PSICOLOGIA ANALÍTICA

O CORPO QUE HABITO

De uma maneira singular, o livro A Garota Dinamarquesa reflete os conflitos inconscientes criados a partir de aspectos recusados e reprimidos no interior da alma.

O corpo que habito

O que é verdadeiro em uma época quando se sabe da limitação do conhecimento humano que muda com as experiências? O que fazer quando percebemos a natureza de um homem gritar para expressar seu complexo mundo interior, quando seus semelhantes estão fixados no que é aparentemente padrão e não aceitam o que é diferente, atacando-o com as armas da ignorância? Realmente nascemos homem ou mulher, ou, como diz C. G. Jung no seu conhecido Livro Vermelho: “A pessoa masculina e feminina, não é só homem ou só mulher. De tua alma não sabes dizer de que gênero ela é”. Essas são questões que apreciamos ao ler a obra A Garota Dinamarquesa.

O livro, conhecido em edições anteriores como A Moça de Copenhague, foi o primeiro romance do americano David Ebershoff; tendo ganhado, em 2016, uma adaptação para o cinema, David se inspirou na história real de Lili Elbe, que escreveu suas memórias em um livro de publicação póstuma em 1933, intitulado Man into Woman. Não há um compromisso da literatura em narrar os fatos, mas sim uma verdade maior que se encontra em todos os humanos.

O romance conta a história de Einar, um rapaz que viveu no século XX como uma das primeiras pessoas que passaram por uma cirurgia de afirmação de gênero. Perdeu a mãe ao nascer, foi criado por sua avó paterna e um pai portador de doenças raras.

Einar contemplou, por muitas vezes, a imagem sagrada da mãe cujo contato físico ele não pôde sentir, a não ser quando vestia o colar e as peças de roupa que restaram dela. Foi aos 8 anos, em um desses rituais de contato, que o pai de Einar o surpreendeu com esses adereços femininos e transformou o momento sagrado do filho em uma transgressão dos costumes em que um menino não poderia usar roupas femininas.

Greta, uma jovem pintora, foi estudar arte na Dinamarca e Einar tornou-se seu professor. Ele era um jovem tímido que ela conquistou. Ao beijá-lo, Greta sentiu a sensação de beijar a si mesma e foi assim que se apaixonou por ele. Certo dia, já casados, ela usou Einar como modelo, fazendo-o vestir-se de mulher. Transformou o marido em sua musa inspiradora, enquanto algo desconhecido tocava memórias inconscientes e confusas do rapaz, fazendo-o descobrir uma verdade sobre a sua alma inconformada com o corpo que habitava.

Sabemos que os diversos momentos em que Einar vestia-se de mulher na infância, e foi alvo dos assombros do seu pai, poderiam tornar-se memórias carregadas de energia para influenciar na formação do seu “Eu”. Mas, talvez, sem que nada disso houvesse acontecido, a história de Einar ainda fosse essa.

Os gêneros são determinados por características biológicas, sem levar em conta que cada alma poderá ou não se compatibilizar com o corpo que habita. Alma aqui é um conceito junguiano da relação da psique com o nosso mundo interno. Nascemos com a condição de desenvolver uma ideia sobre quem somos por meio do “complexo do Eu”, como descreve a Psicologia Analítica. Esse “Eu” poderá ou não se identificar com o corpo biológico.

Aprendemos sobre os comportamentos humanos analisando os mitos. “Hermafrodito” é um mito grego que mostra um corpo masculino dominado por uma natureza feminina. Criado pelas ninfas, tornou-se um jovem belo que não se interessava por mulheres. Um dia, enquanto descansava, a ninfa Salmácis grudou-se a ele e chamou as águas para que os unissem. Hermafrodito tentou se desvencilhar, mas uma força maior fez com que o seu corpo se fundisse ao da ninfa. Um só ser tornou-se dois, homem e mulher participando de um único corpo.

Einar, como Hermafrodito, foi sendo dominado por Lili Elbe. Esse foi o nome dado a sua interioridade feminina que estava aprisionada a um corpo que precisava se modificar para atendê-la. Greta foi aos poucos assistindo a essa transformação, mas, como todos que se amam, ela lutou ao seu lado, levando ­ o a médicos que diagnosticaram desde esquizofrenia até homossexualidade, já que precisavam classificar o que lhes era desconhecido.

Como poderemos expressar esse nosso mundo interior, com os seus segredos, sem ter que enfrentar uma sociedade que impõe regras, psicopatologizando tudo que não se define como normal dentro do conhecimento de uma época? O que fazer quando a natureza de um homem precisa se ajustar à sua verdade interior? São questões que as ciências médicas vêm tentando dar conta no mundo atual.

Nascemos com genitália masculina, feminina ou ambígua. Construímos uma realidade subjetiva de acordo com a complexidade do desenvolvimento da personalidade e nos aprontamos para amar um outro ser humano independentemente das regras estabelecidas como leis que definem as pessoas pela forma como direcionam seu amor.

Em cada indivíduo existem aspectos de si mesmo que são rejeitados. Quando o aspecto recusado é reprimido, criamos conflitos inconscientes, atacando, para compensar, um outro que espelha essas confusões. Essa é uma das razões para as pessoas enfrentarem grandes tensões, discriminação, dor física e psicológica, principalmente quando necessitam exercer a sua natural construção identitária. Felizmente, as ciências médicas contemporâneas vêm subtraindo de seu livro de categorização as situações no homem que foram patologizadas devido à não aceitação do diferente. Isso já é um caminho para desfrutarmos de uma humanidade melhor.

O corpo que habito.2

CARLOS SÃO PAULO – é médico e psicoterapeuta junguiano. É diretor e fundador do Instituto Junguiano da Bahia. carlos@ijba.com.br/www.ijba.com.br

 

OUTROS OLHARES

O PLANETA RESPONDE AOS EFEITOS DA AÇÃO HUMANA.

Altas recordes de temperatura são registradas em todo o mundo e eventos climáticos extremos confirmam as previsões dos cientistas sobre as consequências do aquecimento global. Arcar com os custos para mitigar os efeitos dessas mudanças sobre as populações é apenas parte do problema.

O planeta responde aos efeitos da ação humana

Nas últimas semanas, o mundo tem experimentado uma anomalia climática. Na segunda, feira 23, o Japão registrou 41.1oC, a maior temperatura de sua história. Desde o começo de julho, mais 70 pessoas morreram devido à onda de calor que atingiu o país. Os japoneses ainda lutam para se recuperar da destruição causada pelas chuvas do início do mês que causaram mais de 200 mortes. No Círculo Polar Artico, as temperaturas atingiram picos de 300 C e a Sibéria teve em junho uma média oito graus acima do normal. No Canadá, mais de 70 pessoas, a maioria idosos, morreram devido às temperaturas elevadas depois que uma massa de ar quente dominou cidades acostumadas ao frio. O calor é dramático por provocar consequências desastrosas como racionamento de água, cortes de energia e, muitas vezes, incêndios florestais. A Suécia precisou pedir ajuda internacional para debelar mais de 50 focos de incêndios. Eventos extremos no clima são a resposta do planeta aos efeitos da contínua degradação provocada pelas atividades do homem – e confirmam que a Terra está mais quente a cada ano.

Em 1990, o primeiro relatório do Painel lntergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU já previa os efeitos do aquecimento global. Quase 30 anos depois, elas parecem se concretizar. “Nós sabemos que as mudanças climáticas aumentam a frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos, além da linha de base da temperatura do planeta”, diz Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e membro do IPCC. “O aumento de 3oC já está acontecendo e não há dúvida de que uma fração da riqueza global terá de ser utilizada para os países se protegerem. Não é o fim do mundo, mas as próximas gerações terão um clima muito menos propício ao desenvolvimento, diz ele.

As alterações no clima já são percebidas no Brasil. Diversas regiões enfrentam um inverno mais quente e seco, o que se refletiu em aumento no número de incêndios florestais. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que os focos de fogo em 2018 cresceram 52% em relação a 2017. Em abril, antes mesmo do período de seca ser considerado crítico, o Distrito Federal decretou estado de emergência ambiental por conta do risco de incêndios. As bacias hidrográficas do País também estão sofrendo com as alterações climáticas. Apenas no Nordeste, dos cerca de 521 reservatórios monitorados pela Agência Nacional de águas (ANA), 214 estão abaixo de 30%, mesmo com as medidas de restrição de uso da água. Em São Paulo, o sistema Cantareira preocupa com o acúmulo de apenas 40.62% de sua capacidade – em julho no ano passado, ele possuía 63.89%. Menos é sinônimo de menos desenvolvimento. Um estudo realizado pela ANA em parceria com a FGV analisou os impactos das mudanças climáticas na bacia do rio Pirambas-Açu. que vai da Paraíba ao Rio Grande do Norte. A pesquisa a ser divulgada, traz as seguintes conclusões: de junho de 2012 a Junho de 2017, a crise hídrica que atingiu essa bacia causou R$ 3 bilhões em perdas econômicas, um valor expressivo que leva a um jargão comum no semi- árido: “água cara é aquela que não se tem”, diz Sérgio Aymoraes, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA. “Precisamos de mais controle na demanda da água e mais investimentos em infraestrutura para aumentar a oferta. É uma soma de ações que vai nos preparar para as mudanças”.

Os prejuízos causados pelo aumento do calor também estão afetando as produções agrícolas do

País. Esse ano, as perdas na safrinha de milho, que ocorre de janeiro a abril, chegaram a 10 milhões de toneladas, quase o dobro de 2017. Produções de feijão, laranja e café também sofrem com as altas temperaturas, pois as plantas não podem produzir a flor e consequentemente, o fruto. “Há mais de 20 anos estamos avisando e mostrando para todo mundo que a temperatura mínima está subindo”, diz Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária e professor de mudanças climáticas no mestrado de negócios da FGV. “O Brasil está muito vulnerável às ondas de calor e cada ano que passa são mais frequentes as temperaturas elevadas. Os empresários do agronegócio estão preocupadíssimos”, diz ele, que defende, entre outras medidas, sistemas de manejo de solo e água mais adaptados e tolerantes a temperaturas elevadas e revegetação de áreas degradadas, principalmente no sul do Pará e na Bacia do Rio São Francisco. As dificuldades, no entanto, se encontram no Congresso. “A Embrapa investe dois terços do seu orçamento em soluções para o aquecimento global no Brasil e está sendo achincalhada por deputados e senadores da bancada ruralista que olham apenas para o seu próprio umbigo”, diz ele. Como pouco foi feito no passado, os desastres climáticos chegaram. Para que não sejam ainda maiores, o mundo precisa agir.

 O planeta responde aos efeitos da ação humana.2

GESTÃO E CARREIRA

SUCESSO NAS VENDAS DIGITAIS

Além de ter uma boa presença digital, é preciso criar um ambiente de compra atrativo, fácil de entender e que seja conveniente ao consumidor. Da estabilidade técnica do e-commerce até a escolha do parceiro para realizar as entregas, entenda as 7 etapas que podem salvar ou afundar sua loja virtual.

Sucesso nas vendas digitais

A gigante da internet não nos deixa mentir: segundo um estudo encomendado pelo Google junto à empresa Forrester Reserch, as vendas na Internet no Brasil devem atingir a marca de R$ 84.7 bilhões até 2021. O valor é 47,5% maior do que os RS57bilhões projetados para 2018.

Entre os motivos estão o aumento da confiança em compras feitas pelo computador ou dispositivos móveis e também a possibilidade de comparar preços entre diversas lojas e com mais facilidade.

Nesse cenário todos ganham; consumidores que conseguem fazer compras por preços mais baratos e vendedores que enxergam um futuro ainda mais promissor. Mas não basta ter bom preço, é preciso seguir uma série de estratégias para ampliar as vendas.

1. ESCOLHA UMA BOA PLATAFORMA

Para quem está começando, saber escolher uma boa plataforma para montar a loja virtual é decisivo. É fundamental pesquisar entre outras opções do mercado a fim de encontrar o parceiro ideal para ajudá-lo na implementação, mesmo que por meio de plataformas pré-formatadas. Vários players grandes do mercado, como C&A, Coca-Cola e Nespresso, utilizam a plataforma VTEX. Para negócios que ainda estejam começando, recomendamos a Xtech, que pode ser mais adequada a esse momento. Alguns já utilizam a Loja Integrada também para esses casos”, indica o especialista em Marketing Digital e CEO da Performa web, Denis Casita.

 2. AVALIE O INVESTIMENTO NA PLATAFORMA

A plataforma Saas (Software as a service) ajuda muitas lojas virtuais atualmente a vender com sucesso dentro do planejamento. É preciso ter cuidado na escolha, pois existem modelos com um custo fixo mensal com porcentagem na venda e até de graça., mas os recursos disponíveis precisam suprir as necessidades da sua loja e permitir o crescimento dela para que as vendas cresçam.

Para o gerente de Marketing e E-commerce na Moccato e professor do curso de extensão E-commerce na prática, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, Caio Mattos, a troca de plataforma é uma das atitudes mais penosas em uma operação de e-commerce, portanto, é importante ser criterioso na escolha.  “Recomenda-se comparar recursos, verificar reviews de quem já usou, além de calcular a relação entre custos e benefícios para entender qual plataforma se adequará ao negócio, já que existem muitas ofertas disponíveis, orienta Mattos.

3. INVISTA NA EXPERIÊNCIA

O e-commerce assim como em uma loja física, é necessário pensar em detalhes para facilitar a venda. Focos de luz bem posicionados podem valorizar a exposição dos produtos, bem como o posicionamento do caixa, influencia no fluxo e movimentação dentro de uma loja física.

Na loja on-line não é diferente: você precisa cuidar da experiência do usuário. “Existe uma estatística que diz que 40% dos usuários abandonam o site caso ele demore mais do que três segundos para carregar por exemplo”, comenta a planner e sócia, na Inventiva Comunicação e coordenadora do curso de extensão E-commerce na Prática nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, Francelle Jacobsen.

A especialista diz que cases mostram que as vendas podem ter crescimentos significativos a mudança cor dos botões de venda do site, a produção e a escolha das fotos dos produtos também ajudam: eles representam credibilidade, qualidade e conversão. A maioria dos visitantes de um e-commerce prefere observar os detalhes de uma boa foto com recursos de zoom, lupa e até imagem em 360graus”, detalha.

O Google entende que a experiência do usuário é tão importante que “valoriza os sites com as melhores experiências em seus posicionamentos de busca. Então, ter um design bem pensado e uma experiência do usuário eficaz são primordiais para o sucesso do negócio on-line.

4. TENHA UMA BOA LOGÍSTICA DE ENTREGA

O consumidor está cada vez mais exigente. Ele tem a expectativa de fazer uma compra no e-commerce receber o quanto antes e pagando pouco. “Uma das ofertas que costumam gerar mais conversões é o frete grátis”, destaca Denis Casita. Por isso, se a empresa não tem um bom sistema de entrega, pode acabar perdendo a venda pelo custo do frete.

Hoje, grande parte utiliza os Correios, mesmo com a série de problemas enfrentados pela empresa. Os funcionários entram em greve com alta frequência e, no fim do primeiro semestre, os Correios anunciaram a suspensão temporária do pacote básico de entregas. “O pacote ajudava as PMEs com valor mínimo de R$100, que podia variar por cliente. Agora, a exigência mínima gira perto de R$2 mil, que tem sido uma verdadeira pedra no sapato dos pequenos lojistas”, exemplifica Caio Mattos.

Somente com um volume maior é possível contratar um player mais eficaz, como grandes transportadoras ou algumas startups especializadas no mercado.

5. PREZE PELO PRAZO

Além do preço do frete, é preciso buscar parceiros que tenham boas opções de prazo de entrega. Isso pode ser decisivo na hora da compra. Ninguém quer esperar 30 dias úteis para receber um produto em casa.

Caio Mattos diz que o certo é escolher formas de envio com cuidado. “Ter mais de uma opção, como agendamento ou entrega expressa, com certeza, pode ajudar a sua loja a vender mais”, destaca.

Recomenda-se levantar os custos antes de acoplar qualquer serviço adicional. Deve-se entender se é uma oportunidade ou se é um custo que vai drenar o faturamento do seu negócio.

6. TENHA BOAS FORMAS DE RECEBIMENTO

Para expandir o seu negócio na Internet, tenha em mente que mais de um parceiro para receber pagamentos pode ser um plus na sua relação com o consumidor. São várias opções disponíveis no mercado hoje, então pesquise para saber quais se encaixam melhor a suas necessidades.

A PagSeguro, do UOL, não tem mensalidade fixa. É descontada uma taxa de R$0,40, além de uma fatia que varia de 3,99% a 4.99%, dependendo do tempo que se quer receber. Caso o cliente opte por fazer um parcelamento em até 12 vezes sem acréscimo, a loja virtual pagará uma taxa de 2.99% ao mês. A empresa oferece ainda 25 opções de meio de pagamento.

A plataforma Mercado Pago também não cobra mensalidade fixa. O lojista paga uma taxa de 4,99% por cada pagamento que receber. O Mercado Pago permite que a loja receba por meio de seis opções de bandeiras de cartão de crédito, além do boleto bancário.

Já o PayPal oferece a opção de receber o pagamento em até 24 horas. Para isso, o empresário paga uma taxa de 4,79%, além de um valor fixo de R$0,60 por transação. Caso queira esperar para receber 30 dias após a venda, a taxa cai para R$3.6%.

Outra opção é o Moip. A plataforma tem taxas mais salgadas se comparadas às citadas anteriormente. Cada transação com cartão de crédito rende a cobrança de uma taxa fixa de R$ 0,69, além do desconto de 5,49% do valor de venda. Esse percentual cai para 3,49%, caso o cliente opte por fazer débito on-line.

7. PLANEJE AÇÕES

Não tem como fugir de algo importante. Se você quer vender mais, aposte em uma boa estratégia de marketing digital. Mesmo com pouco investimento, é possível registrar bons resultados e, o melhor, é possível mensurar o retorno dessas ações. “Complementar a isso, recomendo um planejamento antecipado levando em conta as sazonalidades, como Dia das Mães, Black Friday e Natal. Além dos momentos de promoção que a empresa queira criar”, exemplifica Denis Casita.

Outro ponto importante é criar relacionamento com os clientes, entendendo seu comportamento de compras e oferecendo os produtos certos na hora certa. Algumas ações básicas de CRM, como um desconto ou vale no aniversário fazem toda a diferença.

 Sucesso nas vendas digitais.2 

FISGANDO CLIENTES NAS REDE

 ATRAIA CLIENTE PARA O INÍCIO DO FUNIL DE VENDAS:

Use SEO de palavras-chave para ranquear artigos no Google, use propagandas no Google e redes sociais. Entre outras estratégias, esteja presente na vida do prospect e o faça descobrir que o serviço ou produto existe.

PROMOVA TROCAS COM O CLIENTE:

Quando um prospect começa a seguir a empresa na rede social, isso significa que ele entrou no funil. Promova pequenos engajamentos e mostre que ele precisa do produto. Na sequência, mostre números, resenhas positivas e também a reputação do produto na mídia.

 CRIE O SENSO DE URGÊNCIA:

Agora que o cliente está envolvido no funil de vendas, crie o senso de urgência: está na hora do desconto relâmpago, ou a falta de estoque entrar em ação. Crie um ambiente para que ele realize a compra.

AVALIE A COMPRA:

Uma vez que a venda foi feita e que o cliente começou a usar o produto, é preciso trabalhar para garantir que ele realmente teve a melhor experiência. Ele gostou? Funcionou? Como é possível melhorar? Ele recomendaria para um amigo? Foi possível surpreender o cliente e ir além das expectativas?

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 11:17-32 – PARTE II

Alimento diário

Cristo em Betânia

II – O que aconteceu entre Jesus e as amigas sobreviventes neste encontro. Quando Cristo adia suas visitas por algum tempo, elas são, consequentemente, mais aceitáveis, e ainda mais bem-vindas. E este foi o caso aqui. As partidas de Jesus fazem bem-vindos seus regressos, e sua ausência nos ensina a valorizar sua presença. Aqui temos:

1. A conversa entre Cristo e Marta.

(1) Nós lemos que ela “saiu-lhe ao encontro”, v. 20.

[1] Aparentemente, Marta estava esperando ansiosamente a chegada de Cristo, e procurando saber dela. Talvez ela tivesse enviado mensageiros que lhe trouxessem notícias de quando Ele se aproximasse, ou talvez ela perguntasse frequentemente: “Vistes aquele a quem ama a minha alma?” De modo que a primeira pessoa que o visse corresse para ela com as boas notícias. Seja como for, ela soube da sua vinda antes que Ele chegasse. Ela tinha esperado por muito tempo, e perguntado frequentemente: Ele já veio? E não tinha notícias dele. Mas aquele que tinha sido tão esperado chegou, por fim. ”A visão… até ao fim falará, e não mentirá”.

[2] Quando chegaram até Marta as boas novas de que Jesus estava chegando, ela deixou tudo de lado e saiu-lhe ao encontro, como sinal de uma acolhida muito afetuosa. Ela deixou de lado toda a cerimônia e corte sia para com os judeus que tinham vindo visitá-la, e apressou-se a ir encontrar Jesus. Observe que quando Deus, pela sua graça ou providência, vem a nós em misericórdia e consolo, devemos sair, com fé, esperança e oração, para encontrá-lo. Alguns sugerem que Marta saiu da aldeia para encontrar Jesus, para avisá-lo de que havia diversos judeus na casa, que não eram seus amigos, para que, se desejasse, Ele pudesse evitar encontrá-los.

[3] Quando Marta saiu ao encontro de Jesus, Maria ficou assentada em casa. Alguns pensam que ela não teria ouvido as notícias, estando na sala, recebendo visitas de condolências, ao passo que Marta, que estava ocupada com as tarefas da casa, tinha sido avisada logo. Talvez Marta não desejasse dizer à sua irmã que Cristo estava chegando, ambicionando a honra de recebê-lo antes dela. A santa prudência nos conduz a Cristo, enquanto os irmãos e pais não sabem o que nós estamos fazendo. Outros pensam que ela soube que Cristo estava chegando, mas estava tão dominada pela tristeza, que não se preocupou em animar-se, preferindo satisfazer sua tristeza e ficar sentada em aflição, dizendo: Eu faço bem em chorar. Comparando esta história com a de Lucas 10.38ss., podemos observar os diferentes temperamentos destas duas irmãs, bem como as limitações e qualidades de cada uma delas. O temperamento natural de Marta era ativo e agitado. Ela amava estar aqui e ali, e fazendo coisas. E isto tinha sido uma cilada para ela, quando, por este motivo, ela estava não apenas preocupada e sobrecarregada com muitas coisas, mas impedida dos exercícios de devoção. Mas agora, em um dia de aflição, este temperamento ativo foi bom para ela, afastou a tristeza do seu coração e a fez sair ao encontro de Cristo, e assim ela recebeu seu consolo mais prontamente. Por outro lado, o temperamento natural de Maria era contemplativo e reservado. Anteriormente, isto tinha sido benéfico para ela, quando a colocou aos pés de Cristo, para ouvir sua palavra, e permitiu que ela o ouvisse sem aquelas distrações que sobrecarregavam a Marta. Mas agora, em um dia de aflição, este mesmo temperamento provou ser uma cilada para ela, fazendo-a menos capaz de combater sua tristeza e predispondo-a à melancolia: “Maria, porém, ficou assentada em casa”. Veja aqui como é prudente e sábio vigiarmos contra as tentações e aproveitarmos as vantagens do nosso temperamento natural.

(2) Aqui está integralmente narrada a conversa entre Cristo e Marta.

[1] As palavras de Marta a Cristo, vv. 21,22.

Em primeiro lugar, ela reclama da longa ausência de Cristo e da sua demora. Ela disse isto, não somente com tristeza pela morte de seu irmão, mas com algum ressentimento pela aparente falta de amabilidade do Mestre: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”. Aqui temos:

1. Alguma evidência de fé. Ela tinha fé no poder de Cristo, de que, embora a enfermidade do seu irmão fosse muito grave, ainda assim Ele poderia tê-la curado, evitando assim sua morte. Ela tinha fé na sua piedade, acreditava que se Ele tivesse apenas visto a Lázaro na sua terrível enfermidade, e todos os seus parentes em lágrimas à sua volta, Ele teria sentido compaixão, e teria evitado uma ruptura tão triste, pois sua compaixão não falha. Mas:

2. Aqui estão tristes exemplos de descrença. Sua fé era verdadeira, mas fraca como uma cana quebrada, pois ela limitava o poder de Cristo ao dizer: “Se tu estivesses aqui”, embora ela devesse saber que Cristo podia curar à distância, e que suas graciosas intervenções não se limitavam à sua presença física. Ela reflete, da mesma maneira, sobre a sabedoria e bondade de Cristo, pelo fato de que Ele não correu até eles quando o chamaram, como se não tivesse planejado bem suas atividades, e agora podia, igualmente, ter ficado longe e não ter vindo, pois agora era tarde demais, e ela mal podia pensar em alguma ajuda da parte dele.

Em segundo lugar, ela se corrige e se consola ao pensar sobre o interesse predominante que Cristo tem em relação ao céu. Pelo menos, ela se repreende por culpar seu Mestre e por insinuar que Ele tinha vindo tarde demais: “Mas também, agora, sei que tudo quanto pedires a Deus, Ele vos concederá”. Observe:

1. Como era determinada sua esperança. Embora ela não tivesse tido coragem de pedir a Jesus que ressuscitasse seu irmão, pois não havia precedente de ninguém ressuscitado, tendo estado morto por tanto tempo, ainda assim, como uma modesta suplicante, ela humildemente entrega o caso à sábia e misericordiosa consideração do Senhor Jesus. Quando não sabem os o que pedir ou esperar, em particular, devemos nos dirigir a Deus de maneira geral, deixar que Ele faça o que lhe parecer melhor. Quando não sabemos pelo que orar, é consolador saber que o grande Intercessor sabe o que pedir por nós, e sempre é ouvido.

2. Como era fraca sua fé. Ela poderia ter dito: “Senhor, tu podes fazer tudo o que desejares”, mas ela diz somente: “Tu podes obter tudo o que pedires em oração”. Ela havia se esquecido de que o Filho tem a vida em si mesmo, que Ele realiza milagres com seu próprio poder. Mas ambas estas considerações devem ser feitas para o incentivo da nossa fé e esperança, e nunca devem ser excluídas: o domínio que Cristo tem sobre a terra e seus interesses e sua intercessão no céu. Ele tem, em uma das mãos, o cetro de ouro, e na outra, o incensário de ouro. Seu poder é sempre predominante, sua intercessão é sempre preponderante.

[2] As palavras consoladoras de Cristo a Marta, em resposta às suas palavras patéticas (v. 23): “Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar”. Marta, na sua reclamação, olhou para trás, refletindo com tristeza o fato de que Cristo não estivesse ali, pois, então, pensa ela, “meu irmão estaria vivo agora”. Em tais casos, nós somos capazes de piorar nossa própria perturbação, imaginando o que poderia ter acontecido. “Se tal método tivesse sido empregado, se tal médico tivesse sido chamado, meu irmão não teria morrido”. Não sabemos com certeza se as situações seriam realmente como imaginamos. Mas que bem nos faz isto? Quando a vontade de Deus se cumpre, nós devemos nos sujeitar a Ele. Cristo pede que Marta, e nós, olhemos para frente, e pensemos no que acontecerá, pois isto traz uma certeza e um consolo garantido: “Teu irmão há de ressuscitar”. Em primeiro lugar, isto era verdade, sobre Lázaro, em um sentido peculiar a ele: ele seria imediatamente ressuscitado. Mas Cristo fala sobre este assunto de maneira geral, como algo a ser feito, não como algo que Ele mesmo fazer, de modo que realizar nosso Senhor Jesus falava com muita humildade a respeito das suas próprias obras. Ele também expressa isto de maneira ambígua, deixando-a insegura, a princípio, sobre se Ele o ressuscitaria imediatamente, ou não até o último dia, para que Ele pudesse provar a fé e a paciência dela. Em segundo lugar, isto se aplica a todos os santos, e à sua ressurreição no último dia. Observe que é um consolo para nós, quando sepultamos nossos amigos e parentes crentes, pensar que eles ressuscitarão. Assim como a alma não é perdida na mor­ te, mas parte para a eternidade, também o corpo não é perdido, mas guardado. Pense que você está ouvindo Cristo dizer: “Seus pais, seus filhos, seus amigos, res­ suscitarão. Estes ossos secos viverão”.

[3] A fé que Marta mesclou com estas palavras, e sua descrença mesclada com esta fé, v. 24.

Em primeiro lugar, ela considera que a mensagem de que seu irmão ressuscitará no último dia é uma mensagem fiel. Embora a doutrina da ressurreição devesse ser plenamente comprovada pela ressurreição de Cristo. ainda assim Marta cria firmemente da maneira que ela já tinha sido revelada, Atos 24.15.

1. Que haverá um último dia, com o qual todos os dias do tempo serão numerados e concluídos.

2. Que haverá uma ressurreição geral neste dia, quando a terra e o mar entregarão seus mortos.

3. Que haverá uma ressurreição particular de cada um: “Eu sei que ressuscitarei, e também estes e aqueles parente s e amigos que eram queridos para mim”. Assim como cada osso retornará ao seu osso neste dia, também cada amigo a seu amigo.

Em segundo lugar, ela parece pensar que estas palavras não são tão merecedoras de toda a aceitação, como, na verdade, eram: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia”. Mas em que isto melhora nossa situação agora?” Ela diz isso como se os consolos da ressurreição para a vida eterna não merecessem ser mencionados, nem resultassem em satisfação suficiente para equilibrar sua aflição. Veja como somos fracos e agimos com loucura, porque permitimos que coisas palpáveis e visíveis nos causem uma impressão mais profunda, tanto de tristeza quanto de alegria, do que aquelas coisas que são objetos da fé. “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia”. E isto não é suficiente? Ela parece pensar que não. Desta maneira, com nosso descontentamento sob as aflições atuais, nós subestimamos enormemente nossas esperanças futuras, e as menosprezamos, como se não fossem merecedoras de consideração.

[4] A instrução e o incentivo adicionais que Jesus Cristo lhe deu. Pois Ele “não esmagará a cana quebrada e não apagará o morrão que fumega”. Ele lhe disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”, vv. 25,26. Com relação a esta aflição atual, Cristo edifica sobre dois pilares a fé que ela possui, e é a eles que nossa fé deve se apegar em casos semelhantes.

Em primeiro lugar, o poder de Cristo, seu poder soberano: “Eu sou a ressurreição e a vida”, a fonte da vida, e a cabeça e o autor da ressurreição. Marta acreditava que, com sua oração, Deus lhe daria qualquer coisa, mas Ele deseja que ela saiba que, com sua palavra, Ele pode fazer qualquer coisa. Marta acreditava em uma ressurreição no último dia. Cristo diz a ela que Ele tinha aquele poder, armazenado na sua própria mão, e os mortos ouviriam sua voz (cap. 5.25), e com base nisto é fácil concluir que aquele que pode ressuscitar um mundo de homens que estarão mortos há muitos séculos, sem dúvida poderia ressuscitar um homem que estava morto há apenas quatro dias. Observe que é um consolo indescritível a todos os bons cristãos, que Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, e assim será para eles. A ressurreição é um retorno à vida. Cristo é o autor deste retorno, e desta vida à qual a ressurreição é o retorno. Nós buscamos a ressurreição dos mortos e a vida do mundo futuro, e Cristo é as duas coisas, o autor e o princípio de ambos, e a base da nossa fé em ambos.

Em segundo lugar, as promessas do novo concerto, que nos dão mais base para a esperança de que viveremos. Observe:

1. A quem são feitas as promessas: àqueles que creem em Jesus Cristo, àqueles que aceitam e creem em Jesus Cristo como o único Mediador de reconciliação e comunhão entre Deus e o homem, que recebem os registros que Deus deu na sua Palavra a respeito do seu Filho, que sinceramente se sujeitam a eles, e atendem a todos os seus grandes objetivos. A condição da última promessa é assim expressa: “Todo aquele que vive e crê em mim”, o que pode ser interpretado, ou:

(a) Como vida natural: Todo aquele que vive neste mundo, seja judeu ou gentio, onde quer que viva, se crer em Cristo, viverá por Ele. Mas há um limite de tempo: Todo aquele que, durante sua vida, enquanto estiver aqui neste estado de provação, crer em mim, será feliz em mim, mas depois da morte, será tarde demais. “Todo aquele que vive e crê”, isto é, vive pela fé (Gálatas 2.20), tem uma fé que influencia seu comportamento. Ou:

(b) Como vida espiritual: Aquele que “vive e crê” é aquele que, pela fé, nasce de novo, para uma vida celestial e divina, para quem “o vi­ ver é Cristo” – que faz de Cristo a vida da sua alma

A. Quais são as promessas (v. 25): “Ainda que esteja morto, viverá”, ou melhor, “nunca morrerá”, v. 26. O homem consiste de corpo e alma, e é feita provisão para a felicidade de ambos.

(a) Para o corpo. Aqui está a promessa de uma ressurreição abençoada. Embora o corpo esteja morto, por causa do pecado (não há como evitar, ele irá morrer), ainda assim viverá novamente. Todas as dificuldades que acompanham a condição do morto são, aqui, ignora­ das, e consideradas insignificantes. Embora a sentença de morte seja justa, embora os resultados da morte sejam tristes, embora os grilhões da morte sejam fortes, embora ele esteja morto e sepultado, morto e putrefato, embora a poeira dispersa possa se misturar com o pó comum, de modo que nenhuma habilidade humana possa distingui-los, muito menos separá-los, por mais forte que seja a situação daquele lado, ainda assim nós temos a certeza de que ele viverá outra vez: o corpo será res­ suscitado como um corpo glorioso.

(b) Para a alma. Aqui está a promessa de uma imortalidade abençoada. ”Aquele que vive e crê”, que, estando unido a Cristo pela fé, vive espiritualmente por virtude daquela união, nunca morrerá. Esta vida espiritual nunca se extinguirá, mas se aperfeiçoará na vida eterna. Como a alma, sendo espiritual por natureza, é, portanto, imortal, assim, se pela fé ela vive uma vida espiritual, coerente com sua natureza, sua felicidade também será imortal. Ela nunca morrerá, nunca deixará de estar tranquila e feliz, e nunca haverá nenhum intervalo ou interrupção da sua vida, como existe para a vida do corpo. A mortalidade do corpo estará, no final, envolvida em vida, mas a vida da alma, a alma crente, estará, imediatamente depois da morte, envolvida em imortalidade. Ele não morrerá. O corpo não estará morto para sempre na sepultura. Ele morre (como as duas testemunhas), mas apenas por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. E quando não mais houver tempos, e todas as suas divisões forem numeradas e concluídas, um espírito de vida, vindo de Deus, entrará nele. Mas isto não é tudo. A alma não morrerá aquela morte que é para sempre, não morrerá eternamente: “Bem-aventurado e santo”, isto é, bem-aventurado e feliz, é “aquele que tem parte na primeira ressurreição”, aquele que tem par te em Cristo, que é esta ressurreição, pois a segunda morte, que é uma morte para sempre, não terá poder sobre tal pessoa. Veja cap. 6.40. Cristo pergunta a Marta: “‘Crês tu isso?’ Concordas com isto, com fé? Podes aceitar minha palavra quanto a isto?” Observe que, quando lemos ou ouvimos as palavras de Cristo a respeito das grandes coisas do outro mundo, nós devemos, seriam ente, perguntar a nós mesmos: “Nós cremos nisto, nesta verdade em particular, cremos nisto que é aceito com tantas dificuldades, nisto que é adequado ao meu caso? Minha crença me permite perceber isto, e dá à minha alma uma certeza disto, de modo que eu posso dizer não somente que creio nisto, mas que creio nisto desta maneira?” Marta estava cegamente concentrada na ressurreição do seu irmão neste mundo. Antes que Cristo lhe desse esperanças disto, Ele direcionou os pensamentos dela a outra vida, a outro mundo: “Não se preocupe com aquilo, mas você acredita nisto que Eu lhe digo a respeito do estado futuro?” As cruzes e os consolos deste tempo atual não causariam tamanho impacto sobre nós se apenas crêssemos nas coisas da eternidade como deveríamos.

B. A aceitação sincera de Marta ao que Cristo disse, 27. Aqui temos o credo de Marta, a boa confissão da qual ela deu testemunho, a mesma pela qual Pedro foi elogiado (Mateus 16.16,17), e a conclusão de todo o assunto. Em primeiro lugar, aqui está o guia da sua fé, que é a palavra de Cristo. Sem nenhuma alteração, exceção ou condição, ela a aceita completamente corno Cristo a tinha dito: “Sim Senhor”, e com isto ela aceita a verdade de todas as partes daquilo que Cristo tinha prometido, no seu próprio sentido: mesmo assim. A fé é um eco da revelação divina. Ela traz as mesmas palavras e se de­ termina a agir e a permanecer de acordo com elas: Sim, Senhor, como a Palavra foi apresentada, assim eu aceito e creio nela, disse a rainha Elizabeth.

Em segundo lugar, a base da sua fé, que é a autoridade de Cristo. Ela crê nisto porque crê que aquele que disse isto é Cristo. Ela recorre à fundação para o apoio da superestrutura. “Eu creio”, “Eu creio que tu és o Cristo, e por isto verdadeiramente creio nisto”. Observe aqui:

1. O que ela creu e confessou a respeito de Jesus.

Três coisas, todas com o mesmo objetivo:

(a) Que Ele era o Cristo, ou o Messias, prometido e esperado sob este nome e noção, o Ungido.

(b) Que Ele era o Filho de Deus. Assim era chamado o Messias (Salmos 2.7), não somente pelo seu trabalho, mas pela sua natureza.

(c) Que era Ele que havia de vir ao mundo. Aquela bênção das bênçãos que a igreja, por tantos anos, esperou como sendo futura, ela aceitou como sendo presente.

1. O que ela inferiu disso, e o que ela alegou por isto. Se ela aceita que Jesus é o Cristo, não há problema em crer que Ele é a ressurreição e a vida. pois, se Ele é o Cristo, então:

(a) Ele é a fonte de luz e de verdade, e nós podemos aceitar todas as suas palavras como fiéis e divinas verdadeiramente. Se Ele é o Cristo, Ele é aquele profeta de quem nós devemos ouvir todas as coisas.

(b) Ele é a fonte da vida e da bem-aventurança, e, portanto, nós podemos confiar na sua capacidade tanto quanto na sua veracidade. Como os corpos, transformados em pó, poderão viver outra vez? Como poderão as almas, obstruídas e perturbadas como são as nossas, viver para sempre? Nós não podemos crer nisto, a menos que creiamos naquele que é o Filho de Deus, que tem a vida em si mesmo, e que a tem por nós.