GESTÃO E CARREIRA

O FOCO SUSTENTA A CARREIRA

O foco sustenta a carreira

Na hora de escolher um investimento em educação ou aceitar uma proposta de trabalho, com frequência discutimos se a melhor estratégia de carreira é ter um foco específico ou ser um generalista. Porém, quando observo o mercado, não tenho dúvida de que o profissional é favorecido quando tem um eixo funcional definido.

Uma pesquisa conduzida pelas universidades Colúmbia e Tulane revelou que mais de 400 alunos de MBAs que atuavam no setor financeiro, mas que haviam se graduado em áreas distintas, obtiveram um bônus 15% maior se comparado ao dos que tinham formação específica em finanças. Os generalistas eram os preferidos; os especialistas, os castigados. Entretanto, mesmo que a formação acadêmica seja um fator de diferenciação, nenhum deles precisou migrar para outro departamento.

Thomas Malone, professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, explica em seu livro O Futuro dos Empregos (Editora M. Books) a “hiperespecialização” das carreiras. Ele afirma que não só as organizações, mas também todas as atividades da sociedade moderna necessitam de pessoas altamente especializadas. Isso ocorre porque a alta complexidade dos negócios, a redução elas estruturas e a pressão por resultados exigem o foco e conhecimentos consolidados.

Precisamos compreender que área-foco significa um conjunto de atividades que compõe o eixo funcional de carreira. Por exemplo, para se especializar em RH é preciso ter experiência em recrutamento, seleção, remuneração e desenvolvimento. Navegar dentro de um setor é saudável e não significa perder a concentração.

Além de construir uma especialidade, é importante complementar a carreira com uma visão sistêmica, principalmente para posições de liderança. Focalizar um eixo funcional e compreende as áreas são os alicerces da trilha profissional.

Estamos diante da transformação dos modelos tradicionais de trabalho. Uma das iniciativas contemporâneas é a criação de hubs, ou grupos que contribuem com diversas atividades da organização, sem hierarquia e sem necessariamente as pessoas estarem em seu setor de origem. Esses modelos flexíveis serão necessários para oxigenar as carreiras e permitir movimentos não lineares.

Mas é importante não se iludir. Acompanhar as mudanças da área e se manter atualizado são antídotos contra o envelhecimento e darão sustentação no longo prazo, independentemente da forma como as organizações se ajeitem.

 

RAFAEL SOUTO – é fundador e CEO da Consultoria Produtive, de São Paulo. Atua com planejamento e gestão de carreira, programas de demissão responsável e de aposentadoria

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.