OUTROS OLHARES

A VALORIZAÇÃO DA MATURIDADE

É importante educar crianças e jovens sobre as questões pertinentes ao valor e respeito que a terceira idade merece, fazendo com que tenham uma visão privilegiada sobre os idosos.

A valorização da maturidade

Envelhecer é um processo de enfrentamento de desafios. Algumas medidas que mexem com padrões das aposentadorias deram ainda mais instabilidade a esse quadro. Como lidar com essa fase da vida cheia de inseguranças relacionadas à saúde, às finanças, ao ninho vazio, às perdas, aos lutos etc.?

É inegável que envelhecer parece estar se tornando cada dia mais difícil. Além das dificuldades básicas inerentes a qualquer pessoa idosa, a situação atual do país, que mexe com os padrões da aposentadoria e com o direito à dignidade e sustento de muitos idosos, tem tornado essa fase da vida ainda mais sofrida para todos.

Pessoas honestas, que passaram a vida inteira trabalhando e honrando mensalmente suas despesas e impostos consideráveis, chegam à terceira idade sem o retorno adequado de todo o seu esforço.

Como fica a cabeça de um idoso assim? Como lidar com todas as angústias, inseguranças e a sensação de humilhação, abandono e descaso com que muitos deles convivem diariamente?

Após uma vida inteira ativa no sentido de trabalhar, sustentar suas famílias, criar seus filhos e por vezes a esposa, pais e/ ou sogros, provendo o sustento como uma base ou alicerce da família, eles mudam de posição e passam a depender de outras pessoas para realizar, em alguns casos, até tarefas muito simples.

Mostram-se inseguros e vacilantes diante da incapacidade de fazer as tarefas físicas ou mentais que até então realizavam. Muitas vezes, parte da incapacidade nem é real, trata-se apenas de uma crença limitante de que não conseguem mais fazer certas coisas e que acaba levando-os à limitação real por evitarem a dificuldade imaginada, em que sequer tentam realizar essas tarefas. E, assim, eles começam a se aniquilar e vão deixando pouco a pouco de interagir com o ambiente e as pessoas.

Dificuldades antes nunca imaginadas por eles passam a acompanhá-los em diversos setores de suas vidas. Na alimentação, por exemplo, já não conseguem mastigar alimentos duros ou morder uma maçã. Até a carne fica difícil de mastigar, dependendo do estado do idoso. As tarefas simples do dia a dia também ficam prejudicadas. Subir ou descer escadas, caminhar grandes distâncias, sentar ou levantar do chão ou assentos baixos já se tornam fonte de dor, constrangimento e dependência.

Para as mulheres, em geral, aceitar a ajuda de outros para a realização dessas pequenas tarefas não se torna um problema. Mas algumas mulheres, e grande parte dos homens, sentem-se constrangidas quando se percebem dependendo dos outros para tarefas rotineiras das quais sempre deram conta. Há quem se sinta um estorvo na vida de seus familiares e fique deprimido, desejando morrer e acabar logo com esse fardo.

A visão e a audição já não são mais as mesmas. O que os atrapalha tanto nos momentos de lazer (assistir tele­ visão, ler um livro, ouvir suas músicas favoritas ou fazer palavras cruzadas) quanto para a locomoção sem acompanhamento de alguém, pois correm o risco de serem atropelados, assaltados ou passarem por alguma situação delicada na rua.

O equilíbrio e o reflexo também já se encontram consideravelmente diminuídos e aliam-se muitas vezes a falhas cada vez mais constantes na memória. Senhas passam a ser esquecidas e tarefas como ida a um banco ou ao mercado podem se tornar fonte de frustração, ansiedade ou insegurança.

Com todas essas dificuldades, e tantas outras não citadas aqui, acaba-se notando um isolamento e introversão dos idosos. Há quem se mantenha mais calado e recolhido pela falta de interesse em estar num grupo e não conseguir acompanhar os assuntos e participar daquele momento devido à deficiência auditiva e visual. E quanto mais os idosos se recolhem e evitam utilizar seus canais sensoriais, mais parece que eles se atrofiam e encarceram ainda mais nossos idosos.

Imagine como deve ser sobreviver sem poder ouvir ou ver bem, sentir o gosto dos alimentos que ingere, os cheiros ruins que nos servem como alertas e os bons que nos motivam e agradam? Como deve ser difícil se sentir um estorvo, atrapalhando, na concepção do idoso, um passeio em família, em que todos se limitam a dar alguns passos lentos aguardando seu caminhar difícil e tendo que auxiliá-lo a sentar, levantar, comer etc. Mesmo em casos nos quais a família vive isso com zelo e gratidão, expressando seu prazer em cuidar e estar com seus idosos assim, precisamos aceitar que é triste e/ ou humilhante para muitos deles ter que se submeter aos cuidados constantes.

Essas limitações aliadas à diminuição dos reflexos, da memória, lentidão do raciocínio e aos inúmeros avanços tecnológicos fazem com que os idosos fiquem inseguros e passem a depender de ajuda para a tomada de decisões, resolução de alguns problemas, movimentação de suas contas bancárias, por exemplo, sob o risco de serem lesados ou prejudicados de alguma forma por algum estranho ou por algum equívoco que possam cometer.

Muitos idosos passam a evitar dirigir, sentem-se mais medrosos e cautelosos frente à violência e aos perigos que podem ocorrer nas ruas e começam a se enclausurar. Esse movimento pode estar associado, inclusive, à presença de distúrbios psicológicos, como os de ansiedade ou fobia social, por exemplo, desenvolvendo quadros sofridos e repetitivos de sofrimento diante de necessidades incontroláveis, tais como: trancar todas as portas da casa (inclusive as in­ ternas que ligam os cômodos), checar torneiras, fogão e geladeiras dia e noite, esconder objetos e valores pela casa e sofrer depois até que consiga encontrá-los novamente.

A convivência com cuidadores e ajudantes nas tarefas de casa muitas vezes se torna um grande   desafio para todos os envolvidos. Quando os idosos se comportam de forma agressiva e ranzinza, desconfiada, antipática ou arrogante, a família precisa lidar com a constante procura de novo funcionário. Esse jeito difícil de ser aliado a manias de perseguição, delírios e paranoias, por exemplo, faz com que esses idosos transformem a convivência em algo infernal e adoecedor. E quando eles mesmos não expulsam seus cuidadores, os cuidadores acabam largando o serviço.

 

O MOMENTO DO “NINHO VAZIO”

Considera-se que um dos primeiros grandes baques para um casal com filhos seja o momento no qual eles se emancipam e seguem a vida, deixando a casa vazia, silenciosa e, às vezes, triste.

Como lidar com essa situação na qual o casal fica sozinho novamente? Um momento em que o casal nem se lembra mais como se vive a dois. Momento que chega por vezes de repente, depois de os pais viverem por anos dedicando-se exclusivamente aos filhos.

Muitos casais, após receberem os filhos, perdem a configuração de casal. Os papéis de marido e mulher dão lugar aos papéis de pai e mãe daqueles filhos. Todo o seu tempo, os planos e esforços são direcionados para a satisfação e criação dos filhos. Seus interesses e preferências são comumente deixados de lado e substituídos pelos das crianças.

Há casais que deixam de cultivar sua relação amorosa, suas relações sociais e os momentos de lazer (individuais e do casal), abrindo mão de sua satisfação pessoal para conquistarem a satisfação de seus filhos. E passam tantos anos vivendo para os filhos que, quando estes vão embora, deixam o casal sentindo-se meio perdido. Não sabem mais o que fazer com suas vidas e o tempo livre que passam a ter. Quais são seus gostos? O que desejam fazer ou comer?

Conhecer-se novamente passa a ser um desafio grande para esse casal. Toda a sua rotina de vida, que se modificou para a chegada e criação dos filhos, muda bruscamente mais uma vez. Mais um momento de adaptação e aprendizado.

Muitos casais enfrentam dificuldades sérias para retomarem a vida de casal novamente e se mantêm tentando viver a vida dos filhos. Apegados a eles, cobram suas ligações, sua atenção e sua presença constante. Há casos em que esse apego é tão excessivo que, por mais que o filho ligue e apareça, nunca parece ser suficiente. Com isso, correm o risco de interferir negativamente na vida do novo casal, causando desgastes e embates.

São casais que desaprenderam a se olhar, se cuidar e a tentar satisfazer seus próprios desejos. Muitos nem sabem se ainda desejam algo. Sentem como se não desejassem mais nada, além da função de cuidar da alegria e satisfação de seus filhos.

Dessa forma, um momento que deveria ser de retomada da vida do casal e busca por uma vida a dois mais tranquila e prazerosa torna-se uma vida angustiante, mal aproveitada e sem sentido.

 

A HORA DE SE APOSENTAR

Outro momento crítico na vida de uma pessoa é quando chega a hora de ela se aposentar. Depois de uma vida inteira cumprindo aquele papel profissional, sendo reconhecida como tal, chega a hora de deixar aquilo para trás.

Muitos postergam a aposentadoria pela necessidade de complementar a renda mensal da família. E mesmo que o corpo e a mente já não aguentem mais trabalhar, eles precisam continuar no emprego, numa espécie de tortura diária que afeta seu bem-estar, bom humor e prazer de viver.

Outros a adiam pela dificuldade de abrir mão daquele hábito diário e do status que o trabalho lhe dá. Quem passa a ser reconhecido como dr./dra. Ou mesmo quem ganha a fama de “João do Pastel’ por exemplo, enfrenta grande dificuldade de abrir mão disso. Mesmo cansados e podendo ou precisando se aposentar, eles estendem o máximo que podem seu tempo de serviço.

E, ao consumarem a aposentadoria, muitos são os casos de pessoas que adoecem e perdem o sentido de suas vidas. Parece que essas pessoas não conseguem desapegar do papel que cumpriram por anos e simplesmente seguir, honrando e aceitando o encerramento desse ciclo.

Casos em que a pessoa se despersonaliza totalmente, passando a ser exclusivamente o profissional, total­ mente identificado com o papel profissional empenhado e desqualificando o seu papel pessoal e/ou social. E quando o doutor deixa de estar em cena, não resta mais nada.

Isso pode vir da incapacidade dessas pessoas se relacionarem. Depois de passarem uma vida inteira alimentando seu ego e investindo na área mais confortável, em que ela se sentia mais apta e segura, como deixar a vida profissional e retomar a vida pessoal, que nunca conseguiu ser nutrida e fortalecida?

 

Mais uma etapa difícil e desafiadora que chega, geralmente inaugurando a fase da terceira idade. Etapa esta que influencia a vida do idoso e de toda a família, que sofre as consequências de sua insatisfação ou inapetência.

 

VIVÊNCIA DE MUITOS LUTOS

Outro ponto difícil para os que chegam à terceira idade é a fase na qual os idosos se dão conta de que muitos de seus familiares e amigos já morreram. Deparar-se com a reta final da vida não parece ser uma coisa fácil. Para alguns, a proximidade de descendentes queridos ou amigos próximos alivia e distrai dessa fase. Para outros, a constatação de que todos ou quase todos os entes queridos que nasceram até sua época já se foram acelera ainda mais esse momento final.

É comum se deprimir e encerrar a sua vida antes mesmo que ela termine, numa postura de reclusão e entrega. Tudo parece perder o sentido e eles deixam de fazer coisas que antes lhes proporcionavam bem-estar e alegria, e vivem por viver, dia após dia. Como que se negando a viver o resto de vida que ainda têm.

É uma fase delicada e doída, que exige o desapego de muitas coisas. Casas, e pessoas que coisas construíram suas vidas se foram. E, mesmo assim, você se vê obrigado a seguir com poucas coisas significativas. Quase tudo do seu passado se desfez. E é realmente muito difícil seguir adiante assim.

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SAÚDE NA TERCEIRA IDADE

Nessa fase da vida é inevitável que apareçam diversos problemas de saúde. Além das limitações físicas naturais da idade, a maioria dos idosos precisa conviver diariamente com dores em várias partes do corpo. Muitas patologias aparecem como reflexo, ou não, de seus hábitos alimentares ou posturais de uma vida inteira. Atividades ou funções que ele se impôs ou que exigiram dele por muitos anos e que agora apresentam resultados danosos e irreversíveis, mentalmente ou fisicamente falando. Problemas nas articulações, coluna, coração, mente acelerada, ansiedade, depressão, muitas consequências que a vida dura acaba trazendo para a terceira idade.

Alguns penam por falta de consciência da consequência dos danos que serão provocados no futuro e outros por falta de opção de outro tipo de atividade de sustento. Mas todos os idosos levarão minimamente as marcas do desgaste do corpo físico e da velhice que chega após uma vida inteira de esforço e dedicação.

E o que fazer quando se alia um custo de vida muito alto, com um plano de saúde que pratica valores absurdos, versus uma aposentadoria extremamente baixa?

Na época em que o sujeito mais precisa do plano de saúde, que muitos pagam uma vida inteira sem sequer terem tempo disponível para utilizar, vê-se obrigado a dispor de valores altíssimos para se manter associado. Se por algum motivo o idoso não possuía plano de saúde e tem necessidade de ingressar em algum, provavelmente terá seu pedido negado, já que as companhias de plano de saúde não aceitam novos associados com idade avançada e problemas de saúde preexistentes.

Parece engraçado, para não dizer triste ou vergonhoso, especular que as companhias que oferecem plano de saúde preferem pessoas com saúde, que não necessitam utilizar o serviço por eles oferecido. Em sendo assim, qual se­ ria a finalidade de um plano de saúde? Promover e prezar pela saúde dos asso­ ciados, que se associam pela necessidade de buscar ou manter uma boa saúde, ou somente aceitar clientes com boa saúde para evitar despesas excessivas com os serviços prestados por eles?

Os idosos que têm a “sorte” de poder dispor de um plano de saúde, na hora que precisam de atendimento, ou na hora da realização de algum exame ou tratamento, sofrem, inicialmente, com a enorme dificuldade para agendar um horário. E sofrem mais ainda depois, com a espera desumana e longa em antessalas cheias e desconfortáveis para a efetivação do mesmo.

Afirmo que são desumanas, pois é comum vermos idosos com dificuldade de deslocamento sendo jogados para lá e para cá na tentativa de realizar um exame importante ou aguardando sua vez que nunca chega, enquanto sofrem com a fome do jejum necessário para o exame ou com o constrangimento horrível de não conseguir segurar a urina após ter bebido vários copos de água e não ter sido prontamente atendido.

É muito duro ver nossos idosos passando por situações tão difíceis numa fase da vida na qual eles deveriam ter um refresco, um alento, um retorno de tudo que eles construíram e significaram em sua existência. E vemos que, in­ dependentemente do papel que tenham cumprido ou da classe social a que pertencem, seu final de vida tende a parecer injusto e difícil.

Entendo que a necessidade dos mais novos sobreviverem, e darem conta de tudo o que aquele idoso proporcionou a eles um dia, tira deles por vezes a capacidade de valorizar e aproveitar seus idosos por mais tempo. Muitas vezes, só quando os perdemos nos damos conta de que poderíamos ter aproveitado mais a presença deles. Nossas crianças poderiam ter tido mais tempo junto deles, para ouvir suas histórias e receber muito aprendizado. Nós os deixamos ir sem perguntar muitas coisas que podiam ter sido perguntadas. Mas nos envolvemos tanto com as responsabilidades e dificuldades da vida que tantas vezes mal podemos honrar nossos antepassados como mereciam ser honrados.

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O VALOR DA TERCEIRA IDADE

Um dos sinais que indicam que um país é desenvolvido é o nível de consciência e valorização que se tem acerca da importância da população de terceira idade. Após uma vida inteira servindo a sua família e, de alguma forma, a sua pátria, um idoso deveria ter o direito a uma velhice tranquila e digna, na qual ele pudesse ter acesso à saúde com respeito e dignidade e pudesse dispor de instituições dedicadas a ele no sentido de ter atividades e ocupações saudáveis. Ocupações as quais talvez nunca tenham tido t empo e oportunidade de realizar, pela vida corrida e produtiva que levaram. Mas agora, com a disponibilidade de tempo, eles podem experimentar e descobrir prazeres, habilidades e até se sentirem úteis na realização de trabalhos nos quais podem compartilhar sua experiência e sabedoria adquirida na escola da vida. É um desperdício deixarmos nossos idosos se calarem e se isolarem, levando informações preciosas sobre nossa história e nosso passado. Talvez se enxergássemos seu valor e os respeitássemos como parte fundamental de nossas vidas e nossa história os idosos pudessem envelhecer de forma mais digna. Que possamos repensar esse tema e educar nossas crianças e jovens sobre as questões pertinentes ao valor e respeito que a terceira idade merece.

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AS PERDAS

A perda do companheiro de vida é uma das situações mais dolorosas na vida dos idosos. Após compartilhar uma trajetória inteira com alguém. fica muito difícil seguir sem ele. Mesmo nos casos nos quais a convivência não era fácil ou casos nos quais um dos cônjuges estava adoecido, a perda não é sinônimo de alívio e sim de vazio e dor. Não é difícil ver o cônjuge que permaneceu vivo definhar até morrer.

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ESTATÍSTICAS

No Brasil, a chamada terceira idade cresceu aproximadamente 11 vezes nos últimos 60 anos. saltando de 17 milhão para 18.5 milhões de pessoas nessa faixa etária. Segundo projeções em 2025 serão 611 milhões e, em 2050, um em cada três brasileiros será idoso. Por todos esses fatores é fundamental que as próximas gerações entendam a importância de respeitar essa população

 

DANIELE VANZAN – é psicóloga e especialista em Psicologia Jurídica. Formou-se posteriormente em Terapia de Vida Passada (Terapia Regressiva) e Constelação Sistêmica. Atualmente, atende e ministra cursos para terapeutas interessados nessas áreas de atuação. Autora de dois livros infantis pela Editora Boa Nova: Não Consigo Desgrudar da Mamãe, que versa sobre a ansiedade de separação, e Eu Sou o Rei de Todo o Mundo, que aborda a problemática das crianças que têm dificuldade de aceitar limites. São livros destinados a crianças e adultos que necessitam de informações e orientações acerca desses temas.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

Uma consideração sobre “OUTROS OLHARES”

  1. Este texto foi muito bom mesmo! Acredito em envelhecer com qualidade para ter uma passagem digna e honesta consigo mesmo, esse texto elucida diversos pontos bacanas e importantes disso! Valeu por compartilhar =)

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