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COMO LIDAR COM A PRESSÃO DO EXCESSO DE INFORMAÇÃO

A velocidade do mundo atual impõe que todos estejam conectados o tempo inteiro, porém o excesso de informações pode trazer consequências negativas, inclusive para saúde psicológica.

Como lidar com a pressão do excesso de informação

Todos vivemos em um mundo tecnologicamente conectado, que nos estimula a estar on-line. Essa conectividade 24 horas por dia traz consequências orgânicas negativas diversas (e.g.: insônia, estresse), pois lidamos com um notável volume de informações. São fatos, correntes, mídias diversas (e.g.: vídeo, imagem, memes) e tantos outros formatos de arquivos que chegam e ninguém dá conta disso tudo.

Estar on-line é parte do processo de se vivenciar esse mundo globalizado. O termo globalização passou a ser utilizado com frequência após a histórica queda do muro de Berlim e marcou a “separação do mundo em blocos”. “A popularização do termo globalização se deu nas últimas décadas do século XX, com a enorme expansão do comércio internacional e a criação de empresas multinacionais atuando, ao mesmo tempo, em diversas partes do mundo”. Atualmente, é impossível imaginar o funcionamento diário das pessoas sem a tecnologia e a praticidade do acesso às informações. Basta olhar para o lado para perceber que praticamente todos estão utilizando recursos tecnológicos, independentemente do lugar: igrejas, elevadores e até em sessões de psicoterapia. Em suma, aquilo que era privado se tornou público.

Nessa nova forma de se relacionar, os países poderiam explorar uns aos outros através de acordos comerciais, empresas multinacionais, acordos e parcerias. O mundo globalizado representa uma queda de fronteiras. Nesse contexto, a internet expandiu-se de forma rápida e trouxe com ela os benefícios de acessar todo tipo de informação em qualquer lugar do mundo. O surgimento e implantação de “tecnologias de informação e comunicação (TICs) modernas, como os computadores, […] e os telefones celulares estão revolucionando a forma como as pessoas se comunicam, se socializam, buscam, trocam informações e adquirem conhecimento”. Essas TICs também colaboraram nesse processo de unificação e aceleraram a forma de consumir notícias. Mais recentemente, as redes sociais e os aplicativos com temáticas acabaram por manter todos mais conectados, e diariamente as pessoas se deparam com atualizações e novos formatos de lidar com a comunicação.

Não se pode negar a importância que o mundo virtual trouxe para a sociedade, por aproximar as pessoas, trazer possibilidades que antes eram mais remotas e realizar trocas de informação de forma rápida para qualquer parte do planeta. “Como ocorre em relação ao ar e à água, não devemos nem abraçar nem evitar as mídias sociais, mas usá-las conscientemente e de maneira focada. As mídias são inevitáveis, poderosas e cada vez mais essenciais. Inerentemente, elas não são nem malignas nem benéficas, mas podem vir a sê-lo, dependendo de como são usadas”. Compreende­ se, então, que é necessária uma expansão do campo de visão para encará-las como um ambiente complexo de imagens e sons.

Uma matéria na revista Forbes americana intitulada “The developing role of social media in the modern business world” indicou que, em 2012, 43% dos jovens, entre 20 e 29 anos, passam mais de dez horas por semana utilizando as mídias sociais, e as previsões indicam que esse número continuará a crescer nos próximos anos. Mas de que forma essas informações são construídas e consumidas? E como se lida com essa avalanche de fatos que instantaneamente são atualizados? Todas as pessoas estão cientes das consequências que essa superexposição trará para a mente, o físico e as relações interpessoais? A resposta é não.

A ERA DA INTERAÇÃO

O processo de convergência digital, midiática e tecnológica alterou as formas de produção de informações que se recebe em seu processo de construção, formato e velocidade. “Quando se fala em convergência, além de provocar a metamorfose dos meios, a mudança é para jornalistas e leitores porque o fluxo tecnológico permite novas formas de produção, mas também de consumo […], há uma diluição dos polos de transmissão de informação. Todos são emissores e, concomitantemente, todos são receptores”. Essa mudança aconteceu quando a web passou à sua segunda fase, a partir dos anos 2000, e se prepara para chegar à web 3.0, que trata basicamente da interação entre usuários e máquinas.

Como discutem Barrios Rubio e Zambrano Ayala (2014), é relevante debater a importância de como a troca de informações é feita através de narrativas transmídias que combinam áudio, vídeo, novas formas de produção e linguagens diversas. Tradicionalmente, os veículos de comunicação (televisão, rádio, jornais impressos e veículos on-line) possuem uma dinâmica própria de produção de notícias a partir de informações, que também teve de se adaptar à nova web 2.0.

Cunha (2014) revela que a velocidade é o imperativo para a evolução e alternância dos sistemas técnicos ao afirmar que o fluxo tecnológico é constante, ou seja, há sempre novas possibilidades para produção, veiculação e acesso aos conteúdos. Cada nova tecnologia da informação, em seu tempo, destaca-se em armazenamento e transmissão.

PRODUÇÃO DE NOTÍCIAS

Antes disso, esses meios costumavam utilizar como base para construção de notícias duas teorias do jornalismo: a Gatekeeper e o agendamento. Na teoria do Gatekeeper, a “pessoa que tem o poder de decidir se deixa passar a informação ou se a bloqueia. Ou seja, diante de um grande número de acontecimentos, só viram notícia aqueles que passam por uma cancela ou portão “. Já na teoria do agendamento, “os consumidores de notícias tendem a considerar mais importantes os assuntos que são veiculados na imprensa, sugerindo que os meios de comunicação agendam nossas conversas. Ou seja, a mídia nos diz sobre o que falar e pauta nossos relacionamentos”.

Nesse processo de construção da notícia a partir da informação apurada ainda são considerados os critérios de noticiabilidade, ou seja, os valores que ressaltam a pertinência da divulgação de informações. Esses critérios podem variar de acordo com a linha editorial de cada veículo. Em seguida, começa o processo de pesquisa e coleta de dados, a busca por fonte, contestação de dados com outras fontes, dependendo do estilo da notícia e, após o crivo final do editor, a informação é liberada nos veículos de comunicação. Esse era o modo tradicional de produção de notícias a partir da informação.

Atualmente, esse processo é diferente. Cunha retrata “a relevância desempenhada por redes sociais, como o Twitter e o Facebook, na determinação das pautas […]. Muitas vezes, são nessas plataformas que, em primeira instância, os acontecimentos transformam-se em grandes assuntos do momento, capazes, em uma segunda etapa, de definir os temas a serem tratados pelos meios de comunicação tradicionais e até por […] instituições que formam os poderes constituídos”. Desse modo, a hegemonia antes exercida pelos meios de comunicação passa a ser contestada, pois a internet trouxe outras possibilidades de definição do que é informação e como ela é pautada. Agora, o grande público também participa ativamente dessa seleção porque observa os acontecimentos.

3,5 BILHÕES DE CONEXÕES

Se a realidade mostra uma conexão on-line em que cada dia mais países e pessoas estão conectadas, os números mostram a proporção gigantesca com que estamos lidando com informação. A pesquisa da agência We Are Social, intitulada “Digital in 2016”, feita com as 30 maiores economias do mundo, mostra que já somos, em nível mundial, 3.419 bilhões de usuários de internet e 2.307 bilhões de redes sociais ativas.

Somente o acesso à internet feito pelo celular é uma realidade para 3.790 bilhões de pessoas. Os smartphones são, em muitos países em que o nível de conectividade ainda é baixo, a única forma de manter-se on-line. Somente de 2015 para 2016, a 4ª edição da pesquisa TIC Kids On­line Brasil, de 2015, haviam utilizado algum equipamento para acessar a internet. A pesquisa foi realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e traz dados interessantes para serem explorados nos atendimentos em consultório.

TANTAS INFORMAÇÕES

O artigo demonstrou enfaticamente a grande quantidade de informações que a sociedade absorve do mundo virtual. Notavelmente, existem diversos aspectos positivos, porém, para a Psicologia, especialmente para os profissionais circunscritos no campo da área clínica, é necessário elaborar estratégias para que um possível adoecimento seja evitado. Apesar do Manual Estatístico e Diagnóstico dos Transtornos Mentais (DSM-5) descrever o transtorno do jogo pela internet como um possível transtorno psiquiátrico, diversos comportamentos problemáticos relacionados à tecnologia não são descritos neste compêndio: phubbing (junção dos termos phone e snobbing, traduzido literalmente como ignorar ou esnobar outra pessoa por estar utilizando o telefone), uso do celular no trânsito, crimes virtuais, dentre tantos outros. Na área dos jogos eletrônicos verifica-se um crescimento exponencial de novos títulos, o mesmo valendo para aplicativos de celulares e redes sociais. Como filtrar essas informações?

Inicialmente, a primeira sugestão é reservar horários do dia para responder mensagens de redes sociais, para evitar as checagens constantes. Segundo, é necessário que o usuário possa desenvolver atividades off-line, ou seja, que não tenham relação com o uso de tecnologia. Terceiro, verificar se antigos hobbies foram abandonados. Outro importante ponto é verificar se as informações absorvidas na internet são de websites confiáveis.

Diversas reverberações negativas podem surgir desse ponto: para usuários cibercondríacos acessar informações em endereços eletrônicos pouco confiáveis os faz questionar ainda mais seus sintomas; para usuários que buscam notícias diversas) como o campo político, podem formar opiniões por informações falsas. Dessa forma, a sugestão final é: sensatez.

A tendência do uso da tecnologia não é sua diminuição nos próximos anos, o prognóstico, inclusive, chega a ser alarmante: estaremos cada vez mais adoecidos com o excesso de informações, nos tornando possíveis ilhas, ao invés de seres conectados fisicamente. Seria, então, o início de uma era de zumbis virtuais?

ABRANET TEM PROJETO PARA FOMENTAR EQUIPAMENTOS DE 100 GB

A criação da Associação Brasileira de Internet (Abranet), em 1996, se confunde com a história da internet no Brasil. Seu principal objetivo social é o apoio às empresas que oferecem serviços, informações, realizam pesquisa e desenvolvimento e as demais atividades profissionais e acadêmicas relacionadas à tecnologia da informação e comunicação e a internet no país. As tecnologias de informação e comunicação e a internet assumiram. Definitivamente, um papel global no cotidiano da sociedade moderna. Já são mais de três bilhões de utilizadores e as Nações Unidas já reconhecem o uso da internet no contexto dos direitos humanos. Em busca da melhoria da competitividade dos seus associados, a Abranet lançou o projeto “Brasil Conectado a 100 Gigabits”, por meio de uma parceria com as empresas Juniper e Wztech. O objetivo é oferecer condições e preços especiais na aquisição de equipamentos de 100 Gb, com tecnologia de ponta, para alavancar a qualidade da infraestrutura brasileira da rede de internet. Segundo o presidente da entidade, Eduardo Parajo, hoje a maioria dos provedores trabalha com conexões de 10 Gb. “O passo mais natural seria migrar para conexões de 40 Gb, mas a relação de custo-benefício, no médio prazo, é superior com os equipamentos de 100 Gb”, ressalta. “Nossa ideia é promover um salto tecnológico entre os provedores”, acrescenta.

 

 IGOR LINS LEMOS – é doutor em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento (UFPE), psicoterapeuta cognitivo-comportamental. palestrante e escritor na área das dependências tecnológicas. E-mail igorlemos87@hotmail.com

JULIANA ISOLA VILAR – é jornalista com ênfase em comunicação corporativa e marketing digital. Atua na área de assessoria de imprensa e produção de conteúdo. E-mail: jisola.vilar@gmail.com. LinkedIn: Juliana Isola Vilar.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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