PSICOLOGIA ANALÍTICA

DEPRESSÃO: A DOR QUE NÃO PASSA

A depressão não causa apenas sintomas profundamente desconfortáveis que afetam todas as áreas da vida do paciente; também tem efeitos sobre a anatomia do cérebro, e pode ser revertida com tratamento adequado.

Depressão - a dor que não passa.2

Algumas pesquisas estimam que entre 30% e 50% das pessoas já preencheram, em algum momento da vida, os critérios diagnósticos do transtorno depressivo maior. Outros estudos sugerem que uma em dez pessoas tem um episódio de depressão pelo menos uma vez na vida – em geral desencadeado por uma situação infeliz, por uma perda importante, pelo estresse constante ou, em alguns casos, por uma doença grave. Quando a causa não está em um agente externo, falamos em depressão endógena. De acordo com os neurobiólogos, o distúrbio seria consequência da falta de certos neurotransmissores (monoaminas) no cérebro: dopamina, noradrenalina e, principalmente, a serotonina, que são hormônios reguladores de emoções.

Sabemos atualmente que a depressão não traz apenas desconforto, mas pode ter repercussões ainda mais graves, como a diminuição de regiões específicas do cérebro. Um estudo realizado com tupaias (pequenos mamíferos herbívoros, semelhantes a esquilos), coordenado por Eberhard Fuchs, do Centro de Primatas de Göttingen, Alemanha, foi o primeiro a apontar nessa direção. Ele mostrou que em animais “deprimidos” – sem iniciativa, passivos e que pouco se alimentavam – o hipocampo, que funciona como uma espécie de centro de controle dos processos de aprendizagem e memória, apresentava tamanho reduzido. Contudo, esse processo podia ser detido com o tratamento da depressão. Algo semelhante foi observado em seres humanos pela psiquiatra Yvette Sheline, da Universidade de Washington. Ela analisou o hipocampo de 38 mulheres com depressão crônica e descobriu que, assim como acontecia com os bichinhos estudados pelos alemães, os efeitos neuroanatômicos existiam e também podiam ser revertidos com tratamento adequado. Uma das formas de combater esse efeito é manter o hábito de fazer exercícios físicos.

VIDA MUITO TRANQUILA

Mas algo chama atenção tanto de leigos quanto de especialistas: por que os casos de depressão têm aumentado tanto? As estatísticas cresceram quando as pessoas passaram a desfrutar de comodidades que poupam tempo. Paradoxalmente, gerações anteriores, cuja vida se caracterizava por maiores esforços para a simples sobrevivência, eram mentalmente mais sadias, o que faz pensar que o excesso de facilidades, de alguma forma, nos torna mais vulneráveis à depressão. Nossos ancestrais evoluíram em condições nas quais era necessário trabalho físico duro para prosperar, e esse empenho físico acionava áreas cerebrais, proporcionando sensações de bem-estar. A rede accumbens – estriado-cortical (sistema responsável pela conexão entre movimento, emoção e pensamento), chamada pela autora de “circuito de recompensas impulsionadas pelo esforço”, está na base dos sintomas associados à depressão, como perda de prazer, respostas motoras lentas e baixa concentração.

Quando a “economia doméstica” dos neurotransmissores sai dos eixos, antidepressivos como fluoxetina e sertralina podem intervir de forma controlada e melhorar o humor. Com certeza, os medicamentos trazem alívio, mas infelizmente não oferecem a cura mágica que gostaríamos de obter no balcão da farmácia. Antidepressivos atuais podem levar semanas para aliviar a depressão. Para certas pessoas nem chegam a funcionar, e, se funcionam hoje, isso pode não acontecer amanhã. Agentes de ação mais rápida e com novos mecanismos são necessários, mas a fonte dessas drogas na grande indústria farmacêutica é limitada.

Talvez um dos avanços mais significativos dos últimos anos em relação à depressão seja que a percepção de que um único caminho pode não ser suficiente para toda e qualquer pessoa que apresente o quadro. Psicoterapias são fundamentais – e não apenas como tratamentos coadjuvantes, mas em muitos casos como principal estratégia terapêutica.

MUITO ALÉM DA TRISTEZA

A depressão se distingue do sentimento de tristeza pela duração de seus sinais e pelo contexto em que ocorre. Por exemplo, é natural sentir-se triste e sem perspectivas após a morte de um ente querido, perda do emprego ou término de um relacionamento. Períodos de luto, de elaboração de experiências desagradáveis, acontecem na vida de qualquer pessoa e, normalmente, são superados – apesar de, atualmente, termos cada vez menos tempo e espaço para vivenciar a tristeza. Na depressão, porém, essa sensação é duradoura. Humor depressivo por mais de duas semanas, incapacidade de sentir qualquer prazer, tendência a sobrevalorizar eventos negativos são alguns dos sinais emocionais. Também há sintomas físicos, como problemas de sono, falta de apetite e dores difusas.

 

 

 

 

OUTROS OLHARES

A AMEAÇA CRESCENTE DA OBESIDADE

O número de pessoas acima do peso no Brasil saltou de 24% da população nos anos 1970 para mais da metade dos brasileiros hoje em dia.

A ameaça crescente da obesidade

Os dados são precisos, recentes e, sobretudo, alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde, dos 207,6 milhões de brasileiros, 53,8¾ estão acima do peso. Na década de 70 o índice no país era bem menor: 24%. A marca ultrapassou 50% da população em 2016 – o que equivale a dizer que o salto não ocorreu de uma hora para outra; desenhou-se aos poucos, é verdade, mas não sem deixar pistas. A crônica da obesidade no Brasil foi, sim, anunciada.

Para além dos fatores genéticos, as causas do sobrepeso se multiplicam – e as mudanças nos hábitos ali1mntares verificadas mundo afora nas últimas décadas têm enorme responsabilidade no avanço da obesidade. Houve, por exemplo, um aumento significativo no consumo de alimentos semipronto congelado. A popularização dos micro-ondas, e dos freezers contribuiu bastante para isso. Embora prático, esse cardápio é quase sempre pouco saudável; como a maioria das atrações das redes de fast-food.  E o pior: muitas vezes, engorda.

Não bastasse o alastramento do sobrepeso entre os adultos – que no Brasil atinge 57,7% dos homens e 50,5% das mulheres -, a obesidade se espalha de forma avassaladora na população infantil. No país, 12,7% dos meninos e 94% das meninas estão obesos. O índice nos Estados Unidos para ficar em um exemplo, é maior; no entanto, observando-se a curva dos últimos vinte anos, nota-se que o crescimento de casos de crianças acima do peso na população americana foi de 66%, enquanto no Brasil esse índice subiu 239%. A Organização Mundial da Saúde projeta que até 2022 o número de crianças obesas no planeta deva ultrapassar o das que se situarem abaixo do peso.  Para tentar ao menos abrandar essa perspectiva, a entidade defende a elevação de impostos sobre produtos açucarados e a restrição a alimentos industrializados nas escolas. A propósito, os especialistas chamam a atenção para o fato de que frequentemente em supermercados os alimentos naturais ocupam menos espaço, e com menor destaque, que os produtos industrializados. Outra medida para frear o avanço da obesidade infantil seria uma estudada na regulação da publicidade destinada ao público infanto-juvenil.

A ameaça crescente da obesidade.2

 Tamanha preocupação com a infância vai, na realidade além da própria infância. A probabilidade de uma criança gorda tornar-se um adulto acima do peso é enorme. Isso porque o, número de células adiposas, que retêm gorduras conhecidas como adipócitos, é geralmente definido até os 20 anos. Depois dessa idade, nada, absolutamente nada é capaz de diminuir a quantidade de adipócitos – nem a mais radical das dietas. Quando uma pessoa emagrece, os adipócitos apenas perdem volume, entretanto, continuam lá.

A ameaça crescente da obesidade.3

Adultos com obesidade grave desde a infância vivem até dez anos menos em relação aos que mantiveram a linha. A condição aumenta ainda em três vezes o risco de diabetes do tipo 2. Num mundo onde não existissem pessoas acima do peso, o índice de infartos e de hipertensão seria 30% menor e o de diabetes cairia 70¾. Em outras palavras, a obesidade é uma doença – aliás, só reconhecida como tal em 2017 -, que provoca outros males. Calcula-se que 30% dos casos de sobrepeso ocorram por causa dos genes, isto é, em razão de uma disfunção biológica. Seja qual for a origem do problema, o emagrecimento só deve ser orientado e acompanhado por profissionais de medicina e não por consultores, blogueiros e outros curiosos.

Uma vez que a obesidade já se instalou o desafio é como combatê­la de forma eficaz. Atualmente, o Brasil tem sete compostos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da doença. É preciso ressaltar, contudo, que os medicamentos reduzem, no máximo, apenas. 

A ameaça crescente da obesidade.4

GESTÃO E CARREIRA

FINTECHS: O QUE SÃO E COMO ESTÃO REVOLUCIONANDO O MERCADO FINANCEIRO

 Em um mercado competitivo e globalizado, inovação é a palavra-chave para o sucesso de qualquer empreendimento. Inclusive, para os empreendimentos do segmento financeiro, onde a tecnologia há um bom tempo está revolucionando o setor de serviços.

Fintechs - o que são e como estão revolucionando o mercado financeiro

As fintechs, por exemplo, têm promovido mudanças importantes no setor, ao disputar a clientela com instituições financeiras tradicionais. Todos vivenciamos e somos testemunhas das contínuas transformações por que passam os serviços bancários.

A palavra fintech ainda soa um pouco estranha para uma significa parcela da população brasileira, mas seu conceito e seu efeito já são bastante conhecidos. É sobre isso que trataremos nesse post. Continue a leitura!

O QUE É UMA FINTECH?

Fintechs são startups do setor financeiro que têm todos os seus processos e serviços amparados em ferramentas digitais, com o objetivo de facilitar o acesso dos clientes aos produtos e serviços financeiros e resolver suas demandas de forma rápida, segura, barata e eficiente.

Uma característica fundamental das fintechs é a experiência personalizada que ela proporciona ao cliente na gestão das finanças, oferecendo a ele atendimento humanizado e eficaz.

AS PRINCIPAIS FINTECHS BRASILEIRAS SÃO?

Nubank – Lançada há pouco mais de 2 anos, possui mais de 3 milhões de usuários. Todos os serviços são realizados on-line, por meio de um aplicativo móvel.

VivaReal – Voltada para o mercado imobiliário, esta fintech tem reconhecimento internacional e figura entre as 100 fintechs mais inovadoras do mundo(apenas 3 empresas brasileiras conquistaram esse feito). Fundada há 9 anos, possui mais de 1,8 milhão usuários.

GuiaBolso – Seu produto principal oferece soluções de gerenciamento financeiro para um público que não para de crescer, resultando no crescente aumento  dos investimentos de parceiros.

Easynvest – Seu diferencial é oferecer opções de investimentos para pessoas físicas.

A QUE SE DEVE O SUCESSO DAS FINTECHS?

Os principais fatores de sucesso e o crescimento das fintechs são:

  • democratização do acesso aos serviços financeiros
  • atendimento mais próximo ao cliente
  • investimento constante no desenvolvimento e no uso das novas tecnologias
  • foco na educação financeira do consumidor
  • capacidade de prever e de suprir as necessidades dos clientes com rapidez

 

QUATRO TRANSFORMAÇÕES PROMOVIDAS PELAS FINTECHS NA ECONOMIA

POPULARIZAM OS BANCOS ON-LINE

As startups que usam a tecnologia para inovar o setor financeiro, conhecidas como fintechs, começaram a mudar o mercado a partir da criação de bancos exclusivamente on-line – sem agência, fila nem gerente. Hoje há cerca de 400 delas no Brasil.

APOSENTAM O “CONSELHO DO GERENTE

Com base em informações de gastos inseridas nos bancos de dados das fintechs, o usuário recebe aconselhamentos automáticos, de acordo com seu padrão de consumo e poupança.

REDUZEM A BUROCRACIA PARA O CRÉDITO

Para captarem clientes que não têm acesso a crédito em bancos tradicionais, essas empresas usam formas diversas de garantia, como a hipoteca de veículos. Com isso. podem oferecer juros mais baixos.

DESCOMPLICAM INVESTIMENTOS

Nos grandes bancos, clientes são orientados a investir nas aplicações mais rentáveis da instituição na qual têm conta. Em muitas fintechs, são aplicativos que oferecem ao usuário as opções de investimento – e em diversas instituições financeiras.

Fintechs - o que são e como estão revolucionando o mercado financeiro.2

E você, conhece e/ ou é usuário dos serviços de alguma fintech? Já está integrado à revolução digital? Conta pra gente. Deixe aqui seu comentário!

 

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 10: 1-18 – PARTE II

Alimento diário

O Bom Pastor

III – A explicação que Cristo dá desta parábola, abrindo completamente seus detalhes. Nós veremos o Senhor Jesus, pessoalmente, pronto para explicar quaisquer dificuldades que possamos ver em suas palavras. Basta estarmos desejosos ele compreendê-las. Nós descobriremos que uma passagem das Escrituras explica a outra, e o bendito Espírito é o intérprete do bendito Jesus. Nesta parábola, Cristo tinha diferenciado o pastor do ladrão pelo fato de que Ele entra pela porta. Agora, explicando a parábola, Ele se faz tanto a porta pela qual o pastor entra quanto o Pastor que entra pela porta. Embora possa ser um solecismo em retórica, fazer a mesma pessoa ser a porta e o pastor, não há solecismo na Divindade ao fazer Cr isto obter sua autoridade de si mesmo, assim como Ele tem vida em si mesmo, e Ele mesmo entra, pelo seu próprio sangue, como a porta, no santuário.

1. Cristo é a porta. Isto Ele diz àqueles que fingiam procurar a justiça, mas, como os sodomitas, se cansavam de procurar a porta onde ela jamais seria encontrada. Ele disse aos judeus, que deveriam ser o único rebanho de Deus, e aos fariseus, que deveriam ser seus únicos pastores: “Eu sou a porta das ovelhas”, a porta da igreja.

(1) De maneira geral:

[1] Ele é como uma porta fecha­ da, para manter afastados os ladrões e os salteadores, e outras pessoas que não devem ser admitidas. O fechar da porta é a segurança da casa. E que maior segurança tem a igreja ele Deus do que a interposição do Senhor Jesus, e ela sua sabedoria, do seu poder e da sua bondade, entre ela e todos os seus inimigos?

[2] Ele é como uma porta aberta, para passagem e comunicação. Em primeiro lugar, por Cristo, como a porta, nós temos nossa primeira admissão no rebanho de Deus, cap. 14.6. Em segundo lugar, nós entramos e saímos, em uma relação de fé, ajuda­ dos por Ele, aceitos nele, andando no seu nome, Zacarias 10.12. Em terceiro lugar, através dele, Deus, o Pai, vem à sua igreja, visita-a, e se comunica com ela. Em quarto lugar, através dele, como a porta, as ovelhas são, por fim, admitidas no reino celestial, Mateus 25.34.

(2) Mais particularmente:

[1] Cristo é a porta dos pastores, de modo que ninguém que não entre por Ele será considerado pastor, mas (ele acordo com a regra estabelecida, v.1) ladrões e salteadores (embora finjam ser pastores), porém as ovelhas não os ouvem. Isto se refere a todos os que tinham o caráter de pastores em Israel, fossem magistrados ou ministros, que exerciam seu ofício sem nenhuma consideração pelo Messias, ou quaisquer outras expectativas dele além das que eram sugeridas pelos seus próprios interesses carnais. Observe, em primeiro lugar, o caráter que lhes foi atribuído: “São ladrões e salteadores” (v. 8). De todos os que vieram antes dele, não em termos de existência, muitos deles eram pastores fiéis, mas todos os que se anteciparam à sua comissão, e correram antes que Ele os enviasse (Jeremias 23.21), que assumiram para si mesmos uma precedência e uma superioridade em relação a Ele, agiram como o anticristo, que exalta a si mesmo, 2 Tessalonicenses 2.4. “Os escribas e fariseus, os principais dos sacerdotes, todos os que vieram antes de mim, que se empenharam em monopolizar meus interesses, e a evitar que eu conquistasse qualquer espaço na mente elo povo, influenciando-o com preconceitos contra mim, estes são ladrões e salteadores, e roubam aqueles corações sobre os quais não têm direitos, defraudando o dono legítimo da propriedade”. Eles condenaram nosso Salvador como ladrão e saltearam porque Ele não passou por aqueles que se consideravam a porta, nem obteve alguma permissão da parte deles, mas Ele mostra que eles deveriam ter recebido dele sua comissão, que deveriam ter sido admitidos por Ele, e terem vindo depois dele, e por não terem agido desta maneira, mas terem se antecipado a Ele, eles eram ladrões e salteadores. Eles não vieram como seus discípulos, e, por esta razão, foram condenados como usurpadores, e suas falsas comissões foram canceladas e substituídas. Observe que os rivais de Cristo são salteadores da sua igreja, ainda que finjam ser pastor es, ou até mesmo pastores de pastores. Em segundo lugar, o cuidado tomado para proteger as ovelhas em relação a eles: “Mas as ovelhas não os ouviram”. Aqueles que tinham uma verdadeira característica de piedade, que eram espirituais e celestiais, e sinceramente devotados a Deus e à religiosidade, não podiam, de maneira nenhuma, aprovar as tradições dos anciãos, nem apreciar suas for maldades. Os discípulos de Cristo não possuíam nenhuma instrução especial de seu Mestre que os impedisse de comer sem efetuar antecipadamente uma lavagem cerimonial das mãos, nem colher espigas no sábado, pois nada é mais contrário ao verdadeiro cristianismo do que o farisaísmo, e não existe nada mais repugnante a uma alma verdadeiramente devota do que as devoções hipócritas daqueles fariseus.

[2] Cristo é a porta das ovelhas (v. 9): “Se alguém entrar por mim” (através de mim como a porta) no curral, como alguém pertencente ao rebanho, “salvar-se-á”, não somente estará a salvo dos ladrões e salteadores, mas será feliz, “e entrará, e sairá”. Aqui temos, em primeiro lugar, instruções claras sobre como entrar no curral: nós devemos entrar por Jesus Cristo, que é a porta. Por meio da fé nele, como o grande Mediador entre Deus e o homem, nós entramos em aliança e comunhão com Deus. Não é possível entrar na igreja de Deus, a não ser entrando na igreja de Cristo. Ninguém é considerado como membro do reino de Deus entre os homens, a não ser aqueles que estão dispostos a submeter-se à graça e à soberania do Redentor. Agora devemos entrar pela porta da fé (Atos 14.27), uma vez que a porta da inocência está fechada para nós, e aquela passagem ficou intransponível, Gênesis 3.24. Em segundo lugar, promessas preciosas àqueles que observarem estas orientações.

1. Eles serão salvos no futuro. Este é o privilégio da sua casa. Estas ovelhas serão salvas de serem sequestradas e confinadas pela justiça divina, devido às transgressões. A satisfação pelos danos foi feita pelo seu grande Pastor. Elas são salvas de serem uma presa do leão que ruge. Elas serão felizes para sempre.

2. Enquanto isto, elas entrarão e sairão, e acharão pastagens. Este é o privilégio do seu caminho. Elas terão suas relações com o mundo pela graça de Cristo, estarão no seu rebanho como um homem na sua própria casa, onde ele entra, sai e regressa livremente. Os verdadeiros crentes estão em casa em Cristo. Quando saem, eles não ficam do lado de fora como estranhos, mas têm liberdade para entrar outra vez. Quando entram, eles não são trancados como invasor es, mas têm liberdade de sair. Eles saem para o campo pela manhã e voltam para o curral à noite, e nos dois percursos o Pastor os guia e protege, e nos dois percursos eles encontram pastagens: grama no campo, forragem no curral. Em público, ou em particular, eles têm a palavra de Deus com a qual dialogar, pela qual sua vida espiritual é sustentada e alimentada. e da qual seus desejos graciosos são satisfeitos. Eles se reabastecem com a bondade da casa de Deus.

3. Cristo é o pastor, v. 11ss. A vinda dele havia sido profetizada no Antigo Testamento. Ele seria um pastor, Isaías 40.11; Ezequiel 34.23; 31.24; Zacarias 13.7. No Novo Testamento, Ele é mencionado como o Grande Pastor (Hebreus 13.20), o Sumo Pastor (1 Pedro 5.4), o Pastor e Bispo das nossas almas (1 Pedro 2.25). Deus, nosso grande dono, de cuja pastagem nós somos as ovelhas, desde a criação constituiu seu Filho Jesus para ser nosso Pastor, e Ele reconhece esta relação por repetidas vezes. Ele tem, pela sua igreja, e por todos os crentes, todo o cuidado que um bom pastor tem pelo seu rebanho. E Ele espera a presença e a obediência de toda a igreja, e de cada crente em particular, assim como ocorria com os pastores e seus rebanhos naquelas regiões.

(1) Cristo é um pastor, e não é como o ladrão, não é como aqueles que não vêm pela porta. Observe:

[1] A intenção prejudicial do ladrão (v. 10): o ladrão não vem com nenhuma boa intenção, senão roubar, matar e destruir. Em primeiro lugar, aqueles de quem estes ladrões roubam, cujos corações e afetos eles roubam de Cristo e das suas pastagens, matam e destroem espiritualmente, pois as heresias que eles produzem secretamente são odiosas. Aqueles que enganam as almas são assassinos de almas. Aqueles que roubam as Escrituras, conservando-as em um idioma desconhecido, que roubam os sacramentos, mutilando-os e alterando suas propriedades, que roubam as ordenanças de Cristo, colocando suas próprias invenções no lugar delas, matam e destroem. A ignorância e a idolatria são coisas destrutivas. Em segundo lugar, aqueles que eles não conseguem roubar, nem conduzir, levar ou carregar do rebanho de Cristo, por meio de perseguições e massacres, eles procuram matar e destruir fisicamente. Aquele que não se permitir roubar corre o risco de ser morto.

[2] O desígnio gracioso do pastor. Ele veio:

Em primeiro lugar, para dar vida às ovelhas. Em oposição à intenção do ladrão, que é matar e destruir (e que era a intenção dos escribas e fariseus), Cristo diz: “Eu vim” entre os homens:

1. “Para que tenham vida”. Ele veio para dar vida ao rebanho, à igreja em geral, que parecia mais um vale cheio de ossos secos do que uma pastagem coberta de rebanhos. Cristo veio para defender as verdades divinas, para purificar as ordenanças divinas, para corrigir injustiças, e para restaurar o zelo que estava prestes a morrer. Ele veio procurar as ovelhas do seu rebanho que estavam perdidas, ligar aquilo que estava quebrado (Ezequiel 34.16), e isto, para sua igreja, é como a vida dentre os mortos (Romanos 11.15). Ele veio para dar vida aos crentes, individualmente. A vida abrange todo o bem, e está em oposição à morte ameaçadora (Genesis 2.17). Ele veio para que pudéssemos obter vida, como um criminoso obtém vida quando é perdoado, como um doente obtém vida quando é curado, e um morto obtém vida quando é ressuscitado, para que pudéssemos ser justificados, santificados, e, por fim, glorificados.

2. Para que tenham vida “em abundância”. Como nós interpretamos, esta é uma comparação: para que possamos ter uma vida mais abundante do que aquela que foi perdida devido ao pecado, mais abundante do que aquela que foi prometida pela lei de Moisés. Sua duração é superior aos dias em Canaã, mais abundante do que poderia ser esperado ou do que poderíamos pedir ou pensar. Mas isto pode ser interpretado sem a conotação de comparação: para que eles pudessem ter abundância, ou pudessem ter a vida abundantemente. Cristo veio para dar vida e – algo a mais, algo melhor, avida com benefícios, para que em Cristo nós pudéssemos, não somente viver, mas viver confortavelmente, viver plenamente, viver e alegrar-nos. A vida em abundância é a viela eterna, a vida sem a morte ou o temor da morte, a vida e muito mais.