GESTÃO E CARREIRA

SEM FORÇAR A AMIZADE

Conviver com colegas com os quais você não tem afinidade é difícil. Mas é preciso tomar algumas atitudes para melhorar o relacionamento – caso contrário, a produtividade e a qualidade de vida podem ser afetadas.

Sem forçar a amizade

É Fato que passamos mais tempo ao lado das pessoas com quem trabalhamos do que com amigos e parentes. Por isso, o relacionamento com nossos colegas ou chefes acaba se tornando crucial para o bem-estar. De acordo com uma pesquisa feita por professores da Universidade Rutgers, quando os funcionários se tornam amigos, a avaliações de desempenho costumam ser melhores do que as de profissionais que trabalham em ambientes sem amizades. Entre as explicações está o fato de que, entre camaradas, fica mais fácil colaborar, pedir ajuda manter o bom humor. “Quando gostam um do outro, os indivíduos ficam mais abertos e tolerantes, a cooperação flui e a compaixão e a empatia se fazem presente”, diz Cintia Machado, diretora executiva da lnternational Coach Federation (ICF). Isso faz com que o trabalho pareça mais fácil, as tarefas árduas sejam feitas de forma mais leve e a solução de problemas seja mais criativa e eficaz. O problema é que nem sempre a turma do escritório é formada por gente com a qual passaríamos as férias. E desgostar desse pessoal, além de piorar as entregas, causa impactos negativos na saúde mental. No livro Toxic Coworkers (“Colegas ´Tóxicos, numa tradução livre, sem edição no Brasil), os psicólogos Alan A. Cavaiola e Neil J. Lavender publicam uma pesquisa que revela que 80% dos profissionais se sentem moderada ou gravemente estressados quando precisam conviver com pares, subordinados ou chefes difíceis. ”As pessoas não se dispõem a colaborar umas com as outras e há desmotivação”, diz Vanessa Cepello, professora na Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Inverter esse quadro nem sempre é fácil, mas é possível melhorar o relacionamento – sem forçar a amizade. A seguir, um passo a passo para solucionar a situação.

1 – AROXIMAÇÃO CAUTELOSA

Aproximar-se de quem você não tem tanta afinidade é um exercício que estimula a empatia e a busca por diversidade. Afinal, colocar-se na pele do outro é entender um novo ponto de vista –   mesmo que ele seja completamente diferente do seu. Mas, às vezes, não dá para fazer isso no ambiente formal do trabalho e é preciso estar em momentos mais descontraídos, como num almoço ou numa happy hour. ‘Um encontro fora do escritório pode ser muito bom para quebrar o clima. Se estiver num pequeno grupo, sente-se à frente da pessoa com quem você não se dá para que possam iniciar um diálogo. Aproveite para observá-la enquanto conversa com outros e aprenda sobre suas necessidades, diz Cintia, da ICF. “Conhecer a história do indivíduo é a chave para compreender o mundo em suas perspectivas emocional e intelectual”.

2 – HONESTIDADE DELICADA

De nada adianta se aproximar se isso for feito com falsidade. Melhor ir direto ao ponto. “Minha dica é ser honesto com a pessoa. Diga: “Você sabe tão bem quanto eu que não somos os melhores parceiros de trabalho, mas temos uma tarefa a realizar. O que acha de deixarmos nossas diferenças de lado e cumprirmos nossos afazeres?”, diz Dinael Corrêa de Campos, vice coordenador do curso de especialização em gestão estratégica de pessoas e psicologia organizacional e do trabalho da Unesp.

3 – O CORPO FALA

Fazer uma saudação efusiva ao ver a pessoa de quem não gosta pode parecer irônico e piorar o relacionamento. Seja respeitoso e cordial, ouvindo com atenção, fazendo contato visual e até sorrindo ao cumprimentar. Mas a ideia principal não é usar técnicas corporais apenas para que o outro se sinta acolhido e menos ameaçado com relação a você, mas para que o relacionamento se torne natural. “A partir do momento em que você tem clareza sobre os motivos que fazem com que seu colega se araste, não precisa mais se preocupar com a linguagem corporal que tem de usar, pois serei natural – e não ameaçadora”, diz Dinael.

4 – OLHO NO OLHO

Você deve se comunicar com quem não gosta apenas quando necessário – e só por e-mail ou mensagem. Tudo para evitar diálogos que levem a conflitos. Mas isso só aumenta o distanciamento e piora a convivência. Por mais difícil que seja, evite esses atalhos e converse mais pessoalmente. Muitas vezes a comunicação escrita, principalmente a de mensagens Instantâneas, está sujeita a mal-entendidos e a omissão dos elementos não verbais, que correspondem a mais de 70% do processo de compreensão. “Busque o olho no olho. Apenas tome cuidado para que seu tom de voz e sua feição indiquem que você não está lá para criar problemas”, afirma Maria Sartori, gerente sênior de recrutamento da Robert Half.

5 – GENTILEZA GERA GENTILEZA

Oferecer ajuda pode criar laços que, até então, eram impensáveis. “Isso ativa um gatilho mental poderoso que é o da reciprocidade, aquilo que é correspondido mutuamente -, diz Fellipe Silvester, consultor de carreiras e gestão organizacional. Essa pode ser, ainda, uma oportunidade de conhecer o potencial do outro e estabelecer uma conexão. Mas preste atenção. “A melhor maneira de oferecer ajuda é mostrando uma dificuldade própria. Tenha cuidado para não passar a impressão de que você sabe de tudo”, diz Maria, da Robert Half. E mantenha a discrição. Caso contrário, pode parecer que sua atitude tem o objetivo de autopromoção.

6 – MENOS EXPECTATIVAS

parou para pensar por que não gosta daquela pessoa? Será que não está tendo expectativas irreais sobre os colegas de trabalho? “O principal problema é a idealização, pois criamos alguém perfeito, que corresponda aquilo que queremos, mas não devemos nos esquecer que a relação a dois pressupõe dois e, por isso, é preciso baixar as expectativas para que aconteça um encontro real, afirma Dinael, da Unesp. Lembre-se, também, de que no ambiente profissional não podemos esperar ter a mesma proximidade emocional com todo mundo. E totalmente aceitável que alguém tenha um comportamento mais formal, cumprindo com suas obrigações, porém sem desejar proximidade.

7 – INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Lembre-se de que você não precisa gostar de todo mundo e que é normal alguém irritá-lo por agir de um jeito que não lhe agrade. A saída para se blindar dos momentos de estresse na convivência é entender, a fundo, os próprios gatilhos. “Trabalhe a inteligência emocional para perceber a emoção e compreender sua causa, o que lhe dá a possibilidade de decidir como agir”, diz Cintia, da ICF. Uma boa maneira de fazer isso é filtrar as informações recebidas (deixando de lado as coisas que chateiam) e treinar para sempre se acalmar antes das respostas.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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