PSICOLOGIA ANALÍTICA

ESTÁ ENTEDIADO? O COMPUTADOR SABE!

Muitas vezes, a sensação combinada de desânimo e desinteresse está associada à dificuldade de se conectar com os estímulos externos e perceber as próprias necessidades; esse estado mental provoca estresse, dificulta a aprendizagem e, às vezes, nos leva a comer por compulsão. A novidade é que a tecnologia pode ser uma aliada para combater esse estado.

Está entediado, o computador sabe

Não importa quantas coisas você tenha para fazer nem mesmo a diversidade de opções para se divertir. De repente, é como se tudo fosse muito sem graça. É um misto de preguiça e desânimo, como se o mundo todo se tornasse extremamente desinteressante. Segundo pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade de York e publicada no periódico científico Perspectives on Psychological Science, o tédio está associado à dificuldade de perceber os próprios estados mentais e se conectar com o que está ao nosso redor. A incapacidade de concentração provoca a sensação de desconforto e estresse. Um estudo publicado no periódico científico International Journal of Epidemiology relacionou o aumento do tédio ao risco de morte precoce. Para a psicologia, essa conclusão encontra respaldo na ideia de que uma vida entediante tem poucos apelos para que se mantenha um “investimento libidinal” e, caso esse sentimento persista, aos poucos a pessoa vai se desligando psiquicamente da própria vida, tornando-se mais vulnerável a doenças.

E quem já sentiu sabe: uma das manifestações do tédio de fato aparece no corpo. Os entediados dobram o pescoço para o lado, mostrando que não querem ouvir ou lidar com o que a outra pessoa está dizendo; colocam a mão no queixo, apoiando o cotovelo na mesa e durante uma conversa não olham diretamente para o interlocutor, mas parecem focalizar algo bem longe, fora do contexto. Gestos “não instrumentais”, como contrair os músculos, se coçar e mudar de posição, também costumam revelar esse estado mental. A novidade agora é que máquinas podem detectar sinais de inquietação. Um novo estudo mostra que, quando usuários de computadores se concentram em material na tela, sua agitação diminui. Algoritmos podem usar essa informação para discernir atenção em tempo real.

 Para medir o envolvimento, o psicobiólogo Harry Witchel, da Faculdade de Medicina Brighton e Sussex, no Reino Unido, pediu a 27 voluntários que usassem marcadores equipados com rastreadores de movimentos para que a câmera de um computador pudesse acompanhá-los. Os participantes do experimento leram trechos digitais de um romance e também dos regulamentos da Autoridade Bancária Europeia. Com base em movimentos da cabeça, do tronco e das pernas, o computador detectou quando uma pessoa tinha se desligado mentalmente. A análise dos movimentos cumulativos revelou que, quando pessoas leram trechos do romance, elas se mexiam quase 50% menos do que quando liam as diretrizes bancárias.

O sistema, descrito em Frontiers in Psychology, se soma às pesquisas sobre “tecnologia afetivo-consciente”, diz Nadia Berthouze, cientista da computação da Universidade College de Londres. Witchel crê que uma futura versão do programa possa criar aulas digitais que percebam quando a atenção do aluno diminui e respondam com estratégias para “redespertar” seu interesse. O sistema ajudaria também a construir robôs emocionalmente mais sensíveis para humanos.

“Em nossa sociedade, o oposto do tédio é o espetáculo, e cada vez mais, se não houver alguém ou alguma coisa para nos distrair, nos entediamos”, afirma o antropólogo Peter Stromberg, autor de Caught in play: how entertainment works on you (Stanford, 2009, não publicado no Brasil). “Todos os que pretendem vender algo ‘estimulante’ têm grande interesse em que fiquemos aborrecidos e empregam recursos enormes para se assegurar de que isso ocorra no instante em que nos afastamos do mundo do entretenimento.”

O pensador francês de origem russa Vladimir Jankélévitch acredita que podemos definir o tédio como uma patologia do bem-estar, uma espécie de “desventura de ser feliz demais”. Tecnicamente falando, porém, o tédio nunca foi identificado como uma patologia, ainda que – associado a outros sinais – esteja entre sintoma de distúrbios mentais como depressão e esquizofrenia. “Nesses casos, o tédio assume características específicas, aparece junto com sensação prolongada de vazio e inutilidade, é contínuo e parece invencível até transformar-se em medo de imaginar o futuro e, em muitos casos, se acentua nas primeiras horas do dia”, afirma o psiquiatra francês Patrick Lemoine.

Embora pouco usados, existem testes como o Boredom Propensity Scale, desenvolvido pelos psicólogos Norman D. Sundberg, professor da Universidade de Oregon, e Richard F. Farmer, do Instituto Oregon Research, composto de 28 perguntas para avaliar a propensão para se entediar. Os psicólogos James Danckert e Ava-Ann Allman, da Universidade de Waterloo, em Ontário, utilizaram a ferramenta para demonstrar como a percepção do tempo tem papel decisivo na experiência subjetiva. Um grupo de 176 estudantes foi submetido ao teste e em seguida subdividido de acordo com os resultados. Depois foi solicitado que observassem um movimento ilusório – um ponto que aparecia e se movia em círculos – e avaliassem em quantos segundos o movimento se concluía.

Os participantes com altos níveis de inclinação ao tédio tendiam a superestimar a duração, enquanto aqueles com pontuação baixa a subestimavam. Ou seja: os entediados crônicos perceberiam a passagem do tempo de forma mais lenta e por isso teriam dificuldade de manter a atenção em algum objeto específico, já que essa atividade seria mais “longa” para eles. Outro estudo desenvolvido na Universidade de Michigan mostrou que o tédio causa alterações no funcionamento do cérebro. Cientistas pediram a voluntários entediados que identificassem letras numa tela durante uma hora inteira, enquanto permaneciam conectados a um equipamento de ressonância magnética que media suas reações neurológicas. Os exames mostraram que, nos momentos em que a sensação de tédio se acentuava, as áreas neurais associadas à visão, à linguagem e ao autocontrole se desconectavam umas das outras, e desempenhar qualquer atividade se tornava bastante penoso. Esse funcionamento explica, por exemplo, por que quando estamos entediados temos dificuldade de assimilar informações (pense em como é difícil aprender qualquer coisa numa aula chata) e comemos mesmo sem fome, como se nos “desligássemos” da sensação prazerosa de comer ou mesmo da necessidade de nos nutrir. Não por acaso, quando estamos entediados em casa, abrimos várias vezes a geladeira e nos contentamos em comer coisas nem sempre muito saborosas ou que nos fazem bem.

 UM ABORRECIMENTO ANTIGO

Para a filosofia, o conceito de tédio surgiu no início da Idade Moderna. O primeiro a mencioná-lo foi o francês Blaise Pascal, que atribuiu à ideia uma acepção religiosa, relacionada ao sentimento de desespero do homem ligado ao pecado original. “A referência era uma angústia que somente a busca de Deus poderia combater”, explica o professor de filosofia Roberto Garaventa, da Universidade de Chieti, estudioso do tema. A palavra “tédio” deriva do latim taedium (desgosto, aborrecimento, enfado), desdobramento da expressão in odio habere – ter ódio, detestar. Outros pensadores também dedicaram atenção ao tédio, como o italiano Giacomo Leopardi (1798-1837), que o via “como o desejo de felicidade deixado em estado puro, sem ter em vista um projeto”; o dinamarquês Soren Kierkegaard (1813-1855) e Schopenhauer, para os quais a vida oscilava entre a dor e o tédio, sendo este a demonstração da inutilidade da existência humana: se nossa existência tivesse valor efetivo, seria suficiente para nos satisfazer – e o aborrecimento profundo sem causa clara não existiria. Mas o filósofo que mais se dedicou ao tédio foi Martin Heidegger (1889-1976). Ele escreveu mais de 100 páginas sobre o tema, embora fale, mais especificamente, sobre angústia (Angst), um estado caracterizado pelo medo que prenuncia a visão trágica do existencialismo. “Em suas aulas, ele descrevia o tédio que coloca o homem diante da perda do sentido da existência. Há, no entanto, outros tipos de tédio: o da espera de algo que deve ocorrer e se resolve com o evento esperado e o que nasce da repetição da existência, definido como bovarismo, em alusão à protagonista do romance de Gustave Flaubert Madame Bovary”, lembra Garaventa.

 Está entediado, o computador sabe.2

QUANDO A VIDA PARECE SEM GRAÇA

*Escala de Propensão do Tédio (BPS), desenvolvida pelos psicólogos Norman D. Sundberg e Richard F. Farmer, mede a tendência de uma pessoa a se tornar entediada, o que – dependendo de outras características de personalidade – pode revelar inclinação à depressão ou busca de comportamentos que provoquem emoção. As afirmações são pontuadas de 1 a 7, com 1 para “discordo totalmente” e 7 para “concordo completamente”. Quanto mais alta a contagem final, maior a suscetibilidade ao tédio

  1. Tenho facilidade para me concentrar no que estou fazendo.
  2. Quando trabalho, me pego sempre pensando em outros problemas.
  3. Parece-me que o tempo passa sempre muito devagar.
  4. Muitas vezes me sinto perdido, sem saber o que fazer.
  5. Muitas vezes me vejo enredado em situações nas quais devo fazer coisas sem sentido.
  6. Assistir a filmes na casa de amigos é um tédio mortal.
  7. Nunca me faltam projetos, coisas para fazer.
  8. Não tenho problemas em me divertir sozinho.
  9. Muitas das coisas que devo fazer são monótonas e repetitivas.
  10. Em comparação com a maioria das pessoas, preciso de mais estímulos para “funcionar” adequadamente.
  11. Acho a maioria das coisas que faço excitante.
  12. Meu trabalho raramente é fonte de entusiasmo.
  13. Em qualquer situação, consigo encontrar algo interessante para ver ou para fazer.
  14. Penso muitas vezes em ficar sentado sem fazer nada.
  15. Sou capaz de esperar pacientemente.
  16. Tenho, em geral, tempo disponível e nada para fazer.
  17. Fico impaciente quando sou obrigado a esperar, por exemplo, numa fila.
  18. Muitas vezes acordo com uma nova ideia na cabeça.
  19. Para mim seria muito difícil encontrar um trabalho suficientemente estimulante.
  20. Gostaria de enfrentar mais desafios em minha vida.
  21. Na maior parte do tempo, tenho a sensação de trabalhar abaixo de minhas capacidades.
  22. Muitas pessoas me definiriam como uma pessoa criativa e dotada de imaginação.
  23. Tenho tantos interesses e falta tempo de ir atrás de todos.
  24. Entre os meus amigos, sou o mais persistente.
  25. Se não estou empenhado em uma atividade excitante ou perigosa, parece que vou morrer de tédio.
  26. Novidades e mudanças são indispensáveis para me deixar realmente feliz.
  27. Tenho a impressão de que na televisão e no cinema vejo sempre as mesmas coisas, assuntos velhos.
  28. Quando era mais jovem, me via muitas vezes em situações monótonas. 

* O resultado não tem caráter diagnóstico.

OUTROS OLHARES

SEXO E BEBIDA: NEM SEMPRE UMA COMBINAÇÃO PRAZEROSA

Muitos acreditam que a interação social se torna mais fácil depois do uso de álcool e ainda enfatizam que propicia um desempenho sexual mais satisfatório. Será mesmo?

Sexo e bebida - uma combinação nem sempre prazerosa

O consumo de bebidas alcoólicas e o uso de outras drogas, por exemplo cocaína, maconha, anfetaminas, podem influenciar para que o indivíduo se envolva em comportamentos sexuais de risco, como sexo desprotegido (não usar preservativos), além de atividades sexuais que poderiam ser consideradas abusivas caso a pessoa não estivesse sob efeito dessas substâncias.

As bebidas alcoólicas, para muitos, facilitam a interação social, e seu uso pode ser considerado como um aditivo para promover os encontros sexuais; há a crença de que ingerir álcool propicia um desempenho sexual mais satisfatório, pois aumenta o prazer durante o ato sexual ao diminuir a ansiedade e a inibição; por sua vez, o seu uso influencia na tomada de decisões, o que pode ser prejudicial.

O álcool provoca diversas alterações no organismo. Durante o seu uso, ele age diretamente no sistema nervoso central, provocando desinibição e reduzindo a capacidade de julgamento. Em geral, a mesma quantidade de bebida alcoólica afeta mais rapidamente pessoas do gênero feminino em relação ao gênero masculino; ao deixar que as mulheres fiquem mais vulneráveis, não é incomum ouvirmos a ocorrência de comportamentos sexuais considerados agressivos, além da própria violência por si, quando as pessoas estão alcoolizadas. Uma pesquisa mostrou que mulheres universitárias, durante o efeito do álcool, praticavam sexo sem preservativo com maior frequência em relação às que não consumiam bebidas alcoólicas.

Estudos também demonstram a associação entre o uso abusivo de álcool e maior vulnerabilidade para as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), incluindo a Aids -, como a crítica fica prejudicada, a capacidade de ponderação para situações de risco diminui. Além do mais, a desinibição do comportamento pode fazer com que o uso de preservativos durante a atividade sexual não tenha a mesma importância, caso as pessoas não estivessem sob seu efeito.

Pesquisas demonstram que aqueles que ingerem bebidas alcoólicas em maior quantidade e frequência têm mais chances de se envolverem em comportamentos de risco (inclusive os sexuais). Não podemos esquecer que o uso do álcool é socialmente aceito, desde que não seja em excesso – é o que habitualmente escutamos. Entretanto, um estudo que pesquisou a associação entre práticas sexuais e o consumo de bebidas alcoólicas, com frequentadores de bares em diversas cidades da Europa, evidenciou que os indivíduos que ingeriram grandes quantidades de álcool nas quatro semanas antes do início da pesquisa eram os mais suscetíveis para se envolverem em situações de risco (sexo desprotegido, múltiplas parcerias, comportamento violento), além de serem os que referiam mais arrependimento relacionado a essas circunstâncias. Outro estudo com pessoas jovens que frequentam bares mostrou que o uso de álcool estava associado à não utilização de preservativo durante a atividade sexual e a comentários de esquecimentos do que havia ocorrido em termos de comportamentos sexuais, por exemplo: se determinada prática sexual havia sido consensual ou não.

Outro aspecto que merece consideração é o consumo de bebidas alcoólicas entre os adolescentes. Estudos apontam que o seu uso está associado a comportamentos de risco, maior predisposição para as DSTs e gravidez indesejada. Além do mais, quanto antes os adolescentes começam a beber, maiores são as chances de envolvimento nas situações já mencionadas. Do mesmo modo, a puberdade é uma fase em que as habilidades sociais estão se desenvolvendo; assim sendo, ingerir bebida alcoólica, durante a atividade sexual, tem sido relatado pelos adolescentes como um recurso que facilita na conquista de parceiros sexuais, entretanto estudos apontam que uma das implicações são as práticas sexuais desprotegidas.

Portanto, mais do que nunca, é imprescindível que conheçamos os efeitos que o álcool ocasiona no organismo, mas também, do risco e da vulnerabilidade que o uso de bebidas alcoólicas acarreta no psiquismo, como a capacidade de julgamento, e consequentemente, na percepção do prazer associado à atividade sexual.

 Sexo e bebida

GIANCARLO SPIZZIRRI –  é psiquiatra doutorando pelo Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP, médico do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do IPq e professor do curso de especialização em Sexualidade Humana da USP.

GESTÃO E CARREIRA

UM POUCO DE CIÊNCIA PARA ARRUMAR EMPREGO

Se em tempos de economia mais equilibrada já vale a pena recorrer a algumas constatações embasadas em pesquisas para aumentar as chances de obter uma colocação profissional desejada, em época de escassez de vagas esses conhecimentos podem ser ainda mais valiosos.

Um pouco de ciência para arrumar emprego

Os índices de desemprego nunca estiveram tão altos no país. Os números impressionam: no trimestre encerrado em janeiro, ficou em 12,6%, o que representa a maior taxa da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que começou a ser acompanhada em janeiro de 2012. De novembro do ano passado a janeiro, a população desocupada chegou a 12,9 milhões de pessoas, número 7,3% maior do que o registrado no trimestre de agosto a outubro de 2017. Diante do período de novembro a janeiro do ano passado, o aumento foi ainda maior: 34,3%. Na prática, equivale a dizer que as vagas disponíveis estão mais escassas – e concorridas. Mais do que nunca, algumas atitudes podem ser bastante úteis na hora de pleitear um posto de trabalho. E as descobertas científicas melhoram as chances dos candidatos de processos seletivos.

FAÇA UMA PEQUENA ARRUMAÇÃO

Antes mesmo que comece a enviar suas solicitações de emprego, é prudente se livrar de conteúdos digitais potencialmente prejudiciais (conversas políticas, selfies tomando cerveja, comentários preconceituosos, reclamações sobre seu atual empregador). “Atualmente, é quase certeza que o futuro patrão faça uma busca nas contas de mídia social do profissional”, diz a psicóloga Therese Macan, professora da Universidade de Missouri St. Louis, que estuda o processo de seleção e recrutamento de funcionários. “Se o seu Facebook, Twitter, Instagram e outras redes não forem privados, o entrevistador pode construir uma impressão sua antes mesmo que você entre na sala; por isso, é indicado pelo menos fazer uma busca sua no Google para ver o que aparece quando seu nome é digitado. ”Também é interessante fazer busca no LinkedIn para ver se há mais alguém no seu ramo com o mesmo nome (e um perfil cheio de erros de digitação, eventualmente, algo que pode ser péssimo para sua carreira). “Uma das minhas alunas de pós-graduação descobriu que havia mais alguém na região onde morava, em um departamento de psicologia, que tinha um nome incomum exatamente igual ao seu e tinha uma foto provocativa em seu site. Ela teve de assegurar aos seus empregadores de que não se tratava dela”, lembra a professora.

PREPARE ALGUMAS RESPOSTAS- CHAVE

Muitas empresas utilizam as chamadas entrevistas estruturadas, que se concentram em solicitar aos candidatos que descrevam comportamentos passados. Alguns exemplos: “Conte-me sobre um tempo em que trabalhou com um colega com quem era difícil se relacionar e o que você fez para lidar com a situação”, ou “Conte-me sobre um projeto difícil em que trabalhou e como conseguiu realizá-lo”. Procure dar exemplos concretos daquilo que fez naquelas situações, diz Macan. “Para imaginar quais são as possíveis perguntas, pense sobre aquilo que o trabalho implica. Ele exige que as pessoas atuem em equipe? Requer que o profissional se apresente diante das pessoas?  Então pode ser que lhe peçam que descreva esses momentos de seu passado. ”Outra opção é buscar um profissional da área de psicologia que o ajude a lidar com situações que a pessoa sabe que será difícil enfrentar. Há alguns anos, os pesquisadores de gestão Todd Maurer e Jerry Solamon constataram que 91% das pessoas que se submeteram a um programa de treinamento de entrevista sentiram que isso as havia ajudado a ter um melhor desempenho em suas entrevistas reais.

IMAGINE-SE CONSEGUINDO SEU OBJETIVO

A visualização se tornou um recurso essencial de treinamento para atletas de elite – e há fortes evidências de que possa funcionar para candidatos a empregos também. As pessoas que usaram a técnica ficaram menos estressadas e conseguiram melhores avaliações do que aquelas que não o fizeram, segundo um estudo de 2003 publicado no Journal of Managerial Psychology. O protocolo de 10 a 20 minutos é bastante simples: imagine sentindo-se confiante e no controle durante o curso de uma entrevista, então mentalize a coisa toda culminando em uma oferta de emprego que lhe agrade muito. Quanto mais detalhada e realista for a visualização, mais benefícios a técnica trará – não porque “magicamente” a pessoa terá acesso ao posto que almeja, mas porque estará mais confiante e com mais clareza para atingir seu objetivo.

TIRE PROVEITO DE SUAS HABILIDADES

Costuma ser bastante desagradável quando alguém abertamente se gaba de si mesmo. Mesmo assim, um estudo de 2013 no Journal of Applied Social Psychology confirmou que fazer autopromoção com algum entusiasmo durante uma entrevista pode ser uma coisa boa. Cerca de 70 gravações de entrevistas simuladas de emprego foram ouvidas e classificadas por mais de 200 avaliadores. Candidatos que falavam mais, faziam autopromoção, sorriam e elogiavam os entrevistadores – sem exageros – recebiam avaliações muito mais positivas do que as pessoas que agiam de modo mais modesto, como se dessem pouca importância às próprias conquistas. O “segredo” parece ser mostrar valorização das próprias conquistas e capacidades, sem superestimá-las nem tecer elogios mentirosos ou fantasiosos a si mesmo, à empresa ou ao avaliador.

Um pouco de ciência para arrumar emprego.2

DO OUTRO LADO DO BALCÃO

Avaliação de currículos, pesquisas em redes sociais, testes e outros tantos recursos são importantes na hora de escolher um funcionário ou colaborador. Mas a empatia e a intuição também são fundamentais na decisão para uma boa contratação. O objetivo do recrutador, seja o diretor de recursos humanos, o gerente ou diretor de determinada empresa, é encontrar a pessoa que melhor se adapte às necessidades, à missão e à cultura da instituição. Tradicionalmente, o responsável por essa tarefa cria algum tipo de anúncio para a vaga, em alguns casos envia para empresas especializadas em divulgação e seleciona ofertas e, em geral, referências são bem-vindas. Por fim, são convocados alguns candidatos para entrevista. Na maioria os casos, entretanto, esse processo não considera importantes descobertas da psicologia organizacional. Testes de inteligência, por exemplo, podem indicar possibilidades de desempenho em diversas áreas de trabalho e ajudam a inferir a capacidade de aprender, o que pode ser eficaz durante o treino que será oferecido pela empresa. No entanto, a ferramenta não é a primeira opção para a maioria das empresas devido aos custos.

Pesquisas recentes apontam que entrevistas semiestruturadas, ou seja, em que vários interessados numa vaga respondem às mesmas perguntas, são preferíveis a conversas não técnicas. O método ajuda diferentes avaliadores a chegar a conclusões semelhantes a respeito da mesma pessoa. Apesar disso, ainda predominam os tradicionais “bate-papos” na hora da seleção, em parte porque provavelmente os contratantes não se dão conta das falhas desse tipo de abordagem ou por acreditarem que seguir um método pode interferir em sua autonomia.

Outra estratégia interessante que vem ganhando espaço nesse cenário enfatiza o aspecto lúdico, usando jogos online para avaliar candidatos. A vantagem em relação às técnicas tradicionais, como testes de personalidade, é propor uma experiência mais atraente ao participante. O recurso é baseado em teorias comportamentais e ajuda a identificar padrões de acordo com as ações do jogador, por meio de um software que gera um complexo perfil de personalidade.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 5: 17-30 – PARTE I

Alimento diário

A Discussão de Cristo com os Judeus. Todo julgamento foi entregue a Cristo. O Privilégio Cristão

Temos aqui a dissertação de Cristo na ocasião em que foi acusado de ser um infrator do sábado, e esta parece ser a justificativa que o Senhor apresentou perante o Sinédrio, quando foi acusado perante eles. Ela pode ter sido expressa no mesmo dia, e não parece ter sido expressa dois ou três dias depois. Provavelmente, foi no mesmo dia. Observe:

I – A doutrina formulada, através da qual Jesus justificou o que fez no dia de sábado (v. 17): Ele “lhes respondeu”. Isto sugere a possibilidade de Ele ter sido acusado de alguma coisa. Ou Ele sabia o que eles sugeriram uns aos outros, quando procuravam matá-lo (v.16), e deu esta resposta: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Em outras ocasiões, em resposta a uma acusação similar, o Senhor lembrou o exemplo de Davi, que comeu o pão da proposição, que pertencia aos sacerdotes que imolavam os sacrifícios, e também o povo dando de beber ao gado no sábado. Porém, aqui Ele vai mais longe e alega o exemplo do seu Pai e sua autoridade divina. Renunciando a todas as outras alegações, Ele insiste naquela que seria equivalente ao todo, e mantém-se fiel àquela que Ele havia mencionado em Mateus 12.8: “O Filho do Homem até do sábado é Senhor”. Mas aqui Ele a amplia.

1. Ele declara abertamente que é o Filho de Deus, ao chamar Deus de seu Pai, e, sendo assim, sua santidade era inquestionável, e sua soberania era incontestável, e Ele podia fazer a alteração que quisesse na lei divina. Com certeza, eles respeitarão o Filho, o herdeiro de tudo.

2. Ele declara que trabalha junto a Deus.

(1) “Meu Pai trabalha até agora”. O exemplo do descanso de Deus no sétimo dia, de todo o seu trabalho, está no quarto mandamento e serve como base para nós o guardarmos como o sábado ou o dia de descanso. Agora Deus simplesmente descansava de trabalho semelhante, da mesma forma como fizera nos seis dias anteriores. Porém, Ele trabalha até hoje, Ele está trabalhando todos os dias, dias de sábado e dias da semana, cuidando e regendo todas as criaturas e contribuindo para sua própria glória, através de sua providência universal para todos os movimentos e atividades da natureza. Por isso, quando nos é ordenado que descansemos no dia de repouso, ainda assim não somos impedidos de fazer aquilo que tem a finalidade de glorificar a Deus, como tinha o homem ao carregar sua cama.

(2) “Eu trabalho também”. Não apenas por isso eu posso trabalhar, como Ele, fazendo o bem nos dias de sábado como nos outros dias, mas eu também trabalho com Ele. Assim como Deus criou todas as coisas através de Cristo, da mesma forma Ele sustenta e governa tudo através dele, Hebreus 1.3. Isto coloca o que Ele faz acima de qualquer contestação. Aquele que é um trabalhador tão formidável deve necessariamente ser um regente incontrolável. Aquele que faz tudo é o Senhor de tudo, e, portanto, Senhor do sábado, tem este poder especial e autoridade que agora afirma ter. E Ele estava a ponto de mostrar ainda mais estes atributos, na mudança do dia do repouso, do sétimo dia da semana para o primeiro dia da semana.

II – O escândalo que sua doutrina causou (v. 18): “Os judeus ainda mais procuravam matá-lo”. Sua defesa se tornou seu escândalo, como se, ao se justificar, Ele tivesse tornado o ruim pior. Note que aqueles que não forem iluminados pela palavra de Cristo, se enfurecerão e exasperarão por causa dela, e nada mais atormenta os inimigos de Cristo do que Ele declarar sua autoridade. Veja Salmos 2.3-5. Eles procuravam matá-lo:

1. Porque Ele havia quebrantado o sábado, pois o que quer que Ele diga em sua própria justificação, eles estão resolvidos, seja certo ou errado, a julgá-lo culpado por quebrantar o sábado. Quando a maldade e a inveja fazem o julgamento, a razão e a justiça podem muito bem permanecer caladas no tribunal, pois o que quer que elas possam dizer será, sem dúvida, rejeitado.

2. Não somente isto, mas Ele também havia dito que Deus era seu Pai. Agora, eles fingem que têm zelo pela honra de Deus, como fizeram antes pelo sábado, e acusam a Cristo disso, como se o fato de Ele ter se igualado a Deus fosse um crime monstruoso. Porém, um crime monstruoso teria sido se Ele realmente não o fosse. Este foi o pecado de Lúcifer: “Serei semelhante ao Altíssimo”. E:

(1) Isto foi, de maneira correta, inferido do que Ele disse, que Ele era o Filho de Deus, e que Deus era seu Pai, seu próprio Pai. Seu, como se Ele não fosse de mais ninguém. Ele havia dito que trabalhava com seu Pai, pela mesma autoridade e poder, e, por meio disto, Ele se fez igual a Deus. Eis que os judeus entendem o que os arianos não entendem.

(2) Ainda assim, o fato de Ele se igualar a Deus foi lhe injustamente atribuído como uma transgressão, pois Ele era e é Deus, igual ao Pai (Filipenses 2.6). E por isso, em resposta a esta acusação, Cristo não se opõe à insinuação como sendo artificial ou forçada, comprova sua afirmação e mostra que Ele é igual a Deus, em poder e glória.

III – O sermão de Cristo sobre este caso, que continua, sem interrupção, até o fim do capítulo.

Nestes versículos, Ele explica, e posteriormente confirma, sua autoridade como Mediador e embaixador no pacto entre Deus e o homem. E a glória que a Ele é conferida por meio disto é tal, que ninguém é digno de receber. Assim também o trabalho que por meio disto lhe é confiado é tal, que não é possível para qualquer ser humano levar a cabo, e, portanto, Ele é Deus, igual ao Pai.

1. Em geral. Ele é um com o Pai em tudo o que faz como Mediador, e havia um entendimento perfeitamente virtuoso entre Eles em todos os assuntos. Isto é introduzido com um prefácio solene (v. 19): “Na verdade, na verdade vos digo”. “Eu, o Amém, o Amém, o digo”. Isto implica em que as coisas declaradas são:

(1 ) Muito impressionantes e notáveis, de tal maneira que exigem a mais solene atenção.

(2) Muito confiáveis, de tal maneira que exigem um reconhecimento sincero.

(3) Que estes são puramente assuntos de revelação divina, coisas que Cristo nos disse, e cujo conhecimento não alcançaríamos de outra forma. Duas coisas Ele diz, de forma geral, relativas à igualdade do Filho com o Pai quanto ao trabalho:

[1] Que o Filho age conforme o Pai “(19): “O Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai”, pois o Filho faz tais coisas. O Senhor Jesus, como Mediador, é, em primeiro lugar, obediente, à vontade do seu Pai. Tão completamente obediente que Ele por si só não pode fazer coisa alguma, no mesmo sentido em que é dito: “Deus não pode mentir; não pode negar-se a si mesmo”, o que expressa a perfeição de sua verdade, não qualquer imperfeição em sua força. Assim aqui, Cristo era tão inteiramente devotado à vontade de seu Pai, que era impossível para Ele agir separadamente em qualquer coisa. Em segundo lugar; Ele pratica o desígnio do seu Pai. Ele não pode fazer e não fará nada, exceto o que vir seu Pai fazer. Ninguém pode descobrir a obra de Deus, mas o Filho unigênito, que repousava em seu seio, vê o que Ele faz, está intimamente familiarizado com seus desígnios e tem os planos destes sempre diante de si. O que Ele fez como Mediador, ao longo de todo o seu empreendimento, era a transcrição exata ou a reprodução do que fez o Pai. Ou seja, o que Ele planejou, quando criou o plano da nossa redenção em seus desígnios eternos, e determinou esses padrões em todas as coisas. Estes padrões nunca poderiam ser violados, e jamais precisariam ser modificados. Era a cópia do notável original. A fidelidade de Cristo, como foi a de Moisés, levou-o a fazer tudo de acordo com o modelo que lhe fora mostrado no monte. Isto está expresso no tempo presente, que Ele vê o Pai fazer. Por esta razão, quando Ele esteve aqui na terra, foi dito: Ele está no céu (cap. 3.13), e está no seio do Pai (cap. 1.18). Por sua natureza divina, o Senhor também estava, na mesma hora, completamente ciente daquilo que se passava no céu. O Filho tinha sempre em vista aquilo que o Pai planejou e designou, e já o tinha em vista quando Davi, em espírito, falava dele: “Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim”, Salmos 16.8. Em terceiro lugar, ainda assim, Ele é igual ao Pai ao trabalhar, pois sejam quais forem as coisas que o Pai faz, essas também o Filho faz: “Tudo quanto ele [o Pai] faz, o Filho o faz igualmente”. Ele fazia as mesmas coisas, não coisas similares, mas as mesmas coisas, e Ele as fazia da mesma forma, igualmente, com a mesma autoridade, liberdade e sabedoria, com a mesma energia e eficácia. O Pai decreta, rejeita e altera leis positivas? Ele desconsidera o curso da natureza e conhece os corações dos homens? Da mesma forma, o Filho. O poder do Mediador é o poder divino.

[2] Que o Pai se comunica com o Filho, v. 20. Observe: Em primeiro lugar, a indução a isso: “O Pai ama ao Filho”. Ele afirmou: “Este é o meu Filho amado”. Ele não tinha apenas boa vontade para com a empreitada, mas uma infinita complacência com o empreiteiro. Cristo era agora odiado pelos homens, alguém que as nações abominavam (Isaias 49.7), mas Ele se consolava com o fato de saber que seu Pai o amava.

Em segundo lugar, os exemplos do seu amor. Ele o mostra:

2. aquilo que comunica ao Filho: Ele “mostra-lhe tudo o que [Ele próprio] faz”. As leis do Pai ao fazer e governar o mundo são mostradas ao Filho, para que Ele possa utilizar as mesmas ações ao compor e dirigir a igreja, cujo trabalho devia ser uma duplicação da obra da criação e da providência, e é por causa disso chamado “o mundo futuro”. Ele lhe mostra todas as coisas que ele faz, isto é, que o Filho faz, assim pode ser interpretado. Tudo que o Filho faz é por orientação do Pai. Ele lhe mostra.

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