ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 3: 1-21 – PARTE I

Alimento diário

A Conversa de Cristo com Nicodemos 

No final do capítulo anterior, nós vimos que poucos foram levados até Cristo em Jerusalém. No entanto, aqui está um deles, uma pessoa considerável. Vale a pena empenhar-se pela salvação, mesmo que seja de uma única alma. Observe:

I – Quem era este Nicodemos. “Não são muitos… os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados” (1 Coríntios 1.26). No entanto, alguns o são, e aqui estava um deles. Nem muitos governantes, ou fariseus. Ainda assim:

1. Este era um fariseu, criado para o estudo, um erudito. Que não se diga que todos os seguidores de Cristo não têm estudo ou são homens ignorantes. Os princípios dos fariseus, e as peculiaridades da sua seita eram diretamente contrários ao espírito do cristianismo. Ainda assim, havia alguns em quem até mesmo estes pensamentos elevados eram derrubados e trazidos à obediência a Cristo. A graça de Cristo é capaz de subjugar a mais ferrenha oposição.

2. Ele era um “príncipe dos judeus”, um membro do grande Sinédrio, um senador, um conselheiro privado, um homem de autoridade em Jerusalém. Por mais que as coisas estivessem ruins, havia alguns príncipes com boa inclinação, que, no entanto, faziam pouco bem, porque a corrente contra eles era muito forte. Eles eram dominados pela maioria, e subjugados àqueles que eram corruptos, de modo que não conseguiam fazer o bem que desejavam. Ainda assim, Nicodemos continuou na sua posição, e fazia o que podia, quando não podia fazer o que queria.

II – A maneira solene como ele se dirige ao nosso Senhor Jesus Cristo, v. 2. Veja aqui:

1. Quando ele veio: ele “foi ter de noite com Jesus”. Observe:

(1) Ele teve uma conversa privativa e particular com Cristo, e não julgou suficiente ouvir seus sermões públicos. Ele decidiu falar com Ele sozinho, quando poderia ter liberdade com Ele. A conversa pessoal com ministros hábeis e fiéis sobre as questões das nossas almas é de grande utilidade para nós, Malaquias 2.7.

(2) Ele se dirigiu a Jesus à noite, o que pode ser considerado:

[1] Como um ato de prudência e discrição. Durante o dia inteiro, Cristo estava engajado no seu ministério público, e Nicodemos não desejava interrompê-lo, nem esperava que Ele o atendesse, mas observou os horários de Cristo, e o procurou quando Ele estava desocupado. Observe que as vantagens privativas que beneficiam apenas a nós e nossas famílias devem ceder lugar às públicas. O bem maior deve ter preferência sobre o menor. Cristo tinha muitos inimigos, e por isto Nicodemos veio até Ele incógnito, pois se os principais dos sacerdotes ficassem sabendo disto, eles se enfureceriam ainda mais contra Cristo.

[2] Como um ato de zelo e diligência. Nicodemos era um homem de negócios, e talvez não tivesse tempo, durante o dia, para fazer uma visita a Cristo. Por esta razão, ele pode ter preferido aproveitar o início da noite, ou ainda mais tarde, do que deixar de conversar com Cristo. Quando os outros estavam dormindo, ele estava adquirindo conhecimento, como Davi em meditação, Salmos 63.6 e 119.148. Provavelmente, isto aconteceu uma noite após ele ter visto os milagres de Cristo, e não desejava negligenciar a primeira oportunidade de seguir suas convicções. Ele não sabia quando Cristo poderia deixar a cidade, nem o que poderia vir a acontecer entre esta festa e a próxima, e por isto desejou não perder tempo. À noite, sua conversa com Cristo seria mais à vontade, e menos sujeita a distúrbios. Estas eram Noites cristãs, muito mais instrutivas que as Noites de Atenas. Ou

[3] Como um ato de medo e covardia. Ele tinha medo, ou vergonha, de ser visto com Cristo, e por isto veio à noite. Quando o Evangelho está fora de moda, existem muitos Nicodemos, especialmente entre os líderes, que têm um afeto por Cristo e por sua religião maior do que se supõe que tenham. Mas observe que, em primeiro lugar embora ele viesse à noite, Cristo o recebeu bem, aceitou sua integridade e perdoou sua fraqueza. Ele levou em consideração seu temperamento, que talvez fosse temeroso, e a tentação em que ele se encontrava, devido à sua posição e trabalho, e assim ensinou seus ministros a tolerar todas as coisas de todos os homens, e a incentivar bons inícios, ainda que sejam fracos. Paulo pregava particularmente aos que estavam em estima ou que pareciam de maior influência, Gálatas 2.2. Em segundo lugar, embora ele venha agora à noite, posteriormente, quando houve oportunidade, Ele reconheceu a Cristo publicamente, cap. 7.50; 19.39. A graça que a princípio é apenas um grão de mostarda pode crescer e se tornar uma grande árvore.

2. O que ele disse. Ele não veio falar com Cristo sobre política e questões de estado (embora fosse um príncipe), mas sobre os interesses da sua própria alma e sua salvação, e, sem rodeios, vai direto ao assunto. Ele chama Cristo de Rabi, o que significa um grande homem. Veja Isaías 19.20. “Ele lhes enviará um Redentor e Protetor que os livrará”. Um Salvador e um Rabi, é isto o que a palavra quer dizer. Há esperanças para aqueles que têm respeito por Cristo, e pensam e falam honrosamente dele. Ele diz a Cristo o que já sabia: “Bem sabemos que és mestre”. Observe:

(1) Sua declaração direta a respeito de Cristo: “És mestre vindo de Deus”. Não educado ou ordenado pelos homens, como outros mestres, mas sustentado com inspiração e autoridade divinas. Aquele que seria o Príncipe soberano veio, primeiramente, ser um mestre, pois Ele irá governar com a razão, não com rigor, pelo poder da verdade, e não o da espada. A palavra repousava em ignorância e enganos. Os professores judeus eram corruptos e levavam o povo a enganos. É hora do trabalho do Senhor. Ele era um mestre vindo de Deus, de Deus, que é o Pai das misericórdias, por piedade de um mundo obscuro e enganado; de Deus, que é o Pai das luzes e a fonte da verdade, toda a luz e toda a verdade em que podemos aventurar nossas almas.

(2) Sua garantia disto: “Bem sabemos”, não somente eu, mas também outros. Assim, Nicodemos tinha certeza da divindade do Senhor Jesus, pois ela era clara e evidente. Talvez ele soubesse que havia diversos entre os fariseus e príncipes com quem ele convivia que tinham as mesmas convicções, mas não tinham a graça para admitir isto. Ou podemos supor que ele fala no plural (“sabemos”) porque trazia consigo um ou mais de seus amigos e alunos, para receber instruções de Cristo, sabendo que elas seriam de interesse público. “Mestre”, diz ele, “nós viemos com um desejo de ser ensinados, de ser seus alunos, pois estamos plenamente convencidos de que és um mestre divino”.

(3) A base da sua garantia: “Ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”. Aqui:

[1] Nós somos assegurados da veracidade dos milagres de Cristo, e do fato de que eles não eram falsos. Aqui estava Nicodemos, um homem sábio, sensível e curioso, alguém que tinha todos os motivos e oportunidades imagináveis para examiná-los, tão completamente convencido de que eram milagres verdadeiros, que foi levado por eles a agir contra seus próprios interesses, e contra a corrente da sua própria classe, que tinha preconceitos contra Cristo.

[2] Nós recebemos a orientação sobre o que deduzir dos milagres de Cristo. Portanto, nós devemos recebê-lo como um “Mestre vindo de Deus”. Seus milagres eram suas credenciais. O curso da natureza não podia ser alterado, exceto pelo poder do Deus da natureza, que, temos certeza, é o Deus da verdade e da bondade, e nunca coloca­ ria seu selo sobre uma mentira ou trapaça.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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