, acreditava que se Ele tivesse apenas visto a Lázaro na sua terrível enfermidade, e todos os seus parentes em lágrimas à sua volta, Ele teria sentido compaixão, e teria evitado uma ruptura tão triste, pois sua compaixão não falha. Mas:

2. Aqui estão tristes exemplos de descrença. Sua fé era verdadeira, mas fraca como uma cana quebrada, pois ela limitava o poder de Cristo ao dizer: “Se tu estivesses aqui”, embora ela devesse saber que Cristo podia curar à distância, e que suas graciosas intervenções não se limitavam à sua presença física. Ela reflete, da mesma maneira, sobre a sabedoria e bondade de Cristo, pelo fato de que Ele não correu até eles quando o chamaram, como se não tivesse planejado bem suas atividades, e agora podia, igualmente, ter ficado longe e não ter vindo, pois agora era tarde demais, e ela mal podia pensar em alguma ajuda da parte dele.

Em segundo lugar, ela se corrige e se consola ao pensar sobre o interesse predominante que Cristo tem em relação ao céu. Pelo menos, ela se repreende por culpar seu Mestre e por insinuar que Ele tinha vindo tarde demais: “Mas também, agora, sei que tudo quanto pedires a Deus, Ele vos concederá”. Observe:

1. Como era determinada sua esperança. Embora ela não tivesse tido coragem de pedir a Jesus que ressuscitasse seu irmão, pois não havia precedente de ninguém ressuscitado, tendo estado morto por tanto tempo, ainda assim, como uma modesta suplicante, ela humildemente entrega o caso à sábia e misericordiosa consideração do Senhor Jesus. Quando não sabem os o que pedir ou esperar, em particular, devemos nos dirigir a Deus de maneira geral, deixar que Ele faça o que lhe parecer melhor. Quando não sabemos pelo que orar, é consolador saber que o grande Intercessor sabe o que pedir por nós, e sempre é ouvido.

2. Como era fraca sua fé. Ela poderia ter dito: “Senhor, tu podes fazer tudo o que desejares”, mas ela diz somente: “Tu podes obter tudo o que pedires em oração”. Ela havia se esquecido de que o Filho tem a vida em si mesmo, que Ele realiza milagres com seu próprio poder. Mas ambas estas considerações devem ser feitas para o incentivo da nossa fé e esperança, e nunca devem ser excluídas: o domínio que Cristo tem sobre a terra e seus interesses e sua intercessão no céu. Ele tem, em uma das mãos, o cetro de ouro, e na outra, o incensário de ouro. Seu poder é sempre predominante, sua intercessão é sempre preponderante.

[2] As palavras consoladoras de Cristo a Marta, em resposta às suas palavras patéticas (v. 23): “Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar”. Marta, na sua reclamação, olhou para trás, refletindo com tristeza o fato de que Cristo não estivesse ali, pois, então, pensa ela, “meu irmão estaria vivo agora”. Em tais casos, nós somos capazes de piorar nossa própria perturbação, imaginando o que poderia ter acontecido. “Se tal método tivesse sido empregado, se tal médico tivesse sido chamado, meu irmão não teria morrido”. Não sabemos com certeza se as situações seriam realmente como imaginamos. Mas que bem nos faz isto? Quando a vontade de Deus se cumpre, nós devemos nos sujeitar a Ele. Cristo pede que Marta, e nós, olhemos para frente, e pensemos no que acontecerá, pois isto traz uma certeza e um consolo garantido: “Teu irmão há de ressuscitar”. Em primeiro lugar, isto era verdade, sobre Lázaro, em um sentido peculiar a ele: ele seria imediatamente ressuscitado. Mas Cristo fala sobre este assunto de maneira geral, como algo a ser feito, não como algo que Ele mesmo fazer, de modo que realizar nosso Senhor Jesus falava com muita humildade a respeito das suas próprias obras. Ele também expressa isto de maneira ambígua, deixando-a insegura, a princípio, sobre se Ele o ressuscitaria imediatamente, ou não até o último dia, para que Ele pudesse provar a fé e a paciência dela. Em segundo lugar, isto se aplica a todos os santos, e à sua ressurreição no último dia. Observe que é um consolo para nós, quando sepultamos nossos amigos e parentes crentes, pensar que eles ressuscitarão. Assim como a alma não é perdida na mor­ te, mas parte para a eternidade, também o corpo não é perdido, mas guardado. Pense que você está ouvindo Cristo dizer: “Seus pais, seus filhos, seus amigos, res­ suscitarão. Estes ossos secos viverão”.

[3] A fé que Marta mesclou com estas palavras, e sua descrença mesclada com esta fé, v. 24.

Em primeiro lugar, ela considera que a mensagem de que seu irmão ressuscitará no último dia é uma mensagem fiel. Embora a doutrina da ressurreição devesse ser plenamente comprovada pela ressurreição de Cristo. ainda assim Marta cria firmemente da maneira que ela já tinha sido revelada, Atos 24.15.

1. Que haverá um último dia, com o qual todos os dias do tempo serão numerados e concluídos.

2. Que haverá uma ressurreição geral neste dia, quando a terra e o mar entregarão seus mortos.

3. Que haverá uma ressurreição particular de cada um: “Eu sei que ressuscitarei, e também estes e aqueles parente s e amigos que eram queridos para mim”. Assim como cada osso retornará ao seu osso neste dia, também cada amigo a seu amigo.

Em segundo lugar, ela parece pensar que estas palavras não são tão merecedoras de toda a aceitação, como, na verdade, eram: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia”. Mas em que isto melhora nossa situação agora?” Ela diz isso como se os consolos da ressurreição para a vida eterna não merecessem ser mencionados, nem resultassem em satisfação suficiente para equilibrar sua aflição. Veja como somos fracos e agimos com loucura, porque permitimos que coisas palpáveis e visíveis nos causem uma impressão mais profunda, tanto de tristeza quanto de alegria, do que aquelas coisas que são objetos da fé. “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia”. E isto não é suficiente? Ela parece pensar que não. Desta maneira, com nosso descontentamento sob as aflições atuais, nós subestimamos enormemente nossas esperanças futuras, e as menosprezamos, como se não fossem merecedoras de consideração.

[4] A instrução e o incentivo adicionais que Jesus Cristo lhe deu. Pois Ele “não esmagará a cana quebrada e não apagará o morrão que fumega”. Ele lhe disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”, vv. 25,26. Com relação a esta aflição atual, Cristo edifica sobre dois pilares a fé que ela possui, e é a eles que nossa fé deve se apegar em casos semelhantes.

Em primeiro lugar, o poder de Cristo, seu poder soberano: “Eu sou a ressurreição e a vida”, a fonte da vida, e a cabeça e o autor da ressurreição. Marta acreditava que, com sua oração, Deus lhe daria qualquer coisa, mas Ele deseja que ela saiba que, com sua palavra, Ele pode fazer qualquer coisa. Marta acreditava em uma ressurreição no último dia. Cristo diz a ela que Ele tinha aquele poder, armazenado na sua própria mão, e os mortos ouviriam sua voz (cap. 5.25), e com base nisto é fácil concluir que aquele que pode ressuscitar um mundo de homens que estarão mortos há muitos séculos, sem dúvida poderia ressuscitar um homem que estava morto há apenas quatro dias. Observe que é um consolo indescritível a todos os bons cristãos, que Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, e assim será para eles. A ressurreição é um retorno à vida. Cristo é o autor deste retorno, e desta vida à qual a ressurreição é o retorno. Nós buscamos a ressurreição dos mortos e a vida do mundo futuro, e Cristo é as duas coisas, o autor e o princípio de ambos, e a base da nossa fé em ambos.

Em segundo lugar, as promessas do novo concerto, que nos dão mais base para a esperança de que viveremos. Observe:

1. A quem são feitas as promessas: àqueles que creem em Jesus Cristo, àqueles que aceitam e creem em Jesus Cristo como o único Mediador de reconciliação e comunhão entre Deus e o homem, que recebem os registros que Deus deu na sua Palavra a respeito do seu Filho, que sinceramente se sujeitam a eles, e atendem a todos os seus grandes objetivos. A condição da última promessa é assim expressa: “Todo aquele que vive e crê em mim”, o que pode ser interpretado, ou:

(a) Como vida natural: Todo aquele que vive neste mundo, seja judeu ou gentio, onde quer que viva, se crer em Cristo, viverá por Ele. Mas há um limite de tempo: Todo aquele que, durante sua vida, enquanto estiver aqui neste estado de provação, crer em mim, será feliz em mim, mas depois da morte, será tarde demais. “Todo aquele que vive e crê”, isto é, vive pela fé (Gálatas 2.20), tem uma fé que influencia seu comportamento. Ou:

(b) Como vida espiritual: Aquele que “vive e crê” é aquele que, pela fé, nasce de novo, para uma vida celestial e divina, para quem “o vi­ ver é Cristo” – que faz de Cristo a vida da sua alma

A. Quais são as promessas (v. 25): “Ainda que esteja morto, viverá”, ou melhor, “nunca morrerá”, v. 26. O homem consiste de corpo e alma, e é feita provisão para a felicidade de ambos.

(a) Para o corpo. Aqui está a promessa de uma ressurreição abençoada. Embora o corpo esteja morto, por causa do pecado (não há como evitar, ele irá morrer), ainda assim viverá novamente. Todas as dificuldades que acompanham a condição do morto são, aqui, ignora­ das, e consideradas insignificantes. Embora a sentença de morte seja justa, embora os resultados da morte sejam tristes, embora os grilhões da morte sejam fortes, embora ele esteja morto e sepultado, morto e putrefato, embora a poeira dispersa possa se misturar com o pó comum, de modo que nenhuma habilidade humana possa distingui-los, muito menos separá-los, por mais forte que seja a situação daquele lado, ainda assim nós temos a certeza de que ele viverá outra vez: o corpo será res­ suscitado como um corpo glorioso.

(b) Para a alma. Aqui está a promessa de uma imortalidade abençoada. ”Aquele que vive e crê”, que, estando unido a Cristo pela fé, vive espiritualmente por virtude daquela união, nunca morrerá. Esta vida espiritual nunca se extinguirá, mas se aperfeiçoará na vida eterna. Como a alma, sendo espiritual por natureza, é, portanto, imortal, assim, se pela fé ela vive uma vida espiritual, coerente com sua natureza, sua felicidade também será imortal. Ela nunca morrerá, nunca deixará de estar tranquila e feliz, e nunca haverá nenhum intervalo ou interrupção da sua vida, como existe para a vida do corpo. A mortalidade do corpo estará, no final, envolvida em vida, mas a vida da alma, a alma crente, estará, imediatamente depois da morte, envolvida em imortalidade. Ele não morrerá. O corpo não estará morto para sempre na sepultura. Ele morre (como as duas testemunhas), mas apenas por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. E quando não mais houver tempos, e todas as suas divisões forem numeradas e concluídas, um espírito de vida, vindo de Deus, entrará nele. Mas isto não é tudo. A alma não morrerá aquela morte que é para sempre, não morrerá eternamente: “Bem-aventurado e santo”, isto é, bem-aventurado e feliz, é “aquele que tem parte na primeira ressurreição”, aquele que tem par te em Cristo, que é esta ressurreição, pois a segunda morte, que é uma morte para sempre, não terá poder sobre tal pessoa. Veja cap. 6.40. Cristo pergunta a Marta: “‘Crês tu isso?’ Concordas com isto, com fé? Podes aceitar minha palavra quanto a isto?” Observe que, quando lemos ou ouvimos as palavras de Cristo a respeito das grandes coisas do outro mundo, nós devemos, seriam ente, perguntar a nós mesmos: “Nós cremos nisto, nesta verdade em particular, cremos nisto que é aceito com tantas dificuldades, nisto que é adequado ao meu caso? Minha crença me permite perceber isto, e dá à minha alma uma certeza disto, de modo que eu posso dizer não somente que creio nisto, mas que creio nisto desta maneira?” Marta estava cegamente concentrada na ressurreição do seu irmão neste mundo. Antes que Cristo lhe desse esperanças disto, Ele direcionou os pensamentos dela a outra vida, a outro mundo: “Não se preocupe com aquilo, mas você acredita nisto que Eu lhe digo a respeito do estado futuro?” As cruzes e os consolos deste tempo atual não causariam tamanho impacto sobre nós se apenas crêssemos nas coisas da eternidade como deveríamos.

B. A aceitação sincera de Marta ao que Cristo disse, 27. Aqui temos o credo de Marta, a boa confissão da qual ela deu testemunho, a mesma pela qual Pedro foi elogiado (Mateus 16.16,17), e a conclusão de todo o assunto. Em primeiro lugar, aqui está o guia da sua fé, que é a palavra de Cristo. Sem nenhuma alteração, exceção ou condição, ela a aceita completamente corno Cristo a tinha dito: “Sim Senhor”, e com isto ela aceita a verdade de todas as partes daquilo que Cristo tinha prometido, no seu próprio sentido: mesmo assim. A fé é um eco da revelação divina. Ela traz as mesmas palavras e se de­ termina a agir e a permanecer de acordo com elas: Sim, Senhor, como a Palavra foi apresentada, assim eu aceito e creio nela, disse a rainha Elizabeth.

Em segundo lugar, a base da sua fé, que é a autoridade de Cristo. Ela crê nisto porque crê que aquele que disse isto é Cristo. Ela recorre à fundação para o apoio da superestrutura. “Eu creio”, “Eu creio que tu és o Cristo, e por isto verdadeiramente creio nisto”. Observe aqui:

1. O que ela creu e confessou a respeito de Jesus.

Três coisas, todas com o mesmo objetivo:

(a) Que Ele era o Cristo, ou o Messias, prometido e esperado sob este nome e noção, o Ungido.

(b) Que Ele era o Filho de Deus. Assim era chamado o Messias (Salmos 2.7), não somente pelo seu trabalho, mas pela sua natureza.

(c) Que era Ele que havia de vir ao mundo. Aquela bênção das bênçãos que a igreja, por tantos anos, esperou como sendo futura, ela aceitou como sendo presente.

1. O que ela inferiu disso, e o que ela alegou por isto. Se ela aceita que Jesus é o Cristo, não há problema em crer que Ele é a ressurreição e a vida. pois, se Ele é o Cristo, então:

(a) Ele é a fonte de luz e de verdade, e nós podemos aceitar todas as suas palavras como fiéis e divinas verdadeiramente. Se Ele é o Cristo, Ele é aquele profeta de quem nós devemos ouvir todas as coisas.

(b) Ele é a fonte da vida e da bem-aventurança, e, portanto, nós podemos confiar na sua capacidade tanto quanto na sua veracidade. Como os corpos, transformados em pó, poderão viver outra vez? Como poderão as almas, obstruídas e perturbadas como são as nossas, viver para sempre? Nós não podemos crer nisto, a menos que creiamos naquele que é o Filho de Deus, que tem a vida em si mesmo, e que a tem por nós.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.