PSICOLOGIA ANALÍTICA

ADMINISTRANDO A EMPATIA

Bons sentimentos não bastam; é importante aprender a lidar com as emoções que o sofrimento alheio nos causa, não só para evitar o próprio desconforto, mas também para ter alguma chance de ser útil aos outros.

Administrando a empatia

Reconhecer quando um amigo ou colega está assustado, triste, irritado ou surpreso é uma espécie de chave fundamental para manter bons relacionamentos. Um novo estudo sugere, no entanto, que, se a habilidade para escutar os sentimentos alheios tomar proporções grandes demais, pode provocar uma dose extra de estresse – e, na prática, não ajudar quem está sofrendo nem aquele que se comove com a dor alheia.

Em um estudo publicado no periódico Emotion, as psicólogas Myriam Bechtoldt e Vanessa Schneider, da Escola de Frankfurt de Administração e Finanças, na Alemanha, entrevistaram 166 estudantes universitários do sexo masculino e fizeram a eles uma série de perguntas com o objetivo de medir a sua capacidade de lidar com as emoções. Na sequência, as pesquisadoras mostraram aos voluntários uma série de fotografias de rostos de várias pessoas e perguntaram até que ponto sentimentos como felicidade ou desgosto eram expressos em seu semblante. Num segundo momento, os estudantes participaram de um exercício no qual deveriam fazer negociações como se estivessem numa situação profissional, em frente de juízes exibindo expressões faciais severas. Os cientistas mediram concentrações do cortisol, hormônio associado ao estresse, presente na saliva dos alunos antes e depois da tarefa.

Nos voluntários avaliados como mais inteligentes emocionalmente, as medidas de estresse aumentaram mais durante o experimento e demoraram mais tempo para voltar ao nível inicial. Os resultados sugerem que algumas pessoas podem ser emocionalmente espertas, mas isso não se reverte, necessariamente, para o seu próprio bem, diz Hillary Anger Elfenbein, professora de comportamento organizacional na Universidade de Washington em St. Louis, que não participou do estudo. “O envolvimento emocional pode causar apenas preocupação se não for canalizado de forma saudável”, observa.

Essa e outras pesquisas desafiam a visão predominante de que a empatia é sempre benéfica para quem a sente. Um trabalho publicado em 2002 já sugeria que as pessoas emocionalmente perceptivas podem ser particularmente suscetíveis a sintomas de depressão, decorrentes da sensação de impotência por não conseguir ajudar os outros a sair de seu sofrimento.

“Não há dúvidas de que a empatia é uma qualidade extremamente útil, mas não basta; é fundamental aprender a lidar adequadamente com as emoções, tanto as nossas quanto as alheias”, diz Bechtoldt. Segundo ela, pessoas muito sensíveis podem se sentir identificadas demais ou inclinadas a assumir a responsabilidade pela tristeza ou raiva alheias. Por mais que uma situação nos mobilize, é importante ter em mente que cada um tem responsabilidade sobre a própria história, e, às vezes, o melhor a fazer num momento delicado é estar perto, escutar e suportar que a pessoa sofra, sem tentar aplacar a dor por causa das nossas próprias fragilidades. “Pode parecer pouco, mas é transformador”, comenta a psicóloga.

Ela enfatiza que para ajudar alguém é fundamental não se misturar às suas mazelas.

Especialistas acreditam que o autoconhecimento, alcançado por meio da psicoterapia, é uma forma bastante eficaz de mobilizar e desenvolver recursos psíquicos, capaz de fortalecer a capacidade de reconhecer as próprias limitações – e possibilidades.

Outros estudos mostram facetas ainda menos exploradas da capacidade de compreender o que as pessoas sentem. Um deles, publicado em 2013 na Plos One, revela que essa habilidade pode ser usada para manipular outros e, assim, obter ganho pessoal. Mais pesquisas são necessárias para mostrar com maior clareza de que maneira se dá a relação entre inteligência emocional e estresse. Estão em andamento atualmente investigações similares em que são acompanhadas mulheres e grupos mistos com pessoas de diferentes idades e formação.

OUTROS OLHARES

A ORDEM É DESAPERGAR-SE

Nestes tempos de promoção da simplicidade, ter um armário abarrotado não pega bem. Resultado: os brechós e bazares vendem como nunca.

A ordem é desapergar-se

Foi-se o tempo em que mulheres abastadas lotavam o Facebook com fotos de seus closets abarrotados. Diante de uma combinação de fatores que começa na crise econômica, passa pelas onipresentes pregações ambientalistas e desemboca na propagada conversão de famosos a um estilo de vida mais simplesinho, as consumidoras vorazes vêm se rendendo a uma realidade inescapável: ter coisa demais no guarda­ roupa não pega bem.

O movimento em direção à diminuição dos cabides alimenta um ramo de negócios de pouco destaque até algum tempo atrás, o dos brechós on-line. Antes confinado a lojas meio empoeiradas, o comércio de peças seminovas, inflado pelos novos tempos, vem migrando para a internet. Segundo pesquisa do Sebrae, entidade voltada para pequenas e médias empresas, em 2015 os brechós on-line já eram quase 20% do total de brechós no país – e continuam aumentando.

Que fique claro: comprar vestido, bolsa, sapato e bijuterias continua sendo o esporte preferido de boa parte da população feminina do planeta. Mas cada vez que Kate, a futura rainha da Inglaterra, repete roupa – e ela repete com frequência-, ou que alguma atriz no tapete vermelho diz que comprou seu vestido “num brechó de Los Angeles”, o ato de entupir armários vai parecendo menos glamouroso. Daí para a primeira bolsa usada de grife é um passo, como mostram os números do comércio de segunda mão. A enjoei, a maior plataforma-brechó brasileira, tem mais de 3,5 milhões de usuários e faz 180.000 transações por mês. As vendas nos primeiros seis meses deste ano ficaram 60% acima das do mesmo período de 2017. “É um hábito recente. As pessoas estão percebendo o atrativo econômico de adquirir o que alguém dispensou e perdendo a vergonha de usar esses produtos”, explica a gerente Ludmila Brait.

Em geral, são as donas das peças que procuram os brechós, que, por sua vez, examinam as fotos e decidem se aceitam revendê-las. Aprovados, os produtos vão para o site a preços até 90% inferiores ao original. O brechó cobra uma comissão de 20% a 40% pela venda; a dona da peça tem a opção de receber sua parte ou deixá-la como crédito na loja – uma alternativa tentadora, que, convenhamos, não colabora com o objetivo inicial (aliás, qual era ele mesmo?).

Daniela Carvalho, que comanda o Peguei Bode com a irmã Gabriela, oferece o estoque mais luxuoso (e caro) da comunidade: nas prateleiras virtuais circulam marcas como Dior, Chanel e Versace – tudo usado. “O preconceito está sendo vencido em todas as faixas de renda. Muitas milionárias compram com a gente”, afirma Daniela, que cita entre as clientes-vendedoras Camila Pitanga, Marina Ruy Barbosa e Fernanda Lima. Já outra atriz, Luana Piovani, resolveu virar sócia de um brechó on-line, o Cansei Vendi, onde também se abastece. “Agora que tenho família, filhos, funcionários, não dá para gastar dinheiro só comigo”, argumenta.

Ao lado dos brechós, crescem e aparecem as iniciativas de troca de roupas usadas, o clothing swap. As paulistas Giovanna Nader e Raquel Vitti idealizaram o Projeto Gaveta, que efetua o troca-troca – sem dinheiro envolvido – em encontros (físicos) duas vezes por ano. A própria Giovanna é propaganda viva de seu projeto. “Fiquei grávida e não comprei roupa nova. Amigas me emprestaram, usei duas calças de elástico que já tinha e pronto. Foram sete peças durante toda a gravidez”, diz. A cantora Preta Gil promove há dez anos, no Rio de Janeiro, o Bazar da Preta, recheado de peças do armário de artistas, com renda revertida para instituições beneficentes. O movimento cresceu tanto que, em maio, teve sua primeira versão em São Paulo. “O bazar virou moda, coisa chique”, comemora.

A reciclagem do closet tem impulsionado uma profissão nova, “o personal encolhedor de guarda­ roupa” (ah, era esse o objetivo inicial!). A carioca Alexandra Melo cobra 120 reais por hora e explica o seu trabalho: “Eu ajudo em uma coisa que as clientes simplesmente não conseguem fazer sozinhas: descartar peças. No fundo, ofereço mesmo é suporte emocional para a tarefa”. Em junho, Fiona Golfar, editora da revista Vogue inglesa, relatou no jornal The Times o que chamou de detox do seu enorme closet. Ela acabou o dia com caixas e mais caixas de excedentes, “considerável dor no coração” e grande alívio. E, se não deu seu obrigatório passinho na direção de uma vida mais simples, ao menos conseguiu um armário com espaço para acomodar umas roupinhas novas.

GESTÃO E CARREIRA

OLHAR VIGILANTE

O data protection officer, ou encarregado de proteção de dados, alinha conhecimento jurídico e tecnológico para garantir que empresas utilizem informações sobre os cidadãos de forma correta.

Olhar vigilante

Os recentes escândalos envolvendo vazamento de dados pessoais por empresas estão obrigando os governos a correr para editar ou atualizar leis sobre o uso de informações nas organizações. Com isso, surge a necessidade de um profissional que ajude as companhias nessas tarefas. Esse é o trabalho do data protection officer (DPO), ou encarregado de proteções de dados. “Ele cria procedimentos e protocolos internos para que empresas desenvolvam produtos que coletem dados de maneira lícita”, diz Alexandre Pacheco, professor da fundação Getúlio Vargas. A obrigatoriedade de contratação desse especialista, por enquanto, é só por parte de companhias europeias, por causa de uma legislação local. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais tramita no Senado P, se aprovada, fará com que as organizações tenham de seguir o mesmo caminho. “Empresas nacionais que prestem serviços e utilizem informações sobre cidadãos europeus podem ser cobradas por ter esse profissional, já que as europeias podem ser responsabilizadas por vazamentos na contratada”. diz Alexandre.

De olho nessa oportunidade, o advogado Adriano Mendes, de 39 anos, passou a atuar como DPO para multinacionais em maio – mas ele estuda o assunto desde 2004. “Sempre fui nerd, o que me ajudou. Porém, tive de fazer uma série de cursos sobre tecnologia para entender itens como a arquitetura de dados, afirma Adriano.

É bom saber que o encarregado de proteção de dado não é, necessariamente, formado em direito. “É uma área jurídica, porque exige a interpretação de normas, mas esse papel também precisa de conhecimento técnico. Nada impede que um especialista em TI faça um curso em proteção de dados”, afirma Alexandre. Com salários que variam de 8.000 a 20.000 reais, o futuro da profissão é promissor. Só na Europa, de acordo com especialistas, será preciso 28.000 DPOs para atender à normativa. Ele é um padre no confessionário: precisa alertar e evangelizar a empresa a fazer o correto. É preciso estar ciente caso corrobore com posturas antiéticas, diz Adriano.

OUVIDOS A POSTOS

O paulistano Rodrigo Galvão entrou na Oracle, gigante global de tecnologia, como estagiário na área de finanças – embora quisesse trabalhar com vendas. Formado em administração, ele viu a vaga na multinacional no mural da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e se encantou com a companhia. “Até o prédio super futurista me impressionou. “De lá para cá, 16 anos se foram e o executivo assumiu a presidência da organização em 2017, aos 35 anos. Agora, ele lidera 1.900 pessoas no país com um estilo aberto ao diálogo, conduzindo conversas periódicas com os funcionários, pedindo sugestões para projetos da Oracle e deixando sua mesa à disposição de quem quiser se sentar para conversar.

Muitos dizem que sua carreira foi acelerada. Concorda com isso?

Se olhar pela idade, pode parecer que sim, mas estou na Oracle há 16 anos. Fiz tudo com intensidade, mas sem pular etapas. Passei por diversas áreas e comecei como estagiário em finanças. Não era o departamento com o qual eu mais me identificava, queria ir para o comercial. Mas abracei a chance.

Um dos pontos positivos de finanças é ter a oportunidade de se relacionar com toda a companhia, não?

Sem dúvida. Muita gente acha que a única área que conta é a de vendas. Mas o BackOffice tem muito valor, pois ajuda a conhecer a companhia e a estabelecer conexões. Usei muito isso. Fui efetivado depois de sete meses e comecei a crescer. Fui vendedor em campo, gerente de contas, diretor da vertical de comunicação, vice-presidente de CRM e atuei na América Latina antes de assumir a presidência.

Não enfrentou preconceito por ser um jovem com crescimento rápido?

Nunca. Tem de ter humildade para aprender – e eu aprendi muito com o pessoal experiente. Quando comecei a trabalhar no campo, era o mais novo. Ficava como uma sombra no pessoal para me inspirar.

A questão da idade não pesou nem quando você se tornou líder?

Ser chefe de pessoas mais velhas pode até soar um pouco estranho. Mas a liderança se estabelece naturalmente por meio de suas atitudes do dia a dia. É lógico que tive de lidar com um monte de coisas quando virei gestor. Existem as expectativas que as pessoas colocam sobre você, a vontade de não querer frustrar ninguém, a necessidade de fazer o que considera correto. Encaro meu papel de líder como o de facilitador. Como CEO, 90% do meu tempo é dedicado a isso. Preciso fazer com que todo mundo corra ladeira acima. E só atingimos esse objetivo quando estabelecemos laços de confiança e estamos abertos para ouvir. Converso com todo mundo que senta à minha mesa e gosto de ouvir o que os outros têm a dizer.

Quais foram os feedbacks que mais marcaram sua trajetória?

O primeiro ouvi quando estava começando. Meu chefe me disse: “Não importa onde estamos, temos de ser aquilo que sempre fomos”. Aí eu entendi que nunca somos donos de uma posição, apenas a ocupamos por um período. Por isso, não devemos nunca ir contra nossa essência.

E o segundo?

Foi recente, e nunca linha falado sobre isso antes. Eu estava cuidando de uma linha de produtos da Oracle na América Latina, muito feliz com a oportunidade. Mas me trouxeram de novo para o Brasil para cuidar de uma fatia de negócio que até era maior, mas voltei a ser local. Fiquei meio assim. Meu atual chefe me olhou e falou: “Você me tem como líder? Então tem de confiar em mim”. Às vezes somos céticos com as decisões dos gestores. Depois percebi que ele me preparava para assumir a presidência da companhia no Brasil. Na vida, você tem de confiar nas pessoas.

Olhar vigilante.2

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 6: 28-59 – PARTE II

Alimento diário

Cristo, o verdadeiro Pão do Céu. Cristo dá as boas-vindas a todos os que veem a Ele. A necessidade de alimentar-se de Cristo.


III – Tendo respondido às suas perguntas, Cristo aproveita a oportunidade da objeção que fizeram a respeito do maná para falar de si mesmo, por meio da comparação com o pão, e da fé, por meio da comparação com o comer e o beber. O Senhor uniu isto com comer sua carne e beber seu sangue, e com as observações feitas a este respeito pelos ouvintes. Assim pode ser entendido o restante desta conversa.

1. Tendo falado de si mesmo como o grande dom de Deus, e o pão verdadeiro (v. 32), Jesus explica e confirma o assunto detalhadamente, para que possamos conhecê-lo corretamente.

(1) Aqui o Senhor Jesus mostra que Ele é o pão verdadeiro. Isto Ele repete diversas vezes, vv. 33,35,48-51. Observe:

[1] Que Cristo é pão, Ele é para a alma o que o pão é para o corpo. Ele nutre e sustenta a vida espiritual (é o que a sustem), assim corno o pão nutre e sustenta a vida corpórea. Ele é o sustento da vida. As doutrinas do Evangelho a respeito de Cristo – que Ele é o mediador entre Deus e o homem, que Ele é nossa paz, nossa justiça, nosso Redentor. Por estas coisas vivem os homens. Nossos corpos poderiam viver por algum tempo sem ali­ mentos, porém nossa alma não pode viver um segundo sem Cristo. O trigo é esmiuçado (Isaias 28.28), e assim também foi Cristo. Ele nasceu em Belém, a casa de pão, e foi tipificado pelo pão da proposição.

[2] Que Ele é o pão de Deus (v. 33), o pão divino. Ele é aquele que é “de Deus” (v.46), é pão que “meu Pai” dá (v.32), o pão que Ele criou para ser o alimento das nossas almas, o pão da família de Deus, o pão dos seus filhos. Os sacrifícios dos levitas eram chamados o pão de Deus (Levíticos 21.21,22), e Cristo é o grande sacrifício. Cristo, na sua palavra e nas suas ordenanças, é o banquete do sacrifício.

[3) Que Ele é o pão da vida (v. 35, e outra vez, v. 48), aquele pão da vida, uma alusão à árvore da vida no meio do jardim do Éden, que foi para Adão o selo daquela parte do concerto: “Faze isso e viverás”, da qual ele podia comer e viver. Cristo é o pão da vida, pois Ele é o fruto da árvore da vida. Em primeiro lugar, Ele é “o pão vivo” (assim é que Ele se explica, v. 51): “Eu sou o pão vivo”. O pão é, em si mesmo, uma coisa morta, e não alimenta, exceto pela ajuda das faculdades de um organismo vivo, mas Cristo é, Ele mesmo, o pão vivo, e alimenta pelo seu próprio poder. O maná era uma coisa morta. Se guardado apenas uma noite, ele apodrecia e criava bichos. Mas Cristo é o pão sempre vivo, eterno, que nunca embolora nem envelhece. A doutrina de Cristo crucificado agora é tão fortalecedora e consoladora a um crente como sempre foi, e sua mediação ainda tem tanto valor e eficiência quanto sempre teve. Em segundo lugar, Ele dá “vida ao mundo” (v. 33), vida espiritual e eterna. A vida da alma em união e comunhão com Deus aqui, e na visão dele e na comunhão com Ele no futuro. Uma vida que inclui em si toda a felicidade. O maná somente sus­ tentava a vida, não a preservava e perpetuava, muito menos a restaurava, mas Cristo dá a vida àqueles que estão mortos no pecado. O maná era ordenado somente para a vida dos israelitas, mas Cristo é dado para a vida do mundo. Ninguém está excluído do benefício deste pão, exceto os que se excluem voluntariamente. Cristo veio para dar vida às mentes dos homens, como também os princípios produtivos para que tenham desempenhos aceitáveis.

[4) Que Ele é o pão que desceu do céu. Isto é repetido muitas vezes aqui, vv. 33,50,51,58. Isto indica, em primeiro lugar, a divindade da pessoa de Cristo. Sendo Deus, Ele tinha uma existência no céu, de onde Ele veio para assumir nossa natureza: “Eu desci do céu”, com o que podemos deduzir sua antiguidade, Ele estava no início com Deus; sua capacidade, pois o céu é o “firmamento do… poder”; e sua autoridade, Ele veio com uma comissão divina. Em segundo lugar, a origem divina de todo o bem que flui para nós, por meio dele. Ele desce, não somente que desceu (v.51), mas que desce. Ele está descendo, o que indica uma constante comunicação de luz, vida e amor, de Deus aos crentes, por intermédio de Cristo, assim como o maná vinha todos os dias. Veja Efésios 1.3.  Todas as coisas do céu.

[5) Que Ele é aquele pão do qual o maná era um tipo e um exemplo (v. 58), este pão, o pão verdadeiro, v. 32. Assim como a pedra da qual eles beberam era Cristo, o maná que eles comeram também era um manjar espiritual, 1 Coríntios 10.3,4. Assim como o maná foi dado a Israel, Cristo é dado ao Israel espiritual. Havia maná suficiente para todos. Desse modo, em Cristo, há uma plenitude de graça a todos os crentes. Aquele que colher uma grande porção deste maná não terá sobras quando vier a usá-lo, e aquele que colher pouco descobrirá que não lhe falta, quando sua graça vier a ser aperfeiçoada em glória. O maná devia ser colhido pela manhã, e aqueles que desejam encontrar Cristo devem procurá-lo cedo. O maná era doce e, como nos diz o autor do livro apócrifo Sabedoria de Salomão (Sabedoria 16.20), “satisfazia o gosto de todos”. Isto enfatiza como Cristo é precioso. Israel viveu de maná até que chegasse a Canaã. E Cristo é nossa vida. Havia uma lembrança do maná preservada na arca. A lembrança de Cristo está na Ceia do Senhor, como alimento da nossa alma.

(2) Aqui Cristo mostra qual era sua missão, e qual era sua tarefa no mundo. Deixando de lado as metáforas, Ele fala claramente, e não fala em parábolas, dando-nos uma explicação das suas atividades entre os homens, vv. 38-40.

[1] Ele nos assegura, de modo geral, que veio do céu para cuidar dos negócios do seu Pai (v. 38), não para fazer sua própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou. Ele desceu do céu, o que evidencia que Ele é um ser inteligente e ativo, que voluntariamente desceu a este mundo inferior, uma longa viagem, e um grande passo descendente, considerando as glórias do mundo do qual Ele vinha e as calamidades do mundo ao qual Ele vinha. Nós podemos perguntar, com admiração: “O que o levou a fazer tal expedição?” Aqui Ele nos conta que veio não para fazer sua própria vontade, mas a vontade do seu Pai. Não que Ele tivesse qualquer vontade que estivesse em competição com a vontade do seu Pai, mas aqueles com quem Ele estava falando suspeitavam que Ele pudesse ter. “Não”, diz Ele, “minha própria vontade não é o que me impulsiona, nem o que Eu obedeço, mas Eu venho para fazer a vontade daquele que me enviou”. Isto é, em primeiro lugar, Cristo não veio ao mundo como uma pessoa que age somente por si mesmo, mas sob uma característica pública, para agir pelos outros, como um embaixador, ou plenipotenciário, autorizado por uma comissão pública. Ele veio ao mundo como o grande representante de Deus, e o grande médico do mundo. Não era nenhum interesse privado o que o trazia até aqui, mas Ele veio para acertar as questões entre duas partes consideráveis: o grande Criador e toda a criação. Em segundo lugar, Cristo, quando esteve no mundo, não realizou nenhum desígnio particular, nem teve nenhum interesse separado, distinto dos interesses daqueles pelos quais Ele agia. O escopo de toda a sua vida foi o de glorificar a Deus e fazer o bem aos homens. Portanto, Ele nunca procurou sua própria comodidade, segurança ou tranquilidade, mas, quando estava para entregar sua vida, embora tivesse uma natureza humana que se atemorizava com isto, Ele deixou de lado estas considerações e compatibilizou sua vontade como homem à vontade de Deus, o Pai: “Não seja como eu quero, mas como tu queres”.

[2] Ele nos dá a conhecer, em particular, a vontade do Pai que Ele veio realizar. Aqui Ele declara o decreto, as instruções que Ele devia seguir.

Em primeiro lugar, as instruções particulares dadas a Cristo, de que Ele deveria certificar-se de salvar todos os escolhidos restantes, e este é o concerto da redenção, entre o Pai e o Filho (v.39): “Esta é ‘a vontade do Pai, que me enviou’. Esta é a incumbência que me foi confiada, e consiste em que Eu não perca nenhum de todos aqueles que Ele me deu”. Observe:

1. Existe um determinado número de filhos dos homens dados pelo Pai a Jesus Cristo, para estarem sob seus cuidados, e pertencerem a Ele, por um nome e um louvor, dados a Ele como herança, para posse. O Pai fará por eles tudo o que as situações exigirem. Ele os ensinará, curará, pagará suas dívidas, defenderá suas causas, os preparará e preservará para a vida eterna, e então permitirá que Cristo faça o melhor por eles. O Pai pode dispor deles como desejar: como criaturas, suas vidas e existências derivavam dele; como pecadores, suas vidas e existências estavam afastadas dele e perdidas. Ele poderia tê-los vendido para a satisfação da sua justiça, e tê-los entregado aos torturadores, mas Ele os indicou para serem os monumentos da sua misericórdia, e os entregou ao Salvador. Aqueles a quem Deus escolheu para serem objetos do seu amor especial, Ele colocou, em confiança, nas mãos de Cristo.

2. Jesus Cristo comprometeu-se a não perder nenhum daqueles que foram, assim, dados a Ele pelo Pai. Os muitos filhos que Ele devia levar à glória estarão todos disponíveis, e nenhum deles se perderá, Mateus 18.14. Nenhum deles se perderá, por falta de graça suficiente para santificá-los. “Se eu não to trouxer e não o puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo para sempre”, Gênesis 43.9. 3. O comprometimento de Cristo com aqueles que lhe são dados se estende à ressurreição dos seus corpos. “Eu o ressuscitarei no último Dia”, o que pressupõe que tudo o que veio antes deve coroar e completar a missão. O corpo é parte do homem, e, portanto, uma parte da compra e da incumbência de Cristo. Ele pertence às promessas, e, por essa razão, não deverá ser perdido. A missão não é somente não perder ninguém, nenhuma pessoa, mas também não perder nada, nenhuma parte da pessoa, e, portanto, nem o corpo. A missão de Cristo nunca será completa até a ressurreição, quando as almas e os corpos dos santos serão reunidos e congregados a Cristo, para que Ele possa apresentá-los ao Pai: “Eis-me aqui a mim e aos filhos que Deus me deu”, Hebreus 2.13; 2 Timóteo 1.12. 4. A fonte e a origem de tudo isto é a vontade soberana de Deus, os conselhos da sua vontade, segundo a qual Ele opera tudo isto. Este foi o mandamento que Ele deu ao seu Filho, quando o enviou ao mundo, e que o Filho sempre teve em mente.

Em segundo lugar, as instruções públicas que deviam ser dadas aos filhos dos homens, de que maneira e em quais termos eles poderiam obter a salvação por Cristo, e este é o concerto da graça, entre Deus e o homem. Quem eram as pessoas, em particular, que eram dadas a Cristo, é segredo: “O Senhor conhece aqueles que são seus”, nós não, e nem é adequado que conheçamos. Mas, embora seus nomes estejam ocultos, suas características são divulgadas. É feita uma oferta de vida e felicidade nos termos do Evangelho, para que, por ela, aqueles que foram dados a Cristo possam ser trazidos a Ele, e outros, deixados inescusáveis (v. 40): “Esta é ‘a vontade’, a vontade revelada, ‘daquele que me enviou’, o método definido, pelo qual tratar com os filhos dos homens, ‘que todo aquele’, judeu ou gentio, ‘que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia”‘. Isto é verdadeiramente Evangelho, boas novas. Não é revigorador ouvir isto?

1. Que a vida eterna pode ser obtida, se não houver falta nossa. Que, embora pelo pecado do primeiro Adão, o caminho da árvore da vida tenha sido bloqueado, pela graça do segundo Adão, ele está aberto outra vez. A coroa da glória está apresentada diante de nós como o prêmio da nossa soberana vocação, à qual podemos nos candidatar e obter.

2. Todos podem tê-la. Este Evangelho deve ser pregado, esta oferta deve ser feita a todos, e ninguém poderá dizer: “Ela não pertence a mim”, Apocalipse 22.17.

3. Esta vida eterna é certa a todos aqueles que creem em Cristo, e somente a eles. Aquele que vê o Filho, e crê nele, será salvo. Alguns entendem este “ver” como uma limitação desta condição de salvação somente àqueles que recebem a revelação de Cristo e da sua graça. Todo aquele que tem a oportunidade de conhecer Cristo, e aproveitar esta oportunidade tão bem a ponto de crer nele, terá a vida eterna, de modo que ninguém será condenado por descrença (por mais que possa estar condenado por outros pecados), exceto aqueles que tiveram o Evangelho pregado a eles, que, como estes judeus (v. 36), viram, e ainda assim não creram, conheceram a Cristo, e não creram nele. Mas eu prefiro interpretar “ver” como significando a mesma coisa que “crer”, pois é theoron, o que não significa tanto a visão do olho (como no v. 36, heorakate me – vós me vistes) quanto a contemplação da mente. Todo aquele que vê o Filho, isto é, aquele que crê nele, aquele que o vê com os olhos da fé, pelos quais che­ gamos a ser devidamente familiarizados e influenciados pela doutrina do Evangelho a respeito dele. É olhar para Ele como os israelitas feridos olharam para a serpente de metal. A fé que Cristo exige não é uma fé cega, como se estivéssemos dispostos a arrancar nossos olhos e então segui-lo. Nós devemos vê-lo, enxergando em que terrenos andamos na nossa fé. Tudo então estará certo, quando não for aceito com base em rumores (devemos crer como a igreja crê), mas quando for o resultado de uma devida consideração dos motivos da credibilidade: ”Agora te veem os meus olhos”. “Nós mesmos o temos ouvido”.

1. Aqueles que creem em Jesus Cristo, para que tenham a vida eterna, serão ressuscitados pelo seu poder, no último dia. Ele recebeu esta incumbência como vontade do seu Pai (v. 39), e aqui Ele solenemente faz disto sua própria missão: “Eu o ressuscitarei”, o que significa não somente o retorno do corpo à vida, mas a colo­ cação de todo o homem na posse plena da vida eterna que está prometida.

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