ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 11: 17-32 – PARTE I

Alimento diário

Cristo em Betânia

Tendo sido decidida a questão, de que Cristo iria à Judéia, e seus discípulos com Ele, eles começam sua jornada. Nela, aconteceram algumas circunstâncias que são registradas pelos outros evangelistas, como a cura do cego em Jericó e a conversão de Zaqueu. Nós não devemos imaginar que estamos fora do nosso curso, enquanto estivermos no caminho de fazer o bem, nem pretender um bom trabalho a ponto de negligenciar outro. Por fim, Ele se aproximou de Betânia, que, segundo está escrito, “distava de Jerusalém quase quinze estádios”, aproximadamente três quilômetros, v. 18. Ê chamada atenção para o fato de que este milagre foi, na verdade, realizado em Jerusalém, e, desta maneira, foi a ela computado. Os milagres de Cristo na Galileia foram mais numerosos, mas aqueles em Jerusalém, ou perto de lá, foram mais ilustres. Ali Ele curou uma pessoa que tinha estado doente por trinta e oito anos, outra que era cega de nascença, e ressuscitou uma outra que estava morta já há quatro dias. Cristo foi a Betânia, e observe:

I – De que maneira Ele encontrou seus amigos. Quando Ele tinha estado com eles pela última vez, é provável que os tivesse deixado bem, com saúde e alegres. Mas quando nos separamos dos nossos amigos, nós não sabemos (embora Cristo soubesse) quais mudanças podem nos afetar, ou a eles, antes que voltemos a nos encontraram.

1. Ele encontrou seu amigo Lázaro na sepultura, v. 17. Quando se aproximava da cidade, provavelmente próximo do cemitério, que pertencia à cidade, Ele soube, pelos vizinhos ou algumas pessoas que encontrou, que Lázaro já estava enterrado havia quatro dias. Alguns pensam que Lázaro morreu no mesmo dia em que o mensageiro trouxe a Jesus as notícias da sua enfermidade, computando, desta maneira, dois dias para a permanência de Jesus no mesmo lugar, e dois dias para sua viagem. Eu prefiro pensar que Lázaro morreu no mesmo instante em que Jesus disse: “Nosso amigo dorme”, ele acaba de adormecer”, e que o período de tempo entre sua morte e seu sepultamento (que, entre os judeus, era curto), mais os quatro dias da sua permanência na sepultura, tenha sido o tempo desta viagem. Pois Cristo viajou abertamente, como evidencia sua passagem por Jericó, e sua permanência na casa de Zaqueu, que consumiram algum tempo. As salvações prometidas, embora sempre venham com toda a certeza, muitas vezes vêm lentamente.

2. Ele encontrou entristecidas as amigas que haviam sobrevivido. Marta e Maria estavam praticamente consumidas pela tristeza pela morte do seu irmão, o que fica evidente, quando lemos que muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria. Observe:

(1) Normalmente, onde há morte, há pranteadores, especialmente quando são levados aqueles que eram agradáveis e afáveis nos seus relacionamentos, e úteis à sua geração. A casa onde há morte é chamada de casa de luto, Eclesiastes 7.2. Quando o homem se vai à sua eterna casa, os pranteadores andarão rodeando pela praça (Eclesiastes 12.5), ou talvez preferirão ficar sozinhos em silêncio. Aqui era a casa de Marta, uma casa onde se temia a Deus, e onde havia sua bênção, mas, ainda assim, era uma casa de luto. A graça manterá a tristeza afastada do coração (cap. 14.1), mas não da casa.

(2) Onde há pranteadores, deve haver consoladores. Temos um dever para com aqueles que pranteiam, o de prantear com eles e consolá-los, e o fato de que pranteamos com eles lhes trará algum consolo. Quando estamos sujeitos às impressões imediatas de tristeza, estamos sujeitos a esquecer-nos daquelas coisas que deveriam nos ministrar consolo, e por isto temos necessidade de quem nos lembre delas. Ê uma graça ter quem nos recorde, quando estamos submersos em tristezas, e é nosso dever recordar àqueles que estão tristes. Os doutores judeus colocavam grande ênfase nisto, obrigando seus discípulos a terem consciência de consolar os enlutados depois do sepultamento do morto. Aqui os pranteadores consolavam Marta e Maria acerca do seu irmão, isto é, falando com elas sobre ele, não somente sobre o bom nome que ele havia deixado, mas sobre a feliz condição para a qual ele tinha passado. Quando nossos parentes e amigos crentes são tirados do nosso convívio, entristecemos nos e afligimos nos por nós mesmos, pensando que fomos deixados para trás, e sentimos a falta deles. Porém, nestas situações, temos motivos para nos consolar por aqueles que partiram, antes de nós, a um local de eterna felicidade, onde não precisam de nós. Esta visita que os judeus fizeram a Marta e Maria é uma evidência de que elas eram pessoas distintas e de boa reputação, e também de que elas se comportavam de maneira gentil com todos, de modo que, embora fossem seguidoras de Cristo, mesmo aqueles que não dedicavam respeito a Ele eram gentis com elas. Havia também uma providência no fato de que tantos judeus, homens e mulheres, provavelmente, estivessem reunidos, justamente nesta ocasião, para consolar as enlutadas, para que todos pudessem ser testemunhas irrepreensíveis do milagre, e ver como seus consolos eram miseráveis, em comparação com os de Cristo. Cristo não pedia, normalmente, testemunhas para seus milagres, e nenhum deles as teve, exceto em se tratando da presença ocasional de parentes e amigos. Mas este seria uma exceção. Desta maneira, o conselho de Deus ordenou as coisas para que estas pessoas se reunissem acidentalmente, para darem testem unho deste milagre, para que a infidelidade fosse silenciada.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.