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QUESTÃO DE ESCOLHA

O smartphone tem se tornado um aliado e tanto de pequenos empreendedores que precisam de agilidade e organização na gestão da empresa. Especialistas ajudam a entender que tipo de avaliação deve ser feita antes de comprar e quais são as opções mais indicadas atualmente.

Questão de escolha

O número impressiona: o Brasil tem cerca de 235,7 milhões de linhas de celular ativas. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações e confirmam o que muita gente já sabe: o brasileiro não desgruda os dedos e os olhos dos smartphones. É tanta gente preocupada com a vida on-line que os aparelhos, hoje, são vistos como uma extensão do corpo das pessoas. Se na vida particular é assim, imaginem na profissional!

O smartphone facilita a realização de tarefas e cria um leque de novas possibilidades. Todos os grandes bancos permitem pagamentos on-line, transferências bancárias e até mesmo empréstimos utilizando somente o smartphone, fazendo com que o pequeno empreendedor economize tempo e ganhe agilidade.

Além disso, a facilidade de comunicação é enorme.  Pode-se responder e enviar e-mails rapidamente e ainda ter acesso a diversas redes sociais e a outros aplicativos de comunicação em massa que podem auxiliar no marketing digital da empresa. “É possível até mesmo realizar o monitoramento das atividades e administrar todo o negócio remotamente, através de por exemplo, um conjunto de câmeras e sistemas web, pontua o membro da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) Marcelo Anderson Batista dos Santos.

QUESTÃO DE SEGURANÇA

Atualmente, para um pequeno empreendedor, ou para o inundo empresarial de forma geral, é necessário que o smartphone utilizado pela empresa ofereça máxima segurança para que não haja desvio de informações. “Há alguns anos, a BlackBerry era a marca que mais oferecia segurança no mundo. Já hoje temos lado a lado, e ouso dizer até melhor, a Apple como a marca mais segura”, opina o técnico em smartphone da Suporte Smart, Junior Gromoski.

O PESO DA TRADIÇÃO

Além da segurança. Gromoski acredita que, hoje, o IPhone é o principal aparelho usado por quem, no começo dos anos 2000, tinha como alvo os aparelhos, Palm. “0 Palm de 2018 vem em formato de maçã. Defendemos a Apple como uma marca completa, por isso se você deseja ter um verdadeiro assistente virtual para facilitar sua vida corporativa, adquira um aparelho Apple”, defende o especialista.

Para quem não se lembra, o nome Palm foi um grande sucesso no ambiente corporativo na era pré- IPhone e Android. A empresa Palm Pilot foi quem produziu o primeiro PDA (Assistentes Pessoais Digitais) que realmente ganhou popularidade em diversas empresas. Com o surgimento de smartphones com o sistema operacional Android e o próprio IPhone da Apple, tivemos o declínio da era Palm e seu fim em meados de 2011, recorda Marcelo Anderson Batista dos Santos, da SBC.

Santos afirma que existem rumores que neste ano a empresa chinesa de comunicação TCL lançará um novo dispositivo Palm. A TCL adquiriu os direitos da marca Palm em 2015, o sistema operacional adotado para o novo Palm deve ser o Android. “Resta saber como o mercado lidará com os novos Palms e como será seu desempenho”, comenta.

Atualmente o mercado de smartphones possui diversas marcas com dezenas de modelos que brigam pela liderança do mercado. A Apple e a Samsung são as duas empresas que mais venderam smartphones no mundo em 2017. As duas empresas hoje lutam pelo rótulo de melhor smartphone do mercado com o IPhone X e o Samsung Galaxy.

PREÇO NA BALANÇA

Um bom smartphone para o pequeno empreendedor pode variar entre RS1 mil e RS 4 mil, de pendendo do perfil do usuário e da necessidade da empresa. E esse preço é composto por uma série de itens que inclui desde a mão de obra de trabalhadores das várias fases de produção, transporte e comercialização dos equipamentos até os impostos e o lucro de fabricantes, transportadoras e lojas. “O custo dos itens que compõem o aparelho, como processadores, câmeras, telas, material de acabamento e absolutamente tudo que é combinado para dar forma e vida a um dispositivo portátil, incidem no preço final que o consumidor vai pagar, enumera o gerente de novos projetos do Grupo PLL, Cléber Gomes.

Os fabricantes de smartphone estão sempre tentando incluir novos recursos para diferenciar seu produto no mercado e obter alguma vantagem competitiva sobre seu concorrente. No entanto, algumas dessas invenções encarecem o preço final do produto e possuem pouca utilidade. Marcelo Anderson Batista dos Santos, da SBC, exemplifica com a batalha pela melhor tela em relação a sua resolução. “Os smartphones de ponta possuem resoluções superiores à televisores com resolução Full HD. Uma densidade de pixels tão alta em dispositivos tão pequenos é algo que torna esses smartphones relativamente mais caros, explica.

Podemos citar ainda os smartphones modulares. A Motorola oferece hoje a linha Moto Z, que possui vários módulos que podem ser comprados separadamente, permitindo ao aparelho ter novas funções possíveis, por exemplo, comprar um módulo de projeção (Snap Moto Insta-Share Projector), que custa em torno de mil reais, apenas o módulo. Na prática, os módulos são caros e ainda buscam uma maior absorção do mercado e uma maior utilidade.

QUESTÃO DE PLANO

Segundo o último levantamento da Anatel – com dados do primeiro quadrimestre de 2018 – a quantidade de linhas no formato pré-pago ainda supera a dos planos Controle e Pós-pago. São 61.6% de linhas mantidas por meio de recargas antes do uso, mas esse número já foi maior.  Em 2015, era 71.5%. Vários fatores contribuíram para isso, entre eles, a oferta de planos com preços acessíveis e com bom pacote de dados. Outro motivo é o fato de empreendedores de pequeno porte unificarem as linhas particular e corporativa por meio de planos empresariais.

Ainda falando em planos, uma estratégia adotada pelas operadoras brasileiras é atrelar uma carência mínima de permanência no plano quando o aparelho é comprado com desconto diretamente na empresa.

Cleber Gomes, do Grupo PLL defende o oposto, ou seja, a compra de aparelhos desbloqueados e livre de carência com a operadora. “O recomendável é a compra de um aparelho desbloqueado para que o usuário possa avaliar e optar pela operadora que lhe seja mais conveniente na questão de serviços e preços,” diz o especialista que complementa: o usuário pode avaliar em uma viagem se o sinal para ligações funciona adequadamente ou se a internet consegue atendê-lo em várias regiões. Caso não atenda, o cliente pode mudar de operadora e não ficar ‘amarrado’ a apenas um prestador de serviços”.

Operadoras, geralmente superestimam os preços dos smartphones. Em alguns casos, é possível encontrar o mesmo aparelho em grandes sites de vendas na Internet por até 50% do preço ofertado por uma operadora.

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Questão de escolha.5

 

Questão de escolha.3

 

 

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.