PSICOLOGIA ANALÍTICA

CONSTRUINDO RELAÇÕES SAUDÁVEIS

Para encontrar a tão sonhada felicidade no amor não é necessário apenas investir no próprio relacionamento, mas é imprescindível descobrir mecanismos para se autoconhecer e, a partir daí, compartilhar uma vida a dois.

Construindo relações saudáveis

A vida a dois é uma construção diária, não há milagres! É preciso investir em si mesmo, se autoconhecer, para que se possa ter uma relação amorosa saudável. A maioria das pessoas que têm problemas de relacionamento coloca expectativa demais no outro e esquece de fazer o necessário pela sua própria felicidade.

Aquela velha máxima “encontrar a outra metade da laranja” está um tanto obsoleta, se pensarmos que já somos uma laranja inteira, ou seja, que é investindo em nós mesmos, na nossa autoconfiança e amor próprio, que poderemos compartilhar com o outro um relacionamento amoroso saudável.

Nesse sentido é importante prestar atenção aos detalhes da relação, avaliar bem quais são suas necessidades e as do (a) companheiro(a), pois cada pessoa tem necessidades distintas, que, muitas vezes, podem até mesmo ser divergentes. Quando isso ocorre, é preciso conversar, compreender o que é importante para cada um e respeitar o seu espaço e o do outro.

Muitos relacionamentos que não dão certo estão pautados pela falta de diálogo, de empatia, que implica em se colocar no lugar do outro. Então, ao invés de buscar satisfazer apenas suas necessidades pessoais, é preciso que cada parte possa também se doar e buscar espaço de satisfação para o outro e para o casal.

Assim, é imprescindível que se tenha a atenção voltada para o outro e para si mesmo, pois uma pessoa nunca deve se abandonar dentro de uma relação, que deve ser como uma balança equilibrada, sem pender demais para um lado ou para o outro. Isso pode parecer muito difícil num primeiro momento, mas quando se consegue gerenciar e investir no cuidado com a relação, na observação dos detalhes que a compõem, fica fácil, pois basta investir no amor, nas qualidades e coisas boas da relação que tudo fica mais fácil.

Imagine um casal que tem dificuldades de se encontrar em função da vida profissional: um trabalha por escala de plantão e o outro em horário comercial. O momento de estar junto tem que ser muito bom, porque já é pouco. Caso seja ruim, o que fica marcado é a distância e o afastamento. Por isso, toda vez que estiver junto da pessoa que você ama, pense bem no que vai falar, no que prefere investir: no que está dando certo ou no que está dando errado.

A comunicação entre o casal deve ser sempre assertiva, preferencialmente em tom de afetividade, ou seja, é importante, antes de falar, lembrar o quanto uma simples fala pode magoar o outro e impactar negativamente na relação. Como cada pessoa que faz parte da relação é um ser singular, com suas capacidades, preferências, valores e gostos, cada um deve ter seu espaço, na relação, sem que um tenha mais poder do que outro, cabendo momentos de diálogo e também de silêncios, que são valorosos e devem ser respeitados.

A maioria dos problemas de relacionamento ocorre porque as pessoas não estão dispostas a olhar para si mesmas e fazer uma simples pergunta: “O que eu espero dessa relação?”. Aliás, essa é uma pergunta que deveria ser feita desde o início de toda e qualquer relação amorosa, e, tão logo a relação começasse de fato, um diálogo sobre o tema deveria ser travado, pois muitas vezes as pessoas esperam coisas completamente diferentes de um relacionamento. Uma pessoa pode querer um casamento com filhos, e a outra apenas uma relação saudável, duradoura, mas sem filhos, por exemplo. O simples desejo de querer ou não ter filhos pode ser um grande problema para o relacionamento a dois.

DIÁLOGO

Portanto, é preciso dialogar, saber o que se esperar, o que se deseja, até para que haja um consenso em prol da relação e a decisão por continuar nela ou não. Afinal, algumas pessoas não estão dispostas a abrir mão de seus desejos e necessidades em prol de um relacionamento.

Por isso, é sempre importante ser sincero consigo mesmo e não entrar na ilusão de que, com o tempo, será fácil mudar o outro. Ninguém muda ninguém. E a cobrança por mudança constante pode gerar mentiras desnecessárias, simplesmente porque é mais fácil não entrar em embates e encerrar o assunto. Portanto, prezar o diálogo aberto, a honestidade e a cumplicidade é essencial em toda e qualquer relação amorosa.

O amor precisa da cumplicidade, do vínculo de confiança. Sem isso, ele não sobrevive. E por falar em confiança, não tem coisa mais destruidora de relações do que o ciúme. Quando ele chega, principalmente em altos níveis, é porque todas as portas da confiança já foram fechadas; se ele não existia antes e surge de repente, então é porque a cumplicidade está afetada. É preciso rever as bases da relação e avaliar o que ocorreu para que ela se torne forte novamente.

O sucesso na relação amorosa depende de muitos fatores e talvez os mais importantes sejam o respeito e a amizade, principalmente porque depois de algum tempo de relação é isso que vai fazer a diferença e que vai ser a base forte da manutenção do amor, do carinho e dos modos de enfrentamento dos problemas. Sim, os problemas virão, eles sempre virão. Portanto, não adianta ficar com a “mala na porta”, esperando a próxima briga, para ir embora já pensando no próximo relacionamento, porque este, sim, será um conto de fadas. Ledo engano. Todas as relações têm problemas, porque envolvem pessoas e as pessoas têm problemas. Portanto, é preciso investir na felicidade.

Quando há investimento na felicidade por parte das pessoas envolvidas no relacionamento, mesmo que haja algumas divergências, a tendência é que se consigam superar as dificuldades. Quando estas forem muitas, é preciso dialogar, esclarecer os pontos de forma assertiva, sem agressividade, buscando soluções e negociando em um jogo ganha-ganha, ou seja, todos ganham e ninguém perde.

Alguns pontos a serem considerados: o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal; momentos de lazer para o casal; respeito ao direito do outro de ter emoções, de ficar com raiva, de ficar triste, de simplesmente sentir e ser; renove o amor constantemente, enamore-se novamente, busque o encantamento. Para refletir: o que nela ou nele encanta? O que faz admirar? Convide para algo novo. Dê o primeiro passo. Deixe o orgulho de lado.

Toda relação tem que ter espaço para o acolhimento, pois muita s vezes a agressividade é um pedido de ajuda. Então, como toda relação é uma troca contínua, abrace, acolha, entenda. Há momentos de aproximação e afastamento e isso é normal em toda e qualquer relação.

Cada um precisa ter bem delimitado seu espaço, suas necessidades, seus anseios e desejos, para não criar expectativas em cima do outro que podem gerar frustrações. E, nesse sentido, é preciso ser realista, pois há momentos e momentos: com mais trabalho, mais estresse, mais demandas, mais exigências familiares etc.

A compreensão é a chave para qualquer relação, mas não se deve se isolar, acreditando que o silêncio eterno vai resolver tudo; deixar de compartilhar emoções e pensamentos; perder a amizade, que é a base de qualquer relação, perder a admiração, que é necessária para continuar enamorado(a); permanecer por muito tempo em atitude defensiva, porque gera brigas desnecessárias; perpetuar brigas das quais você nem se lembra o motivo inicial (tente fazer as pazes antes de ir dormir).

Todo relacionamento tem problemas. É preciso aprender a lidar com os percalços do caminho e continuar investindo na relação para que ela seja saudável. Se não existem pessoas perfeitas, não existe relacionamento perfeito, mas existe vida a dois saudável, possível, feliz, na qual as pessoas conversam sobre seus problemas e lidam com eles, escolhendo ficar juntas e superar as dificuldades.

VIDA A DOIS

O espaço do casal – investir na intimidade do casal, nos momentos a dois, vale a pena. Com tantas demandas e exigências do trabalho, dos amigos, da família, filhos, é possível que o casal se perca de si mesmo e acabe dando atenção para tudo o que o cerca, menos para o seu próprio espaço, que deve ser cuidadosamente criado para que se tenha um “ninho de aconchego.

Se o casal mora junto deve sempre preservar o desejo de querer voltar para casa, de estar perto do outro, pois isso faz muito bem. Você já deve ter ouvido alguém dizer que não tem vontade de voltar para casa, o que acarreta em mais afastamento e denota que a relação já vem passando por sérios problemas. O ideal é não deixar criar um abismo na relação. Por isso, a palavra cuidado cabe tão bem aqui. É mesmo preciso muita dedicação e cuidado para perceber que as duas partes juntas constroem a relação cotidianamente e não adianta tentar culpar o outro quando as coisas não vão bem. Os dois têm responsabilidade, e assumir isso requer maturidade para avaliar a parte que lhe cabe e implementar as mudanças necessárias.

Todo mundo quer ser amado, todo mundo gosta de afeto e de se sentir valorizado. De nada adianta encher a pessoa amada de presentes se você não dá atenção e carinho necessários. Muitas pessoas pensam que presentes substituem esse espaço destinado ao casal, mas é uma grande ilusão, uma vez que o presente apenas oferta uma satisfação momentânea, que também pode ser muito agradável, mas se não houver um espaço real de carinho, dedicação e atenção com a relação, os presentes se tornam vazios de significado. Então, arrume tempo para exercitar a felicidade com a pessoa amada.

MAIS LEVEZA

Muito cuidado para não fantasiar a relação e jogar todas as suas expectativas de felicidade em cima do outro. O amor é um dos aspectos da vida, mas existem outros que também precisam estar bem resolvidos para que o relacionamento amoroso não seja sobrecarregado com cobranças. Por isso, invista na autorrealização, seja no trabalho, lazer, amizades, vida familiar ou espiritual. Quando há investimento em outros aspectos da vida para os envolvidos na relação, a tendência é que o amor fique mais leve, porque ambos já estão felizes e querem compartilhar essa felicidade, têm assuntos diferentes para conversar.

Contos de fadas só existem nos livros, a vida real exige esforço e dedicação. Assim, como uma flor precisa de atenção, água e adubo para crescer, uma relação precisa de amor, cuidado, diálogo e muito investimento das duas partes para que possa continuar a dar certo ao longo dos anos.

O relacionamento amoroso tem que ser leve, delicado, sem exigências descabidas, porque isso sufoca o outro. Quando alguém se sente sufocado, a primeira coisa que faz é sair para respirar e se afastar do elemento sufocador. E quanto mais longe, melhor. Ser leve implica em saber conversar, o que envolve saber ouvir e saber falar na hora certa. A pior coisa para uma relação é despejar em cima do outro frustrações e angústias sem se dar conta se o outro está preparado para ouvir e se aquele é o momento oportuno. Se uma pessoa está com muitos problemas, mas ainda não conseguiu falar sobre eles e a outra parte, sem perceber essa situação, despeja mais uma maratona de problemas em cima da pessoa, muito provavelmente ela se sentirá muito mal, com o peso do mundo nas costas e sem saber o que fazer. Então, quando estiver com seu balde cheio, cuidado para não esvaziar em cima do outro, dê uma volta no quarteirão, respire, converse com alguém, e somente quando estiver se sentindo bem pergunte ao outro qual o melhor momento para ele ouvir.

CONSTRUÇÃO DIÁRIA

A felicidade não pode ser comprada, vendida, emprestada nem tomada de alguém. Ela é uma construção diária, uma atitude perante a vida, uma decisão que requer olhar com atenção para si mesmo e suas escolhas. Se algo não vai bem agora, é importante questionar o que pode ser feito para melhorar, pois um dia nunca é igual ao outro e o modo como lidamos com os problemas faz com que possamos olhar para eles com diferentes tons. É uma questão de escolha.

Há pessoas que são felizes no casamento, que têm uma relação saudável, mas que estão sofrendo urna profunda angústia ou uma grande dificuldade em lidar com suas próprias emoções. Por isso, quando duas pessoas se amam, é preciso que se faça uma conta de somar: uma pessoa feliz + uma pessoa feliz = uma relação feliz.

Os motivos que fazem uma pessoa feliz são intrínsecos, isto é, de dentro para fora, e um a relação amorosa pode, de fato, incentivar esses motivos de felicidade, mas apenas se eles já existem. Lembre-se: ninguém dá o que não tem. Se a busca é por fidelidade, não adianta reclamar ao se envolver com uma pessoa que não valoriza esse atributo. É preciso ter consciência do que se quer e mais ainda do que não se quer para poder investir na relação mais adequada e não se envolver em relações destrutivas.

Se a felicidade está dentro, a auto­ estima também está. É preciso se valorizar e se respeitar e também valorizar e respeitar o outro para que a relação seja tratada como um verdadeiro diamante. Isso é essencial para que os momentos difíceis do relacionamento sejam superados e para que a felicidade se mantenha constante.

Construindo relações saudáveis.2

PROCEDIMENTOS PARA UMA RELAÇÃO EXITOSA

Algumas dicas para o sucesso da relação: encontrem motivos para rir juntos – um relacionamento divertido faz as pessoas quererem estar juntas, simplesmente porque é bom quando elas se encontram e dá vontade de estar perto: respeito em primeiro lugar – estabelecer juntos regras de respeito, do que cabe ou não na relação desde o início é uma excelente estratégia, pois permite que as partes saibam exatamente como devem se comportar na relação e o que não é bem-visto e pode ser prejudicial: compartilhar responsabilidades – estabelecer responsabilidades para ambas  as partes com a casa, família, filhos e financeira: superação e acolhimento  –  os momentos de crise devem ser superados com acolhimento das fragilidades, o que fortalece os vínculos da relação:  surpresas, cuidados e mimos  –  fazem parte do investimento no outro, da conquista que deve ocorrer enquanto durar a relação: sensibilidade, percepção e admiração –  ligue seu sensor para o  outro, perceba como o outro está, se mudou alguma coisa em si, elogie (invista no poder do elogio). Admire.

Construindo relações saudáveis.3

ACONCHEGO

O sentido da palavra aconchego pode ser definido como uma acomodação confortável, acolhedora. Sua sensação é conseguida por intermédio de inúmeras atividades, nos mais variados ambientes ou no contato com a pessoa amada, quando transmite uma espécie de relaxamento. Em momentos de enfrentamento de problemas sérios pessoais encontrar no outro uma disposição ao acolhimento, ao aconchego alivia o sofrimento e deixa a pessoa mais segura.

Construindo relações saudáveis.4

CIÚME

Historicamente o ciúme é um dos grandes responsáveis pelo fracasso de relacionamentos. Segundo definição, trata-se de uma reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou a sua qualidade. Apresenta um caráter instintivo e natural e é marcado pelo medo – real ou irreal – e vergonha de perder o amor. O ciúme está relacionado à falta de confiança no outro e/ou em si próprio. Quando é exagerado, pode se tornar patológico.

 

BEATRIZ ACAMPORA – é psicóloga e especialista em comunicação e relacionamentos humanos e autora do livro e treinamento A Sétima Chave. http://asetimachave.com.br

JOÃO OLIVEIRA – é psicólogo e especialista em comunicação e análise comportamental. Diretor de cursos do Isec. Autor do livro Relacionamento em Crise – Perceba Quando os Problemas Começam; Tenha as Soluções.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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