ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 9: 13-34 – PARTE – II

Alimento diário

A Reprovação dos fariseus. Esta reprovação é refutada

1. A doutrina sobre a qual esta censura se baseia é muito verdadeira – a de que não são de Deus aqueles que pretendem profetizar sem serem enviados por Deus, aqueles que pretendem ser santos sem nascerem de Deus, porque não guardam o sábado. Aqueles que são de Deus observam os mandamentos de Deus, e este é seu mandamento, que santifiquemos o dia de repouso. Aqueles que são de Deus mantêm sua comunhão com Deus, e se alegram por ouvi-lo, e por falarem com Ele, e, portanto, irão observar o dia de repouso, que é um dia indicado para o relacionamento com o céu. O sábado é chamado de sinal, pois sua santificação é um sinal de um coração santificado, e sua profanação, um sinal de um coração profano. Mas: 2. Aplicar isto ao nosso Salvador é algo muito injusto, pois Ele observava religiosamente o sábado, e nunca, em nenhuma ocasião, o violou, nunca fez nada no sábado, exceto o bem. Ele não observava o sábado de acordo com a tradição dos anciãos e as práticas supersticiosas dos fariseus, mas o observava de acordo com o mandamento de Deus, e por isto, sem dúvida, Ele era de Deus, e seus milagres provavam que Ele também era Senhor do sábado. Observe que muito julgamento injusto e pouco caridoso é ocasionado pelo fato de que os homens fazem as regras da religião mais rígidas do que Deus as fez, e acrescentam seus próprios caprichos às indicações de Deus, como estes judeus, no caso da santificação do sábado. Nós mesmos podemos evitar algumas coisas no dia de repouso, aquilo que podemos achar que nos distrai, e fazemos muito bem, mas não devemos, por isto, obrigar os outros à mesma rigidez. Tudo o que considerarmos uma regra de costume não deve ser, imediatamente, convertido em uma regra de julgamento. Em segundo lugar, outros falavam a seu favor, e, de maneira muito pertinente, insistiam: “Como pode um homem pecador fazer tais sinais?” Parece que até mesmo neste conselho de ímpios havia alguns que tinham um pensamento independente, e eram testemunhas de Cristo, até mesmo em meio aos seus inimigos. O fato era claro, este era um verdadeiro milagre, quanto mais era investigado, mais era esclarecido. E isto trouxe à lembrança as palavras anteriores de Jesus, e deu oportunidade para falar delas de maneira magnificente, tais sinais, tantos, tão evidentes. E a conclusão é muito natural: coisas como estas nunca poderiam ter sido feitas por um homem pecador, isto é, não por nenhum mero homem, em seu próprio nome, e pelo seu próprio poder; ou melhor, não por alguém que fosse um trapaceiro ou um impostor, e, neste sentido, um pecador. Esta pessoa realmente poderia mostrar alguns sinais e maravilhas falsas, mas não mostraria sinais e maravilhas verdadeiras, como os que Cristo realizava. Como um homem poderia apresentar credenciais tão divinas, se não ti­ vesse uma comissão divina? Assim, houve “dissensão entre eles”, um cisma, pois é este o significado da palavra. Eles tiveram um desacordo nas suas opiniões, nasceu um debate acalorado e a casa se dividiu a este respeito. Assim, Deus derrota os conselhos dos seus inimigos, dividindo-os. E com tais testemunhos como estes, dados contra a maldade dos acusadores, e as dificuldades que eles encontravam, seus desígnios contra a igreja, algumas vezes, resultam ineficazes, e sempre imperdoáveis.

2. Depois das suas perguntas a respeito da cura, nós devemos observar sua investigação a respeito do seu autor. E aqui, observe:

(1) O que o homem disse a respeito de Jesus, em res­ posta à investigação dos fariseus. Eles lhe perguntam (v. 17): ‘”Tu que dizes daquele que te abriu os olhos?’ O que tu achas do fato de que Ele fez isto? E que ideia tu fazes daquele que fez isto?” Se ele pudesse falar de Cristo de maneira desdenhosa, como poderia ter sido tentado a fazer, para agradá-los, agora que estava nas suas mãos, como tinha acontecido com seus pais – se ele dissesse: “Eu não sei o que pensar dele. Ele pode ser um ilusionista, até onde eu sei, ou algum médico charlatão” -, eles teriam triunfado. Nada confirma tanto os inimigos de Cristo na sua inimizade a Ele quanto o desprezo que lhe destinam aqueles que passam por seus amigos. Mas, se ele falasse honradamente de Cristo, eles o acusariam, com base na sua lei, que não admitia exceções, não, nem ao seu próprio paciente. Eles fariam dele um exemplo, e assim impediriam que outros procurassem a Cristo pedindo curas, pois, embora fossem fáceis para Cristo, elas custariam caro para eles. Ou, talvez, os amigos de Cristo tivessem sugerido ouvir os sentimentos do homem a respeito do seu médico, e estivessem desejosos de saber, uma vez que ele parecia ser um homem sensato, o que ele pensava a respeito de Cristo. Observe que aqueles cujos olhos Cristo abriu sabem melhor o que dizer dele, e têm grandes motivos, em qualquer ocasião, para falar bem dele. O que pensamos de Cristo? A esta pergunta, o pobre homem dá uma resposta curta, simples e direta: “Ele ‘é profeta’, alguém inspirado por Deus, e enviado por Ele, para pregar, e realizar milagres, e transmitir ao mundo uma mensagem divina”. Durante quatrocentos, anos não houve profetas entre os judeus, mas eles não concluíram que não haveria mais, pois sabiam que ainda estava por vir aquele que iria selar a visão e a profecia, Daniel 9.24. Aparentem ente, este homem não pensava que Cristo era Messias, o grande profeta, mas alguém do mesmo nível que os demais profetas. A mulher de Samaria concluir que Ele era um profeta, antes que tivesse qualquer noção de que Ele fosse o Messias (cap. 4.19). Assim também este cego pensou bem de Cristo, de acordo com o conheci mento que tinha, embora não tivesse pensado suficiente mente bem dele. Mas, sendo fiel ao que ele já tinha conquistado, Deus lhe revelou também isto. Este pobre mendigo cego tinha um julgamento claro das coisas que perenciam ao reino de Deus, e viu mais nas evidências de uma missão divina do que os mestres de Israel, que supunham ter autoridade para julgar os profetas.

(2) O que eles disseram a respeito de Jesus, em res posta ao testemunho do homem. Tendo inutilmente tentado invalidar a evidência do fato, e descobrindo que, realmente, um milagre notável tinha sido realizado, e ele não podiam negar isto, eles renovam seus esforços par zombar dele, e destruí-lo, e fazem tudo o que podem para abalar a boa opinião que o homem tinha sobre aquele que tinha lhe aberto os olhos, e para convencê-lo de que Cristo era um homem mau (v. 24): “Dá glória Deus; nós sabemos que esse homem é pecador”. Isto pode ser interpretado de duas maneiras:

[l) Como um conselho, para que ele tomasse cuidado para não atribuir a glória da sua cura a um pecador, mas que a desse toda a Deus, a quem ela era devida. Assim, sob o pretexto de zelar pela honra de Deus, eles destituem Cristo d sua honra, como aqueles que não desejam adorar a Cristo como Deus, sob a pretensão de zelar pela grande verdade de que havia um único Deus a ser adorado. Mas vontade declarada de Deus é que todos os homens honrem o Filho como honram o Pai, e ao confessarmos que Cristo é Senhor, nós estamos dando glória a Deus, o Pai. Quando Deus utiliza homens pecadores como instrumentos para fazer o bem a nós, nós devemos dar a Deu a glória, pois toda criatura é, para nós, aquilo que Ele a cria para ser. E devemos ser gratos àqueles que permitem que o Senhor os use como seus instrumentos. Era uma boa expressão: “Dá glória a Deus”, mas aqui é usada de maneira inadequada, e parece haver mais alguma intenções iníquas quando a utilizaram: “Este homem um pecador, um homem mau, e por isto dê glória a Deus que conseguiu trabalhar por meio de tal instrumento’

[2) Como uma súplica. Assim alguns interpretam est frase. “Nós sabemos (embora você não sabia, pois apenas recentemente entrou em um novo mundo) que esse homem é pecador, um grande impostor, e engana o pai.  Disto, nós temos certeza, por isso dê glória a Deus (com Josué disse a Acã), fazendo uma confissão ingênua d fraude e da conspiração que nós temos certeza que exultem neste assunto. Em nome de Deus, homem, diga verdade”. Dessa maneira, o nome de Deus é tratado d modo inadequado nas inquisições papais, quando, para juramentos, eles extorquem dos inocente acusações a si mesmos, e dos ignorantes, acusações ac outros. Veja de que maneira vil eles falam do Senhor Jesus: “Nós sabemos que esse homem é pecador”. E aqui podemos observar, em primeiro lugar a insolência e o mal.

Em segundo lugar, outros falavam a seu favor, e, de maneira muito pertinente, insistiam: “Como pode um homem pecador fazer tais sinais?” Parece que até mesmo neste conselho de ímpios havia alguns que tinham um pensamento independente, e eram testemunhas de Cristo, até mesmo em meio aos seus inimigos. O fato era claro, este era um verdadeiro milagre, quanto mais era investigado, mais era esclarecido. E isto trouxe à lembrança as palavras anteriores de Jesus, e deu oportunidade para falar delas de maneira magnificente, semeia tais sinais, tantos, tão evidentes. E a conclusão é muito natural: coisas como estas nunca poderiam ter sido feitas por um homem pecador, isto é, não por nenhum mero homem, em seu próprio nome, e pelo seu próprio poder; ou melhor, não por alguém que fosse um trapaceiro ou um impostor, e, neste sentido, um pecador. Esta pessoa realmente poderia mostrar alguns sinais e maravilhas falsas, mas não mostraria sinais e maravilhas verdadeiras, como os que Cristo realizava. Como um homem poderia apresentar credenciais tão divinas, se não ti­ vesse uma comissão divina? Assim, houve “dissensão entre eles”, um cisma, pois é este o significado da palavra. Eles tiveram um desacordo nas suas opiniões, nasceu um debate acalorado e a casa se dividiu a este respeito. Assim, Deus derrota os conselhos dos seus inimigos, dividindo-os. E com tais testemunhos como estes, dados contra a maldade dos acusadores, e as dificuldades que eles encontravam, seus desígnios contra a igreja, algumas vezes, resultam ineficazes, e sempre imperdoáveis.

2. Depois das suas perguntas a respeito da cura, nós devemos observar sua investigação a respeito do seu autor. E aqui, observe:

(1) O que o homem disse a respeito de Jesus, em resposta à investigação dos fariseus. Eles lhe perguntam (v. 17): ‘”Tu que dizes daquele que te abriu os olhos?’ O que tu achas do fato de que Ele fez isto? E que ideia tu fazes daquele que fez isto?” Se ele pudesse falar de Cristo de maneira desdenhosa, como poderia ter sido tentado a fazer, para agradá-los, agora que estava nas suas mãos, como tinha acontecido com seus pais – se ele dissesse: “Eu não sei o que pensar dele. Ele pode ser um ilusionista, até onde eu sei, ou algum médico charlatão” -, eles teriam triunfado. Nada confirma tanto os inimigos de Cristo na sua inimizade a Ele quanto o desprezo que lhe destinam aqueles que passam por seus amigos. Mas, se ele falasse honradamente de Cristo, eles o acusariam, com base na sua lei, que não admitia exceções, não, nem ao seu próprio paciente. Eles fariam dele um exemplo, e assim impediriam que outros procurassem a Cristo pedindo curas, pois, embora fossem fáceis para Cristo, elas custariam caro para eles. Ou, talvez, os amigos de Cristo tivessem sugerido ouvir os sentimentos do homem a respeito do seu médico, e estivessem desejosos de saber, uma vez que ele parecia ser um homem sensato, o que ele pensava a respeito de Cristo. Observe que aqueles cujos olhos Cristo abriu sabem melhor o que dizer dele, e têm grandes motivos, em qualquer ocasião, para falar bem dele. O que pensamos de Cristo? A esta pergunta, o pobre homem dá uma resposta curta, simples e direta: “Ele ‘é profeta’, alguém inspirado por Deus, e enviado por Ele, para pregar, e realizar milagres, e transmitir ao mundo uma mensagem divina”. Durante quatrocentos, anos não orgulho deles. Eles não teriam imaginado, quando perguntaram ao homem o que ele pensava de Jesus, que precisavam de informações. Não, eles sabiam muito bem que Ele era um pecador, e ninguém poderá convencê-los do contrário. Ele os tinha desafiado abertamente (cap. 8.46) a condená-lo de algum pecado, e eles não tinham tido nada a dizer. Mas agora, às costas, eles falam dele como de um malfeitor, condenado pela notória evidência do fato. Assim, os falsos acusadores compensam em confiança o que falta em evidências. Em segundo lugar, a injúria e a indignidade que é feita ao Senhor Jesus. Quando Ele se tornou homem, Ele assumiu a forma, não somente de um servo, mas de um pecador (Romanos 8.3), e passou por pecado como o resto da humanidade. Na verdade, Ele foi considerado um pecador de primeira grandeza, um pecador acima de todos os homens, e, tendo sido feito pecado por nós, Ele desprezou até mesmo esta afronta.

3. A discussão que surgiu entre os fariseus e este pobre homem a respeito de Cristo. Eles dizem: “Ele é pescador”. Ele diz: “Ele é profeta”. Como é um incentivo a para que aqueles que se interessam pela causa de Cristo tenham esperança de que ela nunca se perca por falta de e testemunhas, quando encontram um pobre mendigo o cego à beira do caminho, tornado uma testemunha de a Cristo, diante dos seus mais insolentes inimigos, também é um incentivo para que aqueles que são chamados n para testemunhar por Cristo encontrem a prudência e a coragem com que este homem tratou da sua defesa, de e acordo com a promessa: “O que vos for dado naquela hora, isso falai”. Embora nunca tivesse visto a Jesus, ele a tinha sentido sua graça. Na discussão entre os fariseus e este pobre homem, nós podemos observar três etapas:

(1). Ele permanece firme ao fato cuja evidência eles a se empenham em destruir. Aquilo que é duvidoso é mais 1- bem resolvido utilizando-se aquilo que é claro. Portanto: e

[1] Ele se prende àquilo que, para ele, pelo menos, e para sua própria satisfação, não havia dúvidas (v. 25):  “Se é pecador, não sei”, eu não quero discutir, nem preciso, uma coisa sei, e ainda que eu pudesse me conter, mas tinha paz falaria por si mesma”. Ou, como pode ser mais i- bem traduzido: “‘Se é pecador, não sei’, eu não vejo razão a para dizer isto, mas sim o contrário, pois eu só sei uma t- coisa, e posso ter mais certeza dela do que vocês podemos ter daquilo em que têm tanta confiança, ‘e é que, havendo eu sido cego, agora vejo’, e, portanto, não somente devo dizer que Ele foi um bom amigo para mim, mas também que Ele é um profeta. Eu tanto sou capaz de falar bem dele como me sinto na obrigação de fazê-lo”.

Aqui, em primeiro lugar, tacitamente, ele reprova a :e grande segurança que estes fariseus tinham do mau caráter que atribuíam ao bendito Jesus: “Vocês dizem que o sabem que Ele é um pecador. Eu, que o conheço tão bem como vocês, não posso lhe atribuir tal caráter”. Em segundo lugar, ousadamente, ele confia na sua própria experiência do poder e da bondade do santo Jesus, e decide de agir de acordo com ela. Não há como discutir contra a ir experiência, nem como argumentar com um homem sobre seus sentimentos. Aqui está alguém que é, apropriadamente, uma testemunha do poder e da graça de Cristo, ainda que nunca o tivesse visto. Observe que, assim como as graças de Cristo são muito valorizadas por aqueles que sentiram a necessidade delas, que foram cegos e agora veem, também as mais poderosas e duráveis afeições por Cristo são aquelas que nascem de um conhecimento experimental dele, 1 João 1.1; Atos 4.20. O pobre homem não dá aqui um relato agradável do método da cura, nem pretende descrevê-lo filosoficamente, mas em resumo: “Sei que, havendo eu sido cego, agora vejo”. Assim, no trabalho da graça na alma, embora nós não possamos dizer quando ou como, por meio de quais instrumentos e em quais etapas e movimentos, a bendita transformação foi feita, ainda assim podemos receber seu conforto se pudermos dizer, por meio da graça: “Havendo eu sido cego, agora vejo. Eu realmente vivia uma vida carnal, mundana, sensual, mas, graças a Deus, agora as coisas são diferentes comigo”, Efésios 5.8.

(2) Eles se esforçam para sufocar e frustrar as evidências, por meio de uma desnecessária repetição das suas perguntas (v. 26): “Que te fez ele? Como te abriu os olhos?” Eles faziam estas perguntas, em primeiro lugar porque não tinham o que dizer, e preferiam falar de modo impertinente a parecerem silenciados ou derrotados. Assim, aqueles que discutem fervorosamente, que decidem que terão a última palavra, por meio de repetições inúteis, para evitar a vergonha de serem silenciados, se fazem responsáveis por muitas palavras frívolas. Em segundo lugar, porque tinham a esperança, ao fazerem este homem repetir suas evidências desta maneira, que ele se enganasse, ou hesitasse, e assim pensavam que poderiam ganhar um ponto a seu favor.

(2) O homem os repreende pela sua infidelidade obstinada e pelos seus preconceitos invencíveis, e eles o insultam, chamando-o de discípulo de Jesus, vv. 27-29. Neste episódio, o homem é mais corajoso e ousado do que antes nas palavras que dirigiu àqueles rebeldes, e eles são mais rudes com ele.

(1) O homem corajosamente os repreende pela sua oposição determinada e irracional à evidência deste milagre, v. 27. Ele não desejava satisfazê-los com uma repetição da história, mas corajosamente respondeu: “Já vo-lo disse e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus discípulos?” Alguns opinam que ele falou seriamente, e realmente esperando que eles seriam convencidos. “Ele tem muitos discípulos, eu serei um deles, vocês também desejam acompanhá-los?” Alguns cristãos novos convertidos e zelosos veem tantas razões para abraçar a religião, que estão prontos a pensar que todo o mundo terá, imediatamente, a mesma opinião. Mas, na verdade, isto parece ter sido dito ironicamente: “‘Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus discípulos?’ Não, eu sei que vós não quer eis nem pensar nisto. Por que, então, desejais ouvir aquilo que, ou fará de vós seus discípulos, ou vos deixará imperdoáveis, caso isto não aconteça?” Aqueles que voluntariamente fecham seus olhos para a luz, como fizeram estes fariseus, em primeiro lugar, tornam-se desprezíveis e vis, como aconteceu com estes, que foram, com razão, denunciados por este pobre homem por renegar a conclusão, quando não tinham nada a objetar contra nenhuma das premissas. Em segundo lugar, eles perderam todo o direito ao benefício de novas instruções e meios de conhecimento e convicção. Aqueles a quem foi dito uma vez, e não quiseram ouvir, por que lhes seria dito outra vez? Jeremias 51.9. Veja Mateus 10.14. Em terceiro lugar, eles recebem a graça de Deus inutilmente. Isto resultava em expressões como: “‘Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus discípulos?’ Não, vós decidistes que não quereis. Por que, então, teríeis que ouvir isto novamente, para que possais ser seus acusadores e perseguidores?” Poderíamos pensar que aqueles que não veem motivos para aceitar a Cristo, e se unirem aos seus seguidores, deveriam enxergar motivos suficientes para não odiar e perseguir, nem a Ele nem a eles.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.