PSICOLOGIA ANALÍTICA

SER EMPÁTICO É DEIXAR-SE HABITAR PELA DIFERENÇA

Filme trata do risco de confundir um atendimento terapêutico com desejo simplista de ajudar alguém; na trama, a pretensão de neutralidade clínica produz uma atuação contra transferencial.

Ser empático.

Em Praça Paris (2017), a psicóloga portuguesa Camila (Joana de Verona) vem ao Brasil para fazer uma pós-graduação na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e conduz o tratamento de Glória (Grace Passô), que trabalha como ascensorista na universidade. Esse é o cenário proposto pela diretora Lúcia Murat para demonstrar os efeitos da violência urbana e questionar o perigo das boas intenções sem o devido embasamento. Glória é uma mulher negra e pobre, nascida e criada no Morro da Providência, favela onde ainda reside. Vítima de abusos e abandono na infância, mantém um vínculo de dependência com Jonas (Alex Brasil), seu irmão preso por tráfico. Ao longo das sessões, Glória conta à psicóloga sobre sua vida e passa a confiar na proposta terapêutica. Contudo, a profissional parece não ter suporte interno para absorver o impacto da realidade nem espaço de supervisão adequado – o que fica claro pelas vozes confusas e sobrepostas que Camila ouve em sua cabeça enquanto anda pelos corredores da universidade. É então que da postura inicial de Camila – cálida e simpática, aparentemente uma escuta compreensiva e generosa – emerge uma atitude reativa e marcada por preconceitos.

A ingenuidade (ou o despreparo) de Camila para reconhecer as diferenças de mundos é o disparador do medo que faz a personagem atuar a contratransferência. Enquanto espectadores, somos levados a testemunhar o problema decorrente do desejo simplista de fazer o bem e das boas intenções em ajudar alguém. Mas, acima de tudo, é o problema relativo à empatia que chama atenção. Não é raro ouvir, hoje em dia, tanto de profissionais como de possíveis pacientes, sobre o desejo por uma relação terapêutica em que seja possível compreender com profundidade o sentimento alheio. Presume-se que seja necessário alguém com as mesmas características ou experiências para que tal efeito seja alcançado.

Ao falar sobre o filme no Festival do Rio (disponível no YouTube), Murat expôs sua história pessoal de tortura durante a ditadura militar. A diretora comentou que, ao sair da prisão, buscou tratamento supondo ser fundamental fazê-lo com alguém que soubesse, de antemão, como é essa experiência. O resultado foi, nas palavras da própria diretora, um desastre – o que é previsível para todas as terapêuticas baseadas em identificação. Temos aqui mais um exemplo do problema contemporâneo da confusão a respeito da empatia: se Murat afirma não desacreditar que uma psicóloga branca possa desenvolver empatia por alguém como Glória, no filme somos levados a ver como a pretensão de neutralidade clínica produz uma atuação contratransferencial. Nenhum analista é apenas um espelho.

Apostar que um elemento em comum com o analista é o que garante a empatia dessa relação é confundir tanto o que é a empatia na psicanálise como os seus usos. Quando um sujeito procura um analista que tenha alguma semelhança consigo (seja a cor da pele, o gênero ou alguma experiência em comum), a lógica por trás dessa atitude é tentar garantir, por meio da imagem, que se está falando com alguém capaz de uma compreensão absoluta.

A sensação de empatia é um efeito útil ao processo terapêutico, podendo ser notada desde o primeiro contato ou surgir como uma surpresa no decorrer do atendimento, como resultado de uma construção conjunta. Saber escutar com empatia é saber esvaziar-se de si, mesmo que por um breve momento, tornando-se uma estrutura tanto sólida e resistente como côncava e oca, capaz de produzir eco das vozes de um outro que procura alguém para, paradoxalmente, escutar a sua voz. Ser empático não é saber exatamente o que o outro sente ou pensa porque se é pareci- do com o outro na superfície da pele, no gênero ou na sexualidade; ser empático é deixar-se habitar justamente pela radical diferença que é o estrangeiro.

Com uma ideia genérica de empatia, algo da experiência pessoal de outra pessoa é anulado. Se Camila, irrefletidamente, aposta que pode compreender Glória, pois assim o deseja, falta-lhe o poder de apostar no não saber. Afinal, em sua forma mais honesta, a empatia é consequência de um trabalho do analista, e não efeito de sua imaginação perigosamente bem-intencionada.

Praça Paris fala sobre as consequências da distância social, sobre violência e medo, mas também abre caminho para pensarmos sobre a expectativa de empatia e os riscos da identificação narcísica. Se desejamos trabalhar com a noção de empatia, não podemos correr o risco de silenciar a experiência singular de um sujeito com nossos próprios sentimentos. Não é possível tomar a vida ou a imagem do analista como um espelho para o paciente. Isso seria o mesmo que supor que somente um analista negro é capaz de atender negros ou que ser homossexual é condição para atender homossexuais. Tal aposta supõe o analista como um especialista moral que detém um saber pronto sobre o outro; mais ainda, fala da gigantesca fragilidade de um Eu que não suporta o contato com a diferença radical que está no âmago de todo contato humano.

 Ser empático.2 BARTHOLOMEU DE AGUIAR VIEIRA – é psicólogo e psicanalista, membro do PsiA – Laboratório de Pesquisas e Intervenções em Psicanálise da Universidade de São Paulo (USP), mestre em psicologia clínica pela mesma instituição e especialista em psicologia clínica com crianças.

OUTROS OLHARES

SAÚDE ELETRÔNICA

Sensores colocados sobre ou sob a pele ajudam no controle de doenças e permitem a injeção de remédios onde é preciso.

Saúde eletrônica

Está em teste, com bons resultados, uma novidade que representa uma das mais inteligentes estratégias da medicina para dar força ao coração depois de um infarto. Cientistas da Universidade Harvard (EUA) comandam o time responsável pela criação de um sistema que infunde no músculo cardíaco os remédios necessários à recuperação do órgão. A entrega direta aumenta a eficácia das medicações e poupa o organismo de efeitos tóxicos.

O Therepi, como é chamado, é o mais recente exemplo dos avanços da medicina bioeletrônica, área que ganhou robustez com a sofisticação da indústria eletrônica e do entendimento sobre o corpo. Microchips que não causam rejeição já são recursos importantes contra várias enfermidades. Eletrodos implantados no cérebro permitem o reequilíbrio do funcionamento elétrico de áreas associadas à doença de Parkinson e à obesidade. Sensores posicionados sob ou sobre a pele medem sinais virais como o batimento cardíaco, possibilitando melhor controle de doenças crônicas. Agora, mecanismos como o Therepi injetam o remédio somente onde é preciso.

O sistema é composto por uma espécie de adesivo suturado no tecido a ser tratado e um reservatório para a colocação do medicamento. No caso em teste, ele foi colocado no músculo cardíaco e possibilitou a infusão de células tronco. Elas têm sido usadas para ajudar na recuperação após o infarto.  No entanto, um dos obstáculos é garantir sua administração constante. Nos testes em cobaias, o Therepi cumpriu a função aumentando a eficiência cardíaca por mais de um mês. “O recurso pode ser aplicado no tratamento de outras doenças, entre elas o câncer e a diabetes”, afirmou o farmacêutico William Whyte, um dos autores do artigo sobre o sistema recém-publicado na revista cientifica Nature.

Por sua importância, a medicina bioeletrônica ganhou no final do ano uma publicação cientifica especifica patrocinada pelo Future Science Group, iniciativa que reúne pesquisadores em tecnologia de ponta para medicina. “Queremos dar espaço a este campo inovador. A bioeletrônica tem o potencial de revolucionar o cuidado com a saúde” escreveu Sarah Jones, editora responsável pelo periódico.

Saúde eletrônica.2

DA CABEÇA AOS PÉS
O uso dos dispositivos é cada vez mais amplo.

DOR: Eletrodos conectados à medula espinhal interrompem o envio de sinais de dor ao cérebro.

DOENÇA DE PARKINSON: Chips regulam a atividade elétrica na substância negra, região cerebral associada à enfermidade.

OLHO: Estão em teste, em cobaias, biosensores colocados em lentes de contato. O objetivo é saber como funcionam para detectar doenças infecciosas e mudanças metabólicas nos olhos e enviar os dados via wireless para os médicos

CORAÇÃO: Sistema criado na Universidade Harvard permite a infusão constante de remédios para recuperar a força do coração depois do infarto. Desfibriladores implantados sob a pele evitam o surgimento de ritmo cardíaco anormal.

DIABETES: Um chip do tamanho de um mostrador de relógio mede a concentração, no suor, de três substâncias relacionadas à doença. Chips disponibilizados por meio de adesivos medem a frequência cardíaca, indicando sinais de queda brusca de açúcar no sangue.

MÚSCULOS: Cientistas da Estação Espacial Internacional avaliam a eficácia, em animais, de um implante para infundir remédios contra a perda muscular.

DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA: Sensor sinaliza quando a enfermidade obstrui os vasos sanguíneos em braços e pernas, o que pode levar à amputação.

GESTÃO E CARREIRA

FOME DE VENDER

Produtos inspirados no formato ou no aroma de certos alimentos passam a fazer parte dos armários de muita gente. A estratégia é produzir desde recipientes plásticos até perfumes e bebidas

Fome de vender

Quando você olha para um morango bem vermelhinho e suculento. Provavelmente vai querer saboreá-lo. São muitas características que o fazem quere isso: o brilho da fruta, a intensidade da cor, o paladar aguçado e o fato de você associar a uma experiência anterior com a fruta. Isso sem falar em referências subjetivas como as sensações que o morango desperta: frescor, leveza, qualidade e saúde.

É por esses e outros motivos que a indústria sempre ligada a esse tipo de análise e percebe que tem um mercado a ser explorado. Os fabricantes de cosméticos já fazem isso com sabedoria. Apostam em batons com cor e embalagem em formato de frutas: shampoos com aromas de frutas e chocolate. . . “Trata-se de uma estratégia para atrair consumidores que, mesmo sem perceber, estão fazendo referência no subconsciente e se abrindo para o consumo”, explica o consultor de negócios e marketing Luan Cádimo.

POTES PLÁSTICOS

A marca de embalagens plásticas Tupperware possui em seu portfólio cerca de 13 produtos que se referem diretamente a alimentos com o formato de frutas e vegetais. São os de tomate, cebola, alho, pimentão, pimenta, banana, maçã, pera, limão, uva, laranja, morango e frutas.

As opções, que variam de R$ 21 a R$ 31 atendem a um público variado. “Vai de uma dona de casa que gosta de manter a geladeira bem organizada, com um produto que identifica o alimento, além de garantir que será conservado por mais tempo, até mesmo pessoas que têm uma rotina mais corrida, que precisam de produtos práticos para tirar a fruta da geladeira e levar para o trabalho, sem que a tampa abra na bolsa”, comenta o gerente de produtos da Tupperware Brasil, Júlio Vieira.

Vieira conta que a estratégia de trazer produtos em formato de alimentos é justamente para facilitar a identificação do alimento que estão dentro dos potes na geladeira e, ainda, ter a possibilidade de contar com um formato específico para guardar cada item. “Dessa forma, fica muito mais fácil organizar a geladeira, onde o tomate fica no pote do tomate e a cebola dentro do pote de cebola”, exemplifica o executivo.

No caso dos potes plásticos, Luan Cádimo diz que, mais do que organizar a geladeira, os produtos remetem ao conforto de casa. “Levar uma fruta que foi cortada e embalada em casa deixa o momento do lanche mais calmo e tranquilo”, pontua.

INVASÃO DE SABOR

Na rede Mestre Cervejeiro.com são mais de 3.000 cervejas cadastradas. Entre elas estão os mais diversos rótulos e, claro, alguns deles com referências a sabores, aromas bem comuns do nosso dia a dia, como o chocolate.

A cerveja Belgian Tripel Chocolate é feita de maneira colaborativa entre a rede de lojas e o chocolatier e cervejeiro americano Pete Slosberg. Ela é do estilo Belgian Tripel, um tipo tradicional de cerveja belga, com adição de cacau em pó, nibs de cacau, casca de laranja e baunilha. “O resultado foi uma cerveja com os aromas desses insumos em conjunto, com a complexidade dos   aromas frutados e de especiarias da cerveja Tripel, diz o fundador e diretor da rede Mestre Cervejeiro.com, Daniel Wolff.

A cerveja ganhou medalha de ouro no concurso internacional South Beer Cup, realizado em 2017 em Mar del Plata (Argentina). Mas não pense que uma bebida com tantas características diferentes teria um preço “comum”. Pelo contrário, ela sai entre R$90,00 e R$120,00. Para deixá-la ainda mais singular, a cerveja é sazonal, feita especialmente para comemorar as festas de fim de ano.

INTERESSE

O consultor de negócios e marketing Luan Cádimo acredita que parte do interesse do público por itens que fazem referência a alimentos está, de certo modo, ligado a curiosidade das pessoas. “Será que o creme hidratante com a forma de determinada fruta vai ter a fragrância muito forte? Será que o sabonete com formato e cor de melancia são fiéis à fruta?”, exemplifica o especialista.

Percebeu que, até agora, as frutas tão no topo das comparações nesta reportagem? Para Cádimo, existe uma explicação para isto. “As empresas entendem que a ousadia não pode ir muito longe. Já pensou em um shampoo com aroma de paçoca? Ou ainda um aromatizador de ambientes com cheiro de bacon?”, diverte-se Cádimo.

O marketing olfativo, por sinal, muito usado pelas lojas, também tem notas frutadas entre as principais escolhas por parte de quem planeja a ação com a fragrância. “Uma boa escolha de aroma para o ambiente pode determinar se o cliente vai ficar muito ou pouco tempo na loja, e se ele se sentirá ou não confortável naquele espaço para fazer compras”, diz o consultor.

Opções como nota frescas de morango, limão, tangerina ou laranja proporcionam ideia de frescor, limpeza e conforto, ou seja, optando por essas opções, vai ter clientes comprando com mais calma e colhendo sem pressa de ir para outra loja.

PONITO NEGATIVO

Nem sempre apostar em um aroma ligado a alimentos pode ser positivo. Na ansiedade de reproduzir aromas, a indústria pode errar a mão. “Às vezes, o produto torna-se enjoativo e pode criar repulsa por parte do consumidor”, diz Cádimo.

Mas tudo é uma questão de gosto. Afinal, estamos falando de um certo interesse por frutas ou legumes, porém, se as pessoas – mesmo que a maioria – não forem fãs de itens frescos, tenha certeza: eles fugirão do seu produto.

FRUTAS NA MODA

As frutas podem ainda, passar mensagens subjetivas até mesmo quando estampam tecidos ou objetos decorativos.

O abacaxi, por exemplo, tá na moda tanto em roupas como na decoração. A coroa da fruta desperta a ideia de poder e, ao mesmo tempo, o restante da fruta traz a ideia de frescor e brasilidade.

O morango passa uma mensagem mais suave. A fruta, por ser bastante delicada e sensível, acaba sendo explorada para despertar a timidez ou o desejo escondido. O pêssego, por sua vez, referese à suavidade e à beleza da mulher. A fruta delicada, assim como o morango, pode trazer uma lembrança de proximidade e confiança.

SENSAÇÃO DE CULPA

Cádimo destaca ainda que esse interesse por produtos que lembram alimentos pode ser uma forma de o nosso subconsciente suprir uma ausência com o produto. “Uma pessoa que é apaixonada por chocolate, mas está de dieta, acaba buscando um creme hidratante com aroma da guloseima para tentar suprir sua vontade”, pontua o consultor.

Ainda nessa linha, ele diz que o mesmo vale para a fruta. “Se a pessoa teve uma infância marcada por determinada fruta, quando ela a consome ou é exposta à imagem ou ao aroma, vai resgatar na memória momentos bons – ou ruins – que a estimularam a fazer a associação, esclarece Cádimo.

Fome de vender.2

AS CORES E OS EFEITOS NO CÉREBRO

BRANCO – estimula o córtex esquerdo, responsável pela lógica e pela comunicação. Entre seus efeitos está a pureza e a paz. Transmite a ideia de frescor e calma.

VERMELIHO – age na amigdala e núcleo acumbens, estruturas ligadas ao prazer. A cor proporciona a ideia de atenção, impulso e dinamismo.

ROXO – age no polo frontal, responsável pelo planejamento das ações e movimento. A cor estimula a fantasia e o mistério.

AMARELO e LARANJA são duas cores que agem no sistema dopaminérgico, que gerencia estados da recompensa e a liberação de dopamina estimula alegria, energia e entusiasmo.

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AS MENSAGENS DOS AROMAS

CHEIRINHO DE CAFÉ: Traz sensação de conforto e de início de um novo dia. Ele dá a ideia de neutralidade, já que tem o poder de limpar o nosso olfato e, por fim, o cheiro do grão torrado é um anti estresse natural.

PÃO QUENTE: O cheiro do pão saindo do forno é um aguçador de apetite. Mais do que isso, ele lembra a infância, o que pode ser sinônimo de paz e tranquilidade.

VEGETAIS E ERVAS AROMÁTICAS: Alguns vegetais e ervas aromáticas tem o poder de transmitir renovação de energia e um toque a mais de bem-estar. O conforto acaba sendo importante, ou seja, estimula um recomeço.

 

MARKETING OLFATIVO: OS TRÊS PASSOS PARA COLOCAR EM PRÁTICA

1º DEFINA o objetivo e o público alvo da sua estratégia. Saiba se quer que a compra seja por impulso e rápida ou se quer tornar o ambiente aconchegante para uma atenção especial ao produto.

2º ESCOLHA o aroma. Nada de querer usar o que representa o seu gosto pessoal. É preciso pesquisar a mensagem que quer passar. Tem que estar em sintonia.

3º DECIDA como vai aromatizar o ambiente. Entre as opções estão a difusão, aspersão, ventilação, nebulização, ente outras. Tenha bom senso na quantidade, já que ela pode, se em excesso, provocar mal-estar no cliente.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 9: 13-34 – PARTE – II

Alimento diário

A Reprovação dos fariseus. Esta reprovação é refutada

1. A doutrina sobre a qual esta censura se baseia é muito verdadeira – a de que não são de Deus aqueles que pretendem profetizar sem serem enviados por Deus, aqueles que pretendem ser santos sem nascerem de Deus, porque não guardam o sábado. Aqueles que são de Deus observam os mandamentos de Deus, e este é seu mandamento, que santifiquemos o dia de repouso. Aqueles que são de Deus mantêm sua comunhão com Deus, e se alegram por ouvi-lo, e por falarem com Ele, e, portanto, irão observar o dia de repouso, que é um dia indicado para o relacionamento com o céu. O sábado é chamado de sinal, pois sua santificação é um sinal de um coração santificado, e sua profanação, um sinal de um coração profano. Mas: 2. Aplicar isto ao nosso Salvador é algo muito injusto, pois Ele observava religiosamente o sábado, e nunca, em nenhuma ocasião, o violou, nunca fez nada no sábado, exceto o bem. Ele não observava o sábado de acordo com a tradição dos anciãos e as práticas supersticiosas dos fariseus, mas o observava de acordo com o mandamento de Deus, e por isto, sem dúvida, Ele era de Deus, e seus milagres provavam que Ele também era Senhor do sábado. Observe que muito julgamento injusto e pouco caridoso é ocasionado pelo fato de que os homens fazem as regras da religião mais rígidas do que Deus as fez, e acrescentam seus próprios caprichos às indicações de Deus, como estes judeus, no caso da santificação do sábado. Nós mesmos podemos evitar algumas coisas no dia de repouso, aquilo que podemos achar que nos distrai, e fazemos muito bem, mas não devemos, por isto, obrigar os outros à mesma rigidez. Tudo o que considerarmos uma regra de costume não deve ser, imediatamente, convertido em uma regra de julgamento. Em segundo lugar, outros falavam a seu favor, e, de maneira muito pertinente, insistiam: “Como pode um homem pecador fazer tais sinais?” Parece que até mesmo neste conselho de ímpios havia alguns que tinham um pensamento independente, e eram testemunhas de Cristo, até mesmo em meio aos seus inimigos. O fato era claro, este era um verdadeiro milagre, quanto mais era investigado, mais era esclarecido. E isto trouxe à lembrança as palavras anteriores de Jesus, e deu oportunidade para falar delas de maneira magnificente, tais sinais, tantos, tão evidentes. E a conclusão é muito natural: coisas como estas nunca poderiam ter sido feitas por um homem pecador, isto é, não por nenhum mero homem, em seu próprio nome, e pelo seu próprio poder; ou melhor, não por alguém que fosse um trapaceiro ou um impostor, e, neste sentido, um pecador. Esta pessoa realmente poderia mostrar alguns sinais e maravilhas falsas, mas não mostraria sinais e maravilhas verdadeiras, como os que Cristo realizava. Como um homem poderia apresentar credenciais tão divinas, se não ti­ vesse uma comissão divina? Assim, houve “dissensão entre eles”, um cisma, pois é este o significado da palavra. Eles tiveram um desacordo nas suas opiniões, nasceu um debate acalorado e a casa se dividiu a este respeito. Assim, Deus derrota os conselhos dos seus inimigos, dividindo-os. E com tais testemunhos como estes, dados contra a maldade dos acusadores, e as dificuldades que eles encontravam, seus desígnios contra a igreja, algumas vezes, resultam ineficazes, e sempre imperdoáveis.

2. Depois das suas perguntas a respeito da cura, nós devemos observar sua investigação a respeito do seu autor. E aqui, observe:

(1) O que o homem disse a respeito de Jesus, em res­ posta à investigação dos fariseus. Eles lhe perguntam (v. 17): ‘”Tu que dizes daquele que te abriu os olhos?’ O que tu achas do fato de que Ele fez isto? E que ideia tu fazes daquele que fez isto?” Se ele pudesse falar de Cristo de maneira desdenhosa, como poderia ter sido tentado a fazer, para agradá-los, agora que estava nas suas mãos, como tinha acontecido com seus pais – se ele dissesse: “Eu não sei o que pensar dele. Ele pode ser um ilusionista, até onde eu sei, ou algum médico charlatão” -, eles teriam triunfado. Nada confirma tanto os inimigos de Cristo na sua inimizade a Ele quanto o desprezo que lhe destinam aqueles que passam por seus amigos. Mas, se ele falasse honradamente de Cristo, eles o acusariam, com base na sua lei, que não admitia exceções, não, nem ao seu próprio paciente. Eles fariam dele um exemplo, e assim impediriam que outros procurassem a Cristo pedindo curas, pois, embora fossem fáceis para Cristo, elas custariam caro para eles. Ou, talvez, os amigos de Cristo tivessem sugerido ouvir os sentimentos do homem a respeito do seu médico, e estivessem desejosos de saber, uma vez que ele parecia ser um homem sensato, o que ele pensava a respeito de Cristo. Observe que aqueles cujos olhos Cristo abriu sabem melhor o que dizer dele, e têm grandes motivos, em qualquer ocasião, para falar bem dele. O que pensamos de Cristo? A esta pergunta, o pobre homem dá uma resposta curta, simples e direta: “Ele ‘é profeta’, alguém inspirado por Deus, e enviado por Ele, para pregar, e realizar milagres, e transmitir ao mundo uma mensagem divina”. Durante quatrocentos, anos não houve profetas entre os judeus, mas eles não concluíram que não haveria mais, pois sabiam que ainda estava por vir aquele que iria selar a visão e a profecia, Daniel 9.24. Aparentem ente, este homem não pensava que Cristo era Messias, o grande profeta, mas alguém do mesmo nível que os demais profetas. A mulher de Samaria concluir que Ele era um profeta, antes que tivesse qualquer noção de que Ele fosse o Messias (cap. 4.19). Assim também este cego pensou bem de Cristo, de acordo com o conheci mento que tinha, embora não tivesse pensado suficiente mente bem dele. Mas, sendo fiel ao que ele já tinha conquistado, Deus lhe revelou também isto. Este pobre mendigo cego tinha um julgamento claro das coisas que perenciam ao reino de Deus, e viu mais nas evidências de uma missão divina do que os mestres de Israel, que supunham ter autoridade para julgar os profetas.

(2) O que eles disseram a respeito de Jesus, em res posta ao testemunho do homem. Tendo inutilmente tentado invalidar a evidência do fato, e descobrindo que, realmente, um milagre notável tinha sido realizado, e ele não podiam negar isto, eles renovam seus esforços par zombar dele, e destruí-lo, e fazem tudo o que podem para abalar a boa opinião que o homem tinha sobre aquele que tinha lhe aberto os olhos, e para convencê-lo de que Cristo era um homem mau (v. 24): “Dá glória Deus; nós sabemos que esse homem é pecador”. Isto pode ser interpretado de duas maneiras:

[l) Como um conselho, para que ele tomasse cuidado para não atribuir a glória da sua cura a um pecador, mas que a desse toda a Deus, a quem ela era devida. Assim, sob o pretexto de zelar pela honra de Deus, eles destituem Cristo d sua honra, como aqueles que não desejam adorar a Cristo como Deus, sob a pretensão de zelar pela grande verdade de que havia um único Deus a ser adorado. Mas vontade declarada de Deus é que todos os homens honrem o Filho como honram o Pai, e ao confessarmos que Cristo é Senhor, nós estamos dando glória a Deus, o Pai. Quando Deus utiliza homens pecadores como instrumentos para fazer o bem a nós, nós devemos dar a Deu a glória, pois toda criatura é, para nós, aquilo que Ele a cria para ser. E devemos ser gratos àqueles que permitem que o Senhor os use como seus instrumentos. Era uma boa expressão: “Dá glória a Deus”, mas aqui é usada de maneira inadequada, e parece haver mais alguma intenções iníquas quando a utilizaram: “Este homem um pecador, um homem mau, e por isto dê glória a Deus que conseguiu trabalhar por meio de tal instrumento’

[2) Como uma súplica. Assim alguns interpretam est frase. “Nós sabemos (embora você não sabia, pois apenas recentemente entrou em um novo mundo) que esse homem é pecador, um grande impostor, e engana o pai.  Disto, nós temos certeza, por isso dê glória a Deus (com Josué disse a Acã), fazendo uma confissão ingênua d fraude e da conspiração que nós temos certeza que exultem neste assunto. Em nome de Deus, homem, diga verdade”. Dessa maneira, o nome de Deus é tratado d modo inadequado nas inquisições papais, quando, para juramentos, eles extorquem dos inocente acusações a si mesmos, e dos ignorantes, acusações ac outros. Veja de que maneira vil eles falam do Senhor Jesus: “Nós sabemos que esse homem é pecador”. E aqui podemos observar, em primeiro lugar a insolência e o mal.

Em segundo lugar, outros falavam a seu favor, e, de maneira muito pertinente, insistiam: “Como pode um homem pecador fazer tais sinais?” Parece que até mesmo neste conselho de ímpios havia alguns que tinham um pensamento independente, e eram testemunhas de Cristo, até mesmo em meio aos seus inimigos. O fato era claro, este era um verdadeiro milagre, quanto mais era investigado, mais era esclarecido. E isto trouxe à lembrança as palavras anteriores de Jesus, e deu oportunidade para falar delas de maneira magnificente, semeia tais sinais, tantos, tão evidentes. E a conclusão é muito natural: coisas como estas nunca poderiam ter sido feitas por um homem pecador, isto é, não por nenhum mero homem, em seu próprio nome, e pelo seu próprio poder; ou melhor, não por alguém que fosse um trapaceiro ou um impostor, e, neste sentido, um pecador. Esta pessoa realmente poderia mostrar alguns sinais e maravilhas falsas, mas não mostraria sinais e maravilhas verdadeiras, como os que Cristo realizava. Como um homem poderia apresentar credenciais tão divinas, se não ti­ vesse uma comissão divina? Assim, houve “dissensão entre eles”, um cisma, pois é este o significado da palavra. Eles tiveram um desacordo nas suas opiniões, nasceu um debate acalorado e a casa se dividiu a este respeito. Assim, Deus derrota os conselhos dos seus inimigos, dividindo-os. E com tais testemunhos como estes, dados contra a maldade dos acusadores, e as dificuldades que eles encontravam, seus desígnios contra a igreja, algumas vezes, resultam ineficazes, e sempre imperdoáveis.

2. Depois das suas perguntas a respeito da cura, nós devemos observar sua investigação a respeito do seu autor. E aqui, observe:

(1) O que o homem disse a respeito de Jesus, em resposta à investigação dos fariseus. Eles lhe perguntam (v. 17): ‘”Tu que dizes daquele que te abriu os olhos?’ O que tu achas do fato de que Ele fez isto? E que ideia tu fazes daquele que fez isto?” Se ele pudesse falar de Cristo de maneira desdenhosa, como poderia ter sido tentado a fazer, para agradá-los, agora que estava nas suas mãos, como tinha acontecido com seus pais – se ele dissesse: “Eu não sei o que pensar dele. Ele pode ser um ilusionista, até onde eu sei, ou algum médico charlatão” -, eles teriam triunfado. Nada confirma tanto os inimigos de Cristo na sua inimizade a Ele quanto o desprezo que lhe destinam aqueles que passam por seus amigos. Mas, se ele falasse honradamente de Cristo, eles o acusariam, com base na sua lei, que não admitia exceções, não, nem ao seu próprio paciente. Eles fariam dele um exemplo, e assim impediriam que outros procurassem a Cristo pedindo curas, pois, embora fossem fáceis para Cristo, elas custariam caro para eles. Ou, talvez, os amigos de Cristo tivessem sugerido ouvir os sentimentos do homem a respeito do seu médico, e estivessem desejosos de saber, uma vez que ele parecia ser um homem sensato, o que ele pensava a respeito de Cristo. Observe que aqueles cujos olhos Cristo abriu sabem melhor o que dizer dele, e têm grandes motivos, em qualquer ocasião, para falar bem dele. O que pensamos de Cristo? A esta pergunta, o pobre homem dá uma resposta curta, simples e direta: “Ele ‘é profeta’, alguém inspirado por Deus, e enviado por Ele, para pregar, e realizar milagres, e transmitir ao mundo uma mensagem divina”. Durante quatrocentos, anos não orgulho deles. Eles não teriam imaginado, quando perguntaram ao homem o que ele pensava de Jesus, que precisavam de informações. Não, eles sabiam muito bem que Ele era um pecador, e ninguém poderá convencê-los do contrário. Ele os tinha desafiado abertamente (cap. 8.46) a condená-lo de algum pecado, e eles não tinham tido nada a dizer. Mas agora, às costas, eles falam dele como de um malfeitor, condenado pela notória evidência do fato. Assim, os falsos acusadores compensam em confiança o que falta em evidências. Em segundo lugar, a injúria e a indignidade que é feita ao Senhor Jesus. Quando Ele se tornou homem, Ele assumiu a forma, não somente de um servo, mas de um pecador (Romanos 8.3), e passou por pecado como o resto da humanidade. Na verdade, Ele foi considerado um pecador de primeira grandeza, um pecador acima de todos os homens, e, tendo sido feito pecado por nós, Ele desprezou até mesmo esta afronta.

3. A discussão que surgiu entre os fariseus e este pobre homem a respeito de Cristo. Eles dizem: “Ele é pescador”. Ele diz: “Ele é profeta”. Como é um incentivo a para que aqueles que se interessam pela causa de Cristo tenham esperança de que ela nunca se perca por falta de e testemunhas, quando encontram um pobre mendigo o cego à beira do caminho, tornado uma testemunha de a Cristo, diante dos seus mais insolentes inimigos, também é um incentivo para que aqueles que são chamados n para testemunhar por Cristo encontrem a prudência e a coragem com que este homem tratou da sua defesa, de e acordo com a promessa: “O que vos for dado naquela hora, isso falai”. Embora nunca tivesse visto a Jesus, ele a tinha sentido sua graça. Na discussão entre os fariseus e este pobre homem, nós podemos observar três etapas:

(1). Ele permanece firme ao fato cuja evidência eles a se empenham em destruir. Aquilo que é duvidoso é mais 1- bem resolvido utilizando-se aquilo que é claro. Portanto: e

[1] Ele se prende àquilo que, para ele, pelo menos, e para sua própria satisfação, não havia dúvidas (v. 25):  “Se é pecador, não sei”, eu não quero discutir, nem preciso, uma coisa sei, e ainda que eu pudesse me conter, mas tinha paz falaria por si mesma”. Ou, como pode ser mais i- bem traduzido: “‘Se é pecador, não sei’, eu não vejo razão a para dizer isto, mas sim o contrário, pois eu só sei uma t- coisa, e posso ter mais certeza dela do que vocês podemos ter daquilo em que têm tanta confiança, ‘e é que, havendo eu sido cego, agora vejo’, e, portanto, não somente devo dizer que Ele foi um bom amigo para mim, mas também que Ele é um profeta. Eu tanto sou capaz de falar bem dele como me sinto na obrigação de fazê-lo”.

Aqui, em primeiro lugar, tacitamente, ele reprova a :e grande segurança que estes fariseus tinham do mau caráter que atribuíam ao bendito Jesus: “Vocês dizem que o sabem que Ele é um pecador. Eu, que o conheço tão bem como vocês, não posso lhe atribuir tal caráter”. Em segundo lugar, ousadamente, ele confia na sua própria experiência do poder e da bondade do santo Jesus, e decide de agir de acordo com ela. Não há como discutir contra a ir experiência, nem como argumentar com um homem sobre seus sentimentos. Aqui está alguém que é, apropriadamente, uma testemunha do poder e da graça de Cristo, ainda que nunca o tivesse visto. Observe que, assim como as graças de Cristo são muito valorizadas por aqueles que sentiram a necessidade delas, que foram cegos e agora veem, também as mais poderosas e duráveis afeições por Cristo são aquelas que nascem de um conhecimento experimental dele, 1 João 1.1; Atos 4.20. O pobre homem não dá aqui um relato agradável do método da cura, nem pretende descrevê-lo filosoficamente, mas em resumo: “Sei que, havendo eu sido cego, agora vejo”. Assim, no trabalho da graça na alma, embora nós não possamos dizer quando ou como, por meio de quais instrumentos e em quais etapas e movimentos, a bendita transformação foi feita, ainda assim podemos receber seu conforto se pudermos dizer, por meio da graça: “Havendo eu sido cego, agora vejo. Eu realmente vivia uma vida carnal, mundana, sensual, mas, graças a Deus, agora as coisas são diferentes comigo”, Efésios 5.8.

(2) Eles se esforçam para sufocar e frustrar as evidências, por meio de uma desnecessária repetição das suas perguntas (v. 26): “Que te fez ele? Como te abriu os olhos?” Eles faziam estas perguntas, em primeiro lugar porque não tinham o que dizer, e preferiam falar de modo impertinente a parecerem silenciados ou derrotados. Assim, aqueles que discutem fervorosamente, que decidem que terão a última palavra, por meio de repetições inúteis, para evitar a vergonha de serem silenciados, se fazem responsáveis por muitas palavras frívolas. Em segundo lugar, porque tinham a esperança, ao fazerem este homem repetir suas evidências desta maneira, que ele se enganasse, ou hesitasse, e assim pensavam que poderiam ganhar um ponto a seu favor.

(2) O homem os repreende pela sua infidelidade obstinada e pelos seus preconceitos invencíveis, e eles o insultam, chamando-o de discípulo de Jesus, vv. 27-29. Neste episódio, o homem é mais corajoso e ousado do que antes nas palavras que dirigiu àqueles rebeldes, e eles são mais rudes com ele.

(1) O homem corajosamente os repreende pela sua oposição determinada e irracional à evidência deste milagre, v. 27. Ele não desejava satisfazê-los com uma repetição da história, mas corajosamente respondeu: “Já vo-lo disse e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus discípulos?” Alguns opinam que ele falou seriamente, e realmente esperando que eles seriam convencidos. “Ele tem muitos discípulos, eu serei um deles, vocês também desejam acompanhá-los?” Alguns cristãos novos convertidos e zelosos veem tantas razões para abraçar a religião, que estão prontos a pensar que todo o mundo terá, imediatamente, a mesma opinião. Mas, na verdade, isto parece ter sido dito ironicamente: “‘Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus discípulos?’ Não, eu sei que vós não quer eis nem pensar nisto. Por que, então, desejais ouvir aquilo que, ou fará de vós seus discípulos, ou vos deixará imperdoáveis, caso isto não aconteça?” Aqueles que voluntariamente fecham seus olhos para a luz, como fizeram estes fariseus, em primeiro lugar, tornam-se desprezíveis e vis, como aconteceu com estes, que foram, com razão, denunciados por este pobre homem por renegar a conclusão, quando não tinham nada a objetar contra nenhuma das premissas. Em segundo lugar, eles perderam todo o direito ao benefício de novas instruções e meios de conhecimento e convicção. Aqueles a quem foi dito uma vez, e não quiseram ouvir, por que lhes seria dito outra vez? Jeremias 51.9. Veja Mateus 10.14. Em terceiro lugar, eles recebem a graça de Deus inutilmente. Isto resultava em expressões como: “‘Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus discípulos?’ Não, vós decidistes que não quereis. Por que, então, teríeis que ouvir isto novamente, para que possais ser seus acusadores e perseguidores?” Poderíamos pensar que aqueles que não veem motivos para aceitar a Cristo, e se unirem aos seus seguidores, deveriam enxergar motivos suficientes para não odiar e perseguir, nem a Ele nem a eles.