PSICOLOGIA ANALÍTICA

O PROTAGONISMO DE SER PAI

Vários fatores colaboram para que os homens assumam um papel mais consciente de educador familiar, em uma função que, histórica e culturalmente, foi delegada às mulheres.

O protagonismo de ser pai

Por muito tempo a educação dos filhos perante a sociedade era responsabilidade da mãe, sendo que esse comportamento adquirido foi construído, em caráter, meramente por questões culturais. Hoje, novas tendências e rearranjos familiares estão frente às outras possibilidades de organização familiar. Alguns fatores contribuem para que os homens assumam esse papel mais consciente de educador familiar. Por exemplo: quando encontram-se diante de uma situação de separação, no momento de viuvez, ou na escolha de um novo formato de casamento, ou até na decisão de exercer a paternidade mais intensamente, ressignificando a formatação da família. Sem dúvida, o pai pode e deve assumir toda a responsabilidade de educar os filhos nesse caso.

Como o pai pode promover através da educação a plasticidade neural intencional do cérebro das crianças? Existem algumas dicas que podem ser utilizadas como estratégias educacionais nas atividades lúdicas, cognitivas e afetivas como ferramentas potencializadoras de estímulos. São as seguintes:

Disponibilize o tempo com qualidade, entregando-se afetivamente para aquele momento. Evite desfocar da situação; escolha junto com a criança os jogos analógicos e/ou digitais para estimular as brincadeiras integrativas – cognitiva, afetiva e social; estimule a leitura e a Contação de histórias – essas estratégias podem aumentar o potencial criativo e a inteligência da criança, promovem novas conexões das células neuroglias e estimulam a produção de neurotransmissores neurotróficos do prazer; planeje passeios ao ar livre e peça para que a criança conte o que mais gostou ou não; ouça músicas, dance; realize um simples caminhar até um supermercado, permita que a criança use o sensorial para também escolher os alimentos; promova atividades lúdicas orientadas. A brincadeira é um estímulo e auxilia na construção neurobiológica cognitiva, afetiva e social do relacionamento entre o pai e a criança; sorria mais; fale sério quando perceber que a criança precisa de mais orientações e regras para conviver melhor socialmente; promova mais liberdade para aprender com responsabilidade.

Pesquisas mostram que crianças quando estimuladas no momento certo, e com bons estímulos, têm chances de ter o cérebro potencializado. É um mito achar que a educação é tarefa só ou mais da mãe. Promover plasticidade neural é potencializar as funções cognitivas, executivas e afetivas. Também deve ser tarefa do pai.

Conclui-se que não existem diferenças anatômicas entre as inteligências e habilidades do homem e da mulher, mas os estímulos são fundamentais para que as habilidades sejam desenvolvidas.  Com isso, entende-se que o pai é fundamental para desenvolver outras capacidades no cérebro de seus filhos.

Existe uma grande necessidade de se repensar a educação das crianças, pois, perante a sociedade, ainda é a mãe a responsável por esse processo. Mas as necessidades sociais estão mudando e as relações familiares ressignificando-se diante das necessidades econômicas e sociais. Sem dúvida, o homem cada vez mais se reintegra no papel de gerenciador das tarefas do lar e do desenvolvimento educativo cognitivo, sócio e emocional dos filhos, no dia adia.

Neste momento cabe uma profunda reflexão: o que está mudando para que o homem assuma um novo “papel” na sociedade, como as tarefas de casa e a educação dos filhos! O que antes eram atividades tão femininas! A resposta está na necessidade de sobrevivência biológica, afetiva e social

DESAFIO

Estudos neurocientíficos comprovam que os estímulos paternos são fundamentais para o excelente desenvolvimento das crianças e adolescentes no período escolar. Aprender qualquer assunto leva tempo, existe o tempo do amadurecimento e da assimilação do conteúdo, inclusive se o assunto é gênero, sexualidade e papéis sociais.

Cada vez mais, torna-se necessário internalizar que, independentemente do gênero, a tarefa de educar os filhos não é só da mãe, é também do pai. E a construção dessa ideia começa a partir de um diálogo entre os pais e as crianças, ou seja, no universo da família.

Como desatar essas amarras, se os adultos nem mesmo se conhecem em suas potencialidades e, muitas vezes, se acham incompetentes para exercer atividades ditas femininas? Dessa maneira, torna-se difícil estabelecer a escuta e o diálogo entre os pares. O assunto sobre quem vai ser responsável pela tarefa de educar os filhos ainda é enfrentado com tabus.

 OS CÉREBROS

A neurociência comprova que as diferenças anatômicas entre o cérebro masculino e feminino são sutis, quase imperceptíveis a olho nu. O que promove as diferenças comportamentais nos aspectos neurobiológicos? São os estímulos e as possíveis conexões neurais realizadas ao longo do desenvolvimento do cérebro cognitivo, emocional e social, influenciado pela cultura. Vale destacar que os hormônios desempenham funções importantes nas ações relacionadas às habilidades especificas de cada gênero no contexto da aprendizagem, mas não podem ser considerados como fatores determinantes. Atuam, também, nas características secundárias da sexualidade, como por exemplo voz, pelos, etc.

Pesquisas neurocientíficas, não invasivas, por meio de imagens, demonstram reais assimetrias anatômicas entre os cérebros feminino e masculino, e também apresentam relevantes diferenças neuroquímicas de neurotransmissores conhecidos como norepinefrina, que é desigualmente distribuída na metade direita do tálamo (estrutura subcortical que atua como principal centro de distribuição dos impulsos elétricos para o córtex. No homem, apresenta mais quantidade no tálamo direito, enquanto nas mulheres no esquerdo). Essas diferenças demonstram como os estímulos são recebidos, distribuídos e interpretados em cada estrutura cerebral, promovendo diferentes assimilações.

Outra questão cientifica relevante entre os cérebros masculino e feminino é que a diferença de gênero pode provir especificamente das regiões frontais de cada hemisfério, devido ao encontro de feixes nervosos que, nas mulheres, são mais densos que nos homens. Essa anatomia promove um funcionamento mais rápido dos impulsos nervosos. E mais: enquanto o lobo frontal direito exerce a função da habilidade de alterar uma estratégia, o lobo frontal esquerdo é envolvido na habilidade de avançar ou elaborar uma nova estratégia rapidamente.

O mecanismo para essas diferenças entre os gêneros não é totalmente conhecido, mas provavelmente é envolvido também pelos efeitos de organização e ativação dos hormônios sexuais (estrogênio e testosterona). Além disso, os efeitos organizacionais dos hormônios ocorrem durante o desenvolvimento dos órgãos sexuais e a masculinização ou feminilização do cérebro de forma relativamente permanente.

 NA ESCOLA

Muitas crianças chegam à sala de aula com ideias preestabelecidas, como o pai deve ser forte, e a mãe, meiga e delicada. A educação trazida de casa promove uma série de valores, mas nem sempre eles apontam para o melhor caminho. Se não fizermos nada, não daremos oportunidades para que as habilidades individuais apareçam (Relvas, 2010).

A ideia central é que as crianças superem os modelos construídos em virtude dos estereótipos de gênero. É importante estarmos atentos a essas questões, pois preparamos nossos filhos para os enfrentamentos dos desafios da vida. E a escola pode ser um a excelente parceira para repensar, junto com a família, as novas tendências das organizações familiares.

No geral, para os professores, bom aluno(a) é aquele(a) curioso(a) que demonstra iniciativa. Meninas são mais dóceis, meigas e tranquilas, podendo até ser denominadas de feminilidade silenciosa, a típica aluna que enfeita o caderno com desenhos feitos com canetinhas coloridas. O que diverge do universo masculino. Meninos costumam ser interpretados como descompromissados e desleixados com os estudos, além de manterem seu material desorganizado e sujo.

O que releva e entende-se com isso é que a educação se dá, portanto, dentro de um contexto mais amplo que o da aquisição de conteúdos escolares, pois comporta as relações subjetivas em jogo entre educadores e educandos. Nesse contexto, faz-se necessária uma reforma urgente do pensamento sobre as atividades realizadas entre os gêneros, com objetivo de minimizar preconceitos.

A escola, ao contribuir com esses aspectos sociais e emocionais sobre o entendimento dos gêneros, pode ensinar que não existem diferenças em funções nas atividades exercidas. Não existem tarefas específicas de meninos e meninas. O importante é a colaboração, cooperação interativa, integrativa e inclusiva.

É importante enfrentar as barreiras que as crianças apresentam, como “não tenho jeito para isso” ou “não consigo”, “tenho medo de quebrar”, “não gosto desse tipo de atividade”, “é muito difícil”, etc. É neste momento que os trabalhos com os temas transversais de conteúdos atitudinais são necessários para serem evidenciados nas atividades escolares, porém com muito diálogo.

Como o educador pode atuar para potencializar essas mudanças de comportamentos e promover novas aprendizagens no que tange ao tema sobre atividades dos gêneros no contexto social? A resposta é reverter as expectativas emocionais em torno dos papéis de gêneros numa reflexão cooperativa e solidária. Por exemplo: com carinho, solicite para uma menina que carregue uma caixa {leve) e a um menino que compre um lanche na cantina para uma colega; realizar atividades lúdicas para meninos e meninas, como: oficina de cozinhar, fazer consertos, jogar bola, organizar caixa de insetos; propor às meninas tarefas “incomuns”, como trabalhar com ferramentas para aparafusar peça no laboratório de ciências e informática; estimular as meninas à compreensão para a Ciência, Matemática, Física, e os meninos para Artes.

Segundo Aristóteles, o homem é um “animal social” e, por isso, essa abordagem perpassa pelos argumentos biológicos, psicológicos, sociais da construção do humano. Esses aspectos influenciaram o indivíduo ao longo dos tempos, tanto sobre a identidade de gênero quanto sobre a orientação sexual.

O cérebro humano é o ator principal do sistema nervoso central, e é nele que toda compreensão e entendimento consciente e não consciente se manifestam, pois nele estão localizadas as regiões que têm relação com todas as atividades referentes a gêneros, sexos e comportamentos, sexualidade biológica, psicológica e social do humano.

Pequenas diferenças nas habilidades espaciais, verbais e cognitivas não se tornam tão relevantes entre homens e mulheres. Do ponto de vista cerebral, o que distingue homem e mulher é tão óbvio que acaba sendo esquecido, que é a preferência ou tendência sexual. A partir da adolescência, a maioria dos meninos se sente atraído sexualmente por garotas, para a felicidade de todos, pois assim é possível garantir a perpetuação da espécie. E a reciproca é verdadeira, pois, na maioria das vezes, elas sentem atração pelos rapazes.

 TRÊS ASPECTOS

Evidências científicas demonstram que a preferência sexual é determinada biologicamente ainda no útero. Como acontece? Destacamos três aspectos:

1) Biológicos – Durante a gestação, o cérebro do bebê em formação recebe grandes quantidades de hormônios secretado pelos ovários ou testículos do embrião em desenvolvimento. Esses hormônios darão ao cérebro uma conformação masculina ou feminina, de acordo com a gónada do feto. Esses hormônios também interferirão no hipotálamo, tornando-o sensível aos feromônios masculinos ou femininos, determinando a orientação sexual heterossexual ou homoafetiva.

Na região central do cérebro, denominada hipotálamo, encontra-se a Stria Terminalis, que é maior no homem do que na mulher e regulam o comportamento de gênero (masculino e feminino). Essa regulação é feita pelo cérebro e, junto com as influências do meio onde a criança é educada, definirá, até os dois anos e meio, a identidade de gênero. A partir dessa idade, características passam a ser definitivas. O menino já sabe que é menino e a menina entende que é menina.

Existem estudos que consideram a possibilidade de haver influência cerebral e predisposição genética nessa definição. Pesquisa sobre marcadores de DNA e os cromossomos sexuais masculinos e femininos demostra que todos os seres já nasceriam com a predisposição genética para ser heterossexual, homoafetivo ou bissexual, sendo a puberdade a fase em que a orientação sexual se revela, embora a definição seja na vida adulta.

Neurociência aponta para origem biológica da escolha sexual humana, pois evidências ainda não foram encontradas de que somente os fatores sociais ou psicológicos possam influenciar diretamente na escolha sexual do indivíduo.

2) Psicológicos – São aqueles referentes à identidade sexual, que têm duas vertentes distintas e não obrigatoriamente interdependentes: a identidade de gênero (masculino / feminino) e a orientação sexual (heterossexual / homoafetiva / bissexual). A identidade de género, sensação de ser homem ou mulher, desenvolve-se na interrelação da criança com toda a sua história biológica, junto à família inserida na sociedade.

Na identificação do sexo ao nascer só se considera a genitália externa. Quando nasce, a criança recebe uma certidão de nascimento que será “definitiva” até o fim da sua vida, a não ser que o indivíduo pertença à categoria dos Inter sexos, ou seja, os que nascem com genitália com problemas congênitos.

Meninas e meninos serão tratados por meio de códigos sociais pré-estabelecidos de comportamentos do gênero masculino e feminino e aprenderão o significado da dimensão do seu corpo, do como cuidar, expressar e comportar-se corporalmente com o outro. Aprenderão, enfim, como deve ser o comportamento social de um menino e de uma menina. Esse aprendizado é intenso, contínuo e é exercido por pais, irmãs, irmãos, amigos, amigas, instituições sociais e, ao longo do tempo, estruturam-se no cérebro.

Dessa maneira, meninos e meninas constroem sua identidade sexual: o menino pode ser macho, masculino, homem. A menina, fêmea, feminina, mulher. O corpo diz se é “macho”, mas é o psiquismo que determina se ele se sente “homem”. É o social que o caracteriza ser masculino, e o mesmo acontece com o feminino para as meninas.

3) Sociais – A identidade de gênero é expressa pelos papéis sociais masculino ou feminino. O ser humano se manifesta socialmente sempre por meio de papéis sociais: filho, irmão, estudante, profissional, namorado, pai, esposo… o mesmo para as mulheres.

A sociedade só aceita dois modelos de comportamentos de gênero, masculino e feminino. Porém, alguém pode ter a tendência para outro padrão de comportamento, mas seus documentos constaram sempre de um nome socialmente vinculado ao sexo masculino ou feminino.

 GANHO AFETIVO

Importante refletir que a identidade de gênero será demostrada pelos papéis sociais que o humano exerce nos relacionamentos. Entretanto, a orientação sexual só será relevada pelo papel sexual desempenhado, sendo único e privado. O fundamental é respeitar o outro com suas possibilidades.

A integração e o funcionamento simbiótico desses três aspectos poderão transformar crianças em adultos saudáveis, onde não apresentem resistências afetivas, cognitivas e sociais diante das tarefas que lhes são colocadas para serem resolvidas. O fundamental é resgatar o intenso ser humano em constante desenvolvimento do vir a ser dentro do contexto social e entender que independentemente de sexo e tendência sexual, todos são capazes de potencializar a educação de uma criança, basta querer fazer.

“Independentemente de gênero e sexo, o principal é tornar-me pessoa (Relvas, 20!0).

O homem é um ser multifacetado, um “diamante bruto” que precisa passar pelo processo cuidadoso de “lapidação”. Assim é o cérebro da criança, não nasce perfeito e acabado. Antes, parece como um feixe de potencialidades que deve ser orientado e amado ao longo da vida. E, sem dúvida, essa tarefa não é apenas materna. É paterna, também.

Importante é que o pai possa potencializar inteligências e habilidades em suas crianças. O principal nesse processo é que estimule os sonhos de seus filhos e filhas, permitindo que suas metas possam ser alcançadas, pois só assim estará fazendo o principal papel de educador, que é promover a educação cognitiva, sócio e emocional para enfrentar as diversidades da vida.

 O protagonismo de ser pai.2

MELHOR RENDIMENTO NA APRENDIZAGEM

Pesquisas demonstram que quando o pai estimula e participa das atividades lúdicas, afetivas e sociais das crianças, elas apresentam maior rendimento das funções cognitivas e executivas na aprendizagem e comportamento escolar. O interessante é entender que o pai concede às crianças maior autonomia e permite a liberdade de errar, promovendo, então, uma interação mais cognitiva para sentir, pensar e agir. Algumas dicas: brincar com o filho ou filha possibilita novas conexões neurais tanto na criança como no adulto. Por isso reaprender a brincar é fundamental as crianças têm muito a nos ensinar. É necessário ressignificar o lúdico por meio de atividades prazerosas que ativem o sistema de recompensa, emocional e cognitivo. O brincar promove uma ativação na área tegmental ventral, que é um grupo de neurônios mesencefálicos que secretam dopamina, e essa substância é enviada para muitas regiões do cérebro. Acredita-se que essa atividade fisiológica desempenha funções relativas à recompensa, motivação e função cognitiva da criança no ato da brincadeira. Os estímulos e desafios precisam fazer sentido ao cérebro da criança.

Corpo, cérebro e mente são interdependentes – contudo, faz- se necessário criar hábitos e rotinas saudáveis, pois promovem a longevidade vital do cérebro.

 O protagonismo de ser pai.3

TENDÊNCIA

É importante ressaltar que gênero e sexualidade podem ser a única razão para se explicar as questões da heterossexualidade ou homo afetividade, e que quando se entendem as diferenças conceituais entre a normalidade e a variação, torna-se mais natural compreender que a distribuição de características determinantes biologicamente não é uma questão de escolha, mas sim, uma tendência.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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