ALIMENTO DIÁRIO

MATEUS 25: 31 – 46 – PARTE I

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O Processo do Último Julgamento 

Nesse trecho, temos a descrição do processo do Juízo Final no Grande Dia. Há algumas passagens que são alegóricas, como a separação entre as ovelhas e os bodes, e os diálogos entre o juiz e as pessoas julgadas. Mas não existe uma linha de semelhança no sermão, e por isso é preferível que seja chamado de esboço ou esquema do Juízo Final do que de parábola. Aqui está a explicação das parábolas anteriores. E temos então:

 I – O posicionamento do Juiz no trono (v. 31): “Quando o Filho do Homem vier”. Considere que:

1. Há um julgamento que há de vir, no qual cada homem deverá receber a sentença da condição de eterna felicidade, ou eterna miséria, no campo da recompensa ou retribuição, de acordo com o que fez neste mundo de tentações e provações, e todos serão julgados pelo estatuto do Evangelho eterno.

2. A administração do julgamento do Grand e Dia foi entregue ao Filho do Homem; porque por meio dele, Deus julgará o mundo (Atos 17.31), e todo o julgamento foi confiado a Ele, e por isso o julgamento daquele dia é o centro de tudo. Aqui, corno em outras passagens, quando se menciona o Juízo Final, Cristo é chamado de Filho do Homem, porque Ele deverá julgar os filhos dos homens (e o fato de Ele ter, além da natureza divina, a natureza humana, torna-o ainda mais irrepreensível). Por causa de sua maravilhosa condescendência, ao assumir para si a nossa natureza, e tornar-se o Filho do Homem, será recompensado com a sua exaltação naquele dia, e uma honra será colocada sobre a natureza humana.

3. A aparição de Cristo para julgar o mundo será esplêndida e gloriosa. Agripa e Berenice se dirigiram ao trono do julgamento com “muito aparato” (Atos 25.23); mas aquilo foi (como a palavra original diz) uma grande fantasia. Cristo assumirá o seu trono em glória verdadeira. Então o Sol da Justiça brilhará no auge de seu esplendor, e o Príncipe dos reis da terra mostrará as riquezas do seu reino glorioso, e a dignidade da sua majestade esplêndida; e todo o mundo verá aquilo em que somente os justos creem agora, que Ele é o esplendor da glória do seu Pai. Ele não virá somente na glória de seu Pai, mas em sua própria glória, corno mediador. A sua primeira vinda foi sob a nuvem escura da obscuridade; a sua segunda vinda ser á sob a nuvem reluzente da glória. A certeza que Cristo deu aos seus discípulos da sua glória futura talvez tenha ajudado a amenizar, em sua mente, o escândalo da cruz e o seu sofrimento que se aproximava.

4. Quando Cristo vier na sua glória para julgar o mundo, trará todos os seus santos anjos consigo. Esta pessoa gloriosa terá um séquito glorioso, as suas miríades sagradas, que não serão somente os seus servidores, mas também ministros da sua justiça. Eles virão com Ele não só em grandeza, mas também para servi-lo. Eles devem vir para convocar o tribunal (1 Tessalonicenses 4.16), para ajuntar os escolhidos (cap. 24.31), para colher o joio (cap. 13.40), para serem testemunhas da glória dos santos (Lucas 12.8) e da desgraça dos pecadores (Apocalipse 14.10).

5. Ele então se sentará no trono da sua glória. Ele está agora sentado com seu Pai no se u trono; e é um trono de graça, para o qual podemos ir corajosamente; é um trono de governo, o trono do seu pai Davi. Ele é um sacerdote naquele trono. Mas então Ele se sentará no trono da glória, o trono do julgamento. Veja Daniel 7.9-10. O trono de Salomão, embora não houvesse outro igual em nenhum reino, era algo muito pequeno para o Senhor Jesus. Cristo, em seus dias como ser humano, foi acusado e julgado como um prisioneiro no tribunal; mas na sua segunda vinda, Ele se sentará como um juiz no tribunal.

II –  O aparecimento de todos os filhos dos homens diante dele (v. 32): “Todas as nações serão reunidas diante dele”. Observe que o julgamento do grande dia será um julgamento geral. Todos serão convocados diante do tribunal de Cristo; todos aqueles que viveram em qualquer época no mundo, desde o início até o fim dos tempos; todos de qualquer lugar da terra, mesmo dos cantos mais distantes do mundo, os mais obscuros e distantes; todas as nações, todas as nações dos homens que são feitos do mesmo sangue, que habitam por toda a face da terra.

 III – Será feita, então, a distinção entre o precioso e o vil. Ele “apartará uns dos outros”, como o joio e o trigo são separados na colheita, o peixe bom do ruim, na margem, o trigo da palha, na eira. O ímpio e o justo aqui habitam juntos, nos mesmos reinos, nas mesmas cidades, igrejas, famílias, e não são distinguíveis uns dos outros; tais são as tristezas dos santos, e tais as hipocrisias dos pecadores. Desta forma, o juízo será um evento importante para ambos, pois naquele dia eles serão apartados e separados para sempre. “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Malaquias 3.18). Eles não podem se separar uns dos outros neste mundo (1 Coríntios 1.10), nem ninguém pode separá-los (cap.13.29); mas o Senhor conhece aqueles que lhe pertencem, e pode separá-los. Esta separação será tão precisa que nem os justos mais insignificantes se perderão na multidão dos pecadores, nem o mais plausível pecador se esconderá na congregação dos justos (Salmos 1.5), mas cada um deverá ir para seu próprio lugar. Isto é comparado à separação que o pastor faz entre as ovelhas e os bodes; ela é extraída de Ezequiel 34.17: “Eis que eu julgarei entre gado pequeno e gado pequeno, entre carneiros e bodes”. Observe que:

1. Jesus Cristo é o grande Pastor. Ele agora alimenta o seu rebanho como um Pastor, e em breve distinguirá entre aqueles que são seus e os que não são, assim como Labão separou as suas ovelhas das de Jacó e colocou uma distância de três dias de jornada entre ele e Jacó (Genesis 30.35-36).

2. Os justos são como as ovelhas, inocentes, mansas, pacientes, úteis. Os ímpios são como os bodes, um tipo de animal mais desprezível, repugnante e indisciplinado. As ovelhas e os bodes são alimentados no mesmo pasto durante o dia, mas são abrigados em diferentes currais à noite. Com essa divisão, Ele “porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (v. 33). Cristo honra os justos, assim como nós demonstramos respeito àqueles que se sentam ao nosso lado direito; mas os ímpios ressuscitarão “para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12.2). Não está dito que Ele colocará os ricos à sua direita, e os pobres à esquerda; os instruídos e nobres à direita, e os incultos e desprezados à esquerda; mas os justos à sua direita, e os ímpios à sua esquerda. Todas as outras divisões e subdivisões serão então aboli­ das, mas a grande distinção dos homens entre justos e pecadores, santos e ímpios, persistirá para sempre; e a condição imortal dos homens será determinada por ela. Os pecadores tomaram as suas bênçãos, riquezas e honra de maneira ilícita, e por esta razão serão condenados.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.