ALIMENTO DIÁRIO

MATEUS 27: 11-25 – PARTE III

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Cristo no Tribunal de Pilatos

 III – Eis aqui como a culpa do sangue de Cristo recai sobre o povo e os sacerdotes.

1. Pilatos se esforça para livrar-se da responsabilidade (v. 24).

(1) Ele não vê propósito em argumentar. O que ele dissesse:

[1] Não faria nenhum bem; ele não poderia controlar nada; ele não poderia convencê-los de quão injusto e irracional era para ele condenar um homem que ele acreditava ser inocente, e de quem eles não conseguiram provar qualquer culpa. Veja o quanto, às vezes, é forte a torrente de cobiça e ira; nem a autoridade nem a razão conseguirão refreá-la. Pelo contrário:

[2] Era mais provável que causasse dano; ele viu que um certo tumulto havia se formado. Essas pessoas rudes e animalescas puseram-se a dizer injúrias, e começaram a ameaçar Pilatos sobre o que fariam se ele não lhes fizesse a vontade; e em que grande incêndio esse fogo pode se tornar, especialmente quando os sacerdotes judeus, aqueles grandes incendiários, sopravam as brasas! Então aquele temperamento turbulento e violento dos judeus pelo qual Pilatos foi intimidado a condenar Cristo, contra a sua consciência, contribuiu mais do que qualquer coisa para a ruína daquela nação, pouco tempo depois; pois as suas frequentes insurreições fizeram com que os romanos os destruíssem, embora eles as ti­ vessem reduzido, e suas inveteradas disputas internas os tornassem presas fáceis para o inimigo comum. Desse modo, o seu pecado foi a sua ruína.

Observe quão facilmente podemos nos enganar quanto à preferência das pessoas comuns. Os sacerdotes estavam apreensivos de que os seus esforços para prender a Cristo causassem alvoroço, especialmente no dia da festa; mas ficou provado que os esforços de Pilatos para salvá-lo causariam tumultos, e isso em um dia de festa; os senti­ mentos da multidão são muito incertos.

(2) Isso coloca Pilatos em um grande dilema, entre a sua própria paz de espírito e a paz da cidade; ele se recusa a condenar um homem inocente, e também se recusa a desagradar ao povo e despertar um demônio que não seria controlado tão cedo. Se Pilatos tivesse se mantido firme e resoluto, fiel às sagradas leis da justiça, como deve fazer um juiz, não teria estado em qualquer dificuldade; o fato era claro e indiscutível: um homem em quem não se encontrou nenhuma falha não deveria ser crucificado, qualquer que fosse o pretexto. Também não deve ser cometida uma injustiça para satisfazer qualquer homem ou grupo de homens no mundo; a causa deve ser logo decidida. Justiça seja feita, ainda que o céu e a terra se unam. Se “a perversidade procede do perverso” (versão inglesa KJV), mesmo que sejam sacerdotes, ainda assim a minha mão será contra ele.

(3) Pilatos pensa em acertar as coisas e apaziguar o povo, e também a sua própria consciência; ele os atende. Mesmo não reconhecendo a validade de tal sentença, ele a executa, porém tenta se isentar da responsabilidade e da culpa. Precipitam-se sobre tais absurdos e autocontradições, aqueles cujas convicções são fortes, mas as corrupções, mais fortes ainda. Bem-aventurado aquele (diz o apóstolo, Romanos 14.22) que não se condena a si mesmo naquilo que aprova; ou, em outras palavras, bem-aventurado aquele que não permite a si mesmo aquilo que condena.

Então Pilatos se esforça para se eximir da culpa:

[1] Através de um gesto; ele apanhou água, e lavou as mãos diante da multidão; não como se ele pensasse com isso, em se purificar de qualquer culpa contraída diante de Deus, mas para se isentar diante do povo, como se isso o livrasse de qualquer culpa nesse assunto; como se ele ti­ vesse dito: “Se isso for feito, testemunhem que isso não é obra minha”. Ele tomou emprestado da lei o rito que era utilizado para expiar do povo a culpa por um assassinato não descoberto (Deuteronômio 21.6,7); e se valeu disso mais para influenciar o povo com a convicção que ele tinha da inocência do prisioneiro; e, provavelmente, tal era o barulho da ralé, que, se ele não tivesse usado algum sinal surpreendente à vista de todos eles, ele não teria sido ouvido.

[2] Por uma declaração; nessa, em primeiro lugar, ele tenta se eximir da culpa: “Estou inocente do sangue deste justo”. Que tolice era essa, condená-lo, e mesmo assim alegar que estava inocente de seu sangue! Para os homens, protestar contra alguma coisa e ainda assim praticá-la nada mais é do que proclamar que eles pecam contra as suas próprias consciências. Muito embora Pilatos professasse a sua inocência, Deus não o exime da culpa (Atos 4.27). Alguns acreditam que podem se justificar alegando que as suas mãos não fizeram parte do pecado; mas Davi mata pela espada dos filhos de Amom, e Acabe, pela dos anciãos de Jezreel. Pilatos aqui pensa que pode se justificar alegando que o seu coração não estava naquele ato; mas esta é uma afirmação que nunca será admitida. Ele protesta em vão contra o ato que, ao mesmo tempo, perpetra. Em segundo lugar, Pilatos lança a responsabilidade sobre os sacerdotes e o povo: “Considerai isso; se isso deve ser feito, eu não poderei evitar; vós respondereis por isso diante de Deus e do mundo”. Note que o pecado é uma criança mal-educada que ninguém está disposto a assumir; e muitos se enganam com isso, pensando que não arcarão com a culpa se encontrarem alguém sobre quem depositá-la; mas transferir a culpa pelo pecado não é uma coisa fácil, como muitos pensam. A condição daquele que está infectado pela praga não é menos perigosa pelo fato de contrair de outros a infecção, ou por transmitir a infecção para outros; nós podemos ser tentados a pecar, mas não podemos ser forçados a fazê-lo. Os sacerdotes tentaram lançar a culpa sobre Judas: “Isso é contigo”; e agora Pilatos a lança sobre eles: “Considerai isso; pois com a medida com que medirdes sereis medidos.

2. Os sacerdotes e o povo concordam em tomar a culpa para si mesmos; todos eles disseram: “O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos”; nós estamos tão seguros de que não há nem pecado nem perigo em levá-lo à morte, que estamos dispostos a correr o risco. Disseram isso como se a culpa não fosse causar nenhum mal a eles ou aos seus. Eles viram que era o medo da culpa que fez Pilatos hesitar; e ele estava superando esse obstáculo através da ilusão de transferi-la; para impedir o retorno de sua hesitação e para corroborar com aquela ilusão, eles, no calor de sua ira, preferem concordar com isso a perder a presa que tinham em suas mãos, e gritaram: “O seu sangue caia sobre nós”. Então:

(1) Através disso, eles tencionavam compensar Pilatos, isto é, fazer com que ele se considerasse compensado, ao ser ligado à justiça divina, para eximi-lo da culpa. Mas aqueles que estão falidos, ou os mendigos, nunca serão aceitos como a segurança de outros, nem serão tomados como fiadores por eles. Ninguém poderia levar os pecados dos outros, exceto aquele que não tinha nenhum pecado pelo qual responder; é uma missão arrojada e muito grande para qualquer homem servir como garantia por um pecador diante do Deus Todo-poderoso.

[1] Mas eles realmente rogaram ira e vingança sobre si mesmos e seus descendentes. Que declaração desesperada era essa, e quão pouco eles pesaram sobre as terríveis consequências dela, ou o abismo de sofrimento que ela traria tanto a eles como aos seus! Cristo lhes tinha dito recentemente que sobre eles viria todo o sangue justo derramado na terra, desde o do justo Abel; mas, como se isso fosse pouco, aqui eles reivindicam para si a culpa pelo derramamento daquele sangue que era o mais precioso de todos, e cuja culpa seria ainda mais pesada. Oh! A ousada presunção dos pecadores obstinados, que estendem as suas mãos contra Deus, e desafiam a sua justiça! (Jó 15.25,2 6). Observe:

[1] Como eles eram cruéis em suas imprecações. Eles rogaram a punição desse pecado, não somente sobre si mesmos, mas também sobre seus filhos, mesmo aqueles que ainda não haviam nascido, sem sequer limitar o alcance da maldição, como o próprio Deus, que havia ficado feliz em limitá-la à terceira e quarta gerações. Era loucura estender a maldição a si mesmos, e uma barbaridade incalculável legá-la aos seus descendentes. Certamente, eles eram como avestruzes; eram insensíveis em relação às suas crias, como se não fossem deles. Que herança terrível era essa, ele culpa e castigo contra eles e seus herdeiros para sempre, e isso proferido em comum acordo, como um documento legal ele sua autoria, que certamente equivalia a um confisco e anulação da antiga Escritura: “Serei a ti por Deus, e à tua semente”. O legado da maldição do sangue do Messias para a sua nação põe fim à herança ele bênçãos que viriam desse sangue, e beneficiariam as suas famílias. De acordo com outra promessa feita a Abraão, nele todas as famílias da terra seriam abençoadas. Veja que inimigos malignos os homens podem se tornar para os seus próprios filhos e famílias; aqueles que condenam as suas próprias almas não se importam com quantos poderão arrastar consigo para o inferno.

[2] Como Deus foi justo em sua retribuição, de acordo com essa maldição. Eles disseram: “O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos”; e Deus disse amém a isto, assim será a vossa maldição; assim como eles adoravam praguejar assim a maldição viria sobre eles. Os miseráveis remanescentes daquelas pessoas devassas sentem isso até hoje em dia; desde o tempo em que eles lançaram esse sangue sobre si, foram perseguidos com um julgamento após o outro, até que estivessem totalmente devastados, tornados motivo de assombro, espanto, e zombaria; ainda sim, sobre alguns deles, e alguns dos seus, esse sangue veio, não para condená-los, mas para salvá-los; a misericórdia divina, mediante o seu arrependimento e fé, interrompeu essa herança, e então a promessa passou a lhes pertencer novamente, como também aos seus filhos. Deus é melhor para nós e para os nossos do que nós mesmos o somos.

 

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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