GESTÃO E CARREIRA

CARTA FORA DO BARALHO

Uma equipe competente é essencial para que uma empresa alcance bons resultados. No entanto, é comum existir algum colaborador com baixa produtividade. Especialistas mostram como o líder pode identificar e corrigir esse contratempo.

Carta fora do baralho

Em algum momento da vida todos nós podemos ter períodos de baixa produtividade profissional seja por algum problema pessoal, por desalinhamento com a cultura organizacional da empresa, clareza quanto às expectativas, metas e atividades ou mesmo por baixa confiança nos líderes e/ou colegas de trabalho. Claro que na maioria das vezes trata-se de motivos situacionais, mas que levam as empresas a conviverem diariamente com os desafios da produtividade e da construção de ambientes saudáveis.

A diretora da Misina e Grecco –  consultoria e assessoria em recursos humanos e gestão empresarial-, Marta Misina, diz que, ao contrário do que se possa imaginar, há sim nos diversos níveis da organização a figura do profissional que pode ser definido, em seus mais diversos graus, como improdutivo.  “Em maior ou menor quantidade e nos mais variados segmentos, seja indústria, comércio, prestação de serviços, terceiro setor, etc., lá estão eles”.

Alguns desses colaboradores, contudo, podem estender e até extrapolar essa fase de improdutividade, gerando uma bola de neve que não só provoca um clima ruim na empresa, mas acaba prejudicando todo o seu desenvolvimento no mercado.

IDENTIFIQUE

Segundo a coach especialista em desenvolvimento humano, Adriana Schneider, quanto mais madura a gestão da organização, mais facilmente os colaboradores improdutivos serão identificados. “Quando existem processos de avaliação consistentes e indicadores de desempenho claros, o acompanhamento será processual. Além disso, cabe ao líder manter-se próximo a seus colaboradores, conhecer seus desafios, pontos de desenvolvimento e necessidades não atendidas para melhorar a sua performance, afirma.

Mas, geralmente, o primeiro sinal de que há um ou mais funcionários improdutivos na equipe está nos resultados, que chegam fora do prazo ou de maneira insatisfatória. “A partir daí, cabe ao gestor ficar mais atento e identificar em quem realmente está o problema”, diz o especialista em administração do tempo e produtividade e CEO da TriadPS – multinacional especializada em programas de consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo -, Christian Barbosa.

Via de regra os primeiros sintomas, ou indícios também são percebidos pelos colegas de trabalho próximos ao funcionário improdutivo. “E se for o caso de a organização possuir muitos níveis em sua estrutura, ou ainda, uma liderança ausente, levará ainda mais tempo para chegar à chefia do referido colaborador”, completa Marta Mesina.

Adriana Schneider pede, no entanto, para sempre lembrar: um funcionário não é improdutivo, ele está improdutivo. Várias questões criam um contexto que podem gerar apatia, excesso de criticidade, insegurança, covardia ou procrastinação. Uma pessoa que não expõe suas ideias, que não cumpre com suas metas, atrasa prazos, horários e entrega com qualidade abaixo do combinado está vivenciando uma fase de baixa produtividade.

CARACTERÍSTICAS

De acordo com Marta, os produtivos entregam mais, com qualidade e dentro do prazo. São aptos em fazer mais com menos. Oferecem-se para os desafios e via de regra chamam para si a responsabilidade do fazer mesmo quando não dominam a atividade. Gostam de aprender e, de preferência, fazendo de bom grado.

Caracterizam-se também pela curiosidade, criatividade e cooperação com os colegas. Já os não tão produtivos dificilmente se apresentam para fazer algo, principalmente se entenderem que “eu não ganho para fazer isso”. Têm dificuldade com o tempo designado para as tarefas e quase sempre acumulam uma expressiva quantidade de horas extras no mês. São pouco colaborativos com o grupo e podem ter um alto absenteísmo. Podem também sentir dificuldade na linha de comunicação com a chefia e com a equipe onde estão inseridos.

Porém, a principal questão é ter a pessoa certa no lugar certo, na opinião de Adriana Schneider. “Muitas vezes, um funcionário mal avaliado poderá apresentar mudança de comportamento visível mediante troca de atividade, transferência de área ou repactuação de metas, pois se reconectam ao propósito do seu fazer profissional”, afirma.

Profissionais que enxergam significado no que fazem e que se sentem emocionalmente conectados com a empresa e com seus colegas, na opinião da coach, são mais felizes, buscam maior autodesenvolvimento e, consequentemente, são mais produtivos. Sem contar que, aqueles que investem tempo e energia em desenvolvimento contínuo são mais confiantes para expor suas ideias e percepções. O oposto dessas características pode apontar para profissionais que estão em fase de baixa energia produtiva.

Christian Barbosa pondera que os funcionários improdutivos costumam inventar muitas desculpas e entregar pouco. Eles vivem se justificando, reclamando de obstáculos e postergando tarefas, enquanto os produtivos sempre dão um jeito de contornaras problemas e fazer as coisas acontecerem. “É importante salientar que a improdutividade nem sempre está relacionada à preguiça ou à indisposição. Muitos funcionários têm medo de errar e são obcecados por fazer tudo da melhor maneira possível, desenvolvendo um comportamento perfeccionista. Isso faz com que ele gaste mais tempo em uma tarefa e tenha sua produtividade prejudicada, reflete.

Outro indício de improdutividade é o excesso de horas extras. É claro que alguns funcionários são ordenados a cumprir um volume de tarefas muito grande e que multas vezes não cabe no expediente, mas em algumas situações eles não conseguem realizar suas atividades no horário por serem improdutivos; e precisam ficar na empresa por mais tempo. Se isso acontece com frequência, é importante que o gestor fique atento.

Existe uma linha tênue entre a falta de tempo e a improdutividade e identificar essa diferença nem sempre é fácil. “Recomendo que o gestor faça uma análise básica de quanto tempo levaria para realizar determinado trabalho, acrescente mais 30% ao tempo e avalie se o profissional está dentro dessa linha. Se não estiver, é hora de chama-lo para uma conversa, recomenda o especialista em administração de tempo.

MOTIVOS

As pessoas possuem crenças, valores e princípios que orientam suas vidas; quando alguns deles não estão sendo contemplados, a tendência é que reaja de uma maneira negativa.

No entanto, muitas podem ser as causas da improdutividade. Alguns funcionários já têm esse perfil e apresentam dificuldade de se organizar, não possuem senso de urgência e prioridade, têm o hábito de procrastinar (adiar tarefas) ou são lentos na execução. Outros, no entanto, tornam-se improdutivos com o passar do tempo. “O cansaço, por exemplo, é um dos fatores que geram improdutividade. Funcionários desmotivados com o trabalho também podem ter problema, pois o esgotamento nos torna improdutivos”. Ajuíza o CEO da TriadPS.

Alguns líderes ainda especulam se eles sempre foram assim ou se isso pode acontecer depois de um determinado tempo, até por comodismo na empresa. A diretora da Mesina e Grecco, diz que podem acontecer essas duas variáveis, dentro dos possíveis grupos de causa que levam à improdutividade.

Em sua opinião, é comum o funcionário entrar animado na empresa e por diversas questões, como expectativas não atendidas, ambiente que não condiz com seus valores e liderança centralizadora, ir aos poucos se desmotivando, chegando assim no patamar da improdutividade. “Há os casos em que a improdutividade também pode ser uma característica do indivíduo, independentemente    do que fizer ou aonde for, seu grau de improdutividade estará presente. É assim na empresa, em casa e em outros ambientes sociais dos quais participa”, opina.

Por isso, uma pessoa que tenha um histórico ruim de avaliações precisa de ajuda. Provavelmente está conduzindo sua carreira por medo da escassez ou para atender a demandas sociais. “Ele deve se questionar sobre seu real propósito e até mesmo fazer uma transição de carreira”, complementa Adriana.

CORRIJA O PROBLEMA

É preciso que a liderança conheça seu colaborador para estimulá-lo da maneira certa, provocando uma vontade de superação, aprendizado e participação ativa para o sucesso da empresa. Mas para reverter a situação de improdutividade é preciso muito feedback e vontade de reconstruir a relação. Ser claro sobre os fatos que aconteceram e sobre o que é esperado em termos de atitude, competência e desafios a serem superados.

Identificados os profissionais e as respectivas causas dessa baixa performance ou improdutividade, a reversão dessa situação é uma das mais importantes lições de casa para as lideranças e também para a área de recursos humanos. “Um dos primeiros passos, com metodologia própria é identificar as possíveis causas responsáveis pela improdutividade individual, ou ainda, a coletiva. Agrupadas as possíveis causas por sua natureza, urgência e importância, criam-se ações dentro de um cronograma físico-financeiro, que neutralizem e tragam solução para esse efeito indesejado. Esse diagnóstico, seguido de ações estruturadas, tem uma expressiva efetividade. Em alguns casos. a solução poderá ser a dispensa dos improdutivos que o são por opção”, mostra Marta.

Christian Barbosa acredita que é possível tornar qualquer pessoa mais produtiva. Para isso, basta identificar o problema e investir em técnicas que ajudem a estimular o desenvolvimento pessoal e profissional.

Para ele, ao identificar um funcionário improdutivo, o primeiro passo é chamá-lo para conversar e estimular a melhora. Por meio dessa conversa, o gestor conseguirá entender quais pontos estão atrapalhando o funcionário e, a partir daí, instruí-lo para que seu desempenho melhore. “Nesse momento, é importante transmitir confiança, delegar as tarefas e deixar bem claro o que se espera do funcionário a partir daquele ponto.

Quando o problema atingir mais de um funcionário, promover um treinamento ou curso de produtividade na empresa é uma alternativa interessante. “Isso mostrará aos colaboradores como é possível tornar todas as tarefas viáveis e, consequentemente, resultará em uma melhora na execução diária, ajuíza.

Muitos gestores se apressam em desligar o profissional assim que percebem seu comportamento improdutivo. Mas o especialista recomenda que, antes disso, haja uma, duas ou três conversas. Chama isso de regra tríade da admissão e da demissão: quando a pessoa tem muitos problemas, dê três feedbacks. Caso isso não resolva, aí, sim é hora de demitir. Essa é uma ação importante para não prejudicar os demais, pois, ao manter um funcionário quo não apresenta resultados eficientes, você favorece aquele que não é produtivo e desanima os bons profissionais.

BOM SABER!

Para facilitar o entendimento podemos nominar três grandes grupos de funcionários que podem encontrar-se temporariamente improdutivos ou não. São eles:

AQUELES QUE SÃO IMPRODUTIVOS DE FORMA DELIBERADA: Passam boa parte do tempo quase nada produzindo e encostados nos demais membros da equipe. Têm características próprias: reclamam de tudo e de todos. Tem um alto absenteísmo, não são proativos, pouco colaborativos, acham que sempre estão sendo passados para trás, que são explorados e ainda podem ser os famosos “puxa-sacos. Em sua grande maioria têm muito tempo de casa.

IMPRODUTIVOS SITUACIONAIS: São aqueles profissionais que estão em fase de adequação a uma nova posição, ou seja, em desenvolvimento, por estarem, temporariamente, aquém do que o cargo exige, mas que têm potencial para chegar lá. Com treinamento e mentoria, chegam lá.

IMPRODUTIVOS ESTRUTURAIS: Desmotivados por falta de oportunidade, reconhecimento, estarem à frente de posição subdimensionada, com liderança nova, sentem-se injustiçados. Uma revitalização, uma transferência de área, uma conversa sincera e madura ajudam essa transição.

 Fonte: MARTA MASINA, diretora da Mesina e Grecco.

Carta fora do baralho.2

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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