ALIMENTO DIÁRIO

MATEUS 18: 7-14

20180104_191613

Advertências contra os Escândalos

 

O nosso Salvador fala aqui de ofensas, ou escândalos:

I – Em geral (v. 7). Tendo mencionado o fato de escandalizar os pequeninos, Ele aproveita para falar de forma mais geral sobre os escândalos. Um escândalo é algo:

1. Que provoca a culpa, que através da sedução ou da intimidação tende a atrair os homens, desviando-os daquilo que é bom para aquilo que é mau.

2. Que causa sofrimento, que entristece o coração do justo. Agora, em relação aos escândalos, Cristo aqui lhes diz:

(1). Que eles ocorreriam com certeza: “Porque é mister que venham escândalos”. Quando temos a certeza de que há perigo, devemos estar melhor armados. Não que a Palavra de Cristo necessite que qualquer homem escandalize, mas esta é uma predição sobre um aspecto das causas; considerando a astúcia e a malícia de Satanás, a fraqueza e a depravação dos corações dos homens, e a loucura que é encontrada ali, é moralmente impossível que não haja escândalos. E Deus determinou permiti-los para fins sábios e santos, para que tanto aqueles que são perfeitos como aqueles que não o são possam ser manifestos. Veja 1 Coríntios 11.19; Daniel 11.3. Informados com antecedência de que haverá sedutores, tentadores, perseguidores e muitos maus exemplos, estejamos vigilantes (cap. 24.24; Atos 20.29,30).

(2). Que eles seriam coisas deploráveis, e a consequência deles, fatal. Aqui está um desgosto anexado aos escândalos:

[1]. Uma desgraça para o descuidado e desprotegido, que sofre a ofensa: ”Ai do mundo, por causa dos escândalos!” As obstruções e oposições à fé e à santidade em todos os lugares são a perdição e a fonte de corrupção da humanidade, e a ruína de milhares de pessoas. Este mundo presente é um mundo maligno, e está repleto de escândalos, pecados, laços e tristezas; viajamos por uma estrada perigosa, cheia de pedras de tropeço, precipícios, e falsos guias: ”Ai do mundo”. Quanto àqueles a quem Deus escolheu e chamou do mundo, e livrou dele, eles são preservados pelo poder de Deus do dano desses escândalos, são ajudados a superar todas essas pedras de tropeço. “Muita paz tem os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço” (Salmos 119.165).

[2]. Uma desgraça para o ímpio, que intencionalmente participa ou gera o escândalo: “Mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” Embora seja mister que os escândalos venham, não haverá desculpa para aqueles que escandalizarem. Note que, embora Deus tenha feito os pecados dos pecadores servirem ao seu propósito, isto não lhes salvará da sua ira; e a culpa será depositada na porta daqueles que motivarem o escândalo, embora eles também se enquadrem na desgraça daqueles que o sofrem. Aqueles que de alguma forma atrapalham a salvação de outros acharão a sua própria condenação a mais intolerável, como Jeroboão, que pecou “e fez Israel pecar”. Esta desgraça é a moral daquela lei judicial (Êxodo 21.33,34-22.6), de que aquele que abriu a cova, e acendeu o fogo, foi responsabilizado por todo o dano que se seguiu. A geração anticristã, por meio da qual veio o grande escândalo, se enquadrará nessa desgraça por seu engano para com os pecadores (2 Tessalonicenses 2.11,12), e suas perseguições aos santos (Apocalipse 17.1,2,6), porque o Deus justo ajustará contas com aqueles que destruírem os interesses eternos de almas preciosas, e os interesses temporais de santos preciosos. Precioso aos olhos do Senhor é o sangue dos santos; e os homens prestarão contas, não só pelas coisas que fizeram, mas pelos frutos de suas ações, pelo mal que foi feito por eles.

I – Em particular, Cristo aqui fala dos escândalos gerados:

1. Por nós a nós mesmos, que é expresso pela nossa mão ou pé nos escandalizando; nesse caso, a mão ou o pé deve ser “cortado e lançado fora” (vv. 8 ,9). O Senhor Jesus Cristo havia mencionado essas palavras anteriormente (cap. 5.29,30), onde Ele se refere especialmente às transgressões do sétimo mandamento; aqui, o assunto é tomado de um modo mais geral. Aquelas palavras duras de Cristo são desagradáveis para a carne e o sangue, precisam ser repetidas para nós várias vezes, e ainda assim é pouco. Considere então:

(1) O que é que está aqui imposto. Devemos nos livrar de um “olho”, ou uma “mão”, ou um “pé”, isto é, aquilo, seja lá o que for, que nos for caro, quando isso inevitavelmente gerar uma ocasião de pecado para nós. Note que:

[1]. Muitas tentações para pecar surgem de dentro de nós mesmos; os nossos próprios olhos e mãos nos escandalizam; se jamais houvesse um demônio para nos tentar, de­ veríamos nos afastar da nossa própria concupiscência. As coisas que em si são boas, e podem ser usadas como instrumentos do bem, até mesmo estas, através das corrupções dos nossos corações, mostram-se como laços para nós, nos inclinam a pecar, e nos prejudicam em nossa obediência.

[2]. Nesse caso, devemos, tão legitimamente quanto pudermos, nos desfazer daquilo que não pudermos manter sem ficarmos emaranhados no pecado. Em primeiro lugar, é certo que a concupiscência interior deve ser mortificada, embora seja cara para nós como um olho, ou uma mão. “Crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5.24). O corpo do pecado deve ser destruído; as inclinações e apetites corruptos devem ser identificados e eliminados; a amada concupiscência, que tem sido colocada debaixo da língua como uma doce guloseima, deve ser abandonada com repulsa. Em segundo lugar, as ocasiões externas do pecado de­ vem ser evitadas, embora, desse modo, coloquemos uma violência muito grande sobre nós mesmos, como seria cortar uma mão, ou arrancar um olho. Quando Abraão saiu de sua terra natal, por medo de se envolver com a idolatria que havia ali, e quando Moisés saiu da corte de Faraó, por medo de se misturar com os prazeres pecaminosos que havia ali, uma mão foi cortada. Não devemos considerar nada caro demais ou valorizado demais para dele nos livrarmos, a fim de que possamos manter uma boa consciência.

(2). Sobre que incentivo ou persuasão isso é exigido:

“Melhor te é entrar na vida coxo ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno”. O argumento é tomado do estado futuro, do céu e do inferno; daí são extraídos os dissuasivos mais convincentes contra o pecado. O argumento é o mesmo do apóstolo (Romanos 8.13).

[1]. Se vivermos segundo a carne, morreremos. Tendo dois olhos, todas as transgressões feitas no corpo do pecado geram a corrupção, como no caso de Adonias. Não é possível escusar o pecado como uma inclinação natural ou inata. Todo aquele que permanecer no pecado será lançado no fogo do inferno.

[2]. Se nós, através do Espirita, mortificarmos as obras da carne, viveremos. Isto se explica por entrarmos na vida coxos, isto é, o corpo do pecado estar coxo; e é melhor ficarmos coxos enquanto estivermos neste mundo. É desejável que a mão direita do velho homem seja cortada, e seu olho direito seja arrancado, com suas políticas principais arruinadas e seus poderes destruídos. Mas ainda há um olho e uma mão sobrando, com os quais haverá luta. Aqueles que são de Cristo pregaram a carne na cruz, mas ela ainda não está morta; sua vida é prolongada, mas o seu domínio foi tirado (Daniel 7.12), e o ferimento mortal lhe foi conferido, e não poderá ser curado.

2. Com relação aos escândalos causados por nós aos outros, especialmente aos pequeninos de Cristo, do que somos aqui convocados a dar atenção, de acordo com o que Ele havia dito (v. 6). Considere:

(1).  A própria advertência: “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos”. Isto foi dito aos discípulos. Da mesma forma que Cristo irá se indignar com os inimigos de sua igreja, se eles fizerem alguma injustiça com qual­ quer dos seus membros, mesmo o menor, Ele irá se in­ dignar com os grandes da igreja, se eles desprezarem os pequeninos dela. Em outras palavras: “Vocês que estão disputando quem será o maior, tomem cuidado para que, nesta disputa, vocês não desprezem os pequeninos do reino”. Também podemos entender essas palavras literalmente, como se o Senhor estivesse falando das crianças pequenas (vv. 2,4). A semente infantil dos crentes fiéis pertence à família de Cristo, e não deve ser desprezada. Ou figuradamente: estes pequeninos são crentes verdadeiros, porém fracos em sua condição exterior, ou na estrutura de seu espirita; são como crianças peque­ nas, os cordeiros do rebanho de Cristo.

[1]. Não devemos desprezá-los, nem pensar mal deles, como cordeiros desprezados (Jó 12.5). Não devemos caçoar de suas fraquezas, nem olhar para eles com desprezo, nem agirmos com escárnio ou desdém em relação a eles, como se não nos importássemos com o que lhes aconteceu. Não devemos dizer: “Embora eles sejam o­ fendidos, e entristecidos, e tropecem, o que nos importa?” Nem devemos tomar a menor atitude que os faça ficar em dificuldades e perplexos. Este desprezo pelos pequeninos é contra o que somos grandemente advertidos (Romanos 14.3,10,15,20,21). Não devemos impor nada sobre a consciência dos outros, nem traze-los à sujeição das nossas vontades, como aqueles que dizem às almas dos homens: “Inclinem-se, para que possamos passar por cima de vocês”. Deve-se algum respeito à consciência de todo homem que parece ser consciencioso.

[2]. Devemos prestar atenção para não os desprezarmos; devemos ter medo do pecado, e ter muito cuidado com o que dizemos e fazemos, para que inadvertidamente não escandalizemos os pequeninos de Cristo, para que não os desprezemos, sem termos ciência disso. Houve aqueles que os odiavam, e os lançavam fora, e ainda diziam: “Que o Senhor seja glorificado”. Devemos temer o castigo: “Preste atenção para não desprezá-los, por­ que isto será arriscado para você”.

(2).  As razões para reforçar o cuidado. Não devemos olhar para esses pequeninos como desprezíveis, porque, na verdade, eles são dignos de consideração. Não deixe que a terra despreze aqueles a quem o céu respeita; não os olhemos com algum tipo de falta de respeito, mas consideremo-los como os favoritos do céu. Para provar que os pequeninos que creem em Cristo são dignos de res­ peito, considere:

[1]. A ministração dos anjos bons sobres eles: “Os seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai que está nos céus”. Isto Cristo nos diz, e podemos confiar em sua Palavra. Ele veio dos céus, e nos faz saber o que é feito ali pela multidão de anjos. Duas coisas que ele nos faz saber sobre eles:

Em primeiro lugar, que os anjos são deles. Os anjos de Deus são deles; porque tudo o que é de Deus é nosso, se formos de Cristo (1 Coríntios 3.22). Os anjos são deles; porque eles têm uma ordem para servirem em favor desses pequeninos (Hebreus 1.14), armar suas tentas ao redor deles, e segurá-los em seus braços. Alguns têm imaginado que todo santo em particular tem um anjo da guarda. Mas por que de veríamos supor isso, quando sabemos que todo santo em particular, quando há necessidade, é guardado por anjos? Isto é particularmente aplicado aqui aos pequeninos, porque eles são muito desprezados e muito expostos. Eles podem contar pouco consigo mesmos, mas podem olhar, pela fé, para as hostes celestes, e chamá-las de suas. Enquanto os grandes do mundo têm homens honoráveis e guardas para o seu séquito, os pequeninos da igreja são servidos por anjos gloriosos, que anunciam não só o valor deles, mas o perigo que correm aqueles que desprezam e abusam deles. É ruim ser inimigo daqueles que são assim protegidos; e é bom termos a Deus como o nosso Deus, porque assim podemos considerar os seus anjos como sendo os nossos anjos.

Em segundo lugar, eles sempre veem a face do Pai que está nos céus. Isto indica:

1. A felicidade e a honra contínua dos anjos. A felicidade do céu consiste na visão de Deus, vê-lo face a face como Ele é, contemplando a sua beleza; os anjos possuem esse privilégio de uma forma ininterrupta. Quando eles estão nos ministrando na terra, mesmo nesses momentos, por contemplação, veem a face de Deus, porque estão cheios de olhos por dentro. Mesmo enquanto falava com Zacarias, Gabriel estava na presença de Deus (Apocalipse 4.8; Lucas 1.19). A expressão sugere, como alguns pensam, a dignidade e a honra especiais dos anjos dos pequeninos; os primeiros-ministros de estado são mencionados como aqueles que veem a face do rei (Ester 1.14). É como se os anjos mais fortes fossem encarregados dos santos mais fracos.

2. A sua contínua prontidão para ministrar aos santos. Eles contemplam a face de Deus, esperando receber ordens dele quanto ao que fazer para o bem dos santos. Como os olhos dos ser­ vos estão fixados na mão de seu senhor, prontos para ir e vir ao menor gesto, assim os olhos dos anjos estão volta­ dos à face de Deus, esperando as intimações da sua vontade, que estes mensageiros alados voam rapidamente para cumprir. Eles correm e tornam, à semelhança dos relâmpagos (Ezequiel 1.14). Se quisermos contemplar a face de Deus em glória no porvir, como fazem os anjos (Lucas 20.36), devemos então contemplar a face de Deus agora, com prontidão para cumprir o nosso dever, como eles o fazem (Atos 9.6).

O plano misericordioso de Cristo com relação a eles (v. 11): “Porque o Filho do Homem veio salvar o que se tinha perdido”. Esta é uma razão, em primeiro lugar, porque os anjos dos pequeninos têm tal responsabilidade com relação a eles, e os servem; os anjos agem de acordo com o plano que Cristo tem para os salvar. A ministração dos anjos é baseada na mediação de Cristo; através dele, os anjos recebem missões relativas a nós. E quando eles celebraram a boa vontade de Deus em relação aos homens, a isso juntaram a sua própria boa vontade. Em segundo lugar, porque eles não devem ser desprezados; porque Cristo veio para salvá-los, para salvar aqueles que se tinham perdido, os pequeninos que estão perdidos aos seus próprios olhos (Isaias 66.3), que trazem a incerteza dentro de si mesmos. Ou, antes, os filhos dos homens. Considere:

1. As nossas almas são, por natureza, almas perdidas. São como um viajante que está perdido, que está fora do seu caminho, como um prisioneiro condenado que está perdido. Deus perdeu o serviço do homem caído, perdeu a honra que Ele deveria ter tido da parte desse homem.

2. A missão de Cristo no mundo é salvar o que se tinha perdido, nos trazer à obediência, nos restaurar ao nosso trabalho, restabelecer os nossos privilégios, e assim nos colocar no caminho correto que nos leva ao nosso final grandioso; salvar aqueles que es­ tão espiritualmente perdidos, não deixando que permaneçam assim eternamente.

3. Esta é uma boa razão para que os crentes menores e mais fracos não devam ser desprezados ou escandalizados. Se Cristo os valoriza dessa maneira, não os desvalorizemos. Se Ele renunciou tanto a si mesmo pela salvação deles, com certeza devemos renunciar a nós mesmos em benefício de sua edificação e consolação. Veja a urgência desse argumento (Romanos 14.15; 1 Coríntios 8.11,12). Se Cristo entrou no mundo para salvar as almas, e o seu coração está tão empenhado nessa obra, Ele severamente ajustará contas com aqueles que a obstruem e a prejudicam, atrapalhando o progresso daqueles que estão voltando suas faces ao céu, e assim frustram o seu grande plano.

[3]. A terna consideração que o nosso Pai celestial tem por esses pequeninos, e a sua preocupação pelo seu bem-estar. Isto é ilustrado por uma comparação (vv. 12-14). Observe a progressão do argumento: os anjos de Deus são seus servos, o Filho de Deus é o seu Salvador, e, para completar a sua honra, o próprio Deus é o seu amigo. “Ninguém as arrebatará das minhas mãos” (João 10.28).

Aqui temos, em primeiro lugar, a comparação (vv. 12,13). O proprietário que tinha perdido uma de suas cem ovelhas não faz pouco caso disso, mas diligentemente a busca, fica grandemente feliz quando a encontra, e tem nisso uma alegria considerável e comovente, superior à alegria que sente pelas noventa e nove que não se perderam. O medo que ele teve de perder aquela ovelha, e a surpresa ao encontrá-la, são somados à alegria. Então, isso é aplicável:

1. Ao estado do homem caído em geral; ele está desviado como uma ovelha perdida. Os anjos que ficaram eram como as noventa e nove que nunca se desviaram; o homem perdido é procurado nas montanhas que Cristo, em grande fadiga, atravessou em busca dele, e assim foi encontrado. Este é um motivo de alegria. No céu, há uma alegria maior pelos pecadores que retornam do que pelos anjos que ali permanecem.

2. A crentes em particular, que são escandalizados e tirados de seu caminho por pedras de tropeço que são colocadas diante deles, ou pelos estratagemas daqueles que os atraem para fora do caminho. Então, embora apenas uma das cem ovelhas tenha se desviado do caminho – algo que acontece facilmente com elas -. esta única ovelha deveria ser protegida com muito cuidado. Ela foi recebida com muito prazer; portanto, o mal que aconteceria com ela, sem dúvida alguma, seria contado com muito desgosto. Se há alegria no céu por um desses pequeninos que foi encontrado, há ira no céu quando alguém os escandaliza. Note que Deus, de forma misericordiosa, está preocupado não só com o seu rebanho em geral, mas com cada cordeiro, ou ovelha, que lhe pertence. Embora elas sejam muitas, Ele pode sentir facilmente a falta de uma delas, porque Ele é o grande Pastor, e não a perderá facilmente, porque Ele é o bom Pastor e conhece particularmente o seu rebanho mais que qualquer outro. Ele chama as suas ovelhas pelo nome (João 10.3). Veja uma exposição completa dessa parábola (Ezequiel 34.2,10,16,19).

Em segundo lugar, a aplicação dessa comparação (v. 14): “Não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca”. Mas é sugerido do que expressado. Não é a sua vontade que qualquer se perca, mas:

1. É a sua vontade que esses pequeninos sejam salvos; é a vontade expressa pelo seu plano, e o seu deleite. Ele planejou, e colocou o seu coração nisso, e Ele o realizará. A sua vontade é que todos façam o que puderem para que o seu plano seja divulgado, e que nada o atrapalhe.

2. Esse cuidado se estende a cada membro do rebanho em particular, até mesmo àquele que é aparentemente o mais insignificante. Pensamos que se apenas um ou dois forem escandalizados, e caírem em uma armadilha, não terá muita importância, e que não precisaremos nos importar com isso; mas os pensamentos de amor e ternura de Deus estão acima dos nossos.

3. Fica a sugestão de que aqueles que fazem qualquer coisa pela qual qualquer um desses pequeninos é colocado em perigo de perecer, contradizem a vontade de Deus, e o provocam grandemente. E embora eles não possam prevalecer nesse ponto, terão que prestar contas por isso àquele que, em seus santos, como em outras coisas, é zeloso quanto à sua honra, e não suportará tê-la menosprezada (veja Isaias 3.15). “Que tendes vós que afligir o meu povo?” (Salmos 76.8,9).

Observe como Cristo se dirigiu a Deus (v. 19): “Meu Pai que está nos céus”. Ele também chama Deus Pai de “vosso Pai, que está nos céus” (v. 14). O Senhor assim sugere que Ele não se envergonha de chamar os seus pobres discípulos de irmãos. Pois Ele e os discípulos não têm um só Pai? “Subo para meu Pai e vosso Pai” (João 20.17); portanto, Deus Pai é nosso Pai porque é Pai do Senhor Jesus. Isto sugere, da mesma forma, a base da segurança de seus pequeninos: que Deus é o Pai deles, e assim está sempre disposto a socorrê-los. Um pai cuida de todos os seus filhos, mas é particularmente carinhoso com os pequeninos (Genesis 33.13). Ele é o seu Pai nos céus, um lugar de perspectiva. Portanto, Ele vê todos os insultos que são lançados contra eles. Esse também é um lugar de poder; portanto, Ele pode vingá-los. Isso conforta os pequeninos que são ofendidos: a sua testemunha está nos céus (Jó 16.19), o seu juiz está ali (Salmos 68.5).

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.