ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 3: 1-21 – PARTE II

Alimento diário

A Conversa de Cristo com Nicodemos – Parte II

III – A conversa entre Cristo e Nicodemos, ou melhor, o sermão que Cristo pregou para ele. Seu conteúdo, e talvez um resumo da pregação pública de Cristo. Veja os versículos 11 e 12. Nosso Salvador aqui fala sobre quatro coisas:

1. A respeito da necessidade e natureza da regeneração, ou do novo nascimento, vv. 3-8. Aqui, devemos considerar isto:

(1) Como uma resposta pertinente às palavras de Nicodemos. Jesus “respondeu”, v. 3. Esta resposta foi:

[1] Uma crítica ao que Ele viu de falho nas palavras de Nicodemos. Não era suficiente que ele admirasse os milagres de Cristo, e reconhecesse sua missão, ele devia nascer de novo. Está claro que ele esperava o reino do céu, o reino do Messias, que breve se manifestaria. Em breve, ele perceberia o amanhecer deste novo dia, e, de acordo com a noção comum dos judeus, ele espera que isto aconteça com pompa e poder externos. Ele não duvida que este Jesus, que opera estes milagres, ou é o Messias ou seu profeta, e por isto ele tenta agradá-lo, elogiando-o, e assim espera assegurar para si mesmo uma participação nas vantagens do reino. Mas Cristo lhe diz que ele não terá benefícios por esta mudança de situação, a menos que haja uma mudança de espírito, dos princípios e das disposições, o que equivale a um novo nascimento. Nicodemos veio à noite: “Mas isto não é suficiente”, diz Cristo. Sua religião deve ser admitida diante dos homens. Ou:

[2] Uma resposta aos desejos que Ele viu nas palavra s de Nicodemos. Quando Nicodemos reconheceu que Cristo era um “mestre vindo de Deus”, alguém a quem tinha sido confiada uma extraordinária revelação do céu, ele claramente expressou um desejo de conhecer qual era esta revelação, e uma disposição para recebê-la. E Cristo declara isto.

(2) Como uma declaração afirmativa e veemente de nosso Senhor Jesus: “Na verdade, na verdade te digo”. Eu, o Amém, o Amém, o digo. Assim pode ser interpretado: “Eu, a testemunha fiel e verdadeira”. A questão é decidida de maneira irreversível: a menos que um homem nasça de novo, ele não poderá ver o reino de Deus. “Eu lhe digo isto, embora você seja um fariseu, um mestre em Israel”. Observe:

[1] Qual é o requisito: nascer de novo. Isto é, em primeiro lugar, nós devemos viver uma nova vida. O nascimento é o início da vida. Nascer de novo é começar de novo, como aqueles que até então viveram, ou de maneira muito incorreta, ou com poucos objetivos. Nós não devemos pensar em remendar a antiga construção, mas em começar pela fundação. Em segundo lugar, nós devemos ter uma nova natureza, novos princípios, novos afetos, novos objetivos. Nós devemos nascer de novo, que significa tanto novamente, quanto de cima.

1. Nós devemos nascer de novo, assim é interpretada a palavra, Gálatas 4.9, e desde o princípio, Lucas 1.3. Após nosso primeiro nascimento, aprendemos a viver no pecado, tornamo-nos corruptos, moldados em pecado e iniquidade, por isto devemos nos submeter a um segundo nascimento. Nossas almas devem ser remodeladas e vivificadas.

2. Nós devemos nascer de cima, assim a palavra é usada por este evangelista, cap. 3.31; 19.11, e eu entendo que este é o significado desejado aqui, sem excluir o outro, pois nascer de cima pressupõe nascer de novo. Mas este novo nascimento tem sua origem no céu (cap. 1.13) e se dirige ao céu. Significa nascer para uma vida divina e celestial, uma vida de comunhão com Deus e o mundo superior, e, para isto, participar de uma natureza divina e espelhar a imagem do celestial.

[2] A indispensável necessidade do novo nascimento: ”Aquele (qualquer pessoa que tenha natureza humana e, consequentemente, compartilhe das suas corrupções) que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus, o reino do Messias, iniciado em graça e aperfeiçoado em glória”. A menos que nasçamos de novo, de cima, não poderemos ver o reino de Deus. Isto é, em primeiro lugar, nós não conseguimos compreender sua natureza. Tal é a natureza das coisas que pertencem ao reino de Deus (nas quais Nicodemos desejava ser instruído), que a alma precisa ser remodelada e remoldada, o homem natural deve se tornar um homem espiritual, antes de ser capaz de recebê-las e compreendê-las, 1 Coríntios 2.14. Em segundo lugar, enquanto estamos no pecado, não podemos receber seu consolo, não podemos esperar nenhum benefício de Cristo e do seu Evangelho, nem compartilhar ou participar dele. Observe que a regeneração é absolutamente necessária para nossa felicidade aqui e no futuro. Considerando o que nós somos por natureza, como somos corruptos e pecadores, e que Deus é a única possibilidade de felicidade para nós, e o que é o céu, no qual está reservada a perfeição da nossa felicidade, fica claro, pela natureza da questão, que elevemos nascer de novo, porque é impossível que possamos ser felizes se não formos santos. Veja 1 Coríntios 6.11,12.

Tendo sido estabelecida esta grande verdade da necessidade da regeneração:

Ela se torna uma objeção à vida de Nicodemos (v. 4): “Como pode um homem nascer, sendo velho”, velho como eu, sendo um homem velho? “Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?” Aqui fica evidente:

(a) Sua fraqueza em conhecimento. Aquilo que Cristo falava espiritualmente, ele parece ter compreendido de uma maneira física e carnal, como se não existisse outra maneira de regenerar e remoldar uma alma imortal, a não ser remoldando o corpo, e trazendo-o de volta à rocha de onde tinha sido cortado, como se houvesse tal conexão entre corpo e alma, que não haveria maneira de renovar o coração, a menos que se formassem novamente os ossos. Nicodemos, como outros judeus, valorizava a si mesmo, sem dúvida, em grande parte, devido ao seu nascimento e suas dignidades e privilégios – o lugar, a Terra Santa, talvez a cidade santa-, sua linhagem, como a de que Paulo teria se gloriado, Filipenses 3.5. E por isto é uma grande surpresa, para Nicodemos, ouvir Cristo falando de nascer de novo. Poderia ele ser gerado e nascer melhor do que ser gera­ do e nascer israelita, ou por algum outro nascimento estar em melhor posição para obter um lugar no reino do Messias? Na verdade, eles consideravam um gentio prosélito como tendo nascido de novo, mas não podiam imaginar como um judeu, um fariseu, podia vir a melhorar, nascendo de novo. Por isto, ele pensa, se precisa nascer de novo, deve ser daquela que o gerou primeiro. Aqueles que se orgulham do seu primeiro nascimento dificilmente são trazidos a um novo nascimento.

(b) Sua vontade de ser ensinado. Ele não dá as costas a Cristo por causa destas palavras duras, mas sinceramente reconhece sua ignorância, o que dá a entender um desejo de ser mais bem informado. E é assim que eu entendo, e não como se ele tivesse noções grosseiras do novo nascimento de que Cristo falava: “Senhor, faça-me compreender isto, pois é um enigma para mim. Eu sou muito tolo para saber que existe outra maneira para um homem nascei; que não seja da sua mãe”. Quando nós nos deparamos com aquilo que nas coisas de Deus é obscuro, e difícil de entender, nós devemos, com humildade e empenho, continuar nossa procura pelos meios do entendimento, até que Deus as revele para nós.

 

b.Isto é esclarecido e explicado pelo nosso Senhor Jesus, vv. 5-8. A partir da objeção, Ele aproveita:

(a) Para repetir e confirmar o que tinha dito (v. 5): “Na verdade, na verdade te digo”, a mesma coisa que disse antes. Observe que a palavra de Deus não é sim e não, mas sim e amém. O que Ele disse, Ele confirma, não importando quem o contra diga, e Ele não irá retirar nada do que disse, devido à ignorância e aos enganos dos homens. Embora Nicodemos não compreendesse o mistério da regeneração, ainda assim Cristo declara a necessidade dela tão positivamente quanto antes. Observe que é tolice pensar em esquivar-se da obrigação dos preceitos evangélicos, alegando que são incompreensíveis, Romanos 3.3,4.

(b) Par a explicar e esclarecer o que Ele tinha dito a respeito da regeneração. Para a explicação, Ele mostra:

[a] O autor desta transformação abençoada, e quem é que a realiza. Nascer de novo é nascer do Espírito, vv. 5-8. A transformação não se realiza por nenhuma sabedoria ou nenhum poder nosso, mas pelo poder e pela influência do bendito Espírito da graça. É a santificação do Espírito (1 Pedro 1.2) e a renovação do Espírito Santo, Tito 3.5. A palavra pela qual Ele opera é segundo sua inspiração, e Ele tem acesso ao coração que deve ser transformado.

[b] A natureza desta transformação, e como ela se realiza. Ela é espiritual, v. 6. Aqueles que são regenerados tornam-se espirituais, e refinados, livres do lixo e da sujeira da sensualidade que não segue os padrões de Deus. Os desejos e interesses da alma racional e imortal recuperaram o domínio que deviam ter sobre a carne. Os fariseus concentravam sua religião na pureza exterior, e nas aparências externas, e seria necessária uma transformação poderosa neles, verdadeiramente, nada menos do que um novo nascimento, para que se tornassem espirituais.

[e] A necessidade desta transformação. Em primeiro lugar, aqui Cristo mostra que ela é não apenas necessária, mas essencial, pois nós não estaremos adequados para entrar no reino de Deus até que nasçamos de novo: “O que é nascido da carne é carne”, v. 6. Aqui está nossa enfermidade, com suas causas, que são tais, que fica claro que não existe remédio, a não ser que nasçamos de novo.

1. Aqui lemos o que somos: nós somos carne, não somente seres corpóreos, mas corruptos, Gênesis 6.3. A alma ainda é uma substância espiritual, mas tão casada com a carne, tão cativa pelos desejos da carne, tão apaixonada pelas delícias da carne, tão empregada em fazer provisões para a carne, que é, na maioria dos casos, chamada de carne. E carnal. E que comunhão pode haver entre Deus, que é espírito, e uma alma nestas condições?

2. Como viemos a ser isto. Nascemos da carne. Esta é uma corrupção que é gerada conosco, e por isto nós não podemos ter uma nova natureza, mas devemos nascer de novo. A natureza corrupta, que é carne, surge no nosso primeiro nascimento, e, portanto, a nova natureza, que é espírito, deve surgir em um novo nascimento. Nicodemos falou em entrar novamente no ventre da sua mãe e nascer de novo, mas, mesmo que ele pudesse fazer isto, seria com que propósito? Ainda que ele fosse nascido da sua mãe cem vezes, isto não remediaria a questão, pois ainda o que é nascido da carne é carne. Uma coisa pura não pode se originar de uma impura. Ele deve procurar outra origem, deve nascer do Espírito, caso contrário não poderá tornar-se espiritual. Em resumo, o caso é este: embora o homem seja criado para consistir de corpo e alma, ainda assim sua parte espiritual tinha, no início, tanto domínio sobre sua parte corpórea, que ele era chamado de alma vivente (Genesis 2.7), mas ao ser indulgente com o apetite da carne, ao comer o fruto proibido, ele prostituiu o justo domínio da alma para a tirania dos desejos sensuais, e não mais foi uma alma vivente, mas carne: “És pó”. A alma vivente tornou-se morta e inativa. Desta forma, no dia em que o homem pecou, certamente morreu, e assim tornou-se terreno. Neste estado degenerado, ele gerou um filho à sua própria semelhança. Ele transmitiu a natureza humana, que tinha sido inteiramente depositada em suas mãos, corrupta e depravada, e com a mesma situação penosa, ela se propaga. A corrupção e o pecado estão entrelaçados na nossa natureza. Nós somos formados em iniquidade, o que torna necessário que a natureza se transforme. Não basta vestir um novo casaco, ou ter um novo rosto, mas nós devemos nos vestir do “novo homem”, devemos ser novas criaturas. Em segundo lugar, Cristo torna isto ainda mais necessário, pela sua própria palavra: “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo”, v. 7. 1. Cristo tinha dito isto, e assim como Ele nunca retirou o que disse, nem jamais o fará, também o mundo não pode negar o fato de que nós devemos nascer de novo. Aquele que é o grande Legislador, cuja vontade é uma lei, aquele que é o grande Mediador do novo concerto, e que tem pleno poder para definir os termos da nossa reconciliação com Deus, e da nossa felicidade nele, aquele que é o grande Médico de almas, conhece a situação delas e o que é necessário para a cura, Ele disse: “Necessário vos é nascer de novo”. “Eu disse a você o que diz respeito a todos: Vocês devem, todos vocês, tanto uns como os outros, nascer de novo, não somente as pessoas comuns, mas os príncipes, os mestre de Israel”.

3. Nós não devemos nos maravilhar com isto, pois quando considerarmos a santidade do Deus com quem tratamos, o grande desígnio da nossa redenção, a depravação da nossa natureza, e a constituição da felicidade apresentada diante de nós, não iremos achar que é estranho que tanta ênfase seja colocada sobre a única coisa necessária, que devemos nascer de novo.

[d] Esta transformação é exemplificada por duas comparações. Em primeiro lugar, a obra regeneradora do Espírito é comparada com a água, v. 5. Nascer de novo é nascer da água e do Espírito, isto é, do Espírito operando como água. Como a expressão “com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3.11) significa que o Espírito Santo trabalha como fogo.

1. A intenção básica aqui é mostrar que o Espírito, ao santificar uma alma:

(1) Limpa-a e purifica-a como água, remove dela a sujeira, pela qual ela se encontrava inadequada para o reino de Deus. É a lavagem da regeneração, Tito 3.5. “Haveis sido lavados”, 1 Coríntios 6.11. Veja Ezequiel 36.25.

(2) Refresca-a e revigora-a, como a água faz com o corço perseguido e caçado, e o viajante cansado. O Espírito é comparado com a água, cap. 7.38,39; Isaías 44.3. No início da criação, os frutos do céu eram produtos da água (Genesis 1.20), em alusão ao que, talvez, aqueles que nascem de cima são nascidos da água.

2. É provável que Cristo se referisse à ordenança do batismo, que João tinha usado e que Ele mesmo tinha começado a usar. “Vocês devem nascer de novo, do Espírito”, e a regeneração pelo Espírito devia ser representada pela lavagem com água como sinal visível daquela graça espiritual. Não que todos os que são batizados, e somente eles, sejam salvos, mas sem aquele novo nascimento que é operado pelo Espírito, e representado pelo batismo, ninguém será considerado como súdito privilegiado e protegido do reino do céu. Os judeus não podem participar dos benefícios do reino do Messias, que eles esperaram por tanto tempo, a menos que desistam de todas as expectativas de serem justificados pelas obras da lei, e se submetam ao batismo de arrependimento, o grande dever do Evangelho, para a remissão dos pecados, o grande privilégio do Evangelho. Em segundo lugar, é comparado ao vento: “O vento assopra onde quer… assim é todo aquele que é nascido do Espírito”, v. 8. A mesma palavra (pneuma) significa vento e também Espírito. O Espírito desceu sobre os apóstolos em um vento veemente e impetuoso (Atos 2.2), suas fortes influências sobre os corações dos pecadores são comparadas ao soprar do vento (Ezequiel 37.9), e suas doces influências sobre as almas dos santos, ao vento norte e sul, Cantares 4.16. Esta comparação é usada aqui para mostrar:

3. Que, na regeneração, o Espírito trabalha arbitrariam ente, e como um agente livre. O vento assopra onde quer, por nós, e não atende nossa ordem, nem está sujeito ao nosso comando. Deus o comanda. Ele executa sua palavra, Salmos 148.8. O Espírito dispensa suas influências onde, e quando, em quem, e na medida e no grau que desejar, “repartindo particularmente a cada um como quer”, 1 Coríntios 12.11. 2. Que Ele opera de maneira poderosa, e com resultados evidentes: “Ouves a sua voz”. Embora sua causa esteja oculta, seus efeitos são manifestos. Quando a alma é levada a lamentar o pecado, a gemer sob o peso da corrupção, a adorar a Cristo, a clamar ”Aba, Pai”, então nós ouvimos o som do Espírito, e vemos que Ele está trabalhando, como em Atos 9.11: “Eis que ele está orando”.

4. Que Ele opera misteriosamente, e de maneiras ocultas e secretas: “Não sabes donde vem, nem para onde vai”. Como ele reúne sua força, e como a gasta, é um mistério para nós. Também a maneira e os métodos de trabalho do Espírito são um mistério. “Por onde passou… o Espírito?” 1 Reis 22.24. Veja Eclesiastes 11.5, e compare com Salmos 139.14.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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