O QUE A BÍBLIA ME ENSINOU

DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA.

Dons ministeriais para a igreja

Efésios 4: 11–16

Tem havido muito debate sobre a relação precisa entre missão original e sem restrições dos apóstolos e evangelistas, por um lado, e o ministério local permanente dos pastores e mestres, governadores e auxílios, por outro lado. Essa última classe, segundo parece, sempre era nomeada pela primeira; mas se Atos 6 puder ser considerado como passagem que descreve uma ordenação típica, então a eleição popular desempenhava papel na escolha dos candidatos.
Em sua forma mais antiga, o ministério cristão é carismático, isto é, depende de um dom espiritual ou dote natural, cujo exercício testificava sobre a presença do Espírito Santo na igreja. Assim é que profecia e glossolalia acorreram quando Paulo impôs suas mãos sobre alguns crentes comuns, após haverem sido batizados (At 19: 6); e as palavras ali empregadas subtendem que a ocorrência até certo ponto foi uma repetição da experiência pentecostal no início da igreja (At 2). Três listas são providas nas epístolas paulinas acerca das várias formas que tal ministério poderia assumir, e é notável que em cada lista são incluídas funções mais claramente espirituais. Em Rm 12: 6-8 encontramos profecia, ministério, (diakonia), ensino, exortação, contribuições, governo e “exercício de misericórdia” (? Visitação aos enfermos e pobres). I Co 12: 28“Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. O Apóstolo Paulo relaciona; apóstolos, profetas, mestres, juntamente com aqueles dotados de poder de operar milagres, curar os enfermos, prestar auxílio, governar ou falar em línguas.
Os vários dons alistados nessas passagens são funções ou maneiras diferentes de servir, e não ofícios regulares e estereotipados; um indivíduo podia e ainda pode agir em diversas capacidades ao mesmo tempo, porém, sua habilidade para cumprir qualquer uma delas dependia e sempre dependerá do preparo proporcionado pelo Espírito Santo.

APÓSTOLOS:
O Título “Apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos no NT. Não apenas os doze foram incluídos no apostolado, mas igualmente Paulo, Barnabé, Tiago, o irmão do Senhor e Andrônico e Júnias. A qualificação primária de um “apóstolo” era que tivesse sido testemunha ocular do ministério terreno de Cristo, particularmente da ressurreição, e sua autoridade dependia do fato que de alguma forma tivesse sido comissionado por Cristo, quer nos dias de sua carne, quer depois dele haver ressuscitado dentre os mortos. O verbo “apostello” significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo, os doze discípulos escolhidos por Jesus, o apóstolo Paulo e outros
O termo “apóstolo” no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma responsabilidade especial. Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome do nosso Senhor Jesus Cristo. E da propagação do evangelho.
Hoje no sentido geral, os “apóstolos” continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Pois se as igrejas cessarem de treinar, observar, discernir e enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada, paralisada. Logo enquanto a igreja estiver contextualizada com essa obrigação de produzir e enviar tais pessoas, estará cumprindo assim, sua tarefa missionária, e, permanecerá fiel à grande comissão do Senhor. O ministério apostólico referente àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição, e que foram comissionados por Ele, é exclusivo e restrito, não há repetição, pois, os apóstolos originais do NT, não têm sucessores.

PROFETAS:
Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação, e, interesses principais eram a vida espiritual e pureza da igreja, transmitindo sempre uma mensagem da parte de Deus ao seu povo.
É o porta-voz de Deus. É aquele que movido pelo Espírito Santo, transmite mensagens da parte do Senhor. “Há realmente muita confusão a respeito do dom de profecia e o ministério profético; muitos acham que o ministério de profecia é o mesmo ministério de pregação, porém, entre eles há uma grande diferença”.
É certo que um pregador pode profetizar durante sua pregação, mas a pregação é diferente de uma mensagem profética. O pregador fala a mensagem iluminada, segundo a graça de Deus, de acordo com Sua palavra e “ninguém pode resistir”
A profecia, porém, é uma mensagem inspirada da parte de Deus; o profeta fica constrangido sob a mensagem, controlado pelo Espírito Santo.
O ministério profético no Novo Testamento é inteiramente diferente do ministério dos profetas do Velho Testamento, porque no Velho testamento a mensagem vinha a eles como está escrito: “Veio a mim a palavra do Senhor”. Enquanto que nos profetas do Novo Testamento, a palavra ou a mensagem são anunciadas inspiradamente pelo poder do Espírito Santo.
Os profetas, tanto do Antigo como do Novo Testamento não são infalíveis visto estarem sujeito a serem julgados pela Palavra de Deus. O ministério profético foi como um esteio na Igreja cristã primitiva. Contudo os dons proféticos não foram reconhecidos como regra guiadora para orientar ou dirigir a igreja ou ao seu pastor. Quem guiava era a palavra de Deus, a única regra para orientar e guiar a igreja. “Infelizmente, muitos não sabem guiar-se pela palavra de Deus, e por essa razão aparecem tantos absurdos doutrinários”.
Toda e qualquer revelação ou profecia devem ser submetidas à prova junto ao ministério da Palavra de Deus.
Existem três fontes das quais podem surgir as mensagens proféticas:
1- A fonte divina (Jr 23: 28, 29)
2- Fonte humana; mensagem do coração do próprio profeta (Ne 6:12; Jr 23:16,30-32).
3- A fonte demoníaca; mensagem que vem através de um demônio ou de um crente desobediente (I Tm 4: 1-3). “Daí pode surgir muita perturbação, dada a maioria dos crentes mais simples acreditarem mais no profeta, na realidade mais em profecias, do que no pastor, ou no dirigente da igreja”.
“Na edificação da igreja há necessidade dos dons proféticos, pois eles são como andaimes” na construção. Mas esses “andaimes”, devem estar bem firmados pelas armas e pregos da doutrina dos mestres da congregação. Deus não diz em sua palavra, que o seu povo foi destruído só por que lhe faltava profecia, e sim, por que lhe faltou conhecimento da palavra de Deus. Os 4: 6. Em João 8: 32 está escrito: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Portanto, não devemos consultar profetas como se fazia no tempo do Velho Testamento. O caminho seguro é orar a Deus e Ele revelará o que for necessário.
A lei e os profetas duraram até João, significando que até então o povo era guiado pela lei e pelos profetas (conferir na resposta de Abraão ao rico da parábola do rico e Lázaro.
A profecia visava naqueles dias e ainda hoje; exortar, admoestar, animar, consolar e edificar.

EVANGELISTAS:
São os mensageiros de boas novas. O evangelista desempenha a obra de um missionário, levando o Evangelho a lugares onde ainda é lugar desconhecido. É essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover esse ministério cessará de ganhar almas, e resgatá-las da perdição eterna.
Caberá a igreja local identificar e separar os evangelistas para o ministério, mas é o Senhor quem concede o dom de Sua graça a cada um para o ministério que for útil.
Paulo falando ao evangelista Timóteo, disse: “Faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”.
Qual será então a obra de um evangelista?
Segundo a palavra de Deus é:
a) Despertar o ânimo ou acordar as almas dormentes, através da mensagem da fé.
b). Fazer a obra de pioneiro em campos virgens, colocando o marco da fé cristã, promover o trabalho de avivamento espiritual nas igrejas a convite do pastor local;
Filipe em suas viagens missionárias, evangelizou todas as cidades até chegar a Cesaréia, em todas as cidades deixou a semente plantada. Portanto, a credencial mais bonita de um evangelista é a operação da graça, na conversão das almas como fruto da sua pregação.
Filipe deu prova de um bom evangelista e seu ministério; estava sob o controle divino (At 8: 39, 40): Depois de um grande avivamento, e, despertamento partiu e deixou a cidade de Samaria e seguiu a direção que o Senhor lhe mostrou; creio que para o deserto At 8: 26. Acredita-se que nunca mais voltou ali a não ser em visita. É lamentável dizer que; muitos evangelistas abrem as portas à pregação e eles mesmos as fecham, dificultando o trabalho para outros que venham depois deles.
Infelizmente há uma grande “onda de evangelistas” em nossos dias, dos quais podemos dizer sem medo de errar, que são perturbadores do ministério como pode? Lm 3: 22, mas é o Senhor que concede o dom de sua graça a cada um para o ministério em que for útil (I Co 12.7; Rm12: 5-8), quantos sofrimentos tem causado esses obreiros na seara do Senhor. Somente no dia de Cristo é que tudo será revelado.

PASTORES:
Homem que apascenta as ovelhas
O ministério pastoral é o mais conhecido e o mais necessário entre todos os ministérios. Nosso Senhor Jesus Cristo é o perfeito exemplo, pois Ele disse: “Eu sou o bom pastor” e acrescentou: “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. No Sl 23 encontramos o verdadeiro modelo para o ministério pastoral, cujas qualidades são:
1 – Apascentador, é, levar as ovelhas aos pastos verdejantes e saudáveis;
2 – Suavizador, isto é, levar as ovelhas ao refrigério espiritual e refrescar, aplicando o bálsamo divino. Infelizmente, muitos ministram soda cáustica ao invés de aplicar o bálsamo da doutrina bíblica. Nesse sentido Paulo disse: “Não espancador”;
3 – Disciplinador, isto é, cortar a lã sem ferir as ovelhas; quando as ovelhas não são tosquiadas, sentem-se mal, ficam com excesso de lã, sem contar que ficam feias. (má aparência espiritual)
Neste estado ficam geralmente enfastiadas, não vão aos cultos, perdem o desejo de contribuir e tornam-se queixosas.
No Velho Testamento era considerado pastor o guia espiritual do povo: Tanto podia ser um profeta como Samuel, um rei como Davi ou um sacerdote como Josué.
As igrejas primitivas tiveram em suas congregações presbíteros, que juntamente com os apóstolos e pastores, os quais foram designados para pastorearem, isto é, cuidarem do rebanho.
Alguns funcionaram como pastores, segundo a chamada direta do Senhor At 20:17-28.
Na palavra de Deus, encontramos pastores e presbíteros muito entrelaçados no apascentamento, assim Pedro testifica (I Pe 5: 1-4).
Só há uma diferença; e que o pastor além de responsável pelo rebanho é o anjo da igreja, colocado pelo Senhor, onde deve permanecer fiel, para não perder a linha espiritual de seu ministério.
Já os presbíteros eram eleitos ou designados pelos pastores ou pelos apóstolos.
A Palavra de Deus nos fala de presbíteros com honra dobrada; eram os que presidiam uma comunidade; esses eram naturalmente considerados pastores juntamente no ministério. Deve e precisa ser muito respeitado, com a mesma honra que se dá a um pastor.
O pastor está velando por uma obra que não é sua, da qual, um dia dará contas ao legítimo dono.
O pastor tem que ser:
a). Bom crente e andar com verdadeiro exemplo de sinceridade; b). Ser bom esposo; c). Ser bom pai; d). Ser bom companheiro; e). Ser bom cidadão, obediente às autoridades; f) Ser também um bom irmão.
As atividades do pastor englobam as funções de:
a). De pastor, b). De pregador, c). De administrador, d). De educador, e). De conselheiro.
Existem três coisas que elevam o pastor no desempenho das suas funções:
1- A experiência necessária; 2- O conhecimento geral daquilo que ele desempenha; 3- Maturidade: Ser longânimo: nunca precipitado em assuntos que envolvam o seu ministério.

DOUTORES OU MESTRES:
Pode ser chamado de homem que tem habilidade para o ensino.
São aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo. O ministério de mestre é realmente muito valioso no ensino da Palavra de Deus, enquanto se conservar aos pés do Senhor Jesus, o divino Mestre.
Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A Igreja onde, mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e ideias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando se deveria ser a verdade bíblica. Por outro lado, a igreja que acata os mestres e teólogos piedosos e aprovados terá seus ensinos, trabalhos e práticas regidos pelos princípios originais e fundamentais do evangelho. Princípios e práticas falsas serão desmascarados, e a pureza da mensagem original de Cristo será conhecida pelos seus membros. Paulo disse: “Aquele que está entre vós, não pense em si mesmo mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Alguém que com esse extraordinário dom ministerial de ensinar, mas por causa da exaltação perder a graça e continuar a ensinar, o fará, porém, sem autoridade na Palavra, dando alimentação não substancial.
O ministério de ensino ou de mestre funciona como ajudador na obra do Senhor, podendo por meio do ensino, edificar a obra do Senhor.
A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (II Tm1: 11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisso perseverar. Tg 1: 22ª “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes”… II Tm 2:15 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não têm de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.
Se verdadeiramente somos a “Igreja”, devemos observar os preceitos dados a nós pelas Santas Escrituras que é, essencialmente, nossa regra de FÉ e PRÁTICA…
Nisto pensemos e isto vivamos!

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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