PSICOLOGIA ANALÍTICA

UMA REFLEXÃO IMAGINATIVA

Na Psicologia poética, a poesia pode ser explorada no âmbito psicológico para acessar uma realidade transpessoal, ao nível dos arquétipos e demais teorias.

Uma reflexão imaginativa.2

“De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo. O mundo, cheio de departamentos, não é bola, bonita caminhando solta no espaço.” (Adélia Prado)

Começo este texto sobre a poesia narrando uma história que aconteceu recentemente em meu consultório: um garoto de 18 anos decidiu procurar Psicoterapia após passar sete horas consecutivas descendo a timeline, curtindo e compartilhando no Facebook.

Como cultura e sociedade, estamos de braços com a urgente superação da clivagem, do tudo ou nada das redes sociais. Diante do cenário no qual meu jovem paciente está inserido, mais como objeto do que como sujeito, o torpor ontológico ganha ares de constatação de Carlos Drummond de Andrade, de que “nada sobrou para nós senão o cotidiano”. Além dos princípios norteadores para uma conduta clínica e prospectiva do caso em questão, veio-me quase que instantaneamente a força sensível da poeta Adélia Prado em seu poema Paixão, na forma de uma resposta imaginativa ao enigma que aquela Esfinge me propunha.

Diante da condição de enclausuramento de um sujeito capturado pelo sintoma (aquele que vê o mundo dividido em “departamentos”), do personagem encoberto pelas ficções de si em meio ao palco sedutor das redes sociais é que percebemos a importância de uma reflexão imaginativa que se aproprie da poesia como elemento capaz de criar um espaço entre, operando uma útil organização dos eventos cotidianos (de considerável ganho terapêutico) ;a fim de mobilizar a “doenças das literalizações”, como diz Hillman. Tudo isso, om a finalidade de desobstruir os canais criativos e imaginativos do ser e facilitar a experiência estética/poética necessária para o fazer alma.

O principal objetivo deste texto é propor uma reflexão imaginativa sobre a importância da poesia no cotidiano, partindo de um enfoque psicológico. Seguiremos a trilha de pensadores como Carl Jung, James Hillman, Edgar Morin e tantos outros que, além das categorias nosológicas, da dimensão conceitual e racional, estruturaram igualmente a dimensão mito poética da psique, enfatizando sua função regulatória do real a partir da irrupção do mundo simbólico. Para eles, a dimensão poética da psique põe em movimento uma dinâmica imaginativo-afetiva, oposta complementar (…) que representa a polaridade antagônica à da racionalidade técnica e da concepção utilitarista da vida’. Trata-se de acessar uma realidade transpessoal ao nível dos arquétipos, cuja energia criativa ­ destrutiva move-se para além e independentemente da percepção retilínea do ego. Ao propormos aqui essa reflexão, movemo-nos nós também ao redor do âmbito psicológico dessa temática e, por isso, apostamos no fecundo encontro entre a consciência de racionalidade e a consciência imaginante.

Ao focarmos nos valores psicológicos da imaginação poética, estamos nos apoiando no desenvolvimento de um olhar poético ancorado nos valores promotores da individuação, segundo C. G. Jung, isto é, do desenvolvimento do ego em direção ao self e da consciência em suas trocas com o inconsciente. Essa percepção considera os valores afetivos e emocionais do indivíduo, não buscando seu objeto num mundo conceitual, abstrato e geral, mas na vida do dia a dia, ou seja, nas experiências e sonhos do indivíduo”. Em outras palavras, reafirmamos o potencial integrativo da psique, tal como o apresenta Gilbert Durand quando reconhece a necessidade de integrar ciência e poética. Segundo a atual leitura a partir de um paradigma hegemônico e unilateral, esses e outros polos da experiência permanecem travados na condição de opostos irreconciliáveis, como rios que desaguam para fazer transbordar a disrupção que impede uma experiência autêntica do existir. Como reitera Durand, uma “ciência sem poesia, inteligência pura sem compreensão simbólica dos fins humanos, conhecimento objetivo sem expressão do sujeito humano, objeto sem felicidade apropriadora é apenas inclinação do homem.

METÁFORAS

Nessas linhas iniciais precisamos reforçar um lembrete ao leitor para que não estranhe o nosso abuso das metáforas. Em um texto sobre poesia, precisamos do refúgio das imagens e daquilo que funcione como um convite para não antecipar o processo imaginativo, amplificando, assim, a compreensão poética para além dos clichês, das ideias congeladas, pré-fabricadas. Para Ortega y Gasset, a metáfora é provavelmente a potência mais fértil que o homem possui. A metáfora seria assim um modo de organização e rejuvenescimento da linguagem em seu modo de mediar o real, uma resposta não linear ao plano linear da vida que a dimensão do ego fomenta. Reafirmando Ortega Y Gasset, “só a metáfora nos facilita a evasão e cria, entre as coisas reais, recifes imaginativos, florescimento de ilhas sutis”.

Num esforço para desarmar a consciência de seu aparato lógico­ conceitual e de seu compromisso aristotélico com a unilateralização reducionista, Paul Valery lembra ­ nos que a função da emoção poética é lançar-nos na vertigem do real.

 

OUTROS OLHARES

SOB A AMEAÇA DA PÓLIO

Erradicada no Brasil desde 1990, a doença pode voltar ao País devido à baixa cobertura vacinal. Há a ideia de que ela não seja mais perigo. É um erro grave.

Sob a ameaça da polio

Depois da febre amarela, a poliomielite, sem casos registrados no Brasil desde 1990 e erradicada das Américas quatro anos depois, pode voltar ao País. Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou que 312 cidades, 44 em São Paulo, apresentaram alto risco para o surgimento de casos, significando que ao menos 800 mil crianças estão sob ameaça de contrair o vírus causador da doença. A pólio pode apresentar sintomas que vão desde febre, ânsia de vômito até paralisia, insuficiência respiratória e levar à morte.

DESASTRE PARA A SAÚDE

A Organização Mundial de Saúde recomenda que a cobertura vacinal contra a pólio seja superior a 95,9%. O panorama brasileiro está longe disso. Em 2017, 22 estados não atingiram a cobertura mínima. Na Bahia,15% dos municípios imunizaram menos da metade das crianças. “É uma situação multo grave”, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa de imunizações do Ministério da Saúde. “Um estado com esses indicadores tem toda a condição de voltar a registrar a transmissão da doença no nosso País. Será um desastre para a saúde como um todo. “Por causa da urgência, a campanha nacional de vacinação deve ter seu início antecipado de setembro para agosto. Na semana passada, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão solicitou ao Ministério da Saúde informações sobre o problema. O órgão quer saber suas causas e as providências que estão sendo tomadas.

Vários fatores explicam a situação. As vacinas estão disponíveis na rede pública, mas questões como o horário de funcionamento dificultam a ida das crianças aos postos. A maioria abre em horário comercial, quando boa parte dos pais está no trabalho. Aliado a isso, cresce a ideia de que a doença não é mais perigo. É um equívoco registrado entre a população e profissionais de saúde. “Não podemos deixar que a situação avance. Não se pode desvalorizar a prevenção”, afirma a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. Na opinião da especialista, é preciso rever o acesso aos postos e fazer com que a população entenda que cada um tem sua responsabilidade. “É preciso ser proativo, diz. O caso da pólio evidencia um problema amplo que ocorre no Brasil em relação à vacinação. O País apresenta baixa cobertura para todas as vacinas Infantis – em 2017, 26% dos 5.570 municípios não atingiram a cobertura recomendada – e registra casos de sarampo, doença que também estava sob controle.

 Sob a ameaça da polio.2

GESTÃO E CARREIRA

É HORA DO PAI CUIDAR

À medida que a licença paternidade estendida começa a se disseminar no Brasil e no mundo, surge uma questão: contar com a adesão dos homens ao benefício.

É hora do pai cuidar

No primeiro dia de julho, a empresa americana desenvolvedora de softwares CA Technologies anunciou para seus 11.000 funcionários em todo o mundo que, daquela data em diante, os pais – homens ou mulheres – de crianças recém-nascidas ou adotadas teriam direito a uma licença remunerada de12 semanas seguidas ou divididas ao longo de um ano. A iniciativa surgiu após um teste que acontecia desde outubro de 2017, com uma licença parental de seis semanas, ou um período maior caso obrigasse a legislação local. “O objetivo era definir um equilíbrio dos direitos entre os gêneros”, diz Silvio Trindade, diretor de recursos humanos da CA Technologies no Brasil. Aqui, até o momento, seis pais foram contemplados com o período anterior, de um mês e meio. Um deles é o analista de contas a pagar Alexandre Codreansky, de 34 anos. Quando sua mulher precisou ser internada dez dias antes do parto, ele decidiu usufruir o benefício para cuidar dela e da enteada de 4 anos.

Às seis semanas, o funcionário adicionou dez dias de férias. “Foi tudo tão rápido e intenso que hoje entendo a importância de ter mais semanas disponíveis”, diz Codreansky, que já voltou ao trabalho.

A nova realidade da CA Technologies ainda está longe de ser regra no país. De acordo com a legislação brasileira, os pais podem tirar cinco dias corridos de licença, ou 20 dias caso trabalhem numa companhia que opte por participar do programa do governo federal Empresa Cidadã, existente há dez anos. Em 2017, apenas 12% das 160.000 empresas habilitadas a fazer parte do programa tinham aderido. Mas, à medida que a discussão sobre equidade de gênero avança, sobretudo entre companhias de origem americana e europeia, surge uma questão: a baixa adesão dos homens. Segundo uma pesquisa da consultoria Deloitte nos Estados Unidos, um terço dos homens com direito ao benefício não planeja usá-lo com receio de ter sua posição profissional ameaçada. “Muitos homens sentem que a ausência pode prejudicá-los no trabalho”, diz Ângela Castro, sócia de solução de progresso empresarial na Deloitte.

Mesmo em países com tradição na oferta de licença – paternidade, há pouca adesão. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os três países do mundo com os melhores benefícios entre remuneração e tempo de afastamento são Bulgária, Grécia e Reino Unido. Na Bulgária, as mulheres têm direito a 410 dias corridos. A partir do sexto mês de vida do bebê, elas têm a opção de voltar ao trabalho e ceder os dias remanescentes ao pai da criança. Mas dados oficiais do país mostram que, em 2016, menos de 1% dos homens elegíveis ocupou o período de licença disponível. No Canadá, ocorre algo semelhante. A licença parental, a que serve homens e mulheres indistintamente, é de 12 meses, que podem ser repartidos entre mães e pais. Apenas 10% dos homens usam o benefício. Neste ano, o governo canadense criou um estímulo para tentar mudar a situação: oferecer mais cinco semanas remuneradas de licença – além das 35 previstas até então – desde que no novo período o filho fique com a parte do casal que não assumiu a licença no início.

A lógica de equilibrar os direitos nesse caso está – entre outros fatores – em aliviar justamente o estigma de que apenas as mulheres se afastam do trabalho após o nascimento de um filho. Há um consenso sobre o peso da licença-maternidade na carreira das mulheres, a começar pela própria decisão de contratar ou não uma mulher. Segundo uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 59% das pessoas desempregadas no Brasil no ano passado eram mulheres. “O modo como são vistas socialmente, com mais responsabilidade sobre os filhos do que os homens, afeta a presença delas em cargos de todos os níveis, sobretudo na liderança. A extensão da licença paternidade é uma solução para mudar o cenário”, diz Regina Madalozzo, professora na escola de negócios Insper e pesquisadora da atuação da mulher no mercado.

Diante da resistência dos homens, a saída das empresas tem sido oferecer alternativas. Na CA Technologies, quando os pais podiam tirar um mês e meio de licença, metade dos seis beneficiados escolheram voltar antes do fim do período. “No começo, há o receio de acharem que não precisam mais de você”, diz Codreansky, um dos funcionários que usaram o benefício. “Os que renunciaram trabalhavam na área de vendas, e contou o peso da remuneração variável”, afirma o diretor de RH Trindade. Para ampliar a aceitação no futuro, a companhia permite que os pais tirem esse período em até um ano. É o mesmo caminho que a startup de gastronomia brasileira Chefs Club usou para convencer Gustavo Pelaez, líder em experiência do usuário, a tirar os seis meses a que tinha direito de março, quando nasceu sua filha, em diante. Ele foi o primeiro funcionário da Chefs Club a ter direito à licença desde a fundação da empresa, em 2012. Na hora de sair, Pelaez combinou que tiraria o período ao longo de dois anos, para conciliar o trabalho com o apoio à família. Desde o nascimento de sua filha, ele se divide e passa dois meses com a família e dois meses no trabalho, combinação que deve levar até a licença chegar ao fim. “Não quis ficar de fora do desenvolvimento de novos projetos, mas também preciso apoiar minha mulher e filha”, diz Pelaez. Na rotina de startup, rapidamente a empresa comunicou a decisão e tornou o combinado uma nova regra dali em diante.

Oferecer um afastamento que possa ser fracionado também é uma forma de permitir que o funcionário apoie a mulher num momento posterior ao nascimento, e a ajude a voltar ao trabalho com mais tranquilidade. Na fabricante de bens de consumo Johnson & Johnson, os pais têm direito a 40 dias de afastamento desde maio de 2017, fracionáveis por até um ano. Entre os197 beneficiados pela novidade, o gerente de estratégia de vendas Luiz Arthur Fernandes decidiu usar a prerrogativa de dividir o período. Seus filhos gêmeos nasceram há três meses. Mas ele vai tirar alguns dias de sua licença em agosto, enquanto a mulher, que é autônoma, participa de um congresso a trabalho. Outra empresa que oferece 40 dias de licença paternidade é a fabricante de cosméticos Natura. Por lá, não há a opção de fragmentar as saídas. Desse modo, 80% dos 200 pais que se ausentaram após a chegada de uma criança, desde que a licença foi estendida, em junho de 2016, resolveram tirar o período completo. Cerca de 10% deles ficaram em casa pelo menos 20 dias e os outros 10% optaram por um tempo ainda mais curto. “Quem escolhe pegar menos tempo tem motivações pessoais. Culturalmente, queremos incentivar o funcionário a ter a chance de participar mais dessa fase da vida”, diz Marcos Milazzo, diretor de remuneração e reconhecimento da Natura.

No esforço de incentivar o que ainda é uma mudança de hábito da própria sociedade, algumas empresas se dispõem a estar próximas também antes da dispensa. Na Johnson & Johnson, os homens participam há três anos do curso para gestantes oferecido trimestralmente durante um dia. Mas, desde o segundo semestre de 2017, eles têm as 2 horas iniciais exclusivas para compartilhar suas experiências com outros homens, sob o acompanhamento de uma psicóloga. Fernandes participou da edição de abril deste ano. Na ocasião, ele e outros 15 homens falaram, por exemplo, sobre suas expectativas em relação à paternidade e de como poderiam participar dos cuidados com o bebê, inclusive no caso de eventuais complicações. “As mulheres grávidas reconhecem umas às outras nos corredores da empresa e passam a compartilhar ideias. No caso dos homens, só se descobre que o outro será pai quando há a chance de ficar próximo e dividir esse momento”, diz Fernandes, da Johnson & Johnson. Inserir o homem também na gestação é mais uma forma de criar vínculos. “Quando passam por experiências como o curso e a licença, os pais naturalmente se tornam embaixadores da ação”, afirma Guilherme Rhinow, diretor de recursos humanos da Johnson & Johnson. Após o nascimento ou a adoção da criança, uma forma de oferecer proximidade na relação família-empresa é por meio da creche, mais comumente disponível para filhos de funcionárias. Mas, na fabricante de medicamentos Eurofarma, desde 1998, quando o primeiro berçário foi inaugurado, os homens também podem deixar os filhos de até 6 anos no local. Atualmente, os 4.000 funcionários têm à disposição 220 vagas nas creches de duas cidades onde a empresa atua. “Não é possível materializar a relação entre o benefício oferecido ao funcionário e o retorno que a empresa tem”, diz Ângela Castro, da Deloitte. “Como a média de natalidade no Brasil é menor do que dois filhos por mulher, o investimento da empresa com o período de licença tende a ficar diluído ao longo de toda uma carreira do funcionário.” Ao participar das relações familiares, as empresas miram os atuais funcionários e clientes, mas acertam também a geração que ainda está por vir. Segundo uma pesquisa global da consultoria EY, 74% dos empregados chamados de millennials – aqueles nascidos entre 1981 e 1994 – em oito países (entre os quais o Brasil) dizem ser importante contar com uma licença parental remunerada. Eis um sinal de que uma mudança de hábito pode estar em curso.

É hora do pai cuidar.2

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 7: 45-53 – PARTE II

Alimento diário

O Testemunho dos servidores a respeito de Cristo.

 

II – O que aconteceu entre eles e Nicodemos, um membro do seu grupo, v. 50ss. Observe:

1. A objeção justa e racional que Nicodemos levantou contra sua conduta. Até mesmo no seu Sinédrio corrupto e perverso, Deus não ficou completamente sem testemunho contra a inimizade deles, nem foi o voto contra Cristo e unânime. Observe:

(1) Quem se manifestou contra eles. Foi Nicodemos, “o que de noite fora ter com Jesus”, e era um deles, v. 50. Observe, a respeito dele:

[1] Que, embora ele tivesse estado com Jesus e o tivesse aceito como seu mestre, ainda assim ele conservava seu lugar no conselho, e seu voto, entre eles. Alguns atribuem isto a fraqueza e covardia, e pensam que ele era culpado por não deixar sua posição, mas Cristo nunca lhe tinha dito: “Segue-me”, caso contrário ele teria feito como os outros que deixavam tudo para segui-lo. Portanto, parece mais ter sido prudente da sua parte não ter imediatamente abandonado este lugar, porque ele podia ter oportunidade de servir a Cristo e aos seus interesses, e controlar a fúria dos judeus, e que talvez ele tenha feito mais do que temos conhecimento. Ele podia ser como Husai entre os conselheiros, de Absalão, um instrumento usado para converter seus conselhos em tolices. Embora não devamos, em nenhuma hipótese, negar nosso Mestre, ainda assim devemos esperar por uma oportunidade de confessá-lo quando for mais vantajoso. Deus tem os seus entre todos os tipos de pessoas, e muitas vezes encontra, ou coloca, ou realiza algum bem nos piores lugares e sociedades. Houve Daniel, na corte de Nabucodonosor, e Neemias, na de Artaxerxes.

[2] Que, embora no início ele tivesse ido te com Jesus à noite, por medo de ser reconhecido, e tivesse permanecido no seu posto, ainda assim, quando houve oportunidade, ousadamente manifestou-se em defesa de Cristo, e opôs-se a todo o conselho que estava contra Ele. Assim, muitos crentes que, a princípio, eram medrosos e prontos para fugir ao agitar de uma folha, gradativamente, pela divina graça, tornaram-se corajosos E capazes de rir ao agitar de uma lança. Que ninguém seja justificado por encobrir e ocultar sua fé com o exemple de Nicodemos, a menos que, como ele, esteja pronto, na primeira ocasião, a aparecer publicamente pela causa de Cristo, ainda que esteja sozinho nisto, pois foi isto o que Nicodemos fez aqui, e em João 19.39.

(2) O que Nicodemos alegou contra a conduta dele, (v. 51): “Porventura, condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir” – ouvir o que ele diz “e ter conhecimento do que faz?” De maneira nenhuma, nem a lei de nenhuma nação civilizada o permite. Observe que:

[1] Ele fala prudentemente dos princípios da sua própria lei, e de uma regra de justiça incontestável, de que nenhum homem deve ser condenado sem ser ouvido. Se ele tivesse elogiado a excelência da doutrina de Cristo ou a evidência dos seus milagres, ou repetido para eles as palavras divinas de Cristo a ele (cap. 3), isto teria sido apenas como atirar pérolas aos porcos, que as pisoteariam, e voltariam e o destruiriam Por essa razão, ele desiste disto.

[2] Embora eles tivessem reprovado o povo, especialmente os seguidores de Cristo, como ignorantes da lei, aqui ele tacitamente de volve a acusação a eles mesmos, e mostra como ele, eram ignorantes de alguns dos primeiros princípios da lei, de tal modo que eram inadequados para dar a lei aos outros.

[3] Aqui se diz que a lei julga, e ouve, e tem conhecimento, quando os magistrados que governam e são governados por ela julgam, e ouvem, e têm conhecimento, pois eles são a voz da lei, e quem eles prenderem 01 soltarem de acordo com a lei será, com justiça, considerado preso e solto pela lei.

[4] É altamente adequado que ninguém receba a sentença da lei, até que tenha tido um julgamento justo sob o escrutínio da lei. Os juízes, quando recebem as queixas do acusador, devem sempre reservar em suas mentes lugar para a defesa do acusado pois eles têm dois ouvidos, para que se lembrem de ouvi os dois lados. Está escrito que esta era a maneira dos romanos, Atos 25.16-18. O método da nossa lei é primeiro ouvir e depois deliberar.

[5] As pessoas devem ser julgadas não segundo o que se diz delas, mas segundo o que fazem. Nossa lei não irá perguntar qual é a opinião dos homens sobre elas, nem quais são suas queixas contra elas, mas o que elas fizeram. De que atos declarados elas podem ser condenadas? A sentença deve ser dada segundo o que é alegado e provado. Fatos, e não rostos, devem ser conhecidos em um julgamento, e a escala da justiça deve ser usada antes da espada da justiça.

Podemos supor que a moção que Nicodemos fez a este respeito foi que Jesus podia ter desejado vir pessoalmente e dar-lhes um relato de si mesmo e da sua doutrina, e que eles deveriam favorecê-lo ouvindo-o de maneira imparcial e sem preconceitos. Mas, embora nenhum deles pudesse contradizer sua máxima, nenhum deles apoiou sua moção.

2. O que foi dito em resposta a esta objeção. Não há uma resposta direta a ela, mas, quando não puderam resistir à força dos argumentos de Nicodemos, eles se lançaram sobre ele, e o que devia ser buscado na razão, eles construíram com insultos e censuras. Observe que é um sinal de que a causa é ruim quando os homens não podem suportar ouvir a razão, e se ofendem ao serem lembrados de suas máximas. Quem estiver contra a razão provocará suspeitas de que a razão está contra si. Veja como eles ridicularizam a Nicodemos: “És tu também da Galileia?” v.52. Alguns pensam que ele foi bem recompensado permanecendo no meio daqueles que ele sabia que eram inimigos de Cristo, e por falar em defesa de Cristo não mais do que poderia ter dito em defesa do pior criminoso, que Ele não deveria ser condenado sem ser ouvido. Se ele tivesse dito: “Quanto a este Jesus, eu mesmo o ouvi, e sei que Ele é um mestre vindo de Deus, e vocês, ao combatê-lo, estão lutando contra Deus”, como deveria ter dito, ele não poderia ter sido mais maltratado do que foi por este débil esforço de ternura por Cristo. Quanto ao que eles disseram a Nicodemos, podemos observar:

(1) Como eram falsas as bases da sua argumentação, pois:

[1] Eles supõem que Cristo era da Galileia, e isto não era verdade, e se eles tivessem se esforçado para fazer uma investigação imparcial, teriam descoberto isto.

[2] Eles supõem que, pelo fato dos discípulos serem galileus, todos eles o seriam, embora Ele tivesse abundância de discípulos na Judéia.

[3] Eles supõem que nenhum profeta surgiu da Galileia, e para isto apelam ao exame de Nicodemos. Mas isto também era falso: Jonas era de Gate-Hefer, e Naum era um elcosita, ambos da Galileia. Desta forma, eles fazem das mentiras seu refúgio.

(2) Como eram absurdos seus argumentos sobre tais bases, de tal modo que eram uma vergonha aos principais e aos fariseus.

[1] Algum homem de valor e virtude será pior para a obscuridade e a pobreza da sua região? Os galileus eram a semente de Abraão, os bárbaros e os citas são a semente de Adão, e não temos todos um único Pai?

[2] Supondo que nenhum profeta tenha surgido da Galileia, ainda assim não é impossível que nenhum surgisse dali. Se Elias foi o primeiro profeta de Gileade (como talvez tenha sido), e se os gileaditas eram considerados fugitivos, deverá ser questionado se ele era ou não um profeta?

3. O rápido adiamento da seção daquele tribunal. Eles interromperam a assembleia em meio a uma confusão, e precipitadamente, “e cada um foi para sua casa”. Eles tinham se reunido para planejar contra o Senhor e seu Ungido, mas tinha sido um pensamento inútil, e não somente aquele que está no céu se riu deles, mas nós podemos estar na terra e rir deles também, ao ver toda a política da trama despedaçada por uma única palavra honesta. Eles não desejavam ouvir Nicodemos, porque não podiam lhe responder de forma séria e coerente. Tão logo perceberam que tinham alguém como ele no seu meio, eles viram que não adiantaria prosseguir com seu desígnio, e por isto adiaram o debate para uma ocasião mais conveniente, quando Nicodemos estivesse ausente. Assim, o conselho do Senhor permanece, apesar das artimanhas dos corações dos homens.

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