PSICOLOGIA ANALÍTICA

DEPRESSÃO: MOVIMENTO EM DIREÇÃO À CURA

O exercício é um dos tratamentos mais efetivos para casos leves e moderados da doença, pois fortalece a resiliência bioquímica ao estresse, encoraja o crescimento de novas células cerebrais, estimula a autoestima e pode até neutralizar um risco genético de adoecimento.

Depressão - movimewnto em direção à cura

O fato de que exercitar o corpo melhora a saúde física – diminuindo o risco de doenças cardíacas, obesidade, diabetes, câncer – já é tão conhecido que se tornou lugar-comum falar sobre isso. Porém os benefícios para a saúde mental não são tão óbvios ou divulgados. No caso da depressão, um conjunto de evidências recentes demonstra os efeitos benéficos da atividade física. Além de promover autoestima, a prática fortalece a resiliência neuroquímica ao estresse e o crescimento de novas células cerebrais, e há indícios de que ajuda a compensar riscos associados à doença mental. Para a maioria das pessoas com depressão leve a moderada, o exercício constitui um dos tratamentos disponíveis mais eficientes, seguros, práticos, baratos – e agradáveis.

Somente uma fração dos milhões de pessoas acometidas pela depressão busca assistência, e desse contingente apenas um terço responde ao tratamento-padrão com medicamentos. Os antidepressivos costumam ser caros e podem ter sérios efeitos colaterais, levando muitos pacientes a ansiar por soluções mais baratas, seguras e naturais. Em uma pesquisa de mais de 2 mil adultos americanos com diagnóstico de depressão, mais da metade relatava já ter recorrido a algum tipo de tratamento não farmacológico, como ioga, fitoterapia e acupuntura.

Antidepressivos que aumentam os níveis de serotonina e outros neurotransmissores podem funcionar ao revigorar a proliferação neural, um processo que depende em parte de uma molécula chamada fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Em estudos tanto com animais quanto com pessoas, o exercício intensifica a produção de BNDF. Em 2015, o médico Helmuth Haslacher e seus colegas na Universidade de Medicina de Viena, na Áustria, compararam a saúde mental e os genomas de 55 corredores de maratona e ciclistas de resistência com os de 58 não atletas. Os pesquisadores concluíram que o exercício aeróbico vigoroso no longo prazo pode de fato neutralizar uma susceptibilidade genética à depressão, graças à estimulação do BDNF.

A neurobiologia pode também explicar por que, além do fato de o exercício prevenir a depressão, o inverso parece ser verdadeiro: correlações em pesquisas epidemiológicas sugerem que a inatividade física, embora algumas vezes resultante da depressão, pode também constituir um risco maior para desenvolvê-la subsequentemente. Em um estudo de 2014 com mais de 6 mil cidadãos idosos do Reino Unido, quanto mais tempo despendiam assistindo à televisão, mais propensos eram a relatar sintomas de depressão (embora isso não valesse para outras atividades sedentárias, como a leitura). Aqueles que participavam de algum tipo de atividade física vigorosa pelo menos uma vez por semana vivenciavam menos depressão.

Da mesma forma, uma pesquisa recente com 5 mil universitários chineses constatou que, quanto mais tempo o jovem passava em frente à televisão ou tela de computador, mais propenso era a apresentar sintomas depressivos. Em contraste, o risco de depressão caía quanto mais fisicamente ativo o aluno se mostrava, independentemente da idade, gênero ou histórico familiar. Uma meta-análise de 24 estudos, envolvendo cerca de 200 mil participantes, chegou à mesma conclusão: o comportamento sedentário está associado a um risco aumentado de depressão. Na média, as pessoas ativas são 45% menos propensas a serem deprimidas do que as inativas, segundo o Departamento Americano de Prevenção de Doença e Promoção da Saúde.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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