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INFIDELIDADE 2.0

Nunca foi tão fácil trair. Nunca foi tão difícil esconder

Infidelidade 2.0

A mulher está cismada com a quantidade de mensagens que o marido recebe por dia. Também está intrigada porque ele não desgruda do celular nem quando vai ao banheiro. Somados a isso, outros indicadores fermentam seu desconforto: ele trocou a armação dos óculos, voltou a correr, aumentou o número de viagens a trabalho. Surpreendentemente, está mais carinhoso.

Uma noite – das raras que passam juntos -, ela bola um plano: vão a um restaurante, ela insiste para que tomem a segunda garrafa de vinho (na verdade, ela bica a bebida, quem bebe é ele), voltam altinhos para casa. Cansado, de pileque, ele capota na cama. Ela pega o celular, segura o polegar do marido desacordado e o comprime com cuidado no botão que liga o aparelho. Tcharam! A tela se abre no WhatsApp e ela pode ver a troca extensa de recados dele com outra mulher. É o fim do casamento?

O que no passado dependia de uma marca de batom na blusa, de um flagra, de um dedo-duro, de uma foto roubada, hoje acontece com apenas um delicado toque no celular – o guardião dos segredos mais precisos e mais evidentes (fotos, nudes, mensagens românticas, azaração) da infidelidade. Descobrir uma traição se tornou muito mais fácil. Entrar num relacionamento extraconjugal também. Há sites feitos sob medida para isso (como o extraconjugais.com ou o amantediscreto.com), há aplicativos talhados para esconder o que não pode ser revelado (como o Vaulty Stocks, que parece um aplicativo para checar o mercado financeiro, mas funciona para armazenar fotos e vídeos picantes), sem falar no pior inimigo da união estável: o Telegram – cujas mensagens são encriptadas e onde é possível definir um tempo para que sejam destruídas automaticamente. Casos acontecem, sempre aconteceram, mas, aparentemente, desenvolvem-se e tomam corpo com mais rapidez e facilidade graças à tecnologia e às redes sociais. Uma busca rápida na internet sobre o assunto traz informações que corroboram a ideia de que imaginar uma relação imune ao adultério é quase um devaneio. Um estudo do periódico Archives of Sexual Behavior, de 2017, observou 500 adultos que tiveram dois casamentos. Quem traiu no primeiro tem três vezes mais chances de trair o segundo cônjuge. Em 2011, a mesma publicação demonstrou que a infidelidade é tão comum entre homens quanto em mulheres. Um levantamento da American Sociological Review em 2015 mostrou que dependência financeira não protege, pelo menos as mulheres, de serem traídas: 15% dos homens que são financeiramente dependentes das parceiras as traem. No caso delas, só 5% relataram ser infiéis. Um estudo publicado pelo Journal of Personality and Social Psychology em fevereiro mostrou que as pessoas com alto grau de satisfação sexual eram mais propensas a trair os parceiros. Os pesquisadores acreditam que quem está sexualmente satisfeito é, em geral, mais aberto a ter novas experiências sexuais.

Diante do quase inevitável, vem a pergunta: o que fazer? Se ser pego no flagra ficou muito mais fácil e a humanidade não parece ter mudado o pendor por pular a cerca, é de se pensar que mais relações amorosas vão acabar e isso acontecerá ainda mais cedo? A pesquisadora belga Esther Perel rebate com outra pergunta: e se a infidelidade for algo bom?

Perel, de 59 anos, loira, vestida com roupas bem nova-iorquinas e com um leve e sensual sotaque do francês materno, atende casais em um consultório em Manhattan há 34 anos. Seu livro Sexo no cativeiro, lançado em 2006, foi um fenômeno mundial de vendas e suas duas últimas conferências em vídeo – TEDs – tiveram mais de 20 milhões de visualizações.

No novo livro, Casos e casos Repensando a infidelidade (já disponível em português em e-book e com lançamento em papel previsto para maio, pela editora Objetiva), a guru internacional dos relacionamentos amorosos diz que a infidelidade é mais comum do que se imagina, muito mal compreendida e, sim, perfeitamente defensável. Com a eloquência e a propriedade que lhe são características, ela vai além:

“A infidelidade tem a tenacidade que o casamento apenas inveja”.

Perel defende que, apesar do peso trágico que carrega, a traição pode ser uma grande chance para a reconstrução de um matrimônio mais feliz. “Muitas pessoas tiveram experiências positivas com a infidelidade, passaram por mudanças transformadoras tão grandes quanto passam os doentes terminais. Mas eu não aconselharia ninguém a ter um caso, como não aconselharia ninguém a desenvolver um câncer.”

A empresária Carolina Siequeroli descobriu que era traída da maneira mais clichê que existe. “Logo que me casei, peguei meu marido na cama com outra”, contou. Mas, como a dar razão às ideias de Perel, Siequeroli acredita que o que parecia uma tragédia mudou sua vida para melhor. “Foi um choque, mas ao mesmo tempo senti um grande alívio”, lembrou. O casal tinha uma amiga em comum, de quem a empresária sempre teve ciúmes. “Eu me sentia mal com isso e não sabia se era coisa de minha cabeça ou se de fato acontecia algo. Quando vi os dois juntos, percebi que eu tinha razão. Foi ruim, mas foi bom porque pelo menos a tortura da desconfiança terminou ali.”

Depois de muito choro, dor, discussões e conversas intermináveis, Siequeroli decidiu não se separar. “Perdoei. Sabia que ele me amava muito. Nosso casamento era ótimo em vários campos. Muitos criticaram minha decisão. Houve pressão para que me separasse.”

Perel afirma que os relacionamentos são como “uma colcha de regras” que começa a se esticar desde o primeiro dia para se moldar à realidade. Siequeroli mudou o tecido da colcha. ”Para mim, traição passou a ser estar ao lado de alguém fisicamente por obrigação, mas desejando estar com outra pessoa.” O casal decidiu “revelar desejos e vontades sem falsa moral”. “Passei a ser a única em minha turma de amigas que não controlava o marido, mas que tinha a relação mais transparente de todas.” Carolina teve dois filhos e viveu feliz por 11 anos. A separação veio, segundo ela, porque o amor foi acabando. “Hoje, além de pai de meus filhos, ele é meu melhor amigo. Quem mais me ajuda na vida”, disse.

A gerente comercial Roberta Grillo, um belo dia, quando já tinha nove anos de um bom casamento e pouco depois do nascimento do primogênito, viu mensagens de uma mulher no celular do marido. Ela, que é workaholic e nunca fez o tipo controladora, teve “quase certeza” de que ele estava tendo um caso, mas não rastreou mais nada. Decidiu também não fazer perguntas. “Podia ser algo passageiro e eu não queria me separar. A gente sempre acha que é reversível.” Nesse caso, não foi. O marido tinha se apaixonado por uma terceira pessoa, e os dois se separaram amigavelmente.

Nas palestras que Esther Perel dá ao redor do mundo, ela costuma perguntar se alguém já passou por uma experiência parecida. Ninguém nunca levantava a mão até que, recentemente, na França, alguns o fizeram. Admitir em público ser vítima ou autor de uma traição é raríssimo. Mal compreendida, segundo Perel, a traição segue tabu. Durante a apuração desta reportagem, foi perguntado se alguém teria uma história do tipo para contar em um grupo de adultos, ex-colegas do colégio paulistano Bandeirantes. Havia 150 pessoas presentes, ninguém se manifestou. O silêncio foi o mesmo em outro grupo com cerca de 20 mulheres, todas com nível superior. Na verdade, uma disse, quase em desabafo: “Deve ser horrível passar por isso, não desejo para ninguém”. Numa pesquisa feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos, 91% dos entrevistados disseram que a infidelidade é moralmente condenável – mais detestável do que a poligamia, o divórcio e o suicídio.

Apesar de detestadas, relações extraconjugais são mais frequentes do que se admite. Uma pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo, feita há dois anos com 8.200 pessoas, apontou que 50,5% dos homens e 30,2% das mulheres já foram infiéis no relacionamento. As estatísticas nos Estados Unidos variam de 26% a 70% para elas e 33% a 75% para eles. Os estudiosos do assunto, porém, garantem que os números devem ser maiores. No consultório de Perel, a maioria dos pacientes diz que é horrível esconder um caso extraconjugal do parceiro, mas que faria o mesmo se tivesse um amante.

O modelo cearense Lucas Fernandes, de 27 anos, participava de um reality show. Por isso mesmo, não conseguiu esconder dos milhões de telespectadores do Big Brother Brasil deste ano que, no mínimo, tinha se encantado pela personal trainer catarinense Jéssica Mueller, de 26 anos. Foi o que bastou para ele ser expulso. O público sabia que Lucas tinha uma noiva, a modelo Ana Lúcia Vilela – que era uma dos milhões de telespectadores que acompanhavam o programa. Ao ser enviado para o “paredão”, Fernandes foi eliminado por ter jogado mal e pela infidelidade. A noiva não apareceu para recebê-lo na saída da casa. A cantora Roberta Miranda o condenou numa rede social: “Se sou noiva desse moço, meto-lhe chifre com o melhor amigo dele”. Os noivos não são mais noivos.

infidelidade já não tem mais o peso de uma tragédia shakespeariana, mas ainda desestabiliza qualquer um. Em Otelo, o general mouro enlouquece com o ciúme provocado por uma suspeita de que a mulher, Desdêmona, o traía. Otelo mata a mulher e, ao perceber que ela era inocente, suicida-se. “A sociedade moderna continua impregnada de uma enorme culpa cristã”, disse a psicoterapeuta de casais Lídia Aratangy, que há mais de 30 anos lida com dilemas conjugais. “Nas gerações passadas, muitos homens se vangloriavam dos casos extraconjugais. Hoje, não mais, até porque houve uma valorização do vínculo amoroso.

A valorização do amor, porém, não significa que eles estejam traindo menos do que antes. Nem que elas, depois de muitas conquistas sociais, mudaram de comportamento. Ainda há mais preconceito contra as mulheres que traem do que quando se trata dos homens.

Esther Perel cita pesquisas que indicam que a infidelidade por parte das mulheres aumentou 40 % de 1990 para cá. Esse dado, ela explica em seu livro, “não inclui apenas relacionamentos sexuais fora do casamento, mas também outros contatos físicos, envolvimentos platônicos, encontros em salas de bate-papo, grupos do WhatsApp, exibicionismo pela internet, visitas a sites pornográficos, entre tantas outras formas modernas de relacionamentos que existem hoje”.

O mercado está trabalhando duro para garantir a privacidade de quem quer manter uma história escondida no celular. Há inúmeros aplicativos e ferramentas on-line, como o KYMS, que tem cara de calculadora, mas ao digitar uma senha aparece o conteúdo escondido – seja ele mensagens ou nudes. Há o Private SMS & Call – Hide Text, que esconde as chamadas realizadas. Ou o Confide, em que as mensagens desaparecem após serem lidas. É como um Snapchat de texto. Há ainda o Black SMS, que transforma suas mensagens de textos em imagens pretas que só podem ser exibidas com uma senha. E até o PeeperPeerer, que fotografa quem tenta bisbilhotar o celular alheio. O caso relatado na abertura da reportagem não aconteceria se o marido tivesse um iPhone X, que passou a contar com um scanner de reconhecimento facial para desbloquear o telefone. E o dono tem de estar de olho aberto. Não adianta postar o aparelho no rosto do suspeito quando ele estiver dormindo. O Galaxy 8 também escaneia a íris do dono do aparelho.

Edval Domingues, um designer de 42 anos, fez um escândalo quando chegou em casa e viu o então namorado com o computador ligado e o sofá manchado de esperma. Discutiram até o parceiro, aos prantos, confessar que estava em um site de pornografia se divertindo. Os dois fizeram as pazes, mas a sensação de traição não passou. “Ele entendeu quanto isso me magoou e prometeu mudar de conduta”, lembrou ele, já separado, mas ainda hoje chateado.

No consultório da psicoterapeuta Lídia Aratangy, são comuns os desentendimentos gerados por trocas de mensagens com terceiros. “O ciúme é um problema do ciumento, mas acho também que o sofrimento da pessoa amada deve ser levado em conta”, disse ela. Aratangy conta o caso de uma paciente que, apesar dos apelos do marido, não parava de conversar no WhatsApp com um amigo de faculdade que reencontrara havia pouco. A mulher só teve a dimensão do sofrimento que estava causando quando o marido chorou durante a sessão.

Querer controlar o desejo do outro para não sofrer, no entanto, também não funciona. Até os casais mais monogâmicos, segundo Esther Perel, precisam reconhecer que ninguém tem a posse da sexualidade do parceiro. “Na tentativa de impedir traições, o controle excessivo da vida do outro acaba com o mistério, que, é justamente o que mantém o desejo aceso.” Na utopia romântica dos tempos modernos, existe a expectativa de que miraculosamente o desejo por outras pessoas evapore, segundo ela, em nome de uma única atração. “A monogamia é a vaca sagrada do ideal romântico”, escreveu Perel.

Ela discute o fato de que hoje ser feliz no casamento “é mandatório”. Segundo ela, os laços agora se formam muito mais em torno da atração e do amor. Só que laços assim são mais frágeis do que os que se baseiam em bens materiais, que lastreavam muitos dos relacionamentos antigos. Os laços atuais são mais fáceis de se romper também porque a expectativa em torno do casamento é gigante. ”Esperamos que uma pessoa consiga dar coisas que só uma cidade inteira seria capaz de prover”, afirmou. Perel conta que os pacientes chegam ao consultório dela em Manhattan como “consumistas decepcionados com o romantismo”. Eles se casam e depois acham que levaram gato por lebre, comportam-se como consumidores enganados. “Eles percebem que a expectativa do romantismo não se ajusta à crua realidade, que não é nada romântica. A visão utópica do amor ideal transforma-se em uma grande arma que desperta o desencanto.” Aí, levam o produto com defeito para ser consertado no divã. E traem.

Como gosta de lembrar em sua TED sobre infidelidade, o adultério existe desde que o casamento foi inventado – assim como o tabu em tomo dele. Tanto que, ela diz, o adultério é o único pecado que tem dois mandamentos na Bíblia, um para não praticá-lo e outro para nem pensar nele. Em algumas culturas, porém, adultério nem existe. Para o povo Lozi, que vive na Zâmbia, ter um relacionamento sexual com quem quer que seja não é traição. Entre os kofyar, da Nigéria, se a mulher não está satisfeita com o marido e não quer se separar, fica oficialmente liberada para encontrar um amante. Os esquimós têm o costume de emprestar a mulher a um visitante como prova de boa hospitalidade.

O empresário italiano Paolo, de 40 anos (ele pediu para ter o nome trocado na reportagem), conta que, bem antes de se casar há dez anos, combinou com a mulher que cada um poderia fazer o que bem entendesse. Existia apenas uma regra: não deixar que o outro soubesse. Paolo explica assim o trato: “Não sou dono do desejo de minha mulher, como ela não é proprietária do meu. E você não vai passar uma vida inteira querendo apenas uma pessoa”.

O acordo foi rompido quando a moça, tomada pela culpa ou talvez querendo uma mudança forçada no combinado, contou que tinha traído o marido com um colega do escritório. Foi além e contou o que havia feito para toda a família. Paolo ficou tomado de ciúme e vergonha. Sentiu-se humilhado, vasculhou o computador da mulher, leu mensagens, grampeou o telefone dela. Chegou a ameaçar o amante, exigindo que ele não se aproximasse mais da mulher. Fez tudo o que nunca imaginou que faria. Até que: “Depois de sofrer, de me torturar, pensei na vida boa que sempre tivemos, pensei em meu filho e resolvi continuar casado. Eu a amo”. E continuaram a relação.

“É muito difícil superar uma infidelidade. Na experiência de consultório, percebo que os casais demoram mais de dois anos para conseguir isso”, disse Magdalena Ramos, que é psicanalista, autora de vários livros sobre família e casais e professora de psicologia na PUC de São Paulo. Os homens, segundo ela, ainda têm mais dificuldade na superação do que as mulheres. “Eles acham que a traição reflete a incompetência deles como machos. Quando o homem diz que perdoa, depois transforma a vida do casal em um inferno, ataca e desprestigia a mulher”, disse. A outra especialista, Lídia Aratangy, completou: “A mulher que perdoa muitas vezes faz o mesmo”.

O cineasta Domingos Oliveira, diretor e ator do filme Separações, é taxativo: “Infidelidade não se perdoa. Essa é uma mentira milenar”. Casado há 30 anos, ele acha que as pessoas só conseguem aproveitar o amor plenamente se forem fiéis. “A monogamia tem vantagens enormes. O problema é que o homem não é monogâmico, por isso sente culpa, paga o preço com a dependência.”

Mesmo perdoando, ninguém esquece a traição, dizem terapeutas e pesquisadores do assunto. O motivo é simples: a dor é enorme e desperta crises profundas de identidade e de autoestima. “Uma traição necessariamente leva o parceiro a se sentir excluído. Isso remete àquela sensação da primeira infância quando os pais fecham a porta e você fica de fora”, disse Aratangy. Para Magdalena Ramos, quando o caso é traição, as pessoas chegam ao consultório magoadas e com muita raiva. “E chegam sempre com um discurso fechado, de culpado e de vítima”, disse.

Mas, para terminar com uma afirmação da guru Esther Perel: “A moral se acomoda de acordo com os papéis”. Por isso, é bom lembrar que, se em um momento a pessoa está no papel do traído, em outro, inesperadamente, pode estar em outro dos três lugares de um triângulo amoroso que já execrou.

Infidelidade 2.0 -1

Abaixo, à direita, o aplicativo lnvisible Text permite enviar secretamente textos, fotos e vídeos, sem que sejam armazenados no celular.

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Extraconjugais é um entre muitos sites criados nos últimos anos para facilitar encontros adúlteros.

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 No Telegram, (abaixo à direita), o usuário pode definir o tempo para que a mensagem, criptografada, seja destruída automaticamente.

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Com o Slydial (acima, à esquerda), amantes podem deixar recados diretamente na caixa postal de seus parceiros, sem precisar falar com eles. As desculpas ficaram muito mais fáceis

 O Amante Discreto (abaixo) permite que os casados procurem novos amores a partir de critérios como idade, interesses e região.

Infidelidade 2.0 -5

 

 O Confide apaga automaticamente as mensagens assim que são lidas pelo destinatário, como se fosse um Snapchat de texto, e dificulta a captura de tela.

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O Black SMS (abaixo, à direita) transforma as mensagens em imagens pretas que só podem ser exibidas com uma senha.

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O PeeperPeerer (acima à esquerda) cria atalhos fakes de aplicativos e, quando um enxerido tenta acessá-los, é fotografado.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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