PSICOLOGIA ANALÍTICA

PINTINHOS E HUMANOS PENSAM OS NÚMEROS DA MESMA FORMA

Assim como as crianças, filhotes de galinha parecem ter preferência inata por algarismos menores à esquerda e maiores à direita.

Pintinhos e humanos pensam os números da mesma forma

Pense em um número. Agora imagine um maior. Tente visualizar os dois na sua frente. Se você enxerga o menor do lado esquerdo, apenas confirma um dado encontrado frequentemente: tendemos a posicionar números no espaço da esquerda para a direita. Cada vez mais evidências, incluindo pesquisas com bebês lactentes pré-verbais, sugerem que nascemos com essa tendência que pode ser facilmente influenciada pela cultura e alterada. O curioso é que um estudo publicado há alguns meses pela Science, por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Trento, na Itália, mostra que bebês de uma espécie completamente diferente também preferem colocar os algarismos maiores nessa ordem. Os cientistas treinaram pintinhos de três dias de vida para andar em torno de um painel em busca de alimento. Num primeiro momento, alguns filhotes aprenderam a encontrar comida atrás de uma divisão em que havia cinco pontos desenhados. Em seguida, os cientistas, coordenados pela psicóloga cognitiva Rosa Rugani, substituíram o painel por outros dois. Quando essas novas separações mostravam duas marcações cada uma, os bichos caminhavam inicialmente para a marca da esquerda em 70% das vezes. Quando os painéis exibiam oito, os pintinhos tendiam a escolher o número da direita, como se tivessem certa preferência pela disposição numérica. Os pesquisadores repetiram então o experimento com outros filhotes que foram treinados com divisões exibindo 20 pontos e testados com marcação de oito ou 32. Surpreendentemente, em ambos os ensaios, os animais viraram à esquerda para os números pequenos e à direita para os grandes. Os cientistas escolheram como menor o oito em um contexto e maior no outro para mostrar que o efeito depende de quantidades relativas, e não de qualquer preferência absoluta por algum número. Os resultados confirmam fortemente a ideia de que essa predisposição é inata. A pesquisa indica, porém, que essa preferência pode ser facilmente modificada pela experiência; por isso, é bem provável que substitui-la não represente muita dificuldade para cérebros jovens numa cultura que escreve nesse sentido. Falantes de árabe, por exemplo, mostram tendência espacial inversa. Outros povos que escrevem da direita para a esquerda e os dígitos na outra direção, como em hebraico, não mostram nenhuma predileção particular. Os autores do estudo sugerem que esses resultados estão relacionados com o fato de que cérebros não são simétricos. O hemisfério direito domina o processamento visuoespacial, levando a uma preferência para o lado esquerdo do espaço para comandar a atenção – o que talvez explique por que tendemos a pensar nos “primeiros” números nessa direção enquanto contamos. O esquema espacial pode surgir também de um mapa físico dos algarismos no cérebro, algo encontrado em humanos no córtex parietal posterior direito, mas ainda não observado em animais.

 Pintinhos e humanos pensam os números da mesma forma.2

GEOMETRIA E ATENÇÃO AOS SENTIMENTOS DOS OUTROS

A lista de habilidades cognitivas das galinhas continua crescendo com cada nova descoberta científica. O neurocientista Giorgio Vallortigara, da Universidade de Trento, na Itália, mostrou que pintos jovens têm a capacidade de distinguir números e utilizar noções de geometria. Quando apresentados a um triângulo, por exemplo, eles identificam qual deve ser a forma do desenho final com todas as suas partes. Outra pesquisa desenvolvida pela cientista Joanne Edgar, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, revelou que, assim como os humanos, essas aves são capazes de sentir empatia. No experimento, galinhas mães observavam enquanto seus pintinhos recebiam um inofensivo sopro de ar que fazia esvoaçar sua plumagem macia. Os filhotes perceberam o sopro como ameaça e manifestaram sinais clássicos de estresse, como o aumento da frequência cardíaca e queda de temperatura. Curiosamente, suas mães ficaram perturbadas ao observar a reação dos pintinhos, emitiram mais cacarejos e apresentaram os mesmos sinais de estresse que os filhotes, embora elas mesmas não tivessem recebido o sopro de ar e os filhotes não estivessem em perigo evidente. Essas descobertas indicam que galinhas conseguem se colocar na posição de outros da sua espécie, uma capacidade previamente observada apenas em um pequeno número de animais, a maioria mamíferos e, claro, humanos.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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