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DE LÚDICO A TRÁGICO

Perfil e origem da compulsão por jogos varia entre os sexos. A idade em que os jogadores procuram a primeira ajuda psicológica gira em torno dos 40 anos.

De lúdico a tragico

Aos 17 anos, Márcia (nome fictício) fez sua primeira aposta no “jogo do bicho”. No começo gastava seu próprio salário para sustentar o comportamento compulsivo de jogar. Com o tempo, porém, passou a dispor das economias capitalizadas pela família no banco em que era responsável pela área de aplicações. Movimentava o dinheiro dos parentes entre as contas, até deixá-las negativas. Descoberta por um auditor, acabou demitida por justa causa e prometeu jamais voltar a jogar. O compromisso foi mantido nos quase 20 anos que se seguiram, período em que pôde reorganizar sua vida, cursar faculdade e conseguir bons empregos.

Entretanto, um problema emocional a fez voltar a apostar, desta vez, em máquinas eletrônicas. “Voltei a jogar compulsivamente, perdi tudo o que havia construído. Além do dinheiro, perdi minha dignidade, minha moral, autoestima, caráter, e espirito familiar. Tudo isso coube naquelas máquinas”, enfatiza ela, que chegou a dormir na rua e a passar frio e fome, tendo, inclusive, tentado o suicídio na véspera do aniversário da mãe. Desde julho de 2015, frequenta as reuniões dos Jogadores Anônimos, grupo que funciona segundo os moldes dos Alcoólatras Anônimos e dá suporte aos dependentes. “Desde então nunca mais fiz nenhuma aposta, faz dois anos e 11 meses e dois dias. Tenho o amor da minha família de volta, minha autoestima, minha dignidade, amigos. Hoje, a vida, que não é só o espaço entre nascer e morrer, é curtir cada momento e poder ajudar alguém, finaliza.

Histórias, como as de Márcia, mostram os desdobramentos reais de um problema que ganha vulto nos serviços de saúde mental. Embora não existam estatísticas brasileiras, pesquisas feitas nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e Austrália mostram que, nestes países, entre 0,8 e 4% da população vivencia o hábito de jogar de maneira patológica, o que pode ser caracterizado como um comportamento mal adaptativo persistente e recorrente de apostar em jogos de azar, implicando em prejuízo significativo em diferences aspectos da vida. “O jogo perde seu significado lúdico quando o indivíduo joga para recuperar perdas anteriores, perde o controle ao apostar mais que ó programado ou jogar por mais tempo do que o planejado, recorre ao jogo como fuga, se endivida, compromete as relações familiares e sociais e ainda persiste na atividade”, enumera o psiquiatra Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório do Jogo Patológico, vinculado ao Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.

ENQUADRAMENTO

Reconhecido como transtorno psiquiátrico pela Organização Mundial de Saúde somente em 1992, aparece nos manuais de psiquiatria desde a década de 80. No DSM-IV, faz parre do grupo de Transtornos do Controle dos Impulsos Não Classificados em Outro local, já no CID-10 consta entre os Transtornos de Hábitos e Impulsos. O enquadramento vem justamente pelo fato de existirem similaridades entre o jogar patológico e consumo de substâncias psicoativas. Conceitos como o de tolerância, que pontua a necessidade de se consumir uma quantidade maior de substâncias (nesse caso, de se apostar cada vez mais), para a obtenção do mesmo prazer ou perda de controle são válidos também neste contexto. “A atividade de jogar excita o sistema nervoso central e se reflete no corpo pela aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da tensão muscular e aumento da frequência respiratória. Nesse sentido, seus efeitos se assemelham muito às reações produzidas por excitantes químicos como cocaína, anfetamina e ecstasy”, compara o psiquiatra.

Embora cada um traga sua própria bagagem de vida, é possível pontuar algumas características que se combinam significativamente; propiciando o aparecimento destes quadros. ”A impulsividade e a instabilidade emocional são os principais fatores de vulnerabilidade ao jogo. Ambas têm uma determinação compartilhada entre a genética e o ambiente. Estima-se que 30 a 50% dos fatores determinantes sejam herdados e o restante vem do meio,  como estresse no trabalho, na vida familiar e a oferta abundante e progressiva de jogos de azar em nossa sociedade”,  esclarece Tavares, enfatizando também que a expansão do jogo de azar é um fenômeno internacional, comum na cultura Ocidental, em que auto estima e reconhecimento social foram progressivamente alçados à condição de valores intercambiáveis e, de certa forma,  identificados com a questão da posse financeira.

No cenário nacional, a expansão dos Bingos acabou por se tornar um fator decisivo no aumento da demanda por tratamento, assumindo a dianteira como jogo de preferência entre as pessoas que buscam ajuda em programas especializados na cidade de São Paulo.

QUEM É O JOGADOR?

O psiquiatra delimita dois perfis de jogadores, sendo que; muitas vezes é possível reunir características de ambos. O primeiro é predominantemente masculino e começou a jogar no fim da adolescência. Antes de se tornar praticante preferencial de uma modalidade de jogo, transitou por várias, formas, entre sinuca, jogo do bicho, dominó, cartas, cavalos. Em geral; casou-se cedo e logo entrou no mercado de trabalho, tendo um sucesso inicial por ser falante, ágil e extrovertido, o que lhe protegeu por um tempo de envolver-se mais profundamente com jogo.  ”Entre os 30 e 40 anos, contando com uma folga financeira, passa a apostar mais intensamente na busca pela emoção do risco. Aposta grande volume de dinheiro em um curto espaço de tempo visando à excitação. Em torno dos 40 anos tem sua primeira quebra financeira, mas como é orgulhoso é independente ainda vai cair e levantar-se algumas vezes até aceitar o fato de que necessita de ajuda ou tratamento especializado para lidar com seu problema”, delimita o psiquiatra, acrescentando que a média de idade na primeira procura por tratamento dessas pessoas é em torno dos 45 anos.

Quanto ao segundo perfil, que tanto pode ser masculino quanto feminino, engloba os indivíduos que começaram a jogar mais tarde, em torno dos 40 anos, sem ter experiência prévia. Aqui, o jogar aparece como um reflexo do esvaziamento do cotidiano, uma vez que os filhos são mais independentes e a demanda por dinheiro na família se reduz, ou seja, a principal motivação para jogar é o alheamento dos problemas.

“Este paciente dá preferência a caça-níqueis e jogos eletrônicos em geral, e história anterior de depressão ou transtorno de ansiedade é comum nesta população. A progressão para a compulsividade é muito rápida, em geral de 6 meses a 2 anos”, caracteriza o médico, informando ainda que este jogador aposta valores enormes buscando prolongar o seu tempo em frente à máquina.

Nestes casos, a procura por tratamento é mais rápida e muitas vezes vem mascarada como uma queixa de tristeza e nervosismo, acompanhada de reclamações sobre a incompreensão da família, já que neste perfil, o paciente tem vergonha de confessar que joga. “Como a progressão é mais rápida, apesar do início tardio, este paciente chega ao tratamento mais ou menos na mesma época, ou seja, em torno dos 45 anos de idade. A progressão acelerada é chamada de efeito telescópio e seus principais fatores de risco são: gênero feminino, preferência por jogos eletrônicos e início após a quarta década de vida”, esclarece o médico.

A psicóloga Thaís Grade Maluf, integrante do Programa de Atendimento de Jogadores Patológicos do Proad, vinculado à Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), pontua que o pedido de ajuda costuma vir quando “a corda já passou do pescoço”, ou seja, quando houve uma desestruturação financeira significativa e o casamento está comprometido ou desfeito. Para a entrada no programa oferecido pela instituição, a pessoa passa por um grupo de acolhimento que integra outros dependentes não químicos, como compradores, dependentes de sexo ou de internet. O intuito é o de sensibilizar não só o paciente, como também seus familiares para o tratamento, colocando-se em pauta a questão da impulsividade e da compulsividade, presentes de forma contundente nos jogadores, embora manifestos em graus diferentes no decorrer da vida. “O jogador tem um estigma muito parecido com o do viciado em drogas e por isso procura o tratamento com mais frequência”, pondera a psicóloga ao comparar a maior participação desta clientela, em relação ao espectro de dependências reunidos no grupo.

Entre as crenças do jogador patológico está a de que se tem controle sobre o hábito, ou que se “joga só para relaxar”. Há ainda uma tendência em buscar continuamente a experiência vivida numa fase inicial de “euforia’, em que o retorno financeiro ainda era significativo. “Este estado prazeroso do ganho fica na memória por muito tempo e, de uma certa forma, é atrás desta sensação de ganho e poder que se vai”, pontua a psicóloga.

A partir deste ponto, o usuário do serviço passa a receber acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico individual ou em grupo, sendo que a equipe segue uma orientação psicodinâmica da dependência. Nesta perspectiva, o foco de atenção se direciona para além dos sintomas, em busca das causas do que não vai bem e que se manifestam através do comportamento compulsivo. Muitas das pessoas que procuram o serviço trazem, no seu histórico familiar e também pessoal, o fato de já terem feito o uso abusivo de droga, muitas vezes apenas “migrando” de uma adição para outra.

Mais do que o ‘cessar a atividade, busca-se a conscientização e a possibilidade do sujeito em responsabilizar-se pela sua condição, reduzindo os inúmeros prejuízos vinculados à dependência de jogar e a possibilidade da construção, de outros vínculos de lazer e possibilidades efetivas de prazer. Enquanto se busca o enfrentamento na gênese do problema, a equipe também traz orientações simples, como a de que o usuário do serviço leve uma quantia determinada ao sair de casa para jogar ou ainda que jogue no computador, em casa, sem apostas.

A psicóloga pontua que boa parte dos homens chegam ao serviço impotentes nas diversas esferas da vida, pois não conseguem gerir o próprio dinheiro, sendo que muitos tiveram sucesso profissional e conseguiram um bom padrão de vida trabalhando. Esta situação acaba favorecendo um novo arranjo de papéis dentro do lar, em que há um certo ganho de poder por parte da mulher, que acaba assumindo um papel central no comando das finanças, por exemplo, o que, de alguma maneira, a torna resistente em partilhar com o companheiro do percurso do tratamento.

O médico Hermano Tavares reitera a importância do processo psicoterápico nestes casos, pelo alto índice de associação com outros transtornos psiquiátricos, principalmente na dependência química, depressão e ansiedade. “É importante uma avaliação psiquiátrica e o tratamento dessas condições associadas”, pontua o psiquiatra, enfatizando que, ainda em fase experimental, estão sendo testadas medicações que possam reduzir a “fissura” que os jogadores sentem ao tentarem parar, ressaltando que os resultados são promissores, mas ainda inconclusivos.

No Instituto de Psiquiatria da USP é oferecido, tratamento gratuito por um ano aos jogadores que são voluntários. O programa inclui psicoterapia individual e existe há dois anos o trabalho com grupos de orientação psiquiátrica, supervisionado por uma psicanalista para investigação e tratamento neste território de atuação. Além do acompanhamento psiquiátrico e orientação familiar; a participação nos Jogadores Anônimos é fortemente encorajada.

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EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS

Os grupos de Jogadores Anônimos são o resultado de um encontro, em janeiro de 1957, entre dois homens, que tinham em comum uma trajetória de vida repleta de dificuldades e misérias, relacionadas ao jogo. Começaram a reunir-se regularmente, e, com o passar do tempo, nenhum dos dois voltou a jogar. Como resultado da publicidade favorável por parte de um colunista de jornal e apresentador de televisão, a primeira reunião de Jogadores Anônimos aconteceu numa sexta-feira, 13 de setembro de 1957, em Los Angeles, Califórnia.

Foi o passo inicial para que grupos do gênero fossem fundados pelo mundo. “Em São Paulo comemoramos todo dia primeiro do mês de junho, tendo completado 11 anos em 2006. Hoje, contamos com reuniões todos os dias da semana, inclusive feriados, e somamos um total de 45 grupos de Jogadores Anônimos espalhados pelo Brasil, que têm como objetivo o parar de jogar e ajudar outros jogadores compulsivos a fazerem o mesmo através de nossos depoimentos de vida e do que a doença nos causou”, pontua a Relações Públicas dos Jogadores Anônimos, informando que o Programa de Recuperação segue os “Doze Passos”, que refletem a aplicação de princípios espirituais, praticados cotidianamente, possibilitando o despertar de mudanças interiores. “O jogo compulsivo é uma doença, progressiva por natureza, que não pode ser curada, porém pode ser detida. A pessoa inventa montanhas de problemas aparentemente insolúveis. Criam problemas financeiros, mas também têm que enfrentar questões legais, de emprego e matrimoniais. Descobrem que perderam amigos e são rejeitados por parentes”, enumera, salientando o longo trajeto percorrido pelas pessoas até poderem aceitar ajuda, muitas vezes se entregando a uma deterioração sutil.

A ARTE IMITA A VIDA

“Pelo que diz respeito a adquirir e a ganhar, não fazem os homens outra coisa, não só na roleta como em toda parte, do que tirarem e do que lucrarem-se algo reciprocamente. Outra questão é saber se a aquisição e o proveito são algo feio. (…) Há duas espécies de jogo nitidamente diferentes: o dos gentis homens e o da plebe. Há quem os distinga com muita severidade. Todavia, a falar a verdade, que tolice tal distinção! Um gentil homem pode, por exemplo, arriscar cinco ou dez luízes, raras vezes mais. Podem também arriscar mil francos. Se é muito rico, mas só por causa do jogo propriamente dito, para se divertir, para estudar o processo do ganho e da perda. Mas não       deve, de modo nenhum, interessar-se pelo ganho como tal. Depois de ganhar, pode ele, por exemplo, dar uma boa gargalhada, ou contar uma piada a um dos circunstantes. Pode mesmo tornar a jogar essa quantia toda, duplica-la, mas unicamente por curiosidade, para ver os lances da sorte, para fazer combinações. E nunca movido pelo desejo plebeu de tirar proveito disso. Numa palavra, ele não deve ver no salão de jogo, nas roletas e ‘Trente – et – quarente’ mais do que um simples divertimento. Nem sequer deve suspeitar das possibilidades de ganho e das armadilhas em que se baseia a banca. Não seria mau se, por exemplo, lhe sucedesse que todos os outros jogadores, a plebe, que teme por cada florim, fosse igualmente ricos e jogasse unicamente para seu divertimento. Essa ignorância completa da realidade e da concepção ingênua do homem podem, sem dúvida, ter efeito altamente aristocrático.”

O trecho extraído do livro O Jogador, de Fédor Dostoievski, narra a história de um jovem que joga todas as suas economias na esperança de recuperar sua fortuna. Assim, como o personagem, o escritor russo também conheceu as amarras do jogo, transformando as linhas de seu romance, em contundente tratado sobre a avidez pelas apostas, a crença na sorte e, principalmente, os estragos inerentes ao jogar patológico. Ficção com duras pitadas de realidade.

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UM DIA DE CADA VEZ

Em tratamento há 3 anos, Walter (nome fictício) conta como construiu e destruiu um império financeiro, mas entre perdas e ganhos conseguiu manter a família unida. “Desde jovem queria ser bem-sucedido na vida e galguei os mais altos cargos hierárquicos nas empresas, chegando a vice-presidente de um grupo de empresas com mais de 5.000 funcionários e faturamento anual de mais de 5 bilhões de dólares. Como ganhava bem, cerca de 2 milhões de dólares anuais, podia jogar à vontade, pois não sentia as perdas financeiras”, conta ele que esteve em cassinos mundo afora, além de operar em bolsas de valores nos grandes conglomerados financeiros, pois, como atuava no setor de comércio exterior, pode viajar com frequência aos Estados Unidos e à Europa.

Em 1994, deixou o posto que ocupava para poder conviver mais com a família e construir um cotidiano menos estressante. “Em 1996 montei um pequeno comércio somente para me manter ocupado, pois tinha dinheiro suficiente para viver o resto da minha vida e um patrimônio razoável, com três fazendas, cinco imóveis em São Paulo, diversos terrenos em Palmas, além de dez milhões de reais em conta bancária”, enumera, salientando que as idas aos cassinos e bingos na capital paulistana começaram como um lazer ou extensão do prazer passado. “Quando parei de jogar, em janeiro de 2003, todo o meu patrimônio havia sido perdido no jogo e fiquei até sem casa para morar. Hoje moro de aluguel e só me restou um pequeno comércio que havia montado em 1996. Durante o meu tempo de jogatina, mentia a todos, inclusive a meus familiares, manipulava todo mundo, pois jogador tem uma lábia como ninguém”, completa. Sinaliza, porém, que o maior dano é o moral. “Além de ter perdido tudo o que havia conquistado, em 25 anos de trabalho, estava atolado em uma dívida de 300 mil reais junto aos bancos e cartões de credito. Fui obrigado pela minha esposa a ir em uma reunião de jogadores anônimos e nem mesmo sabia se, queria participar”, lembrando que esta foi a condição para que não fosse expulso de casa.

PREOCUPAÇÃO COM A FAMÍLIA

Após um mês frequentando as reuniões, ficou sabendo que um colega de infância havia se suicidado por causa do jogo. “Nesse dia; chamei os meus filhos e minha esposa e falei tudo que o pai deles havia feito na vida: da destruição financeira que havia causado, das minhas safadezas.  Chorei muito, aliás, choramos todos juntos”, lembra. Foi o momento que aceitou sua impotência diante do jogo. “Como alguém que sempre foi um vencedor havia sido derrotado pelo jogo? Joguei por que não aceitava derrotas, desafiava as máquinas, queria ser também um vencedor, mas não consegui”. Hoje procura melhorar como ser humano., pai, marido, filho e irmão. “Me dedico de corpo e alma ao pequeno comércio que possuo e os frutos foram aparecendo. Todas as minhas dívidas junto aos bancos foram quitadas em 30 meses. Não tenho problemas financeiros, muito pelo contrário, tenho agregado patrimônio na minha vida. Mas o que é mais importante de tudo isso foi a reconquista da minha família, a união impera no nosso lar”, comemora.

Além dos Jogadores Anônimos, faz tratamento no AMJO, do Hospital das Clínicas e terapia. “Sei que para o alcoólatra, a droga é álcool. Para os drogados, a droga. Para mim, é o dinheiro. Então, deixei a parte financeira aos cuidados da minha esposa e a minha obrigação é somente trabalhar. Luto a cada dia para não voltar a jogar, mato um leão a cada dia, mas para mim o mais importante não foi parar de jogar e sim melhorar como ser humano. Minha meta é buscar uma vida mais serena, equilibrada e feliz”, finaliza

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.